{"id":59059,"date":"2012-11-26T11:50:58","date_gmt":"2012-11-26T11:50:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/11\/26\/conclusoes-do-39-o-encontro-nacional-da-pastoral-dos-ciganos\/"},"modified":"2012-11-26T11:50:58","modified_gmt":"2012-11-26T11:50:58","slug":"conclusoes-do-39-o-encontro-nacional-da-pastoral-dos-ciganos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/conclusoes-do-39-o-encontro-nacional-da-pastoral-dos-ciganos\/","title":{"rendered":"Conclus\u00f5es do 39.\u00ba Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos"},"content":{"rendered":"<p>Orientado pelo Diretor nacional da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC), Fr. Francisco Sales Diniz, ofm., realizou-se de 23 a 25 de novembro de 2012, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, da Ordem dos Carmelitas Descal&ccedil;os, em Viana do Castelo, o 39&ordm; Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, sob o tema: <em>An&uacute;ncio da F&eacute; na Realidade Cigana<\/em>.<\/p>\n<p>A participa&ccedil;&atilde;o de D. Manuel da Silva Rodrigues Linda, em representa&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana; do bispo da diocese de Viana do Castelo, D. Anacleto Cordeiro Gon&ccedil;alves Oliveira e do Presidente da C&acirc;mara Municipal de Viana do Castelo, Engenheiro Jos&eacute; Maria Costa, no in&iacute;cio do encontro, foi uma mais-valia e um incentivo no desenvolvimento dos trabalhos.<\/p>\n<p>O encontro contou com 35 participantes, oriundos da equipa nacional e dioceses de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Portalegre-Castelo Branco e Lisboa.<\/p>\n<p>Dos temas e trabalhos de reflex&atilde;o do encontro emergiram as seguintes constata&ccedil;&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p>1)&nbsp;O principal objetivo da ONPC &eacute; a evangeliza&ccedil;&atilde;o. Os primeiros agentes da evangeliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os Bispos e os P&aacute;rocos, que devem ter uma particular solicitude com esta miss&atilde;o que tem como objeto todo o povo de Deus, onde se incluem as minorias e os que se encontram exclu&iacute;dos da Igreja e da sociedade. Recomendamos &agrave;s dioceses e par&oacute;quias, uma maior aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s realidades que est&atilde;o &agrave; margem, recordando que a rejei&ccedil;&atilde;o ou exclus&atilde;o, seja de quem for, dentro da Igreja, &eacute; o maior contratestemunho da vida crist&atilde;.<\/p>\n<p>2)&nbsp;A realidade cigana continua a ser uma realidade omissa na maioria das dioceses e par&oacute;quias do pa&iacute;s. Esta omiss&atilde;o reflete-se nos projetos pastorais diocesanos e paroquiais, onde n&atilde;o est&aacute; presente e, notou-se, na pouca representatividade das dioceses no Encontro Nacional (s&oacute; sete dioceses estiveram representadas). O Encontro Nacional foi institu&iacute;do anualmente nos Estatutos da ONPC, aprovados pela Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa. Recomendamos &agrave;s dioceses e par&oacute;quias a inclus&atilde;o da realidade cigana nos planos pastorais, a fim de promoverem a sua evangeliza&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o na Igreja Local.<\/p>\n<p>3)&nbsp;A estrutura das nossas par&oacute;quias n&atilde;o d&aacute; uma resposta pastoral pertinente &agrave; realidade do tempo atual. Continuamos com uma estrutura de gabinete e de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, onde se espera pelos clientes para atendimento, o que n&atilde;o vai ao encontro das exig&ecirc;ncias pastorais e mission&aacute;rias do Ano da F&eacute; e da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o pedida pelo Santo Padre. Recomendamos aos p&aacute;rocos que, em Ano da F&eacute;, promovam uma reestrutura&ccedil;&atilde;o da par&oacute;quia que a fa&ccedil;a sair de si mesma, assumindo um estilo mission&aacute;rio que permita ir ao encontro dos que est&atilde;o fora da par&oacute;quia.<\/p>\n<p>4)&nbsp;Os mesmos estere&oacute;tipos e preconceitos relacionados com os ciganos, que se encontram na sociedade civil portuguesa, est&atilde;o tamb&eacute;m presentes no seio das comunidades cat&oacute;licas. Muitas vezes, s&atilde;o os leigos, com total desconhecimento dos p&aacute;rocos, que criam barreiras que impedem o acesso dos ciganos &agrave; comunidade e aos servi&ccedil;os paroquiais. Recomendamos que se promova a forma&ccedil;&atilde;o dos leigos, com responsabilidades no funcionamento dos servi&ccedil;os das par&oacute;quias, a fim de se criar um estilo de par&oacute;quia que seja um espa&ccedil;o de acolhimento para todos, onde n&atilde;o h&aacute; lugar para exclus&otilde;es nem marginaliza&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>5)&nbsp;Continuamos a sentir um total desconhecimento e falta de sensibilidade dentro da Igreja, para com a realidade dos ciganos. Esta constata&ccedil;&atilde;o manifesta-se tamb&eacute;m nos sacerdotes e nos religiosos e religiosas que terminam a sua forma&ccedil;&atilde;o e iniciam a atividade pastoral. Sentimos que existe uma lacuna na forma&ccedil;&atilde;o ministrada, que deveria contemplar as realidades marginais &agrave; pr&oacute;pria Igreja, assim como as orienta&ccedil;&otilde;es pastorais da Santa S&eacute; e da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, que incentivam a ir ao encontro dessas realidades. Mais uma vez, recomendamos aos respons&aacute;veis pela forma&ccedil;&atilde;o nos Semin&aacute;rios e Casas de Forma&ccedil;&atilde;o Religiosas, que incluam esta dimens&atilde;o pastoral nos programas de forma&ccedil;&atilde;o inicial.<\/p>\n<p>6)&nbsp;Constatamos que os valores humanos e religiosos, presentes na realidade cigana, podem ajudar a promover um aut&ecirc;ntico processo catecumenal da f&eacute;, pois integram os acontecimentos centrais da vida, desde o nascimento at&eacute; &agrave; morte. Desafiamos as dioceses e par&oacute;quias a promoverem uma pastoral de proximidade, de escuta e de participa&ccedil;&atilde;o na vida dos ciganos, partilhando com eles o an&uacute;ncio do Evangelho que ilumina e d&aacute; sentido &agrave; diversidade de acontecimentos que se sucedem ao longo da vida.<\/p>\n<p>7) Concordamos plenamente que a escolariza&ccedil;&atilde;o dos ciganos &eacute; o primeiro meio para os ajudar a sa&iacute;rem da situa&ccedil;&atilde;o de marginaliza&ccedil;&atilde;o e de gueto; contudo, constatamos que alguns projetos educativos correm o risco de se transformarem em simples experi&ecirc;ncias por n&atilde;o garantirem a continuidade do processo educativo. Recomendamos &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es que promovem iniciativas e projetos educativos no seio da comunidade cigana, incluindo o Estado, que promovam a continuidade do processo educativo dos participantes nos diversos projetos, a fim de n&atilde;o se correr o risco de os limitar a meros objetos de experi&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>O encontro teve o seu encerramento com a celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia de Cristo Rei, na Igreja da Miseric&oacute;rdia de Ponte de Lima.<\/p>\n<p>A ONPC e o Secretariado da Pastoral da Mobilidade Humana de Viana do Castelo, agradecem &agrave; C&acirc;mara Municipal de Viana do Castelo, C&acirc;mara Municipal de Ponte de Lima e Adega Cooperativa de Ponte de Lima, o apoio para a realiza&ccedil;&atilde;o deste encontro.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Viana do Castelo, 25 de novembro de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orientado pelo Diretor nacional da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC), Fr. 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