{"id":58384,"date":"2012-10-09T10:54:14","date_gmt":"2012-10-09T10:54:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/10\/09\/a-minha-experiencia-do-concilio-vaticano-li\/"},"modified":"2012-10-09T10:54:14","modified_gmt":"2012-10-09T10:54:14","slug":"a-minha-experiencia-do-concilio-vaticano-li","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-minha-experiencia-do-concilio-vaticano-li\/","title":{"rendered":"A minha experi\u00eancia do Conc\u00edlio Vaticano lI"},"content":{"rendered":"<p>Cardeal D. Jos\u00e9 Saraiva Martins, prefeito em\u00e9rito da Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos, Santa S\u00e9 <!--more--> <\/p>\n<p>1. H&aacute; cinquenta anos come&ccedil;ava o Conc&iacute;lio Vaticano II.<\/p>\n<p>Cinquenta anos. Poder&aacute; parecer pouco! Ou ser&aacute; muito?<\/p>\n<p>Certamente ser&atilde;o muitos, ou mesmo demasiados, na vida de uma pessoa; mas certamente pouqu&iacute;ssimos na hist&oacute;ria de uma comunidade e, sobretudo, de uma comunidade que conta s&eacute;culos de exist&ecirc;ncia como &eacute; a Igreja.<\/p>\n<p>No cora&ccedil;&atilde;o e na alma guardo tantas recorda&ccedil;&otilde;es pessoais que se entrela&ccedil;am com as recorda&ccedil;&otilde;es eclesiais: lembro rostos e acontecimentos, mas tamb&eacute;m pontos de chegada pelos quais ansiava do mesmo modo que surpresas, momentos de expectativa como de esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>O Conc&iacute;lio Vaticano II, foi de facto, a celebra&ccedil;&atilde;o da esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Os outros conc&iacute;lios, celebrados ao longo dos s&eacute;culos, foram prevalentemente convocados para responder a quest&otilde;es precisas, a verdadeiras heresias ou presum&iacute;veis erros, assim como a quest&otilde;es disciplinares precisas. Pensemos, por exemplo, no Conc&iacute;lio de Niceia, em 325, que afrontou a quest&atilde;o central da divindade de Jesus Cristo; ou o de Calced&oacute;nia, em 451, que tinha como &ldquo;ordem do dia&rdquo; a rela&ccedil;&atilde;o entre a natureza divina e a humana na &uacute;nica pessoa de Jesus Cristo; ou ainda, no Conc&iacute;lio de Trento, que examinou a tens&atilde;o com o mundo protestante.<\/p>\n<p>O Conc&iacute;lio Vaticano II apresentou-se de modo original e diverso dos anteriores.<\/p>\n<p>Com a sua abertura, a 11 de outubro de 1962, a Igreja decidiu refletir sobre si mesma no seu todo. Decidiu &ldquo;ver-se ao espelho&rdquo; para reafirmar, a si mesma e ao mundo, a sua verdadeira Identidade. De facto, este espelho n&atilde;o pode ser outro sen&atilde;o a Palavra de Deus, uma vez que a Igreja tem como paradigma esta Palavra, que lhe tra&ccedil;a o seu pr&oacute;prio perfil. N&atilde;o &eacute; o mundo o seu paradigma, mas a Igreja &eacute; obra da vontade do Senhor Jesus, seu fundador e &uacute;nico fundamento.<\/p>\n<p>Um Conc&iacute;lio, como diz o pr&oacute;prio nome, &eacute; o modo pelo qual o col&eacute;gio dos bispos exercita o seu papel de guia da comunidade crist&atilde;.<\/p>\n<p>Como se poder&aacute; facilmente imaginar, o Vaticano II n&atilde;o apareceu do nada, mas era antes, e entre outros, o resultado do trabalho do Esp&iacute;rito em tantos movimentos teol&oacute;gicos, espirituais, pastorais e culturais. Gostaria de recordar, entre outros, o movimento lit&uacute;rgico, o movimento b&iacute;blico, os estudos patr&iacute;sticos, mission&aacute;rios e o movimento ecum&eacute;nico: todos eles inst&acirc;ncias que, sobretudo ao longo do s&eacute;culo XIX, perfilaram um caminho progressivo e apresentavam aos olhos da opini&atilde;o p&uacute;blica quest&otilde;es problem&aacute;ticas que exigiam respostas. Por seu lado, os bispos colocavam-se &agrave; escuta de tais quest&otilde;es e tentavam formular respostas que fossem adequadas ao tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Nessa &eacute;poca, eu era um jovem sacerdote, professor de teologia na Pontif&iacute;cia Universidade Urbaniana, na qual, algum tempo depois, fui Reitor.<\/p>\n<p>Dizer &ldquo;teologia&rdquo; &eacute; um pouco gen&eacute;rico. Para ser mais preciso, ensinava &ldquo;Eclesiologia&rdquo;, isto &eacute;, a reflex&atilde;o sobre o mist&eacute;rio da Igreja. Encontrava-me, pois, numa situa&ccedil;&atilde;o privilegiada de observa&ccedil;&atilde;o. De facto, o Conc&iacute;lio tinha colocado como eixo central da sua reflex&atilde;o a quest&atilde;o eclesial. Por outro lado, a Universidade Urbaniana, por defini&ccedil;&atilde;o, &eacute; um polo de reflex&atilde;o e de estudo de car&aacute;ter acentuadamente internacional, com uma aten&ccedil;&atilde;o especial para os pa&iacute;ses extraocidentais. Consequentemente, as v&aacute;rias etapas em que se desenvolvia a assembleia conciliar tinham uma resson&acirc;ncia especial no meu cora&ccedil;&atilde;o e na minha mente.<\/p>\n<p>Conservo viva a recorda&ccedil;&atilde;o dos debates que da aula conciliar ressoavam na conversa&ccedil;&atilde;o entre amigos e colegas. V&aacute;rios modelos e experi&ecirc;ncias de Igreja constitu&iacute;am o horizonte do nosso pensamento e da nossa a&ccedil;&atilde;o: v&aacute;rias conce&ccedil;&otilde;es teol&oacute;gicas e pr&aacute;ticas originavam novos projetos educativos e pastorais. Uma extraordin&aacute;ria multiplicidade de vozes, de situa&ccedil;&otilde;es, de perguntas conflu&iacute;am nos debates romanos e faziam imaginar originais perspetivas. A descoberta da diversidade na Igreja e no mundo, assim como a valoriza&ccedil;&atilde;o dos outros caminhos religiosos e humanos criavam um constante clima de estudos, de investiga&ccedil;&atilde;o e de di&aacute;logo.<\/p>\n<p>Assistia-se tamb&eacute;m &agrave; mudan&ccedil;a de tantas certezas. Umas vezes tratavam-se de verdadeiras e aut&ecirc;nticas certezas, que sucessivamente se impuseram como algo a recuperar; outras vezes, eram ilus&otilde;es, que felizmente ficaram pelo caminho (presas ao tempo e &agrave;s circunstancias que as geraram).<\/p>\n<p>Vislumbravam-se j&aacute; os sinais de uma crise que, pouco tempo depois, se fez sentir e atravessou todo o Ocidente, na qual o desejo de mudan&ccedil;a tomou formas contestat&aacute;rias que encontraram no ano de 1968 a maior carga simb&oacute;lica.<\/p>\n<p>Recordo, com particular simpatia, que naquele clima n&atilde;o havia espa&ccedil;o para o &ldquo;abster-se&rdquo;. Uma Igreja renovada por uma sociedade nova: esta era a mensagem que alentava as nossas conversas, as nossas celebra&ccedil;&otilde;es, os momentos de encontro, os debates organizados ou improvisados; um sentido de otimismo dava forma &agrave; constru&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel de um mundo melhor para todos; o sentir-se pedra viva de uma constru&ccedil;&atilde;o viva e articulada; o sentir-se fam&iacute;lia, isto &eacute; n&atilde;o somente espetadores mas protagonistas num sentido coletivo e solid&aacute;rio nos processos de crescimento e matura&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Tinha-se a consci&ecirc;ncia de estar a programar o futuro, com um claro apelo n&atilde;o somente &agrave; doutrina, mas tamb&eacute;m, e sobretudo, ao testemunho de vida.<\/p>\n<p>Com um novo olhar para os valores humanos, com a inteligente abertura ecum&eacute;nica e inter-religiosa, com a disponibilidade em colaborar com todos, a Igreja demonstrava, uma vez mais, a extraordin&aacute;ria capacidade de deixar de olhar somente para si pr&oacute;pria, para abrir-se a formas novas de di&aacute;logo com o mundo &#8211; e todo o mundo! Assist&iacute;amos &ldquo;em direto&rdquo; a mudan&ccedil;as e transforma&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o &eacute; exagerado definir como &ldquo;de &eacute;poca&rdquo;.<\/p>\n<p>Alguns poder&atilde;o hoje acusar aquele per&iacute;odo de superficial otimismo. Estou de acordo com o &ldquo;otimismo&rdquo;, mas n&atilde;o estou de acordo com o &ldquo;superficial&rdquo;. Na realidade era bem claro e constantemente presente o esc&acirc;ndalo de uma humanidade dividida em tr&ecirc;s partes, isto &eacute;, uma sociedade Ocidental desenvolvida, o bloco sovi&eacute;tico e o, ainda hoje infelizmente chamado Terceiro Mundo. Diante desta situa&ccedil;&atilde;o urgia uma reforma de mentalidade e de abordagem e a Igreja tornava-se int&eacute;rprete e protagonista de uma tal reforma. Uma exig&ecirc;ncia de cont&iacute;nua renova&ccedil;&atilde;o (&eacute; famosa a f&oacute;rmula que ressoava naqueles anos: &ldquo;Ecclesia semper reformanda est&rdquo;, isto &eacute;, a Igreja dever&aacute; sempre renovar-se), era o mote acolhido n&atilde;o s&oacute; pela opini&atilde;o p&uacute;blica como tamb&eacute;m a n&iacute;vel institucional e program&aacute;tico-Iegislativo, como m&eacute;todo de vida.<\/p>\n<p>Delineavam-se no horizonte os novos desafios que a modernidade iria dirigir &agrave; Igreja. Sobretudo, interrogava-se sobre que tipo de Igreja come&ccedil;ava a emergir!<\/p>\n<p>Contudo, &eacute; claro que a &uacute;nica comunidade querida por Jesus Cristo ao longo dos s&eacute;culos assumiu diversas formas hist&oacute;ricas. Nas v&eacute;speras do Conc&iacute;lio estas &ldquo;formas&rdquo; vinham &agrave; ribalta, n&atilde;o s&oacute; na consci&ecirc;ncia dos crist&atilde;os como tamb&eacute;m numa vasta opini&atilde;o p&uacute;blica. As perguntas despontavam: Uma Igreja Individualista? Uma institui&ccedil;&atilde;o baseada somente no tradi&ccedil;&atilde;o, que repete incansavelmente as coisas recebidas do passado? Uma comunidade &ldquo;das obras&rdquo;, preocupada em encher todos os espa&ccedil;os vitais dos seus aderentes? Uma Igreja lit&uacute;rgica, centrada na celebra&ccedil;&atilde;o? Ou antes, uma Igreja mission&aacute;ria, que tem consci&ecirc;ncia de viver num mundo que j&aacute; n&atilde;o &eacute; explicitamente crist&atilde;o; uma Igreja &ldquo;no mundo&rdquo;, que caminha com o mundo e olha atentamente para as exig&ecirc;ncias da sociedade; uma comunidade de vida, que se esfor&ccedil;a por conseguir rela&ccedil;&otilde;es interpessoais cada vez mais v&aacute;lidas e cred&iacute;veis?<\/p>\n<p>Qualquer que fosse o modelo prevalente, definia-se, com clareza absoluta, um princ&iacute;pio essencial: a Igreja do futuro seria a Igreja da &ldquo;participa&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Isto &eacute;, pressupunha forma&ccedil;&atilde;o, quer dizer, um &ldquo;dar forma&rdquo; ao sonho, orientando-o para uma finalidade. E &oacute;bvio que a ideia mais v&aacute;lida e mais bela &eacute; absolutamente ineficaz se colocada na m&atilde;o de algu&eacute;m que n&atilde;o est&aacute; preparado para o fazer, ou pior ainda, se &eacute; insens&iacute;vel ao fim desejado.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar e mais do que uma s&eacute;rie de documentos, o Conc&iacute;lio foi um acontecimento que sacudiu as consci&ecirc;ncias e foi marco incontorn&aacute;vel de &ldquo;n&atilde;o retorno&rdquo;.<\/p>\n<p>Tenho, de modo especial, uma recorda&ccedil;&atilde;o que guardo com muita estima! Com a aud&aacute;cia (e a inconsci&ecirc;ncia!) que caracteriza a juventude, pedi ao secret&aacute;rio-geral do Conc&iacute;lio, Mons. Pericle Felici, para poder assistir &agrave; &uacute;ltima reuni&atilde;o da grande assembleia. Pois bem, com muita admira&ccedil;&atilde;o minha, o Mons. Felici comunicou-me que o meu desejo seria satisfeito e que poderia estar presente na Bas&iacute;lica Vaticana durante a &uacute;ltima sess&atilde;o do Conc&iacute;lio. Foi para mim uma emo&ccedil;&atilde;o extraordin&aacute;ria: encontrar-me naquele momento, naquele lugar, com aqueles bispos que estavam a tra&ccedil;ar o futuro percurso da barca de Pedro!<\/p>\n<p>As recorda&ccedil;&otilde;es tornam-se para mim, e para todos, um empenho em acolher e fazer frutificar as extraordin&aacute;rias perspetivas que naquele momento se abriam diante dos nossos olhos, e que constitu&iacute;am tamb&eacute;m um est&iacute;mulo permanente para construir o caminho eclesial, &agrave; luz daqueles valores e daquelas novas esperan&ccedil;as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. No que se refere, ao modo como participei na transforma&ccedil;&atilde;o sugerida pelos Padres Conciliares, limito-me a dizer que procurei, em primeiro lugar como professor na Universidade Urbaniana e depois como Secretario da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Educa&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, colocar de modo bem vis&iacute;vel, quer fosse de viva voz, quer fosse pelas in&uacute;meras publica&ccedil;&otilde;es realizadas, alguns dos princ&iacute;pios mais importantes afirmados na grande Assembleia Conciliar; assim como a necessidade de viv&ecirc;-los, com profundidade e verdade, no atual contexto da Igreja e da sociedade.<\/p>\n<p>A minha aten&ccedil;&atilde;o voltou-se, antes de mais, para a verdadeira natureza da Igreja, que, como sublinha o Conc&iacute;lio, n&atilde;o &eacute; uma simples estrutura, mas o pr&oacute;prio Cristo que, incarnado numa comunidade de f&eacute;, de esperan&ccedil;a e de amor, continua, no tempo e na hist&oacute;ria, a sua miss&atilde;o de Salva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, para o papel da liturgia na vida da Igreja, colocando em relevo que n&atilde;o &eacute; um papel marginal, mas essencial, uma vez que &eacute; mediante esta, com a Eucaristia ao centro, que se realiza &ldquo;a obra da nossa reden&ccedil;&atilde;o&rdquo; (cf. SC 2).<\/p>\n<p>A dimens&atilde;o fundamental de evangeliza&ccedil;&atilde;o da Igreja de Cristo tocou-me tamb&eacute;m, enquanto esta vive no tempo, e por natureza &eacute; essencialmente mission&aacute;ria, pois &eacute; da miss&atilde;o do Filho e do Esp&iacute;rito Santo que ela, segundo os des&iacute;gnios do Pai, encontra a sua origem.&rdquo; (AG 2). A Igreja &eacute;, pois, a enviada de Cristo, como Cristo &eacute; o enviado do Pai, e os fi&eacute;is s&atilde;o os enviados de Cristo e da Igreja.<\/p>\n<p>Finalmente, tive sempre presente, de modo especial, a miss&atilde;o da Igreja na sociedade moderna, pois esta engloba a promo&ccedil;&atilde;o do homem e a defesa dos seus direitos fundamentais, naturais e, por isso &ldquo;sacros&rdquo;, isto &eacute; &ldquo;n&atilde;o negoci&aacute;veis&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Cardeal D. Jos&eacute; Saraiva Martins,<br \/>prefeito em&eacute;rito da Congrega&ccedil;&atilde;o<br \/>para as Causas dos Santos, Santa S&eacute;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cardeal D. 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