{"id":58468,"date":"2012-10-16T10:48:18","date_gmt":"2012-10-16T10:48:18","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/10\/16\/fidelidade-renovada-n-o-158\/"},"modified":"2012-10-16T10:48:18","modified_gmt":"2012-10-16T10:48:18","slug":"fidelidade-renovada-n-o-158","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/fidelidade-renovada-n-o-158\/","title":{"rendered":"Fidelidade renovada (n.\u00ba 158)"},"content":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o no S\u00ednodo dos Bispos de D. Ant\u00f3nio Couto <!--more--> <\/p>\n<p><strong>Igreja sinodal, pr&oacute;xima, fraterna e afectuosa<\/strong><\/p>\n<p>1. Viver &laquo;em s&iacute;nodo&raquo; &eacute; a voca&ccedil;&atilde;o e a miss&atilde;o da Igreja peregrina e paroquial, casa de fam&iacute;lia fraterna e acolhedora no meio das casas dos filhos e filhas de Deus, no belo dizer do Beato Papa Jo&atilde;o Paulo II,<em> Catechesi tradendae<\/em> [1979], n.&ordm; 67; <em>Christifideles Laici<\/em> [1988], n.&ordm; 26.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. &Eacute; tamb&eacute;m o retrato da Igreja-m&atilde;e de Jerusal&eacute;m, sa&iacute;do da paleta de tintas do Autor do Livro dos Actos dos Ap&oacute;stolos (2,42-47; 4,32-35; 5,12-15), que nos mostra uma comunidade crist&atilde; bem assente em quatro colunas: o ensino dos Ap&oacute;stolos (1), a comunh&atilde;o fraterna (2), a frac&ccedil;&atilde;o do p&atilde;o (3) e a ora&ccedil;&atilde;o (4), e com ramifica&ccedil;&otilde;es em todas as casas e em todos os cora&ccedil;&otilde;es. Trata-se de uma comunidade bela que, dia ap&oacute;s dia, crescia, crescia, crescia. N&atilde;o admira. Era uma <span style=\"text-decoration: underline;\">comunidade jovem, leve e bela, t&atilde;o jovem, leve e bela, que as pessoas lutavam por entrar nela<\/span>!<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Igreja da anuncia&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>3. A voca&ccedil;&atilde;o e miss&atilde;o da Igreja n&atilde;o &eacute; coisa pr&oacute;pria sua, mas radica, como exemplarmente deixou escrito o Conc&iacute;lio Vaticano II, no seu Decreto <em>Ad Gentes<\/em>, no amor fontal do Pai, que enviou em miss&atilde;o o Filho e o Esp&iacute;rito Santo (n.&ordm; 2). &Eacute; nesta miss&atilde;o que se enxerta a miss&atilde;o da Igreja, pelo que n&atilde;o compete &agrave; Igreja inventar a miss&atilde;o ou decidir em que consista a miss&atilde;o. Na verdade, o rosto da miss&atilde;o tem os tra&ccedil;os do rosto de Jesus Cristo e j&aacute; foi nele luminosamente manifestado. Temos, pois, uma mem&oacute;ria viva a fazer, viver e guardar todos os dias.<\/p>\n<p>Abrindo o Evangelho de Marcos, reparamos logo que o primeiro afazer de Jesus n&atilde;o &eacute; pregar ou ensinar, mas ANUNCIAR, que traduz o verbo grego <em>k&ecirc;r&yacute;ss&ocirc;<\/em>: anunciar o Evangelho (Mc 1,14). E qual &eacute; a primeira nota que soa quando Jesus se diz com o verbo ANUNCIAR? &Eacute;, sem d&uacute;vida, a sua completa vincula&ccedil;&atilde;o ao Pai, de quem &eacute; o Arauto, o Mensageiro, o ANUNCIADOR (<em>k&ecirc;ryx<\/em>). Pura transpar&ecirc;ncia do Pai, de quem diz o que ouviu dizer (Jo 7,16-17; 8,26.38.40; 14,24; 17,8) e faz o que viu fazer (Jo 5,19; 17,4). Recebendo todo o amor fontal do Pai, bebendo da torrente cristalina do amor fontal do Pai (Sl 110,7), Jesus, o Filho, &eacute; pura transpar&ecirc;ncia do Pai, e pode, com toda a verdade dizer a Filipe: &laquo;Filipe [&hellip;], quem me v&ecirc;, v&ecirc; o Pai&raquo; (Jo 14,9).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. Tudo, no arauto, na mensagem que transmite (<em>k&ecirc;rygma<\/em>) e no estilo com que o faz, remete para o seu Senhor. A primeira nota de todo o ANUNCIADOR ou arauto ou mensageiro consiste na sua FIDELIDADE &Agrave;quele que lhe confia a mensagem que deve anunciar. &Eacute; em Seu Nome que diz <span style=\"text-decoration: underline;\">o que<\/span> diz; &eacute; em Seu Nome que diz <span style=\"text-decoration: underline;\">como<\/span> diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. O mission&aacute;rio s&oacute; tem autoridade na medida em que &eacute; fiel a Cristo e como Ele obediente, nada dizendo ou fazendo por sua conta e risco. S&oacute; pode dizer e fazer aquilo que, por gra&ccedil;a, lhe foi dado ouvir, aquilo que, por gra&ccedil;a, lhe foi dado ver fazer. O mission&aacute;rio n&atilde;o pode deixar de estar vinculado a Cristo, nele configurado e transfigurado. O Papa Bento XVI disse-o assim: &laquo;Tudo se define a partir de Cristo, quanto &agrave; origem e &agrave; efic&aacute;cia da miss&atilde;o&raquo;. E acrescentou este singular desabafo: &laquo;Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvert&ecirc;ncia deste ponto&raquo; (Homilia da Santa Missa, Grande Pra&ccedil;a da Avenida dos Aliados, Porto [Portugal], 14 de Maio de 2010).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Igreja da fidelidade<\/strong><\/p>\n<p>6. Imp&otilde;e-se ainda dizer, &eacute; mesmo necess&aacute;rio ainda dizer, em jeito de conclus&atilde;o ou de introdu&ccedil;&atilde;o, que aquilo que me parece ser mais importante na express&atilde;o &laquo;nova evangeliza&ccedil;&atilde;o&raquo; n&atilde;o &eacute; tanto a <span style=\"text-decoration: underline;\">novidade de m&eacute;todos, express&otilde;es ou estrat&eacute;gias<\/span>, mas a <span style=\"text-decoration: underline;\">FIDELIDADE da Igreja ao Senhor Jesus<\/span> (Paulo VI, <em>Evangelii Nuntiandi<\/em> [1975], n.&ordm; 41), ao seu estilo, ao seu modo de viver, de fazer e de dizer: Dom total de si mesmo num estilo de vida <span style=\"text-decoration: underline;\">pobre, humilde, despojado, feliz, apaixonado, ousado, pr&oacute;ximo e dedicado<\/span>. Passa por aqui sempre o caminho e o rosto da Igreja, que tem de fazer a mem&oacute;ria do seu Senhor, configurando-se com o seu Senhor e transfigurando-se no seu Senhor. Imp&otilde;e-se, portanto, uma verdadeira <span style=\"text-decoration: underline;\">convers&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o<\/span>, e n&atilde;o apenas uma mudan&ccedil;a de verniz. Sim, temos necessidade de anunciadores do Evangelho sem ouro, nem prata, nem cobre, nem bolsas, nem duas t&uacute;nicas (Mt 19,9-10; Mc 6,6-8; Lc 9,3-4)&hellip; Sim, &eacute; de <span style=\"text-decoration: underline;\">convers&atilde;o<\/span> que falo, e pergunto: por que ser&aacute; que os Santos se esfor&ccedil;aram tanto, e com tanta alegria, por ser pobres e humildes, e n&oacute;s nos esfor&ccedil;amos tanto, e com tristeza (Mt 19,22; Mc 10,22; Lc 18,23), por ser ricos e importantes?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>+ Ant&oacute;nio Jos&eacute; DA ROCHA COUTO<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o no S\u00ednodo dos Bispos de D. 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