{"id":58731,"date":"2012-11-06T10:37:52","date_gmt":"2012-11-06T10:37:52","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/11\/06\/seminario-de-angra-150-anos-de-existencia\/"},"modified":"2012-11-06T10:37:52","modified_gmt":"2012-11-06T10:37:52","slug":"seminario-de-angra-150-anos-de-existencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/seminario-de-angra-150-anos-de-existencia\/","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio de Angra, 150 anos de exist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Foi no Conc&iacute;lio de Trento (1545-1563) que se estabeleceu a institui&ccedil;&atilde;o de Semin&aacute;rios (Sess&atilde;o XXV) no intuito de melhorar a forma&ccedil;&atilde;o do clero. Come&ccedil;aram a ser criados primeiramente em cada Prov&iacute;ncia Eclesi&aacute;stica e depois, em quase todas as circunscri&ccedil;&otilde;es diocesanas. Todavia, s&oacute; em 1862, isto &eacute;, 328 anos ap&oacute;s a funda&ccedil;&atilde;o da Diocese, come&ccedil;ou a funcionar um Semin&aacute;rio nos A&ccedil;ores.<\/p>\n<p>J&aacute; em 1788, D. Fr. Jos&eacute; da Ave-Maria, &agrave; semelhan&ccedil;a de outros prelados, havia pensado criar o Semin&aacute;rio no Col&eacute;gio dos expulsos Jesu&iacute;tas, mas nada se fez porque tal proposta foi rejeitada pelo governo.<\/p>\n<p>Nas Bulas de Confirma&ccedil;&atilde;o de D. Fr. Estevam, para bispo da diocese, o Papa Le&atilde;o XII, manifestou o desejo de que ele fundasse um Semin&aacute;rio, conforme prescrevera o Conc&iacute;lio tridentino. E foi de facto este prelado que, embora muitos anos depois, teve a honra de ver estabelecido na Diocese, o Semin&aacute;rio. Foi aproveitado para tal fim o Convento de S. Francisco, cujas obras de adapta&ccedil;&atilde;o levaram 2 anos a realizar.<\/p>\n<p>A sua inaugura&ccedil;&atilde;o solene realizou-se a 9 de novembro de 1862. Teve lugar uma grande festa em honra de Nossa Senhora da Guia, titular do antigo convento, &agrave; qual assistiu o bispo diocesano e clero da Ilha. S&oacute; em 1864 &eacute; que o Semin&aacute;rio recebeu alunos internos.<\/p>\n<p>No ano letivo 1908-1909, o Semin&aacute;rio n&atilde;o p&ocirc;de ser frequentado, devido &agrave; peste que assaltou a Terceira. S&oacute; no fim do ano alguns alunos vieram fazer exames singulares de algumas disciplinas que tinham estudado em suas casas.<\/p>\n<p>Apesar da proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica em Portugal em 5 de Outubro de 1910, ainda continuou a funcionar o Semin&aacute;rio, no ano letivo de 1910-1911, sendo vice-reitor, desde o ano anterior, o c&oacute;nego Ant&oacute;nio de Ara&uacute;jo, que viera para Angra, como secret&aacute;rio do bispo D. Jos&eacute; Cardoso Monteiro, que faleceu em junho de 1910. Mas, no princ&iacute;pio de outubro de 1911, em virtude de &laquo;Ordens superiores&raquo;, o administrador do Concelho de Angra tomou conta das chaves do edif&iacute;cio.<\/p>\n<p>No ano seguinte, alguns alunos abandonaram o curso, outros foram para suas fam&iacute;lias aguardar que os superiores resolvessem a quest&atilde;o.<\/p>\n<p>De 1912-1914, esteve deportado em Ponta Delgada o vig&aacute;rio capitular, Reis Fisher. E, pensando na necessidade de um Semin&aacute;rio Diocesano, ent&atilde;o t&atilde;o mal instalado na Ilha Terceira, come&ccedil;ou a inquirir de edif&iacute;cio, na Ilha de S. Miguel, onde pudesse ser montado o Semin&aacute;rio. Estava a aquisi&ccedil;&atilde;o quase decidida, quando recebeu do seu representante em Angra, e que estava tamb&eacute;m encarregado de procurar um pr&eacute;dio para o Semin&aacute;rio, um telegrama, anunciando-lhe a compra, na data de 2 de mar&ccedil;o de 1914, da casa do Bar&atilde;o do Ramalho.<\/p>\n<p>Com pequenas adapta&ccedil;&otilde;es, ali se estabeleceu pois, no ano letivo de 1914-1915, o internato, (porque a Lei n&atilde;o permitia que nos A&ccedil;ores, houvesse qualquer instituto com o nome de Semin&aacute;rio).<\/p>\n<p>Com o aumento do n&uacute;mero de alunos, D. Manuel Damasceno da Costa reconheceu a precariedade do edif&iacute;cio e com o parecer favor&aacute;vel do Cabido e Conselho Diocesano do Fundo do Culto comprou o solar do Conde da Praia, no alto da freguesia de Santa Luzia, em Angra, para nele se construir o Semin&aacute;rio, em melhores condi&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A antiga &laquo;Casa do Conde&raquo; foi depois demolida, para se aproveitar a pedra na obra de adapta&ccedil;&atilde;o que, por autoriza&ccedil;&atilde;o do bispo D. Guilherme, foi feita &agrave; Casa do Bar&atilde;o do Ramalho. O edif&iacute;cio manteve-se com a nova estrutura dos anos trinta, at&eacute; 1980, ano em que um violento terramoto destruiu completamente a capela e arruinou, com fracas condi&ccedil;&otilde;es de habitabilidade, a zona de quartos, destinada aos alunos e tamb&eacute;m a destinada aos professores.<\/p>\n<p>Foi ent&atilde;o que o bispo D. Aur&eacute;lio Granada Escudeiro, o ec&oacute;nomo padre Laudalino da C&acirc;mara Moniz de S&aacute; e toda a institui&ccedil;&atilde;o empreenderam a obra de reconstru&ccedil;&atilde;o do Semin&aacute;rio, tendo sido reabilitados os quartos dos seminaristas.<\/p>\n<p>A inaugura&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s a reconstru&ccedil;&atilde;o, deu-se no ano de 1985. As comemora&ccedil;&otilde;es dos 150 anos de exist&ecirc;ncia v&atilde;o iniciar-se esta sexta-feira, com uma missa na S&eacute; de Angra, presidida pelo bispo local, D. Ant&oacute;nio de Sousa Braga, seguindo-se um sarau cultural no Sal&atilde;o Nobre da C&acirc;mara Municipal de Angra do Hero&iacute;smo.<\/p>\n<p>No s&aacute;bado, D. Virg&iacute;lio Antunes, bispo de Coimbra, vai falar sobre &lsquo;A forma&ccedil;&atilde;o eclesi&aacute;stica nos A&ccedil;ores de 1534 a 1862&rsquo;, seguindo-se a confer&ecirc;ncia &lsquo;Da funda&ccedil;&atilde;o do Semin&aacute;rio Episcopal de Angra &agrave; I Rep&uacute;blica&rsquo;, de Reis Leite.<\/p>\n<p>Mais informa&ccedil;&otilde;es: <a href=\"http:\/\/www.seminarioangra.host56.com\" target=\"_blank\">http:\/\/www.seminarioangra.host56.com<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi no Conc&iacute;lio de Trento (1545-1563) que se estabeleceu a institui&ccedil;&atilde;o de Semin&aacute;rios (Sess&atilde;o XXV) no intuito de melhorar a forma&ccedil;&atilde;o do clero. Come&ccedil;aram a ser criados primeiramente em cada Prov&iacute;ncia Eclesi&aacute;stica e depois, em quase todas as circunscri&ccedil;&otilde;es diocesanas. 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