{"id":58836,"date":"2012-11-20T12:01:00","date_gmt":"2012-11-20T12:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/11\/20\/mais-sociedade-para-melhor-estado\/"},"modified":"2012-11-20T12:01:00","modified_gmt":"2012-11-20T12:01:00","slug":"mais-sociedade-para-melhor-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mais-sociedade-para-melhor-estado\/","title":{"rendered":"Mais sociedade para melhor Estado"},"content":{"rendered":"<p>Guilherme d\u00b4Oliveira Martins, um dos coordenadores da Semana Social 2012, apresenta em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA as principais preocupa\u00e7\u00f5es presentes no programa do evento, num momento de crise econ\u00f3mica e desafios pol\u00edticos para o futuro de Portugal. <!--more--> <\/p>\n<p>Entre 22 e 25 de novembro, no Porto, ter&aacute; lugar a pr&oacute;xima sess&atilde;o das semanas sociais, subordinada ao tema &ldquo;Estado Social e Sociedade Solid&aacute;ria&rdquo;. Segundo a organiza&ccedil;&atilde;o, trata-se de uma problem&aacute;tica premente, atendendo &agrave; conjuntura atual e ao reconhecimento da import&acirc;ncia da interven&ccedil;&atilde;o da Igreja nas quest&otilde;es sociais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &#8211; &laquo;Estado Social e Sociedade Solid&aacute;ria&raquo; &eacute; o tema da semana social: este acontece devido ao debate em curso na opini&atilde;o p&uacute;blica em Portugal?<\/em><\/p>\n<p><em>Guilherme d&rsquo; Oliveira Martins (GOM) &ndash;<\/em><em> <\/em>Esta reflex&atilde;o acontece n&atilde;o apenas em Portugal, mas em toda a Europa e no mundo. Estes temas est&atilde;o todos na ordem do dia e, em especial, em Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Ent&atilde;o n&atilde;o foram colocados pelo governo portugu&ecirc;s?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em> N&atilde;o. O que estamos, neste momento, a considerar &eacute; que os governos europeus cada vez mais tomam consci&ecirc;ncia de que este tema &eacute; atual. E vejamos os dois termos da semana social de 2012: &laquo;Estado Social&raquo; que trata no fundo das responsabilidades do Estado como entidade p&uacute;blica, mas simultaneamente o apelo &agrave; solidariedade e &agrave; esperan&ccedil;a dos cidad&atilde;os. Muitas vezes se diz, e bem, que o Estado ganhou uma dimens&atilde;o excessiva. &Eacute; verdade, mas n&atilde;o se deve cair na tenta&ccedil;&atilde;o de substituir esse Estado pelo fundamentalismo do mercado ou pela teologia do mercado. Devemos ligar estes dois elementos: O Estado deve ser modesto, s&oacute;brio, que combate o desperd&iacute;cio, que previne a poupan&ccedil;a, mas, simultaneamente, tem de ser um Estado que d&aacute; espa&ccedil;o, n&atilde;o ao ego&iacute;smo avarento, mas atrav&eacute;s de um forte apelo solid&aacute;rio &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Que contributos espera dos debates da semana social para esta refunda&ccedil;&atilde;o ou redefini&ccedil;&atilde;o do estado social?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em> A Doutrina Social da Igreja (DSI) &eacute;, hoje, mais atual do que nunca. N&atilde;o &eacute; um projeto ideol&oacute;gico, mas um projeto transversal a todas as fam&iacute;lias sociais e pol&iacute;ticas. Este aspeto &eacute;, particularmente, importante. N&atilde;o se trata de um debate dos crist&atilde;os com os crist&atilde;os, mas um debate com todos os homens e mulheres de boa vontade, como &ndash; antes de todos &ndash; Jo&atilde;o XXIII pretendeu na linha, naturalmente, da Boa Nova.<\/p>\n<p>&Eacute; indispens&aacute;vel percebermos que aquilo de que estamos a falar n&atilde;o &eacute; tanto de uma refunda&ccedil;&atilde;o do Estado, mas sim de por as pessoas no centro da sociedade. Esse aspeto &eacute; fundamental, temos problemas novos e que n&atilde;o t&iacute;nhamos anteriormente. Problemas ligados &agrave;s taxas de natalidade, &agrave; demografia, ao isolamento, &agrave; solid&atilde;o, ao peso e &agrave; import&acirc;ncia da terceira idade e &agrave; falta de instrumentos de proximidade. Estas redes de proximidade s&atilde;o absolutamente fundamentais porque n&atilde;o h&aacute; estado social, nem estado democr&aacute;tico, sem coopera&ccedil;&atilde;o e sem uma forte interven&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>[[v,d,3600,]]AE &ndash; A DSI sublinha que as pessoas devem estar colocadas no centro, mas o debate pol&iacute;tico em curso n&atilde;o coloca o t&oacute;nico nesta vertente: por causa do mercado e pela incapacidade de resposta que o Estado vai tendo?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em> A globaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um dado com que temos de trabalhar e aprofundar. No entanto, a globaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nos pode fazer esquecer que o fundamentalismo do mercado n&atilde;o resolve os problemas. N&atilde;o podemos continuar indiferentes relativamente &agrave; exist&ecirc;ncia de para&iacute;sos fiscais que retiram da justi&ccedil;a distributiva um conjunto muito importante de recursos, al&eacute;m de alimentarem a corrup&ccedil;&atilde;o e o mercado clandestino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Este &laquo;n&atilde;o ficar indiferente&raquo;, o que significa?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em>Significa tomar medidas na Europa. Significa haver mais solidariedade pol&iacute;tica e mais governo econ&oacute;mico. Significa dizer que todos precisamos de dar as m&atilde;os e salvaguardar as complementaridades. Um crist&atilde;o que nos faz muita falta &ndash; morreu prematuramente, Ant&oacute;nio de Sousa Franco &ndash; costumava dizer que &ldquo;mais do que as converg&ecirc;ncias nominais e formais, temos de falar converg&ecirc;ncias humanas e sociais&rdquo;. Nos anos 80, muitos, disseram: &ldquo;A desigualdade se for feita com progresso pode ser tolerada&rdquo;. Hoje, sabemos que as desigualdades se agravaram e que a desigualdade &eacute; sempre negativa. Desfavorece a coes&atilde;o e favorece a indiferen&ccedil;a e o ego&iacute;smo.<\/p>\n<p>&Eacute; indispens&aacute;vel haver mais equidade. Igualdade n&atilde;o &eacute; igualitarismo. A Igreja sempre disse que igualdade &eacute; tratar diferentemente o que &eacute; diferente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Nesta problem&aacute;tica dos para&iacute;sos fiscais tratar-se-ia de n&atilde;o contornar a justa tributa&ccedil;&atilde;o que estes deveriam ter?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em> O Conselho Pontif&iacute;cio Justi&ccedil;a e Paz acaba de dizer, com muita veem&ecirc;ncia, que &eacute; indispens&aacute;vel criar uma autoridade internacional que combata e contrarie essas formas terr&iacute;veis de corrup&ccedil;&atilde;o e injusti&ccedil;a que &eacute; haver espa&ccedil;os fora da lei. Esses espa&ccedil;os favorecem a viol&ecirc;ncia, a corrup&ccedil;&atilde;o e o com&eacute;rcio das armas e da droga. Isso &eacute;, extraordinariamente, negativo. Sabemos que a 11 de Setembro de 2001 &ndash; o ataque &agrave;s torres g&eacute;meas em Nova Iorque (EUA) &ndash; tudo se passou fora da lei e tudo se passou nesses para&iacute;sos fiscais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Os para&iacute;sos fiscais s&atilde;o necess&aacute;rios ou deve acabar-se com eles?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em>&Eacute; necess&aacute;rio e indispens&aacute;vel acabar com eles. Digo isto com clareza, mas sabendo que &eacute; algo de muito dif&iacute;cil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O mercado iria permitir esse fim?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &#8211;<\/em>Precisamos de regula&ccedil;&atilde;o. De acompanhar para proteger a confian&ccedil;a dos cidad&atilde;os nestes instrumentos. Estado social significa que este deve ser capaz de regular, capaz de criar condi&ccedil;&otilde;es de coes&atilde;o, de confian&ccedil;a e assegurar a justi&ccedil;a distributiva.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade solid&aacute;ria &ndash; o segundo elemento de reflex&atilde;o na semana social &ndash; significa que os cidad&atilde;os, hoje, com o problema terr&iacute;vel de desemprego e de amea&ccedil;a a irm&atilde;os que n&atilde;o t&ecirc;m o essencial das suas subsist&ecirc;ncias, &eacute; indispens&aacute;vel dizer que h&aacute; que criar condi&ccedil;&otilde;es para a coopera&ccedil;&atilde;o e para a criatividade.<\/p>\n<p>A crise financeira deveu-se &agrave; preval&ecirc;ncia da especula&ccedil;&atilde;o no lugar da criatividade. Este aspeto &eacute; tremendo e a Igreja tem uma responsabilidade e uma voz. N&atilde;o &eacute; por acaso que este ano a semana social tem este tema. N&atilde;o se trata de discutir uma quest&atilde;o conjuntural ou um problema ligado &agrave; conjuntura nacional. Trata-se de assumir uma responsabilidade da sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Que import&acirc;ncia ter&aacute; tido a perman&ecirc;ncia do presidente dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, Barack Obama, para o debate sobre as fun&ccedil;&otilde;es do Estado e da reforma do Estado Social?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em> &Eacute; um sinal puramente conjuntural no qual n&atilde;o devemos atermo-nos exclusivamente. &Eacute; evidente que o presidente Obama tem uma agenda social, mas neste momento a Europa tem de ganhar a sua pr&oacute;pria agenda social. H&aacute; um contexto favor&aacute;vel. Gostei muito de ouvir o discurso de Obama quando soube dos resultados eleitorais. Foi um discurso de esperan&ccedil;a e positivo. Este tem de ser desenvolvido e prolongado pelos cidad&atilde;os. N&atilde;o se trata de propor a esperan&ccedil;a pela esperan&ccedil;a. Trata-se de dizer que h&aacute; esperan&ccedil;a porque h&aacute; vontade e, sobretudo, cuidado e aten&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o podemos ser indiferentes ao que se passa na sociedade.<\/p>\n<p>Temos de ter consci&ecirc;ncia que a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades tem de ser baseada nos recursos de que dispomos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Este tempo &eacute; de reformas profundas. Que palavra, atitude, a&ccedil;&atilde;o espera da Igreja Cat&oacute;lica?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em> Uma a&ccedil;&atilde;o positiva e mobilizadora. O ensinamento do evangelho &eacute; profundamente atual. N&atilde;o podemos deixar de responder a quem nos interpela. &Eacute; essa a responsabilidade social. &Eacute; extremamente importante que as estrat&eacute;gias de combate &agrave; pobreza sejam inteligentes. N&atilde;o respostas pontuais.<\/p>\n<p>H&aacute; experi&ecirc;ncias positivas como o Banco Alimentar Contra a Fome. Constitui um exemplo muito importante porque os seus desenvolvimentos t&ecirc;m sido fundamentais. A preocupa&ccedil;&atilde;o da semana social n&atilde;o &eacute; teorizar nem sobre o Estado social nem sobre a sociedade solid&aacute;ria. &Eacute; trazermos os testemunhos e experi&ecirc;ncias. &Eacute; indispens&aacute;vel prolongar, desenvolver e multiplicar essas experi&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Na semana social que temas s&atilde;o propostos a debate?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em> Temas simples. Antes de mais, o desemprego. &Eacute; necess&aacute;rio criar emprego e favorecer o desenvolvimento. Na linha da DSI, precisamos de uma sociedade s&oacute;bria e modesta e que adeque os seus recursos &agrave;s finalidades.<\/p>\n<p>Depois a pobreza e a desigualdade. O agravamento das desigualdades gera pobreza. &Eacute; necess&aacute;rio ter respostas sociais eficazes.<\/p>\n<p>Depois a solidariedade entre gera&ccedil;&otilde;es. A quest&atilde;o da solid&atilde;o dos mais idosos, mas tamb&eacute;m os armaz&eacute;ns de crian&ccedil;as e a necessidade de favorecer a educa&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia e pr&eacute;-escolar.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o caridade tamb&eacute;m estar&aacute; em destaque. A caridade como cuidado. S&oacute; compreendemos a caridade a partir da conce&ccedil;&atilde;o da teologia da amizade e do amor.<\/p>\n<p>A reformula&ccedil;&atilde;o do Estado social tamb&eacute;m ser&aacute; abordada e os novos riscos sociais, a sustentabilidade e a justi&ccedil;a. A disciplina financeira e or&ccedil;amental &eacute; fundamental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Estes desafios n&atilde;o t&ecirc;m como obst&aacute;culos o combate &agrave; despesa estatal?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em> A despesa do Estado tem de ser regulada e disciplinada. N&atilde;o se pode sacrificar a sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o e a prote&ccedil;&atilde;o dos doentes e reformados. H&aacute; um conjunto de elementos que n&atilde;o podem ser esquecidos quando se fala do Estado social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; N&atilde;o sacrificar significa n&atilde;o mexer?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em> Significa responder de forma inteligente &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es diferentes de injusti&ccedil;a. N&atilde;o se pode deixar de encontrar novas formas de a&ccedil;&atilde;o. As institui&ccedil;&otilde;es particulares de solidariedade social (IPSS) t&ecirc;m a maior import&acirc;ncia. S&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es de proximidade e que funcionam junto das pessoas. Mas estas IPSS t&ecirc;m de se reformar e melhorar a sua a&ccedil;&atilde;o. O Estado tem de compreender que s&oacute; pode desempenhar a sua fun&ccedil;&atilde;o em articula&ccedil;&atilde;o estreita com a sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O programa da semana social termina com uma chave de esperan&ccedil;a e apela a novos estilos de vida?<\/em><\/p>\n<p><em>GOM &ndash;<\/em> Aqui, a palavra esperan&ccedil;a &eacute; de responsabilidade. S&oacute; haver&aacute; esperan&ccedil;a se nos dispusermos a arrega&ccedil;ar as mangas, trabalhar e estar atentos.<\/p>\n<p><em>PTE\/LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme d\u00b4Oliveira Martins, um dos coordenadores da Semana Social 2012, apresenta em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA as principais preocupa\u00e7\u00f5es presentes no programa do evento, num momento de crise econ\u00f3mica e desafios pol\u00edticos para o futuro de Portugal.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[168,187,203,267,309,314],"class_list":["post-58836","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto","tag-europa","tag-natal","tag-semana-social","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58836","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58836"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58836\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}