{"id":58735,"date":"2012-11-06T10:49:09","date_gmt":"2012-11-06T10:49:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/11\/06\/frei-tomas-e-frei-exemplo\/"},"modified":"2012-11-06T10:49:09","modified_gmt":"2012-11-06T10:49:09","slug":"frei-tomas-e-frei-exemplo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/frei-tomas-e-frei-exemplo\/","title":{"rendered":"Frei Tom\u00e1s e Frei Exemplo"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o podemos, por isso, sossegar-nos com a paz de praticantes de estat\u00edstica. Deve queimar-nos a caridade  que sacode a tibieza. <!--more--> <\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; paroquiano que se preze que n&atilde;o conhe&ccedil;a Frei Tom&aacute;s.<\/p>\n<p>De palavra f&aacute;cil e gesto apropriado, &eacute; um comunicador nato: os verbos escorrem-lhe conjugados na perfei&ccedil;&atilde;o, as met&aacute;foras parecem cerejas e a voz conhece o caminho de todas as emo&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Tem, no entanto, um defeito, Frei Tom&aacute;s: chegado ao adro, &eacute; um rel&acirc;mpago de pressa; e a frase mais longa que a&iacute; se lhe arranca &eacute;: &ldquo;agora n&atilde;o, que n&atilde;o tenho tempo&rdquo;.<\/p>\n<p>Frei Exemplo vai, por seu turno, de vez em quando, &agrave; par&oacute;quia. Chega antes da hora, distribui sorrisos humildes e tranquilos coment&aacute;rios, que repete no final. A homilia parece sofrida, como se lhe custasse dizer algo que n&atilde;o lhe saia da ades&atilde;o mais &iacute;ntima; de modo que na igreja todos parecem suspensos de cada sil&ecirc;ncio mais longo. Mas ouvem-no respeitosamente.<\/p>\n<p>&Eacute; certo que os paroquianos querem Tom&aacute;s para todas as festas com solene serm&atilde;o; mas a alma e o cora&ccedil;&atilde;o abrem-no, preferencialmente, a Exemplo, beneficiando da sua disponibilidade e fraterna proximidade.<\/p>\n<p>O senhor Antunes, que foi quem me contou o que acabo de escrever, explica: &ldquo;a gente n&atilde;o quer s&oacute; quem diga coisas e aponte caminhos; precisamos de quem ande connosco. H&aacute; que aprender com Ele!&rdquo;.<\/p>\n<p>Para o senhor Antunes, &ldquo;Ele&rdquo; &eacute; Jesus. Por isso, nunca pronuncia o pronome sem erguer ao c&eacute;u o indicador. E tem raz&atilde;o o senhor Antunes: Ele come&ccedil;ou a fazer e a ensinar. Ele deixou a doutrina e as explica&ccedil;&otilde;es para o final do gesto do lava-p&eacute;s: &ldquo;dei-vos o exemplo&#8230;&rdquo;. Sim, os exemplos far&atilde;o sempre mais que a doutrina!&#8230;<\/p>\n<p>Para aqui apontou o Papa Bento XVI, tanto na Eucaristia inaugural como na conclusiva do recente S&iacute;nodo dos Bispos. Disse o Santo Padre que &ldquo;os verdadeiros protagonistas da nova evangeliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os santos: eles falam, com o exemplo da vida e as obras da caridade, uma linguagem compreens&iacute;vel a todos&rdquo;.<\/p>\n<p>Urge, pois, a linguagem das obras, porque f&eacute; tamb&eacute;m o diabo tem.<\/p>\n<p>As obras, disse algu&eacute;m, s&atilde;o um argumento vivo. Nelas, se feitas em Deus, brilha a luz que nos habita e que pode iluminar as circunst&acirc;ncias de muitas pessoas.<\/p>\n<p>N&atilde;o podemos, por isso, sossegar-nos com a paz de praticantes de estat&iacute;stica. Deve queimar-nos a caridade que sacode a tibieza que nos reduz ao cuidado ego&iacute;sta da nossa vida e dos m&iacute;nimos julgados necess&aacute;rios para salvar a nossa alminha&#8230;<\/p>\n<p>Enquanto estiver guardado e n&atilde;o se perder na massa, o fermento n&atilde;o leveda a fornada. Temos de agir, com os dons recebidos. Como diz Rey-Mermet, &ldquo;voc&ecirc; tem uma bolota no bolso. Semeie-a e ficar&aacute; sabendo que carregava uma floresta&rdquo;.<\/p>\n<p><em>Jo&atilde;o Aguiar Campos<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o podemos, por isso, sossegar-nos com a paz de praticantes de estat\u00edstica. 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