{"id":58465,"date":"2012-10-16T10:37:40","date_gmt":"2012-10-16T10:37:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/10\/16\/a-alegria-da-fe-e-a-evangelizacao\/"},"modified":"2012-10-16T10:37:40","modified_gmt":"2012-10-16T10:37:40","slug":"a-alegria-da-fe-e-a-evangelizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-alegria-da-fe-e-a-evangelizacao\/","title":{"rendered":"A alegria da F\u00e9 e a evangeliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Padre Fernando Domingues, Mission\u00e1rio Comboniano,  Reitor do Pontif\u00edcio Col\u00e9gio Urbano \u2013 Roma <!--more--> <\/p>\n<p><strong>O Papa aos jovens<\/strong><\/p>\n<p>Esta quinta-feira (11.10.2012) foi bonita. Apenas a alguns dias da abertura do S&iacute;nodo dos Bispos sobre a Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o, o Papa presidiu, aqui ao lado na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, a uma solene Eucaristia para inaugurar o Ano da F&eacute; que quer celebrar os 50 anos do in&iacute;cio do Conc&iacute;lio Vaticano II.<\/p>\n<p>Muitos de n&oacute;s, ali presentes, gost&aacute;mos de ver o Patriarca Bartolomeu I de Istambul (Constantinopla) numa cadeira de honra: o chefe da Igreja Ortodoxa ao lado do nosso Santo Padre, a tratarem-se em p&uacute;blico como irm&atilde;os, e ali bem perto tamb&eacute;m o arcebispo Primaz da Comunh&atilde;o Anglicana, Rowan Williams. Aquele esp&iacute;rito de fraternidade entre as Igrejas crist&atilde;s que o Conc&iacute;lio Vaticano tanto sonhou h&aacute; 50 anos, estava ali bem presente.<\/p>\n<p>As palavras podem dizer muito, mas gestos destes dizem muito mais!<\/p>\n<p>&Agrave; noite houve outro momento daqueles que ficam como um tesouro na mem&oacute;ria por muito tempo: mais de 40 000 jovens crist&atilde;os a cantar, a rezar e a fazer festa. A pra&ccedil;a iluminada pela luz de milhares e milhares de velas acesas que eles traziam na m&atilde;o, e l&aacute; de cima, da sua janela, o Papa Bento que sorria e os encorajava dizendo que &eacute; preciso descobrir de novo o esp&iacute;rito e a letra do Vaticano II, e comprometer-se com alegria para oferecer o evangelho de Jesus aos jovens de hoje.<\/p>\n<p>No dia seguinte um jornal di&aacute;rio aqui de Roma comentava: e ainda dizem por a&iacute; que os jovens n&atilde;o se interessam pela f&eacute; crist&atilde;. Algu&eacute;m quer explicar de donde &eacute; que vieram estes 40 000?<\/p>\n<p>Depois do encontro na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro os jovens distribu&iacute;ram-se por uma s&eacute;rie de Igrejas aqui no centro de Roma e as ora&ccedil;&otilde;es, os cantos, os testemunhos de f&eacute; que davam a quem quisesse ouvir, continuaram pela noite dentro.<\/p>\n<p>Bem gosta de insistir o nosso Papa que n&atilde;o h&aacute; uma Igreja antes do Conc&iacute;lio e outra Igreja &laquo;nova&raquo; depois dele: &eacute; a mesma Igreja que vai dando passos um depois do outro como vai entendendo que o Espirito de Jesus indica. Falar de &lsquo;acelerar a reforma&rsquo; ou tentar voltar atr&aacute;s para recuperar um suposto &lsquo;passado de ouro&rsquo; s&atilde;o ideias que pertencem mais &agrave; demagogia do que ao caminho real das nossas comunidades crist&atilde;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Palavras do S&iacute;nodo<\/strong><\/p>\n<p>O &lsquo;Ano da F&eacute;&rsquo; apenas inaugurado est&aacute;, j&aacute; no in&iacute;cio, fortemente colorido por algumas palavras que os membros do S&iacute;nodo v&atilde;o sublinhando.<\/p>\n<p>Na pequena interven&ccedil;&atilde;o que cada &lsquo;padre sinodal&rsquo; pode fazer durante esta primeira semana aparece com muita frequ&ecirc;ncia a ideia que n&atilde;o estamos a falar de outra evangeliza&ccedil;&atilde;o, diferente daquela que Jesus nos confiou quando disse &ldquo;Ide por todo o mundo&hellip; sereis minhas testemunhas &hellip; e eu estarei convosco at&eacute; ao fim dos tempos&rdquo;.<\/p>\n<p>Um bispo franc&ecirc;s disse francamente que boa parte da sua diocese &eacute; hoje terra onde &eacute; preciso levar a primeira evangeliza&ccedil;&atilde;o: a maior parte das pessoas que l&aacute; vivem de facto n&atilde;o conhecem o evangelho de Jesus, e o testemunho de vida da Igreja &eacute; algo que fica longe da vida quotidiana real da maior parte das pessoas.<\/p>\n<p>Um outro bispo, africano, confessou que a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o do seu pa&iacute;s recebeu o batismo, depois de mais de cem anos de a&ccedil;&atilde;o missionaria. Mas boa parte dessa gente de facto j&aacute; n&atilde;o vive segundo o evangelho de Jesus e tem pouco ou nada a ver com a vida da Igreja.<\/p>\n<p>Se estas realidades nos fazem pensar, enche-nos de alegria o testemunho de muitos que falam de comunidades crist&atilde;s cheias de vitalidade e dinamismo, a crescer rapidamente, mesmo se por vezes em contextos de dificuldade e de sofrimento.<\/p>\n<p>O pr&oacute;prio Papa Bento n&atilde;o se cansa de insistir que a nova evangeliza&ccedil;&atilde;o &eacute; o testemunho de vida e o an&uacute;ncio em palavras claras que a Igreja sempre procurou oferecer; s&oacute; que, nos nossos tempos, precisamos de renovar a nossa alegria e entusiasmo pela f&eacute; que vivemos e somos convidados a anunciar com m&eacute;todos, instrumentos, ora&ccedil;&atilde;o profunda e alegria que precisam mesmo de ser novos para que a mensagem possa chegar aos ouvidos e ao cora&ccedil;&atilde;o dos nossos contempor&acirc;neos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A nossa parte<\/strong><\/p>\n<p>Estou aqui em Roma com uma equipa internacional de formadores, a animar uma comunidade de seminaristas maiores (licenciatura e mestrado) vindos de mais de trinta pa&iacute;ses diferentes e dos quatro continentes do sul e do oriente do mundo. Perguntamo-nos a n&oacute;s mesmos: o que podemos fazer para colaborar no an&uacute;ncio de Jesus Cristo j&aacute; aqui e agora?<\/p>\n<p>Ao todo, com os animadores, somos quase 180, vindos de todo o lado, enviados pelos pr&oacute;prios bispos; os grupos nacionais mais numerosos s&atilde;o o da India (de rito latino, siro-malabar e siro-malankar), cerca de 20 s&atilde;o da Rep&uacute;blica Popular da China, quase outros tantos do Vietname; gente das ilhas do Pac&iacute;fico e outros dos pa&iacute;ses do M&eacute;dio Oriente (estes pertencem &agrave;s igrejas de rito oriental &ndash; Maronita, Caldeia, Copta, Antioquena); da &Aacute;frica os grupos maiores s&atilde;o os do Congo e do Sud&atilde;o (norte e sul), e por a&iacute; adiante.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m da nossa presen&ccedil;a regular todos os fins de semana nas comunidades crist&atilde;s de Roma (par&oacute;quias, cozinhas para os pobres, casas que acolhem doentes ou deficientes,&hellip;) este ano queremos ter uma presen&ccedil;a particular entre os imigrantes que proveem dos nossos pa&iacute;ses de origem. Estamos a organizar uma s&eacute;rie de coisas e o objetivo &eacute; ajudar essas irm&atilde;s e irm&atilde;os a &lsquo;sentirem-se em casa na &lsquo;casa de Pedro&rsquo;. Queremos caminhar com eles para experimentarmos juntos que a nossa f&eacute; crist&atilde;, podemos viv&ecirc;-la e celebr&aacute;-la &agrave; nossa maneira tamb&eacute;m aqui em Roma. Mais ainda, com as nossas maneiras de viver e celebrar a f&eacute;, podemos enriquecer os crist&atilde;os de c&aacute;, e os que aqui vieram ter, de outros pa&iacute;ses e continentes. Queremos dar um pequeno contributo para que a Igreja que est&aacute; em Roma seja cada vez mais a comunidade crist&atilde; onde quem chega de fora possa dizer: &ldquo;Estamos na casa de Pedro, sentimo-nos em nossa casa&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em caminho para a noite de P&aacute;scoa<\/strong><\/p>\n<p>Sejam as palavras que ouvimos no S&iacute;nodo que est&aacute; a decorrer aqui a poucos passos, seja esta vontade de descobrir de novo a letra e o Esp&iacute;rito do Conc&iacute;lio Vaticano II que se respira aqui por todo o lado nestes dias, penso que sublinham de maneira muito forte outras duas palavras de escutamos da boca de muitos bispos: a Igreja &eacute; chamada a ser miss&atilde;o e servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>Das comunidades crist&atilde;s em todos os &acirc;ngulos do mundo, que aqui no S&iacute;nodo falam pela boca dos seus bispos e dos v&aacute;rios representantes religiosos e leigos, vem com frequ&ecirc;ncia a necessidade de redescobrir a evangeliza&ccedil;&atilde;o como algo de muito profundo e ao mesmo tempo muito simples.<\/p>\n<p>Muito profundo porque se trata do ser, da natureza da Igreja. De facto, a Igreja come&ccedil;ou quando os ap&oacute;stolos, juntamente com todos aqueles e aquelas que l&aacute; estavam no dia do Pentecostes, receberam o Esp&iacute;rito de Jesus e come&ccedil;aram a dar testemunho da sua nova f&eacute; contando em todas as l&iacute;nguas a hist&oacute;ria de Jesus, a come&ccedil;ar pela sua morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o, que era o mist&eacute;rio principal que agora o tornava capaz de viver em Deus e de acompanhar o caminho dos disc&iacute;pulos, onde quer que eles se sentissem impelidos a ir anunciar o evangelho. Ainda n&atilde;o tinham manuais de teologia nem comp&ecirc;ndios de doutrinas e dogmas a explicar conceitos filos&oacute;fico-teol&oacute;gicos de grande complexidade. Bastava contar a hist&oacute;ria de Jesus e mostrar que a Sua presen&ccedil;a transformava a vida dos que acreditavam e recebiam o batismo para se juntarem ao grupo dos anunciadores. A miss&atilde;o era, por isso, algo de muito simples. Como algu&eacute;m dizia um destes dias: trata-se de um amigo crente que conta a hist&oacute;ria de Jesus ao seu amigo que ainda n&atilde;o cr&ecirc;.<\/p>\n<p>Quando penso nos anos de servi&ccedil;o mission&aacute;rio que passei nos bairros de lata da periferia da capital do Qu&eacute;nia, o momento mais bonito de todo o ano era sempre a celebra&ccedil;&atilde;o da vig&iacute;lia pascal. Nos tr&ecirc;s centros da par&oacute;quia onde celebr&aacute;vamos a noite da P&aacute;scoa, batiz&aacute;vamos ao todo cada ano, uns 400 adultos e jovens, depois de dois anos de catecumenato bem exigente. Eu enchia-me de maravilha a pensar como aqueles homens e mulheres tinham chegado ao batismo: sempre pelo convite de um amigo, de uma vizinha, de um colega de escola&hellip; Era isso mesmo, a f&eacute; passava de um amigo a outro&hellip; A Igreja vive para isso mesmo.<\/p>\n<p>A outra alegria grande era ver como todos os que recebiam os sacramentos da inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; nessa noite &ndash; batismo, eucaristia e crisma &ndash; assumiam um servi&ccedil;o concreto na comunidade crist&atilde;. Quem se juntava a um dos coros, quem aos grupos lit&uacute;rgicos, quem aos grupos de servi&ccedil;o aos mais pobres, ou aos doentes, quem se juntava a um ou uma catequista para se tornar catequista por sua vez, depois de dois ou tr&ecirc;s anos de tiroc&iacute;nio. Na celebra&ccedil;&atilde;o do domingo do Pentecostes, quanto todos anunciavam na missa o servi&ccedil;o que assumiam, lembro-me que at&eacute; uma jovem doente terminal se levantou para dizer: &lsquo;o meu servi&ccedil;o ser&aacute; sofrer e rezar por todos v&oacute;s&rsquo;. A Igreja &eacute; uma comunidade de servidores, todos t&ecirc;m direito a servir. Toda a vida das nossas comunidades ao longo do ano era um caminhar para aquela noite da P&aacute;scoa.<\/p>\n<p>Gostei de ouvir o Papa a dizer aos jovens: precisamos todos de redescobrir o Concilio Vaticano II para renovar em n&oacute;s a alegria de anunciar Jesus a todos.<\/p>\n<p>Aqui limitei-me a mencionar quase de passagem e sem a pretens&atilde;o de dizer tudo apenas algumas das grandes linhas indicadas pelo Vaticano II. Certamente o caminho que faremos neste Ano da F&eacute; vai-nos ajudar a ir mais longe e a maior profundidade. O S&iacute;nodo sobre a Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o vai oferecer algumas orienta&ccedil;&otilde;es preciosas. Aproveitemos.<\/p>\n<p><em>Padre Fernando Domingues,<br \/>Mission&aacute;rio Comboniano<br \/>Reitor do Pontif&iacute;cio Col&eacute;gio Urbano &ndash; Roma<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Fernando Domingues, Mission\u00e1rio Comboniano, Reitor do Pontif\u00edcio Col\u00e9gio Urbano \u2013 Roma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[294],"class_list":["post-58465","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58465","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58465"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58465\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58465"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58465"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58465"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}