{"id":58486,"date":"2012-10-17T06:00:00","date_gmt":"2012-10-17T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/10\/17\/mensagem-do-presidente-da-caritas-portuguesa-para-o-dia-internacional-para-a-erradicacao-da-pobreza\/"},"modified":"2012-10-17T06:00:00","modified_gmt":"2012-10-17T06:00:00","slug":"mensagem-do-presidente-da-caritas-portuguesa-para-o-dia-internacional-para-a-erradicacao-da-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-presidente-da-caritas-portuguesa-para-o-dia-internacional-para-a-erradicacao-da-pobreza\/","title":{"rendered":"Mensagem do Presidente da C\u00e1ritas Portuguesa para o Dia Internacional para a Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Assinalar, este ano, o <em>Dia Internacional para a Erradica&ccedil;&atilde;o da Pobreza<\/em>, que &eacute; antecedido pelo <em>Dia Mundial da Alimenta&ccedil;&atilde;o<\/em>, redobra de sentido e torna-se um desafio mais exigente e clamoroso quando o empobrecimento de milhares de fam&iacute;lias portuguesas, que jamais julgariam cair nesta condi&ccedil;&atilde;o de pen&uacute;ria, levou muitas delas a ficarem privadas do acesso a tantos direitos, humanamente inalien&aacute;veis, como &eacute; o da alimenta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o INE, reportando-se a dados de 2010, Portugal registava 18% da sua popula&ccedil;&atilde;o em risco de pobreza, quando na Europa eram 16%. Os n&uacute;meros relativos ao nosso pa&iacute;s n&atilde;o espelham a realidade, porque, por um lado, a crise econ&oacute;mica agravou a situa&ccedil;&atilde;o de pessoas j&aacute; muito vulner&aacute;veis, por outro, este tipo de estat&iacute;sticas n&atilde;o contam com vari&aacute;veis decisivas como s&atilde;o os atendimentos sociais praticados nos diferentes servi&ccedil;os p&uacute;blicos e particulares, sem exclus&atilde;o dos grupos de voluntariado social. O primeiro passo, para erradicar a viol&ecirc;ncia da pobreza, &eacute; conhec&ecirc;-la em profundidade e difundir as estat&iacute;sticas do atendimento da a&ccedil;&atilde;o social an&aacute;logas &agrave;s que s&atilde;o difundidas mensalmente pelo IEFP sobre o desemprego e outras vari&aacute;veis. Tais dados seriam objeto de aprecia&ccedil;&atilde;o, no &acirc;mbito dos Conselhos Locais de Freguesia e nas Redes Sociais Concelhias, visando em especial os problemas de maior gravidade sem uma solu&ccedil;&atilde;o minimamente adequada. Os resultados da an&aacute;lise destes problemas, nestas duas inst&acirc;ncias, em particular os de solu&ccedil;&atilde;o mais dif&iacute;cil, seriam remetidos para uma outra, de &acirc;mbito nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro passo a dar &eacute; o reconhecimento e capacita&ccedil;&atilde;o de grupos de voluntariado social. Existem mais de mil grupos de volunt&aacute;rios no pa&iacute;s. O reconhecimento dos grupos implica, nomeadamente, o acesso f&aacute;cil aos servi&ccedil;os de a&ccedil;&atilde;o social profissionalizados &#8211; p&uacute;blicos e particulares. E a sua capacita&ccedil;&atilde;o poderia ser assegurada, em larga medida, sem acr&eacute;scimo de despesa, com base no voluntariado e nas disponibilidades dos t&eacute;cnicos e dirigentes remunerados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sem uma eficaz coopera&ccedil;&atilde;o, a n&iacute;vel de freguesia, para a solu&ccedil;&atilde;o dos casos sociais nunca se conseguir&atilde;o dar passos seguros para eliminar a pobreza absoluta. Esta coopera&ccedil;&atilde;o implica a aprecia&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica dos casos sociais de solu&ccedil;&atilde;o muito dif&iacute;cil, e a partilha dos meios financeiros, e outros, que as entidades envolvidas podem utilizar, incluindo empresas e associa&ccedil;&otilde;es diversas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um passo determinante &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es que gerem a autonomia dos empobrecidos. A cria&ccedil;&atilde;o de emprego &eacute; uma dessas condi&ccedil;&otilde;es. Para isso, &eacute; desej&aacute;vel a promo&ccedil;&atilde;o de iniciativas de desenvolvimento sociolocal, visando a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas de emprego e de outros problemas sociais, a partir da atividade de animadores locais, em regime de voluntariado. Esta din&acirc;mica poderia constituir uma via invulgar de compromisso das popula&ccedil;&otilde;es locais na solu&ccedil;&atilde;o daqueles problemas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A grav&iacute;ssima situa&ccedil;&atilde;o em que no encontramos n&atilde;o nos pode fazer esquecer que a pobreza &eacute; um flagelo que afeta uma parte significativa da popula&ccedil;&atilde;o mundial. S&atilde;o milh&otilde;es, os seres humanos que continuam a viver e a morrer em condi&ccedil;&otilde;es indignas o que deveria envergonhar os senhores deste mundo. Cerca de 1,2 mil milh&otilde;es de pessoas (20% da popula&ccedil;&atilde;o mundial), vive penosamente, muito abaixo do limiar m&iacute;nimo da pobreza (com menos de um d&oacute;lar por dia); 850 milh&otilde;es de seres humanos sofrem de fome e 30 mil morrem de causas diretamente relacionadas com a pobreza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; verdade que, segundo o relat&oacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Agricultura (FAO) correspondente ao tri&eacute;nio 2010 &ndash; 2012, diminuiu o n&uacute;mero de pessoas subnutridas em 132 milh&otilde;es, mas ainda s&atilde;o mais de 868 milh&otilde;es os habitantes deste planeta que sofrem de nutri&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica. Junta-se a este flagelo um grande esc&acirc;ndalo que &eacute; o de existirem 100 milh&otilde;es de crian&ccedil;as, com menos de cinco anos, que vivem subnutridas,&nbsp; adormecem ro&iacute;das de fome, das quais morrem, anualmente, cerca de 2,5 milh&otilde;es por falta de alimenta&ccedil;&atilde;o adequada.&nbsp; Mas este n&atilde;o &eacute; s&oacute; um problema de pa&iacute;ses em via de desenvolvimento. Nos designados &ldquo;desenvolvidos&rdquo; escondem-se 16 dos 868 milh&otilde;es de famintos, existentes em todo o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta realidade n&atilde;o resulta da falta de bens mas de uma escandalosamente injusta distribui&ccedil;&atilde;o dos mesmos. Sem se erradicar esta injusti&ccedil;a n&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil construir a paz. Sem a redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais gritantes, jamais se conseguir&aacute; ter tranquilidade pessoal e coletiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao assinalar o <em>Dia Internacional para a Erradica&ccedil;&atilde;o da Pobreza,<\/em> a C&aacute;ritas Portuguesa pretende que todas as pessoas repensem a sua atitude di&aacute;ria no que toca, por um lado, &agrave; sua postura em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; luta pela erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza e, por outro, que tomem conhecimento e se tornem mais ativas e participativas na discuss&atilde;o p&uacute;blica das pol&iacute;ticas que visem &ldquo;<em>Acabar com a Viol&ecirc;ncia da Pobreza Extrema: Promover a capacita&ccedil;&atilde;o e Construir a Paz&rdquo; <\/em>como bem nos sugere o tema sugerido pela ONU para a celebra&ccedil;&atilde;o deste Dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Eug&eacute;nio Fonseca<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assinalar, este ano, o Dia Internacional para a Erradica&ccedil;&atilde;o da Pobreza, que &eacute; 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