{"id":580,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/continuar-a-rezar-e-a-trabalhar-pela-paz\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"continuar-a-rezar-e-a-trabalhar-pela-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/continuar-a-rezar-e-a-trabalhar-pela-paz\/","title":{"rendered":"Continuar a rezar e a trabalhar pela paz"},"content":{"rendered":"<p>Com profunda tristeza, verificamos que teve in\u00edcio a guerra contra o Iraque.  N\u00e3o foram ouvidos os incessantes e dram\u00e1ticos apelos do Papa Jo\u00e3o Paulo II para que ela fosse evitada. Quem decidiu esta guerra n\u00e3o foi sens\u00edvel a uma mobiliza\u00e7\u00e3o sem precedentes da opini\u00e3o p\u00fablica mundial em favor da paz. De acordo com todas as sondagens, esta guerra n\u00e3o encontra ades\u00e3o entre a maioria dos cidad\u00e3os e cidad\u00e3s de Portugal, da Europa e de todo o Mundo, sendo que nesta maioria se incluem pessoas de todas as convic\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou religiosas.  A Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz uniu-se de modo particular ao Papa e aos crist\u00e3os de todo o mundo que denunciaram a ilegitimidade desta guerra e os perigos que ela pode acarretar. N\u00e3o nos move qualquer esp\u00e9cie de hostilidade anti americana, nem muito menos qualquer tipo de simpatia pelo actual regime pol\u00edtico iraquiano, mas antes a solicitude para com as v\u00edtimas inocentes desta guerra. Estas v\u00edtimas s\u00e3o frequentemente esquecidas nas an\u00e1lises geoestrat\u00e9gicas. Tamb\u00e9m o foram neste caso.  A todos os que sinceramente se esfor\u00e7aram para que a guerra fosse evitada, queremos dizer que n\u00e3o h\u00e1 motivos para o desalento e que todo o seu empenho n\u00e3o deixar\u00e1 de produzir frutos. N\u00e3o foram certamente em v\u00e3o as ora\u00e7\u00f5es. N\u00e3o foram em v\u00e3o os esfor\u00e7os diplom\u00e1ticos. N\u00e3o foram em v\u00e3o a mobiliza\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica e o esclarecimento das consci\u00eancias.  \u00c9 que, para enfrentar os desafios que nos coloca o Mil\u00e9nio que agora se inicia, torna-se necess\u00e1rio, mais do que nunca, difundir uma mentalidade inspirada por uma cultura de paz. Tamb\u00e9m s\u00f3 com essa mentalidade \u00e9 poss\u00edvel enfrentar quest\u00f5es como as do di\u00e1logo entre o Ocidente e o mundo isl\u00e2mico, o combate ao terrorismo, a democracia no M\u00e9dio Oriente ou a justi\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es israelo-palestinianas. Continuamos convencidos de que a guerra vem trazer dificuldades acrescidas \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de qualquer destes problemas. Depois de \u201cvencida\u201d a guerra, surgir\u00e1 o desafio mais importante: o de \u201cvencer\u201d a paz. E tal s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s de solu\u00e7\u00f5es ditadas por esta cultura de paz, para a qual a opini\u00e3o p\u00fablica mundial est\u00e1 hoje mais desperta.  Afirmou Jo\u00e3o Paulo II na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano: \u201cSem d\u00favida que as estruturas e os mecanismos de paz \u2013 jur\u00eddicos, pol\u00edticos e econ\u00f3micos \u2013 s\u00e3o necess\u00e1rios e muitas vezes felizmente existem; mas constituem apenas o fruto da sabedoria e da experi\u00eancia acumuladas ao longo da hist\u00f3ria, pelos inumer\u00e1veis gestos de paz, realizados por homens e mulheres que souberam esperar, sem nunca ceder ao des\u00e2nimo. Gestos de paz nascem da vida de pessoas que cultivam constantemente no pr\u00f3prio esp\u00edrito atitudes de paz; s\u00e3o fruto da mente e do cora\u00e7\u00e3o de \u201cobreiros da paz\u201d (Cf. Mt 5,9).\u201d  Com esta convic\u00e7\u00e3o, e pensando nas v\u00edtimas da guerra e nas quest\u00f5es que ela deixar\u00e1 por resolver, queremos afirmar que vale a pena continuar a rezar e a trabalhar pela paz.   Pela Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz  Armando Sales Lu\u00eds  Presidente  Lisboa, 20 de Mar\u00e7o de 2003 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com profunda tristeza, verificamos que teve in\u00edcio a guerra contra o Iraque. N\u00e3o foram ouvidos os incessantes e dram\u00e1ticos apelos do Papa Jo\u00e3o Paulo II para que ela fosse evitada. Quem decidiu esta guerra n\u00e3o foi sens\u00edvel a uma mobiliza\u00e7\u00e3o sem precedentes da opini\u00e3o p\u00fablica mundial em favor da paz. 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