{"id":58814,"date":"2012-11-12T11:54:36","date_gmt":"2012-11-12T11:54:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/11\/12\/angola-pais-esta-longe-do-que-a-populacao-deseja-e-merece-diz-missionario-catolico\/"},"modified":"2012-11-12T11:54:36","modified_gmt":"2012-11-12T11:54:36","slug":"angola-pais-esta-longe-do-que-a-populacao-deseja-e-merece-diz-missionario-catolico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/angola-pais-esta-longe-do-que-a-populacao-deseja-e-merece-diz-missionario-catolico\/","title":{"rendered":"Angola: Pa\u00eds est\u00e1 longe do que a popula\u00e7\u00e3o deseja e merece, diz mission\u00e1rio cat\u00f3lico"},"content":{"rendered":"<p>Tese de doutoramento do padre Tony Neves procura provar que a Igreja Cat\u00f3lica teve \u00abinterven\u00e7\u00e3o de qualidade\u00bb durante guerra civil <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 12 nov 2012 (Ecclesia) &ndash; O padre Tony Neves, autor de uma tese de doutoramento centrada no papel da Igreja durante a guerra civil em Angola, considera que o processo de constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade democr&aacute;tica no pa&iacute;s &ldquo;vai demorar muito tempo&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Estamos longe da Angola que os angolanos desejam e merecem&rdquo;, disse esta quinta-feira em Lisboa o mission&aacute;rio cat&oacute;lico aos jornalistas, durante a sess&atilde;o de apresenta&ccedil;&atilde;o do seu livro &lsquo;Angola. Justi&ccedil;a e Paz nas interven&ccedil;&otilde;es da Igreja Cat&oacute;lica (1989-2002)&rsquo; (editora Texto), que transcreve a sua tese em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>O religioso portugu&ecirc;s pertencente &agrave; Congrega&ccedil;&atilde;o dos Espiritanos sublinhou que &ldquo;uma guerra destr&oacute;i o tecido social, pelo que &eacute; normal&iacute;ssimo que 10 anos ap&oacute;s o fim dos combates ainda n&atilde;o esteja tudo refeito e persistam algumas injusti&ccedil;as que o conflito criou e que se v&atilde;o perpetuar&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Parece-me estranho que um pa&iacute;s com tantas capacidades financeiras e econ&oacute;micas tenha fome, mas s&atilde;o ainda efeitos retardados da guerra&rdquo;, observou o padre Tony Neves, que segue com &ldquo;aten&ccedil;&atilde;o e preocupa&ccedil;&atilde;o&rdquo; as not&iacute;cias em Angola.<\/p>\n<p>O religioso classificou a situa&ccedil;&atilde;o no enclave de Cabinda, no norte do territ&oacute;rio, de &ldquo;problema pol&iacute;tico muito delicado&rdquo; e lamentou que a R&aacute;dio Ecclesia, emissora cat&oacute;lica angolana, n&atilde;o possa ser ouvida em todo o pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; grave que a voz da Igreja esteja silenciada fora de Luanda&rdquo;, afirmou, acrescentando que a lei prev&ecirc; a extens&atilde;o do sinal a todo o territ&oacute;rio mas a sua regulamenta&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o avan&ccedil;ou, apesar das reuni&otilde;es entre a Igreja e o Governo.<\/p>\n<p>Questionado sobre as desigualdades sociais existentes em Angola, que disse ser o seu &ldquo;segundo pa&iacute;s&rdquo;, o padre Tony Neves frisou que &ldquo;o capitalismo liberal, por natureza, faz com que os ricos sejam mais ricos e os pobres fiquem mais pobres&rdquo;.<\/p>\n<p>A predomin&acirc;ncia daquele sistema econ&oacute;mico, &ldquo;que se v&ecirc; em Angola, Portugal, Brasil e um pouco por todo o lado&rdquo;, &eacute; &ldquo;contra os princ&iacute;pios da doutrina social da Igreja&rdquo; e &ldquo;os princ&iacute;pios humanistas da igualdade de oportunidades&rdquo;, vincou.<\/p>\n<p>O novo volume, prefaciado pelo bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e Marcelo Rebelo de Sousa, que apresentou o livro e foi arguente da tese, tem posf&aacute;cio de D. Gabriel Mbilingi, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal de Angola e S&atilde;o Tom&eacute;.<\/p>\n<p>O estudo &ldquo;foi uma tentativa de provar que a Igreja Cat&oacute;lica em Angola, durante a guerra civil, teve uma interven&ccedil;&atilde;o de qualidade e marcou a diferen&ccedil;a&rdquo;, referiu o religioso.<\/p>\n<p>&ldquo;Os mission&aacute;rios ficaram onde mais ningu&eacute;m ficou e a Igreja nunca se ausentou dos cen&aacute;rios de guerra, mesmo que isso tenha custado caro: diversos religiosos e religiosas foram mortos porque quiseram ficar com o povo nos momentos mais cr&iacute;ticos da Hist&oacute;ria da guerra civil de Angola&rdquo;, assinalou.<\/p>\n<p>O autor lembrou que &ldquo;a Igreja dissecou muito bem o problema [guerra civil] a n&iacute;vel te&oacute;rico, denunciou tudo o que havia para denunciar, como as atrocidades da guerra e as viola&ccedil;&otilde;es dos direitos humanos, prop&ocirc;s princ&iacute;pios para que se caminhasse para a paz e corrigiu alguns dos danos provocados pelo conflito atrav&eacute;s de uma assist&ecirc;ncia humanit&aacute;ria e uma presen&ccedil;a solid&aacute;ria muito fortes&rdquo;.<\/p>\n<p><em>PTE\/RJM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tese de doutoramento do padre Tony Neves procura provar que a Igreja Cat\u00f3lica teve \u00abinterven\u00e7\u00e3o de qualidade\u00bb durante guerra 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