{"id":58655,"date":"2012-10-30T10:53:51","date_gmt":"2012-10-30T10:53:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/10\/30\/leigos-em-missao\/"},"modified":"2012-10-30T10:53:51","modified_gmt":"2012-10-30T10:53:51","slug":"leigos-em-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/leigos-em-missao\/","title":{"rendered":"Leigos em miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Helena Nogueira, Par\u00f3quia de Travass\u00f4 <!--more--> <\/p>\n<p><strong>Import&acirc;ncia da Miss&atilde;o Jubilar para mim&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Fui convidada pelo P&aacute;roco de Travass&ocirc; para ser coordenadora na Miss&atilde;o Jubilar e depois de pensar um pouco n&atilde;o hesitei no meu &ldquo;sim&rdquo;, ainda sem perceber a envergadura do projeto que era a Miss&atilde;o Jubilar e da forma como me ia envolver,&nbsp; apesar de ter consci&ecirc;ncia de que era mais um desafio que exigia muita responsabilidade, neste caminho da Vida.<\/p>\n<p>Foi durante as v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o que senti ent&atilde;o, a grandeza desta &ldquo;Miss&atilde;o&rdquo; e receei desde logo, n&atilde;o estar &agrave; altura de corresponder ao que me era pedido e defraudar quem em mim confiou. Por&eacute;m, saber que n&atilde;o estaria sozinha neste &ldquo;barco ao sabor de todas as mar&eacute;s&rdquo; e&nbsp; com rota j&aacute; bem definida foi motivo para dar &ldquo;este salto no escuro&rdquo;, com a certeza de que nas trevas das contrariedades, teria Cristo como farol e b&uacute;ssola a nortear meu caminho.<\/p>\n<p>Estou j&aacute; consciente da &ldquo;ponte&rdquo; que tenho que ser e fazer, sempre que receber a &ldquo;mensagem mensal de cada a&ccedil;&atilde;o&rdquo;, de forma a saber transmitir aos outros, com gestos e atitudes e de forma clara e simples, para que na pr&aacute;tica todos se sintam &agrave; vontade e com vontade de concretizar o que nos &eacute; pedido durante um ano.<\/p>\n<p>Este desafio &eacute; mais um que aceitei como que um &ldquo;chamamento&rdquo; que implica naturalmente contrariedades, que espero vir a enfrentar como lenitivo a outras preocupa&ccedil;&otilde;es e que servir&atilde;o para&nbsp; me fortalecer ainda mais, na motiva&ccedil;&atilde;o e entusiasmo para levar at&eacute; ao fim a miss&atilde;o que me foi confiada.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil hoje ser crist&atilde;o empenhado e ao mesmo tempo ter uma profiss&atilde;o e&nbsp; vida pr&oacute;pria ( filha; esposa; m&atilde;e; dona de casa) e gerir o tempo do quotidiano, numa rotina para a qual nem sempre temos tempo&#8230; num tempo em que o tempo &eacute; t&atilde;o importante.<\/p>\n<p>Apesar disso eu encontro tempo e espa&ccedil;o para viver a minha F&eacute;, doando-me e dando de mim aos outros, uma vez o &ldquo;servi&ccedil;o&rdquo; em Igreja &eacute; para mim um desafio di&aacute;rio, que aumentou agora nesta Miss&atilde;o da Igreja Diocesana, que encaro como&nbsp; d&aacute;diva de Deus, pois para mim.. s&atilde;o como que &ldquo;vitaminas&rdquo; para recuperar for&ccedil;as para o caminho.<\/p>\n<p>Senti-me &ldquo;chamada e enviada&rdquo; quando o Bispo D. Ant&oacute;nio Francisco me acolheu, no dia da abertura da Miss&atilde;o Jubilar, sorrindo e me disse baixinho&#8230; &ldquo;coragem, enquanto segurava com vigor minhas m&atilde;os, minhas m&atilde;os tr&eacute;mulas onde depois depositou um peda&ccedil;o de madeira do &ldquo;barco&rdquo; que somos todos n&oacute;s.<\/p>\n<p>Ai sim, meu cora&ccedil;&atilde;o bateu mais forte e o &ldquo;peso esmagador da responsabilidade&rdquo; que assumi como interveniente nesta Miss&atilde;o, devolveu-me uma realidade&#8230; nem tudo vai ser f&aacute;cil! Senti-me pequenina e fr&aacute;gil com receio de n&atilde;o corresponder ao enorme desafio que aceitei, mas estou convicta de que n&atilde;o vacilarei no prop&oacute;sito de tentar superar cada obst&aacute;culo que naturalmente surgir, porque os remos do barco n&atilde;o s&atilde;o exclusivamente meus&#8230; h&aacute; muita gente a &ldquo;remar&rdquo; comigo e com tudo o que isso implica.<\/p>\n<p>A n&iacute;vel paroquial, corro sempre o risco de ser criticada e n&atilde;o agradar a todos,&nbsp; mas isso significa que notaram o meu trabalho, que tentarei desempenhar&nbsp; com humildade e sem querer protagonismo, sempre com a inten&ccedil;&atilde;o de dar o meu melhor.<\/p>\n<p>Se assim for &eacute; sinal de que incomodei, de que sentiram minha presen&ccedil;a e se me &ldquo;apontarem o dedo questionando porqu&ecirc; ela(?!)&rdquo; n&atilde;o me irei preocupar, pois o que me interpela sempre nas decis&otilde;es que tomo&#8230; &eacute; &ldquo;o para qu&ecirc; eu?&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na Par&oacute;quia esta Miss&atilde;o &eacute; um estreitar de rela&ccedil;&otilde;es pessoais<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>A n&iacute;vel paroquial&nbsp; receei n&atilde;o ter capacidade&nbsp; de contagiar&nbsp; as pessoas pois junto dos que nos conhecem parece que nos sentimos mais limitados e impotentes, apesar de sentir um alento revigorado, sempre que partilhamos as dificuldades com os que comigo est&atilde;o j&aacute; a fazer caminho paralelo, como &ldquo;rostos&rdquo; desta&nbsp; Miss&atilde;o Jubilar.<\/p>\n<p>A &ldquo;prepara&ccedil;&atilde;o do terreno&rdquo; feita em v&aacute;rias Eucaristias pelo nosso P&aacute;roco deixou-me esperan&ccedil;ada de que esta sensibiliza&ccedil;&atilde;o teria os seus frutos na hora certa. O repto aos crist&atilde;os foi lan&ccedil;ado e naturalmente surgiram os &ldquo;Mensageiros&rdquo; quase de forma volunt&aacute;ria, para juntos formarmos uma equipa empenhada, para concretizar esta Miss&atilde;o com a dignidade que nos merece.<\/p>\n<p>Os grupos est&atilde;o divididos por zonas e &eacute; com alegria que vejo estes crist&atilde;os motivados em &ldquo;anunciar&rdquo; de porta em porta, esta primeira a&ccedil;&atilde;o mensal.<\/p>\n<p>Esta &eacute; a forma de passar uma imagem mais positiva da Igreja que somos, ganhando maior visibilidade, porque pessoas que quase desconhecemos e que n&atilde;o est&atilde;o despertas para na F&eacute;, v&atilde;o sentir-se alvo de uma aten&ccedil;&atilde;o especial durante esta Miss&atilde;o. Esta proximidade ao longo de 14 meses decerto n&atilde;o deixar&aacute; estas pessoas iguais e confio que, muito naturalmente surgir&aacute; um estreitar&nbsp; de rela&ccedil;&otilde;es pessoais e sair&aacute; revigorada a confian&ccedil;a para com a par&oacute;quia e suas atividades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Na Diocese&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&#8230; esta Miss&atilde;o Jubilar vai criar impacto e de certa forma incomodar os que vivem na indiferen&ccedil;a, uma vez que v&atilde;o sentir-se interpelados ao longo das comemora&ccedil;&otilde;es do ano jubilar, j&aacute; que Igreja formada por pessoas normais e limitadas, estar&aacute; no &ldquo;terreno&rdquo; com muitas atividades concretas e com as realidades concretas das par&oacute;quias que lhe d&atilde;o vida.<\/p>\n<p>A congrega&ccedil;&atilde;o de muita gente, que sendo igual &eacute; diferente, vai despertar a &ldquo;curiosidade&rdquo; dos que vivem acomodados e que desta forma, podem vir a ser&nbsp; &ldquo;repescados na rede&rdquo; deste Barco em Miss&atilde;o, cujos timoneiros t&ecirc;m que estar muito atentos aos que por ventura possam &ldquo;andar perdidos neste mar&rdquo;, que &eacute; o mundo de hoje e que ambicionamos (re)construir com oferta concreta da busca da felicidade que Deus projetou para n&oacute;s.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Para mim &eacute; gratificante saber que, neste ambicioso projeto, est&atilde;o envolvidas pessoas de todas as par&oacute;quias, de todas as idades e com diferente cultura e forma&ccedil;&atilde;o, unidas por um objetivo comum, que passa por mostrar que n&atilde;o nos envergonhamos de ser Crist&atilde;os e que queremos anunciar, a imagem de alegria e coes&atilde;o de uma Igreja em mudan&ccedil;a, que deve espelhar a autenticidade do nosso testemunho.<\/p>\n<p>Posso afirmar que eu e muitos outros, nos sentimos agora &ldquo;peda&ccedil;os do barco desta miss&atilde;o&rdquo;, que s&oacute; pode ancorar com seguran&ccedil;a, se remarmos em sintonia e empenhados em querer ser &ldquo;rostos de esperan&ccedil;a&rdquo;, num mundo mais acolhedor para que possamos dizer&#8230; &ldquo;miss&atilde;o cumprida&rdquo;!<\/p>\n<p><em>Helena Nogueira<br \/>Par&oacute;quia de Travass&ocirc;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Helena Nogueira, Par\u00f3quia de Travass\u00f4<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-58655","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58655"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58655\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}