{"id":5883,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/media-riqueza-e-risco\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"media-riqueza-e-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/media-riqueza-e-risco\/","title":{"rendered":"Media &#8211; Riqueza e risco"},"content":{"rendered":"<p>O caso Casa Pia \u2013 nosso inacabado folhetim \u2013 trouxe ao de cima uma infind\u00e1vel lista de quest\u00f5es sobre a sociedade, a fam\u00edlia, a moral, a privacidade, as crian\u00e7as \u2026 e a comunica\u00e7\u00e3o social. A primeira abordagem sobre estes e outros flancos desta complexa quest\u00e3o \u00e9 a de prim\u00e1ria condena\u00e7\u00e3o da sociedade hodierna como m\u00e3e de todos os v\u00edcios. E, todavia, grande parte das quest\u00f5es que se levantam n\u00e3o s\u00e3o de hoje. Muitas deprava\u00e7\u00f5es e patologias v\u00eam narradas na B\u00edblia e, sabemos, fazem parte dos desmandos da humanidade. Quem conhece por dentro o ser humano sabe que, aberra\u00e7\u00f5es desta ordem, em maior ou menor grau, sempre aconteceram ao longo da hist\u00f3ria. O ser humano \u00e9 portador do bem e do mal.  Em rigor, nada de novo aconteceu. Apenas tudo se narrou de nova forma, dentro do mercado medi\u00e1tico, como se o tribunal fosse uma pra\u00e7a p\u00fablica de r\u00e1pida senten\u00e7a. Foram os media que ampliaram essa rotura. Ela existia e existe \u00e0 boca pequena, no mais impiedoso desrespeito para com quem prevarica. Mas tudo se altera ao passar para o discurso envernizado da imagem p\u00fablica que, com uma surpreendente coniv\u00eancia do tecido social vai (ia) calando o esc\u00e2ndalo, escolhendo muito requintadamente os r\u00e9us e bodes expiat\u00f3rios do todo social cortina vis\u00edvel dos grandes criminosos. Tamb\u00e9m nesse aspecto os media s\u00e3o um risco e uma riqueza para a fam\u00edlia. Podem ser vigias dos grandes valores da fam\u00edlia e da sociedade, na sua narrativa mesmo de aspecto cru e cruel da vida. Mas por isso mesmo podem ser um risco, ao olharem o todo humano como mero objecto de espect\u00e1culo. Perdendo-se, quantas vezes, na confus\u00e3o entre informar e revirar uma estrumeira aberta. Estamos certamente num segundo tempo informativo do processo Casa Pia. Os media deram visibilidade a todos os erros existentes em variad\u00edssimos sectores da nossa sociedade. Mas, nem de longe nem de perto, s\u00e3o os \u00fanicos respons\u00e1veis de toda a amarga sequ\u00eancia de desaires que este processo j\u00e1 conheceu. Todos precisamos aprender, todos os dias, e ningu\u00e9m deve fugir ao reconhecimento dos pr\u00f3prios erros. Mas interessa, antes de tudo, objectiv\u00e1-los sem reducionismos, repetidores banais de lugares comuns.  Ant\u00f3nio Rego <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caso Casa Pia \u2013 nosso inacabado folhetim \u2013 trouxe ao de cima uma infind\u00e1vel lista de quest\u00f5es sobre a sociedade, a fam\u00edlia, a moral, a privacidade, as crian\u00e7as \u2026 e a comunica\u00e7\u00e3o social. 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