{"id":58733,"date":"2012-11-06T10:45:53","date_gmt":"2012-11-06T10:45:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/11\/06\/a-vida-em-debate-vale-ou-nem-por-isso\/"},"modified":"2012-11-06T10:45:53","modified_gmt":"2012-11-06T10:45:53","slug":"a-vida-em-debate-vale-ou-nem-por-isso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-vida-em-debate-vale-ou-nem-por-isso\/","title":{"rendered":"A vida em debate: vale, ou nem por isso?!"},"content":{"rendered":"<p>C\u00f3n. Jos\u00e9 Paulo Leite de Abreu, Vig\u00e1rio-geral, Instituto de Hist\u00f3ria e Arte Crist\u00e3s da Arquidiocese de Braga <!--more--> <\/p>\n<p>As cidades de Guimar&atilde;es e Braga vivem &ndash; neste 2012 &ndash; um momento peculiar da sua hist&oacute;ria. A primeira, por ter sido guindada &agrave; qualidade de capital europeia da Cultura; a segunda, por merecer o ep&iacute;teto de capital europeia da Juventude.<\/p>\n<p>Atenta ao mundo, inculturada nele, a Igreja n&atilde;o quis ficar &agrave; margem de t&atilde;o honrosas celebra&ccedil;&otilde;es. Quis encontrar um modo seu de marcar presen&ccedil;a. De dizer ao mundo que est&aacute; viva.<\/p>\n<p>Colheu inspira&ccedil;&atilde;o num evento que o Pontif&iacute;cio Conselho da Cultura tem vindo a dinamizar em diversos pa&iacute;ses: o &Aacute;trio dos Gentios, espa&ccedil;o aberto ao di&aacute;logo, ponto de encontro entre crentes e n&atilde;o crentes, fronteira abatida para a reuni&atilde;o dos de c&aacute; e dos de l&aacute;, dos conhecidos e desconhecidos, dos concordantes e dos discordantes, dos das certezas ou dos que simplesmente se penduram numa qualquer pergunta.<\/p>\n<p>O &Aacute;trio, espa&ccedil;o geogr&aacute;fico ou imagin&aacute;rio, &eacute; isso mesmo: sociabilidade, partilha, hip&oacute;tese de abertura e di&aacute;logo, sala de todos e para todos, sem preconceitos, para al&eacute;m de ra&ccedil;as, de credos, de idades, de filia&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&Eacute; assim que a Arquidiocese de Braga (atrav&eacute;s do Instituto de Hist&oacute;ria e Arte Crist&atilde;s), m&atilde;os dadas com Roma, bra&ccedil;o estendido para todos, tem pensado o pr&oacute;ximo &Aacute;trio dos Gentios, a decorrer, entre Guimar&atilde;es e Braga, nos pr&oacute;ximos dias 16 e 17 de novembro.<\/p>\n<p>O evento teve j&aacute; similares realiza&ccedil;&otilde;es nas cidades de Paris, Barcelona, Floren&ccedil;a, Assis, Bucareste, Tirana, Palermo e Estocolmo.<\/p>\n<p>Em cada cidade, um tema. Nas nossas, de Guimar&atilde;es e Braga, falaremos sobre o valor (ou n&atilde;o) da vida.<\/p>\n<p>O tema ser&aacute; abordado nas mais diversas perspetivas: da human&iacute;stica &agrave; religiosa, da liter&aacute;ria &agrave; espiritual, da psicol&oacute;gica &agrave; hist&oacute;rica, da filos&oacute;fica &agrave; ecol&oacute;gica, da teol&oacute;gica &agrave; desportista&hellip;<\/p>\n<p>As mesas de onde irradiar&atilde;o os debates juntar&atilde;o pensadores dos mais variados quadrantes e proveni&ecirc;ncias: do Vaticano, das universidades, do mundo da arte, do desporto, da m&uacute;sica, da filosofia, da literatura&hellip;<\/p>\n<p>O &Aacute;trio &eacute; isto mesmo: uma sadia com-viv&ecirc;ncia, um f&oacute;rum multidisciplinar, um pensamento plural, uma abertura de esp&iacute;rito na liberdade das emana&ccedil;&otilde;es do pensamento de cada um.<\/p>\n<p>Ser&atilde;o de mencionar-se os momentos musicais (que disso tamb&eacute;m a vida se faz), com interpreta&ccedil;&otilde;es da Orquestra Est&uacute;dio de Guimar&atilde;es e do coro de licenciatura em m&uacute;sica da Universidade do Minho, ainda com os Cantate e Jo&atilde;o Gil, os quais, na catedral, encerrar&atilde;o o &Aacute;trio, apresentando a Missa Brevis.<\/p>\n<p>N&atilde;o faltar&aacute; o teatro, na manh&atilde; do dia 17, em adapta&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a de Fabrice Hadjadj, intitulada &ldquo;Job ou a tortura pelos amigos&rdquo;.<\/p>\n<p>Marcar&aacute; presen&ccedil;a a pintura, no Museu Pio XII, pelas m&atilde;os h&aacute;beis de Isabel Nunes, em trabalho intitulado &ldquo;Crer: as imagens de uma aventura&rdquo;.<\/p>\n<p>Mas sobretudo teremos grandes nomes, da cultura portuguesa e estrangeira, espalhados por confer&ecirc;ncias e workshops.<\/p>\n<p>Eduardo Louren&ccedil;o, na confer&ecirc;ncia inaugural, em Guimar&atilde;es, ir&aacute; falar-nos sobre &ldquo;Identidade e sentido de um povo&rdquo;; o cardeal Ravasi e Jo&atilde;o Lobo Antunes, ainda em Guimar&atilde;es, ir&atilde;o trocar impress&otilde;es acerca do valor e sentido da vida de cada ser humano.<\/p>\n<p>&ldquo;Narrar a vida torna-a mais preciosa?&rdquo; &ndash; sobre isso nos falar&atilde;o (o palco muda-se agora para Braga) Ana Lu&iacute;sa Amaral, Tolentino Mendon&ccedil;a e Valter Hugo M&atilde;e. Mas, se preferirmos, tamb&eacute;m poderemos escutar o debate sobre o sentido da vida e o sofrimento humano, orientado por gente que vive e convive no meio do sofrimento &ndash; Isabel Galri&ccedil;a Neto, Isabel Jonet, Fernando Nobre e Paulo Moura. Ou ent&atilde;o poderemos acompanhar o debate acerca do valor da vida e o sentido do universo, em que marcar&atilde;o presen&ccedil;a Assun&ccedil;&atilde;o Cristas, Henrique Leit&atilde;o e Jos&eacute; Rivas.<\/p>\n<p>Esses tr&ecirc;s pain&eacute;is ser&atilde;o sucedidos por outros tantos, intitulado um: &ldquo;vida pessoal e vida coletiva na identidade cultural&rdquo; (com participa&ccedil;&otilde;es de Aldina Duarte, Carlos Amaral Dias, Vasco Gra&ccedil;a Moura); centrado outro na gen&eacute;tica e bio&eacute;tica (sob patroc&iacute;nio da Funda&ccedil;&atilde;o Champalimaud, com participa&ccedil;&otilde;es de Elena Postigo Solana e Maria de Sousa e modera&ccedil;&atilde;o de Leonor Beleza); outro ainda versando o valor do corpo e a consci&ecirc;ncia espiritual (frente a frente estar&atilde;o Alexandre Mestre, Jo&atilde;o Duque e Olga Roriz).<\/p>\n<p>A vida, o pensamento, a arte, a riqueza do pensar e da partilha &ndash; tudo entra neste acontecimento que &eacute; o &Aacute;trio. &Agrave; procura de caminhos novos. Para pensarmos a nossa vida, a vida do povo que somos, o rumo que para este pa&iacute;s desejamos. E o contributo que cada um, com a vida que tem, poder&aacute; dar. Ou n&atilde;o!&#8230;<\/p>\n<p>Participar j&aacute; &eacute; &ldquo;&Aacute;trio&rdquo;. J&aacute; &eacute; sinal de abertura. J&aacute; &eacute; manifesta&ccedil;&atilde;o de sociabilidade. J&aacute; &eacute; vontade de encontro. J&aacute; &eacute; atitude de descoberta e de s&atilde; democracia.<\/p>\n<p>Depois, h&aacute; a vida de cada um. E o valor que cada um sente de lhe atribuir. E a finalidade que cada um resolve dar-lhe.<\/p>\n<p>Mas qualquer que seja a valoriza&ccedil;&atilde;o a dar ao existir, pr&oacute;prio e dos outros, pelo menos valer&aacute; a pena confrontar pareceres e abrir-se &agrave; diferen&ccedil;a, no estar e no ser.<\/p>\n<p>A diversidade enriquece. A partilha &eacute; heran&ccedil;a. O debate &eacute; sempre uma mais-valia.<\/p>\n<p>Este &Aacute;trio ser&aacute;, certamente, pela excel&ecirc;ncia das pessoas envolvidas, pelos acontecimentos previstos, pela reflex&atilde;o que incentivar&aacute;, uma brochura de ouro para as capitais europeias da Cultura e da Juventude.<\/p>\n<p><em>C&oacute;n. Jos&eacute; Paulo Leite de Abreu, <br \/>Vig&aacute;rio-geral,<br \/>Instituto de Hist&oacute;ria e Arte Crist&atilde;s da Arquidiocese de Braga<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00f3n. 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