{"id":58235,"date":"2012-09-26T16:08:19","date_gmt":"2012-09-26T16:08:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/09\/26\/nota-pastoral-para-a-vivencia-do-ano-da-fe-na-diocese-de-viana-do-castelo\/"},"modified":"2012-09-26T16:08:19","modified_gmt":"2012-09-26T16:08:19","slug":"nota-pastoral-para-a-vivencia-do-ano-da-fe-na-diocese-de-viana-do-castelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-para-a-vivencia-do-ano-da-fe-na-diocese-de-viana-do-castelo\/","title":{"rendered":"Nota Pastoral para a viv\u00eancia do Ano da F\u00e9 na Diocese de Viana do Castelo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Esta &eacute; a Nossa F&eacute;: Cristo em N&oacute;s<\/strong><\/p>\n<p>O Ano da F&eacute; (de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013) foi proclamado pelo Santo Padre Bento XVI para nele comemorarmos dois dos eventos mais determinantes para a vida da Igreja, nos &uacute;ltimos anos: o II Conc&iacute;lio do Vaticano (iniciado h&aacute; 50 anos, no dia 11 de outubro) e a publica&ccedil;&atilde;o do Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica (faz em 11 de outubro 20 anos). &ldquo;Ser&aacute; &ndash; segundo a expectativa do Santo Padre &ndash; uma ocasi&atilde;o prop&iacute;cia para introduzir a totalidade da estrutura eclesial num tempo de particular reflex&atilde;o e redescoberta da f&eacute;.&rdquo;[1]<\/p>\n<p>Nesse sentido, est&aacute; programado, para a nossa Diocese de Viana do Castelo, um conjunto de iniciativas, cujo significado e objetivo se podem sintetizar no lema que escolhemos &ndash; <strong>Esta &eacute; a nossa f&eacute;: Cristo em n&oacute;s <\/strong>&ndash; que passo a explicar:<\/p>\n<p><strong>1. Esta &eacute; a nossa f&eacute;: a f&eacute; que nos gloriamos de professar<\/strong><\/p>\n<p>As palavras iniciais do lema prov&ecirc;m da liturgia. &ldquo;Esta &eacute; a nossa f&eacute;. Esta &eacute; a f&eacute; da Igreja, que nos gloriamos de professar, em Jesus Cristo, Nosso Senhor&rdquo; &eacute; a exclama&ccedil;&atilde;o com que o presidente das celebra&ccedil;&otilde;es do Batismo de crian&ccedil;as e do Crisma reage &agrave; profiss&atilde;o de f&eacute; proferida, respetivamente, pelos pais e padrinhos e pelos crismandos. Num caso como no outro, toda a assembleia &eacute; convidada a associar-se &agrave; f&eacute; professada, pelo menos com o <em>amen<\/em> conclusivo. S&atilde;o palavras que exprimem, ao mesmo tempo, gratid&atilde;o e orgulho:<\/p>\n<p>S&atilde;o de<strong> gratid&atilde;o<\/strong>, porque, conforme nos diz o Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, &ldquo;a f&eacute; &eacute; um dom sobrenatural de Deus. Para crer, o homem tem necessidade dos aux&iacute;lios interiores do Esp&iacute;rito Santo.&rdquo;[2] &Eacute; semelhante ao que se passa, a n&iacute;vel humano, entre um pai e o seu filho: o amor que este nutre pelo pai, deve-o, habitualmente, ao amor que o pai tem por ele. Entre Deus e n&oacute;s acontece o mesmo, mas num grau infinitamente superior: <em>N&atilde;o fomos n&oacute;s que am&aacute;mos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como v&iacute;tima de expia&ccedil;&atilde;o pelos nossos pecados<\/em> (1 Jo 4, 10). E at&eacute; para a descoberta deste amor impens&aacute;vel e a correspondente entrega de f&eacute; ao Deus que assim nos ama, &eacute; Ele que vem ao nosso encontro, atrav&eacute;s de tantos meios e pessoas que nos oferece, sobretudo na sua Igreja.<\/p>\n<p>Da&iacute; tamb&eacute;m o sentido do <strong>orgulho<\/strong> ou profunda satisfa&ccedil;&atilde;o que sentimos com a nossa f&eacute;, um sentimento que deriva da sua componente humana. &Eacute; que &ldquo;a f&eacute; exige <em>a vontade livre e a lucidez<\/em> do ser humano, quando este se abandona ao convite divino.&rdquo;[3] Mas como a iniciativa vem de Deus, gloriar-se por e ao professar a f&eacute; significa, na pr&aacute;tica, gloriar-se do que Ele faz em n&oacute;s e por meio de n&oacute;s. Ele pr&oacute;prio no-lo diz repetidamente na Sagrada Escritura: <em>Quem se gloria, glorie-se no Senhor<\/em>.[4] Por isso gloriar-se em Deus &eacute; um dos modos, talvez o melhor, de Lhe agradecermos e de, assim, fortalecermos a filial comunh&atilde;o que a Ele nos une. Como recorda Santo Agostinho, os crentes &ldquo;fortificam-se acreditando.&rdquo;[5]<\/p>\n<p>&Eacute; nesse contexto que o Santo Padre, para este Ano da F&eacute;, manifesta a expectativa de que os crist&atilde;os, nos diversos &acirc;mbitos da sua vida eclesial, &ldquo;encontrar&atilde;o forma de fazer publicamente a <strong>profiss&atilde;o do <em>Credo<\/em><\/strong>.&rdquo;[6] Na nossa Diocese, ir&atilde;o ser disponibilizados meios para que cada um de n&oacute;s possa t&ecirc;-lo sempre &agrave; m&atilde;o nas tr&ecirc;s f&oacute;rmulas oficiais na Igreja: a do S&iacute;mbolo dos Ap&oacute;stolos (a mais antiga), a do S&iacute;mbolo Niceno-Constantinopolitano (a mais elaborada) e a f&oacute;rmula dialogada (usada na Vig&iacute;lia Pascal e nas celebra&ccedil;&otilde;es do Batismo e do Crisma). Teremos assim a possibilidade de rezar o Credo com mais frequ&ecirc;ncia (se poss&iacute;vel di&aacute;ria), individual e coletivamente (em fam&iacute;lia, grupo ou comunidade). Fa&ccedil;amo-lo como sugere Santo Agostinho: &ldquo;O Credo seja para ti como um espelho! Mira-te nele, para ver se realmente cr&ecirc;s em tudo o que defines como f&eacute;. E alegra-te cada dia na tua f&eacute;!&rdquo;[7]<\/p>\n<p>Tratando-se de s&iacute;mbolos ou s&iacute;nteses das verdades fundamentais da nossa f&eacute;, e para que as possamos proclamar com a gratid&atilde;o e o orgulho pr&oacute;prios de quem realmente cr&ecirc;, pe&ccedil;o que se atenda ainda ao seguinte:<\/p>\n<p><strong>2. A f&eacute; que nos gloriamos de conhecer<\/strong><\/p>\n<p>A raz&atilde;o para este conhecimento &eacute;-nos indicada pelo Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica: &ldquo;&Eacute; inerente &agrave; f&eacute; o desejo do crente de conhecer melhor Aquele em quem se acreditou e de compreender melhor o que Ele revelou; um conhecimento mais profundo exigir&aacute;, por sua vez, uma f&eacute; maior e cada vez mais abrasada em amor.&rdquo;[8] Trata-se de uma espiral id&ecirc;ntica &agrave; do amor entre as pessoas: quanto melhor conhecemos algu&eacute;m que amamos, maior &eacute; o nosso amor por essa pessoa; e quanto mais a amamos, melhor a desejamos conhecer.<\/p>\n<p>Da&iacute; que seja este um dos pontos em que o Papa mais insiste: a fim de celebrarmos &ldquo;este <em>Ano<\/em> de forma digna e fecunda, dever&aacute; intensificar-se a reflex&atilde;o sobre a f&eacute;, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente a sua ades&atilde;o ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudan&ccedil;a como este que a humanidade est&aacute; a viver.&rdquo; Por isso, &ldquo;descobrir novamente os conte&uacute;dos da f&eacute; professada, celebrada, vivida e rezada, e refletir sobre o pr&oacute;prio ato com que se cr&ecirc;, &eacute; um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste <em>Ano<\/em>.&rdquo;[9]<\/p>\n<p>Porque estamos conscientes deste compromisso, &eacute; na forma&ccedil;&atilde;o da f&eacute; que iremos apostar, atrav&eacute;s de algumas iniciativas j&aacute; programadas e a programar. Das que t&ecirc;m uma dimens&atilde;o diocesana, destaco em primeiro lugar as que se destinam ao <strong>Clero<\/strong>: as Jornadas de Forma&ccedil;&atilde;o Permanente, a realizar durante a Semana da Diocese e nas quais ser&atilde;o analisados o decreto conciliar <em>Presbiterorum Ordinis<\/em> sobre o Minist&eacute;rio e Vida dos Sacerdotes e outros documentos posteriores da Igreja que tratam do mesmo tema. Para refletirmos sobre as incid&ecirc;ncias das diretivas conciliares e p&oacute;s-conciliares na vida pessoal, comunit&aacute;ria e pastoral dos sacerdotes na nossa Diocese, teremos dez Assembleias do Clero, uma por m&ecirc;s e em cada um dos Arciprestados. Queremos desta forma ajudar cada padre a ser realmente aquilo que, segundo S. Paulo, o identifica: um <em>homem de Deus<\/em> que, na sua vida e miss&atilde;o, <em>combate o bom combate da f&eacute;<\/em>.[10]<\/p>\n<p>Concomitantemente prestaremos especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o dos seus principais colaboradores nas tr&ecirc;s &aacute;reas da vida das comunidades paroquiais: a catequese, a liturgia e a a&ccedil;&atilde;o sociocaritativa. Para tal, o Instituto Cat&oacute;lico prop&otilde;e-se colocar em a&ccedil;&atilde;o, a partir do presente ano pastoral, al&eacute;m da Escola de Teologia e Ci&ecirc;ncias Humanas j&aacute; em atividade h&aacute; v&aacute;rios anos, mais tr&ecirc;s Escolas: a Escola de Minist&eacute;rios (catequ&eacute;ticos, lit&uacute;rgicos e caritativos), a Escola de M&uacute;sica Sacra e a Escola de Espiritualidade. Al&eacute;m da forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de cada uma, ter&atilde;o um tronco teol&oacute;gico comum, estruturado de acordo com o plano pr&oacute;prio do Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>E nisto n&atilde;o fazemos mais que seguir as orienta&ccedil;&otilde;es do Papa, quando diz: &ldquo;Para chegar a um conhecimento sistem&aacute;tico da f&eacute;, todos podem encontrar um subs&iacute;dio precioso e indispens&aacute;vel no <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em> (&hellip;), um dos frutos mais importantes do Conc&iacute;lio Vaticano II. (&hellip;) Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de hist&oacute;ria. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres da teologia aos Santos que atravessaram os s&eacute;culos, o <em>Catecismo<\/em> oferece uma mem&oacute;ria permanente dos in&uacute;meros modos em que a Igreja meditou sobre a f&eacute; e progrediu na doutrina, para dar certeza aos crentes na sua vida de f&eacute;.&rdquo;[11]<\/p>\n<p>Para a sua descoberta, sa&uacute;do outras iniciativas pensadas, n&atilde;o s&oacute; para a divulga&ccedil;&atilde;o do Catecismo, como sobretudo para a sua leitura pessoal e em grupos, nomeadamente pelos jovens que no <em>Youcat<\/em> encontram uma vers&atilde;o a eles adaptada.<\/p>\n<p><strong>3. A f&eacute; que nos gloriamos de celebrar, em especial na liturgia<\/strong><\/p>\n<p>&Eacute; na <strong>liturgia<\/strong> que se alcan&ccedil;a &ldquo;o cume para o qual se dirige toda a atividade da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde prov&eacute;m toda a sua for&ccedil;a.&rdquo;[12] &Eacute; nela que mais frequente e solenemente proclamamos o Credo, pelo qual, geralmente a seguir &agrave;s leituras b&iacute;blicas, exprimimos a nossa <em>f&eacute; como obedi&ecirc;ncia <\/em>(do latim<em> obauditio<\/em>)<em> &agrave; audi&ccedil;&atilde;o <\/em>(do latim<em> auditio<\/em>)<em> <\/em>da Palavra de Deus. &ldquo;Obedecer (&hellip;) na f&eacute; &eacute; submeter-se &agrave; palavra escutada, por a sua verdade ser garantida por Deus, que &eacute; a pr&oacute;pria verdade.&rdquo;[13]<\/p>\n<p>Mas &ldquo;fonte e cume de toda a vida crist&atilde;&rdquo;[14] &eacute; principalmente a <strong>Eucaristia<\/strong>, em cujo centro Jesus Cristo, o Filho Unig&eacute;nito de Deus, nos oferece o seu &ldquo;Corpo entregue por n&oacute;s&rdquo; e o seu &ldquo;Sangue derramado por n&oacute;s&rdquo; &ndash; o principal &ldquo;Mist&eacute;rio da F&eacute;&rdquo; &ndash; que acolhemos e contemplamos numa atitude de profunda adora&ccedil;&atilde;o e num sil&ecirc;ncio expressivo do respeito mais sagrado. E, depois de sacramentalmente O comungarmos, &ldquo;tornamo-nos um com Deus, como o alimento com o corpo&rdquo;, como disse S. Francisco de Sales a prop&oacute;sito da Sagrada Eucaristia.[15] Por esta e outras raz&otilde;es, a Eucaristia &ldquo;&eacute; o resumo e a s&uacute;mula da nossa f&eacute;: &laquo;A nossa maneira de pensar est&aacute; de acordo com a Eucaristia; e, por sua vez, a Eucaristia confirma a nossa maneira de pensar&raquo;.&rdquo;[16]<\/p>\n<p>Na nossa Diocese, o Ano da F&eacute; ser&aacute; iniciado, a 14 de outubro, com a solene celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, &agrave; mesma hora (11 horas) e em cada um dos Arciprestados. Para que nela possa participar o maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de fi&eacute;is, n&atilde;o haver&aacute; nesse Domingo, em toda a Diocese, outras celebra&ccedil;&otilde;es eucar&iacute;sticas, com exce&ccedil;&atilde;o das vespertinas. Deste modo, refor&ccedil;aremos tamb&eacute;m a comunh&atilde;o que a todos nos une na mesma Igreja e que tem na comunh&atilde;o do Corpo e Sangue de Cristo a sua fonte principal: <em>Uma vez que h&aacute; um &uacute;nico p&atilde;o, n&oacute;s, embora muitos, somos um s&oacute; corpo, porque participamos desse &uacute;nico p&atilde;o<\/em> (1 Cor 10, 17).<\/p>\n<p>Exige-se por isso um cuidado especial na prepara&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; desta celebra&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica, mas de todas as outras, ao longo do ano e mesmo em dias de semana. Evitemos tudo o que possa levar &agrave; sua banaliza&ccedil;&atilde;o e instrumentaliza&ccedil;&atilde;o, respeitando todas as orienta&ccedil;&otilde;es e normas da Igreja neste campo e, acima de tudo, a grandeza e beleza do mist&eacute;rio celebrado. Esperamos que as Escolas de Minist&eacute;rios, de M&uacute;sica Sacra e de Espiritualidade, tal como o Encontro Diocesano de Liturgia ajudem a melhorarmos, ainda mais, a qualidade das nossas celebra&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&Eacute; t&atilde;o grande o mist&eacute;rio celebrado na liturgia, em especial a eucar&iacute;stica, que, se for verdadeiramente apreendido, tem necessariamente de prolongar-se para al&eacute;m da celebra&ccedil;&atilde;o. Prolonga-se, primeiramente, em atos diretamente ligados a ela, como s&atilde;o a adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica fora da Missa e as prociss&otilde;es eucar&iacute;sticas, ambas com grandes tradi&ccedil;&otilde;es entre n&oacute;s e com um valor que est&aacute; a ser (re)descoberto, designadamente por crian&ccedil;as e jovens.<\/p>\n<p>Prolonga-se tamb&eacute;m noutras ocasi&otilde;es e formas de <strong>ora&ccedil;&atilde;o<\/strong> que, como &ldquo;rela&ccedil;&atilde;o viva com Deus&rdquo;, tem na liturgia o seu lugar privilegiado e &eacute;, n&atilde;o s&oacute; &ldquo;a porta para a f&eacute;&rdquo;[17], mas a pr&oacute;pria f&eacute; em a&ccedil;&atilde;o. Da&iacute; que S. Tiago lhe chame <em>ora&ccedil;&atilde;o da f&eacute;<\/em> (Tg 5, 15), uma ora&ccedil;&atilde;o cuja efic&aacute;cia &eacute; indicada por Jesus: <em>Tudo o que pedirdes na ora&ccedil;&atilde;o, acreditai que j&aacute; o recebestes e assim vos suceder&aacute;<\/em> (Mc 11, 24). &Eacute; que, diz Ele ainda, <em>tudo &eacute; poss&iacute;vel a quem acredita<\/em> (9, 23). <em>&Eacute; poss&iacute;vel<\/em>, porque no crente, que incondicionalmente se confia a Deus pela ora&ccedil;&atilde;o, passa a atuar o mesmo Deus, a quem <em>nada &eacute; imposs&iacute;vel<\/em> (Lc 1, 37).<\/p>\n<p>D&ecirc;-se, por isso, neste Ano da F&eacute;, um lugar privilegiado a esta ora&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, pessoal e comunit&aacute;ria, e ver-se-&aacute; como a promessa de Jesus de facto se realiza, nomeadamente em dois outros efeitos da comunh&atilde;o com Deus assim vivida &ndash; a f&eacute; vivida na pr&aacute;tica da caridade e a f&eacute; testemunhada:<\/p>\n<p><strong>4. A f&eacute; que nos gloriamos de viver pela pr&aacute;tica da caridade<\/strong><\/p>\n<p>Se a f&eacute; nasce e vive do amor infinito que Deus tem por n&oacute;s, ela s&oacute; existe se <em>atua pelo amor<\/em> (Gal 5, 6). Consequentemente, a caridade &eacute; o bar&oacute;metro da f&eacute;: <em>Se algu&eacute;m disser: &ldquo;Eu amo a Deus&rdquo;, mas tiver &oacute;dio ao irm&atilde;o, esse &eacute; um mentiroso; pois aquele que n&atilde;o ama o seu irm&atilde;o, a quem v&ecirc;, n&atilde;o pode amar a Deus, a quem n&atilde;o v&ecirc;<\/em> (1 Jo 4, 20). Ou, por outras palavras: <em>a f&eacute;, se ela n&atilde;o tiver obras, est&aacute; completamente morta<\/em> (Tg 2, 17).<\/p>\n<p>Mas, sendo verdade que a f&eacute; precisa das obras da caridade, tamb&eacute;m &eacute; verdade o inverso: &ldquo;a caridade sem a f&eacute; seria um sentimento constantemente &agrave; merc&ecirc; da d&uacute;vida.&rdquo; Por isso, &ldquo;f&eacute; e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente &agrave; outra realizar o seu caminho.&rdquo;[18]<\/p>\n<p>Neste campo, temos de come&ccedil;ar pela <strong>caridade entre n&oacute;s crist&atilde;os<\/strong>, j&aacute; que &eacute; ela que, conforme diz Jesus, nos identifica: <em>Como Eu vos amei, amai-vos tamb&eacute;m uns aos outros. Nisto conhecer&atilde;o que sois meus disc&iacute;pulos: se vos amardes uns aos outros<\/em> (Jo 13, 34-35).<\/p>\n<p>Esta exorta&ccedil;&atilde;o &eacute; feita na &uacute;ltima Ceia, um contexto que nos remete para a<strong> <\/strong>viv&ecirc;ncia da Eucaristia, e ser&aacute; com ela que, conforme referi atr&aacute;s, iniciaremos o Ano da F&eacute;. Que todos aqueles que nela participarem, o fa&ccedil;am tamb&eacute;m como express&atilde;o do seu amor pelos irm&atilde;os na f&eacute;, como de resto sempre deve acontecer. Procure cada um estar presente, n&atilde;o apenas por aquilo que precisa de Cristo e dos outros, mas tamb&eacute;m pelo muito que, levado pelo amor de Cristo, lhes pode dar, com a sua presen&ccedil;a ativa, com a partilha de carismas e bens, com a sua f&eacute; e ora&ccedil;&atilde;o, na certeza de que, quanto mais d&aacute; e se d&aacute;, mais recebe. N&atilde;o ser&aacute; a caridade assim vivida que sentimos fazer falta em muitas das nossas celebra&ccedil;&otilde;es?<\/p>\n<p>Orientado por este mesmo objetivo de refor&ccedil;ar a consci&ecirc;ncia de comunh&atilde;o eclesial, est&aacute; estruturado o programa das j&aacute; mencionadas Escolas de Minist&eacute;rios, de M&uacute;sica Sacra e de Espiritualidade: &eacute; comum a todas elas a mesma forma&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica baseada no Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica. Isto &eacute;, tamb&eacute;m nelas se realizam as palavras de S. Paulo acerca da comunh&atilde;o da Igreja, Corpo de Cristo: <em>H&aacute; diversidade de dons espirituais, mas o Esp&iacute;rito &eacute; o mesmo; h&aacute; diversidade de minist&eacute;rios, mas o Senhor &eacute; o mesmo; h&aacute; diversidade de opera&ccedil;&otilde;es, mas &eacute; o mesmo Deus que opera tudo em todos. Em cada um se manifestam os dons do Esp&iacute;rito para o bem comum. <\/em>E isto, porque nos movemos por aquele <em>caminho de perfei&ccedil;&atilde;o que ultrapassa tudo<\/em>: o da <em>caridade<\/em> que <em>n&atilde;o acaba nunca<\/em> (1 Cor 12, 4-7.31; 13, 8).<\/p>\n<p>Finalmente, e ainda em ordem &agrave; efetiva viv&ecirc;ncia da caridade e comunh&atilde;o da Igreja que formamos, iremos todos, padres e fi&eacute;is-leigos, esfor&ccedil;ar-nos, neste Ano da F&eacute;, para que seja total e definitivamente implementada na nossa Diocese a Legisla&ccedil;&atilde;o para a Administra&ccedil;&atilde;o dos Bens Temporais da Igreja, recentemente publicada. Para isso, o Instituto Cat&oacute;lico propor&aacute; algumas a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, dirigidas particularmente aos membros dos Conselhos Paroquiais para os Assuntos Econ&oacute;micos. Ser&aacute; bom que nenhuma Par&oacute;quia perca esta oportunidade.<\/p>\n<p>Todos sabemos que a caridade, identificativa da Igreja, n&atilde;o se pode limitar ao &acirc;mbito estritamente eclesial. Seus destinat&aacute;rios privilegiados s&atilde;o todos os carenciados, sem distin&ccedil;&atilde;o de ra&ccedil;a, na&ccedil;&atilde;o ou religi&atilde;o.<\/p>\n<p>Gra&ccedil;as a Deus, j&aacute; muito se faz por eles na nossa Diocese, pelo que podemos aplicar a n&oacute;s as palavras do Santo Padre: &ldquo;De facto, n&atilde;o poucos crist&atilde;os dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou exclu&iacute;do, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a quem socorrer, porque &eacute; precisamente nele que se espelha o pr&oacute;prio rosto de Cristo.&rdquo;[19] E se vemos neles o rosto de Cristo, n&atilde;o podemos am&aacute;-los apenas por um simples impulso humano, mas levados por aquela f&eacute; que, vivida na comunh&atilde;o com Deus, garante um amor genu&iacute;no e persistente e n&atilde;o se contenta com a ajuda material, indo at&eacute; &agrave;s ra&iacute;zes sociais, morais e espirituais das car&ecirc;ncias humanas.<\/p>\n<p>Para que se atenda a toda esta abrang&ecirc;ncia da caridade, chamo a aten&ccedil;&atilde;o principalmente de organismos e entidades crist&atilde;s da nossa Diocese, como a Caritas, as Confer&ecirc;ncias de S. Vicente de Paulo e as Institui&ccedil;&otilde;es de Solidariedade Social da Igreja, e apelo a que se aproveite a proposta que a Escola de Minist&eacute;rios preparou para a forma&ccedil;&atilde;o de crist&atilde;os dispon&iacute;veis para colaborar na pastoral da sa&uacute;de. Convido ainda todos os que puderem a dar todo seu apoio &agrave; Peregrina&ccedil;&atilde;o dos D&eacute;beis que ir&aacute; realizar-se a n&iacute;vel diocesano.<\/p>\n<p><strong>5. A f&eacute; que nos gloriamos de testemunhar<\/strong><\/p>\n<p>Para S. Paulo esta &eacute; uma necessidade vital &ndash;&nbsp; <em>Ai de mim, se n&atilde;o evangelizar!<\/em> (1 Cor, 9, 16) &ndash; que deriva da f&eacute; no Evangelho: <em>Diz a Escritura: &laquo;Acreditei; por isso falei&raquo;. Com este mesmo esp&iacute;rito de f&eacute;, tamb&eacute;m n&oacute;s acreditamos e por isso falamos, sabendo que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus tamb&eacute;m nos h&aacute; de ressuscitar com Jesus e nos levar&aacute; convosco para junto d&rsquo;Ele<\/em> (2 Cor 4, 13-14).<\/p>\n<p>Da&iacute; que este testemunho de f&eacute; seja tamb&eacute;m &ldquo;um ato de justi&ccedil;a que estabelece ou que d&aacute; a conhecer a verdade&rdquo;[20] &ndash; <em>a verdade do Evangelho<\/em> (Col 1,5) de que vivemos e que tem de manifestar-se em n&oacute;s.<\/p>\n<p>Dado o seu conte&uacute;do, testemunhar o Evangelho &eacute; finalmente um impulso da caridade: <em>O amor de Cristo nos impele, ao pensarmos que um s&oacute; morreu por todos (&hellip;), para que os vivos deixem de viver para si pr&oacute;prios, mas vivam para Aquele que morreu e ressuscitou por eles <\/em>(2 Cor 5, 14-15) &ndash; e, n&rsquo;Ele, vivam para aqueles por quem Ele deu a vida, incluindo os que ainda n&atilde;o descobriram quanto Ele os ama.<\/p>\n<p>E quantos desejam conhec&ecirc;-l&rsquo;O! Muitos, talvez inconscientemente. Escreve o Santo Padre: &ldquo;N&atilde;o podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, h&aacute; muitas pessoas que, embora n&atilde;o reconhecendo em si mesmas o dom da f&eacute;, todavia vivem uma busca sincera do sentido &uacute;ltimo e da verdade definitiva acerca da sua exist&ecirc;ncia e do mundo. Esta busca &eacute; um verdadeiro &laquo;pre&acirc;mbulo&raquo; da f&eacute;, porque move as pessoas pela estrada que conduz ao mist&eacute;rio de Deus. De facto, a pr&oacute;pria raz&atilde;o do homem traz inscrita em si mesma a exig&ecirc;ncia daquilo que permanece para sempre.&rdquo;[21]<\/p>\n<p>Com base nisto, pensamos, neste Ano da F&eacute;, organizar ocasi&otilde;es de di&aacute;logo com os n&atilde;o crentes: em palestras, exposi&ccedil;&otilde;es de obras de arte, concertos musicais, representa&ccedil;&otilde;es teatrais, divulga&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria&hellip; Em muitos casos, inserindo-nos em iniciativas de ordem cultural que a sociedade civil nos proporcione e intervindo nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, sempre que nos disponibilizarem oportunidades de o fazermos.<\/p>\n<p>Nisso, como em qualquer outra forma de inser&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o em que cada um de n&oacute;s vive, o mais importante &eacute; que o nosso testemunho, para ser cred&iacute;vel, tem que ser de amor. O conte&uacute;do e a fonte da nossa f&eacute; &eacute; o amor de Deus; e este transmite-se na medida em que se pratica, nomeadamente para com aqueles a quem queremos e devemos falar de Deus e assim despert&aacute;-los para a f&eacute;. Neste amor de Deus, vivo em cada um de n&oacute;s, se fundamenta e exprime a dimens&atilde;o eclesial da f&eacute;:<\/p>\n<p><strong>6. Esta &eacute; a nossa f&eacute;: a f&eacute; da Igreja<\/strong><\/p>\n<p>Por ser &ldquo;uma resposta livre &agrave; proposta de Deus que Se revela&rdquo;, por esta raz&atilde;o, &ldquo;a f&eacute; &eacute; aquilo que uma pessoa tem de mais pessoal.&rdquo;[22] Da&iacute; que, nas suas tr&ecirc;s f&oacute;rmulas, o Credo seja proferido na primeira pessoa do singular: &ldquo;(sim) creio.&rdquo;<\/p>\n<p>No entanto, a f&eacute; &ldquo;n&atilde;o &eacute; um ato isolado. Ningu&eacute;m pode acreditar sozinho, tal como ningu&eacute;m pode viver sozinho. Ningu&eacute;m se deu a f&eacute; a si mesmo, como ningu&eacute;m a si mesmo se deu a vida. Foi de outrem que o crente recebeu a f&eacute;; a outrem a deve transmitir. (&hellip;) Cada crente &eacute;, assim, um elo na grande cadeia de crentes. N&atilde;o posso crer sem ser amparado pela f&eacute; dos outros, e pela minha f&eacute; contribuo tamb&eacute;m para amparar os outros na f&eacute;.&rdquo;[23]<\/p>\n<p>Por outras palavras: &ldquo;Recebemos a f&eacute; da Igreja e vivemos em comunh&atilde;o com todas as pessoas com quem partilhamos a nossa f&eacute;.&rdquo;[24] Sentimos isso, sobretudo quando, na sua proclama&ccedil;&atilde;o, unimos a nossa voz &agrave; de outros participantes na mesma assembleia lit&uacute;rgica. E talvez o sintamos ainda mais, quando nessa assembleia est&atilde;o pessoas de l&iacute;nguas diferentes e cada uma diz &ldquo;(sim) creio&rdquo; na sua pr&oacute;pria l&iacute;ngua. Ent&atilde;o compreendemos melhor a Palavra de Deus transmitida por S. Paulo: <em>H&aacute; um s&oacute; Corpo e um s&oacute; Esp&iacute;rito, como h&aacute; uma s&oacute; esperan&ccedil;a na vida a que fostes chamados. H&aacute; um s&oacute; Senhor, uma s&oacute; f&eacute;, um s&oacute; Batismo. H&aacute; um s&oacute; Deus e Pai de todos, que est&aacute; acima de todos, atua em todos e em todos Se encontra<\/em> (Ef 4, 4-6).<\/p>\n<p>Procuremos, no Ano da F&eacute;, refor&ccedil;ar esta unidade eclesial, na consci&ecirc;ncia de que cada um de n&oacute;s &eacute; membro de uma mesma comunidade crist&atilde;, na sua Par&oacute;quia que, por sua vez, pertence a uma Diocese e esta faz parte de uma s&oacute; Igreja de Jesus Cristo. Esse &eacute; um dos objetivos da maior parte das atividades programadas a n&iacute;vel diocesano, com realce para duas: a Eucaristia de Abertura, na qual, para acentuar a comunh&atilde;o eucar&iacute;stica vivida &agrave; mesma hora em toda a Diocese, ser&aacute; lida uma mensagem que irei dirigir a todos os diocesanos, como seu Bispo; e a Assembleia Diocesana conclusiva, a realizar a 24 de novembro de 2013, o Domingo no qual, em comunh&atilde;o com toda a Igreja e na mesma f&eacute; &agrave; escala mundial, celebraremos a Solenidade em que todos os crist&atilde;os reconhecem e proclamam Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Deste modo,<\/p>\n<p><strong>7. A nossa f&eacute; ser&aacute; ainda mais, e fundamentalmente, Cristo em n&oacute;s<\/strong><\/p>\n<p>A express&atilde;o &ldquo;Cristo em n&oacute;s&rdquo;, que faz parte do lema para o Ano da F&eacute; na nossa Diocese, inspira-se no t&iacute;tulo da Carta Pastoral &ldquo;<strong>Cristo em V&oacute;s: a Esperan&ccedil;a da Gl&oacute;ria<\/strong>&rdquo; que escrevi h&aacute; um ano, isto &eacute;, no in&iacute;cio do segundo ap&oacute;s a minha entrada nesta Igreja diocesana que o Senhor me deu a gra&ccedil;a de dirigir como Bispo.<\/p>\n<p>Conforme escrevi na introdu&ccedil;&atilde;o, a Carta visa ajudar cada leitor a encontrar-se pessoalmente com Cristo &ndash; um encontro que, segundo palavras do Papa Bento XVI a&iacute; citadas, est&aacute; &ldquo;no in&iacute;cio do ser crist&atilde;o&rdquo; e &ldquo;d&aacute; &agrave; vida um novo horizonte e, desta forma, um rumo decisivo.&rdquo; &Eacute; exatamente esse, o mesmo objetivo que o Santo Padre, com grande insist&ecirc;ncia, volta a propor como caminho para o Ano da F&eacute;: &ldquo;fazer brilhar, com evid&ecirc;ncia sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo.&rdquo;[25]<\/p>\n<p>Por isso a minha Carta Pastoral, como proposta desse mesmo caminho da f&eacute;, ganha ainda mais atualidade. At&eacute; porque, mais do que uma simples e &uacute;nica leitura, importa percorrer, pessoal e repetidamente, o itiner&aacute;rio que nela proponho. Mais: todas as iniciativas, j&aacute; em curso ou ainda propor, para a renova&ccedil;&atilde;o e revitaliza&ccedil;&atilde;o da vida crist&atilde; na nossa Diocese, s&oacute; ser&atilde;o poss&iacute;veis e ter&atilde;o pleno sentido se tiverem como fundamento e nelas se concretizar a f&eacute; que nos une a Deus, em Jesus Cristo Nosso Senhor, isto &eacute;, com <strong>Cristo em n&oacute;s<\/strong>, como crist&atilde;os e sua Igreja.<\/p>\n<p>Nesse caso, proclamar: &ldquo;Esta &eacute; nossa F&eacute;: Cristo em N&oacute;s&rdquo; pode ser visto como uma exclama&ccedil;&atilde;o de f&eacute; &ndash; a f&eacute; com que aderimos ao Evangelho que Deus, por meio do seu Ap&oacute;stolo S. Paulo, nos resume e anuncia com as palavras: &ldquo;Cristo em v&oacute;s: a Esperan&ccedil;a da Gl&oacute;ria.&rdquo;[26] Queira Deus que assim seja.<\/p>\n<p>Coloquemos o olhar nos muitos &ldquo;<strong>exemplos de f&eacute;<\/strong>&rdquo; que o Santo Padre nos prop&otilde;e como modelos e incentivo para a nossa viv&ecirc;ncia do Ano F&eacute;.[27]<\/p>\n<p>Contemplemos em primeiro lugar, e at&eacute; por ser tamb&eacute;m a padroeira principal da nossa Diocese, <strong>Santa Maria<\/strong> que, pela gra&ccedil;a divina e a sua total ades&atilde;o de f&eacute; &agrave; Palavra do Anjo como<em> escrava do Senhor<\/em> (Lc 1, 38), se tornou M&atilde;e de Deus e nossa M&atilde;e. Por isso ela foi t&atilde;o <em>feliz<\/em>: porque<em> acreditou<\/em> (1, 45).<\/p>\n<p>Acolhamos tamb&eacute;m o exemplo dos outros dois padroeiros desta Diocese que percorreram o mundo semeando a f&eacute; da Igreja: <strong>S&atilde;o Teot&oacute;nio e o Bem-aventurado Bartolomeu dos M&aacute;rtires<\/strong>. O primeiro iniciou na nossa Diocese a sua caminhada de f&eacute;, o segundo aqui a terminou e aqui est&aacute; sepultado.<\/p>\n<p>Que todos eles, juntamente com os padroeiros das nossas comunidades paroquiais, nos protejam, neste Ano da F&eacute;, com a sua intercess&atilde;o junto de Deus!<\/p>\n<p>Viana do Castelo, 8 de setembro de 2012, Festa da Natividade da Virgem Santa Maria<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>&dagger; Anacleto Oliveira &ndash; Bispo de Viana do Castelo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.diocesedeviana.pt\/resources\/Ano-da-Fe\/Nota-Pastoral-2012-WEB.pdf\">http:\/\/www.diocesedeviana.pt\/resources\/Ano-da-Fe\/Nota-Pastoral2012-WEB.pdf<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr size=\"1\" \/>\n<p>[1] Bento XVI, Carta Apost&oacute;lica <em>A Porta da F&eacute;<\/em>, n. 4.<\/p>\n<p>[2] <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em>, n. 179.<\/p>\n<p>[3] <em>Youcat &ndash; Catecismo Jovem da Igreja Cat&oacute;lica<\/em>, n. 21.<\/p>\n<p>[4] 1 Cor 1,31; 2 Cor 10, 17, com a cita&ccedil;&atilde;o de Jer 9,23.<\/p>\n<p>[5] Cita&ccedil;&atilde;o de Bento XVI, <em>A<\/em> <em>Porta da F&eacute;<\/em>, n. 7.<\/p>\n<p>[6] <em>Ibidem<\/em>, n. 8.<\/p>\n<p>[7] Cita&ccedil;&atilde;o do <em>Youcat<\/em>, p. 29.<\/p>\n<p>[8] <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em>, n. 158<\/p>\n<p>[9] Bento XVI, <em>A Porta da F&eacute;<\/em>, n. 8 e 9.<\/p>\n<p>[10] 1 Tim 6, 11.12. A express&atilde;o <em>Homem de Deus<\/em> &eacute; aplicada no AT aos que recebem um encargo divino e por S. Paulo (tamb&eacute;m em 2 Tim 3, 17) a quem &eacute; ordenado para dirigir uma comunidade crist&atilde;.<\/p>\n<p>[11] Bento XVI, <em>Porta da F&eacute;<\/em>, n. 11.<\/p>\n<p>[12] II Conc&iacute;lio do Vaticano, Constitui&ccedil;&atilde;o<em> Sacrosanctum Concilium<\/em>, n. 10.<\/p>\n<p>[13] <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em>, n.&ordm; 144. A express&atilde;o <em>obedi&ecirc;ncia de f&eacute;<\/em> aparece em Rom 1, 5 e 16, 26.<\/p>\n<p>[14] II Conc&iacute;lio do Vaticano, Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica<em> Lumen Gentium<\/em>, n. 11.<\/p>\n<p>[15] Cita&ccedil;&atilde;o do <em>Youcat<\/em>, p. 125.<\/p>\n<p>[16] <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em>, com uma cita&ccedil;&atilde;o de S. Irineu.<\/p>\n<p>[17] <em>Youcat<\/em>, n. 469.<\/p>\n<p>[18] Bento XVI, <em>A Porta da F&eacute;<\/em>, n. 14.<\/p>\n<p>[19] <em>Ibidem<\/em>, n. 14.<\/p>\n<p>[20] <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em>, n. 247, onde se acrescentam as palavras do Decreto <em>Ad Gentes<\/em> do II Conc&iacute;lio do Vaticano: &ldquo;Todos os fi&eacute;is crist&atilde;os, onde quer que vivam, t&ecirc;m obriga&ccedil;&atilde;o de manifestar, pelo exemplo de vida e pelo testemunho da palavra, o homem novo de que se revestiram pelo Batismo e a virtude do Esp&iacute;rito Santo com que foram robustecidos na Confirma&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p>[21] Bento XVI, <em>A Porta da F&eacute;<\/em>, n. 10.<\/p>\n<p>[22] <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica<\/em>, n. 166, e <em>Youcat<\/em>, n. 24.<\/p>\n<p>[23] <em>Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, ibidem<\/em>.<\/p>\n<p>[24] <em>Youcat, ibidem<\/em>.<\/p>\n<p>[25] Bento XVI, <em>A Porta da F&eacute;<\/em>, n. 2; vejam-se ainda os n. 6, 7, 8, 11, 13 e 15.<\/p>\n<p>[26] Em Col 1, 27.<\/p>\n<p>[27] Bento XVI, <em>A Porta da F&eacute;<\/em>, n. 13.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta &eacute; a Nossa F&eacute;: Cristo em N&oacute;s O Ano da F&eacute; (de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013) foi proclamado pelo Santo Padre Bento XVI para nele comemorarmos dois dos eventos mais determinantes para a vida da Igreja, nos &uacute;ltimos anos: o II Conc&iacute;lio do Vaticano (iniciado h&aacute; 50 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[109,120,295,127,182,199,246,314],"class_list":["post-58235","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-ano-da-fe","tag-bento-xvi","tag-biblia","tag-catequese","tag-diocese-de-viana-do-castelo","tag-espiritualidade","tag-liturgia","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58235"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58235\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}