{"id":57829,"date":"2012-08-22T18:47:00","date_gmt":"2012-08-22T18:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/08\/22\/homilia-do-cardeal-jose-saraiva-martins-na-celebracao-de-nossa-senhora-das-gracas-braganca\/"},"modified":"2012-08-22T18:47:00","modified_gmt":"2012-08-22T18:47:00","slug":"homilia-do-cardeal-jose-saraiva-martins-na-celebracao-de-nossa-senhora-das-gracas-braganca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-cardeal-jose-saraiva-martins-na-celebracao-de-nossa-senhora-das-gracas-braganca\/","title":{"rendered":"Homilia do cardeal Jos\u00e9 Saraiva Martins na celebra\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora das Gra\u00e7as \u2013 Bragan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>1. A Diocese de Bragan&ccedil;a-Miranda testemunha uma not&aacute;vel piedade mariana pelo numero de santu&aacute;rios marianos espalhados um pouco por toda a sua geografia, pela riqueza de tradi&ccedil;&otilde;es de cariz mariano que marcam a mais genu&iacute;na piedade popular e ainda pela quantidade de t&iacute;tulos pelos quais as gentes desta terra invocam Aquela que &eacute; m&atilde;e, em quem se inspiram como a Serva humilde do Senhor e a quem honram como Rainha.<\/p>\n<p>Esta Catedral, a <em>Domus Ecclesiae <\/em>e, por isso, m&atilde;e de todas as igrejas da Diocese de Bragan&ccedil;a-Miranda, &eacute; justamente dedicada &agrave; M&atilde;e de todos os que peregrinam nesta Igreja particular. A obra hoje inaugurada, a Piet&aacute;, tem por isso mesmo, um significado peculiar neste dia e neste lugar. Sendo fruto de uma aproxima&ccedil;&atilde;o ao Mist&eacute;rio por parte de um filho deste torr&atilde;o transmontano, recolhe uma express&atilde;o da intensidade na rela&ccedil;&atilde;o com a M&atilde;e de Deus e com o seu Filho Jesus.<\/p>\n<p>Naquele Filho reconhecem-se todos os que labutam e sofrem, os que investem a vida numa entrega de amor e encontram um colo aconchegado de carinho. Naquela M&atilde;e, que enfatiza os tra&ccedil;os de uma mulher transmontana, reconhecem-se todos os que s&atilde;o capazes de contemplar e aceitar a &#8220;vida em abund&acirc;ncia&#8221; que continua a manar do altar da Cruz. E a cena, que come&ccedil;a por falar da morte, transfigura-se na vida ressuscitada que pulsa nas veias dos que aceitam viver segundo o Evangelho<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Mas Bragan&ccedil;a celebra hoje, em particular, com &iacute;ntima e profunda alegria, a festa de Nossa Senhora das Gra&ccedil;as, t&atilde;o profundamente amada e filialmente invocada pelos seus habitantes Ela foi, com efeito, solenemente proclamada sob tal invoca&ccedil;&atilde;o, em 1856, Padroeira desta encantadora cidade transmontana. &Eacute; esta uma data hist&oacute;rica digna de ser recordada com sentimentos de profunda gratid&atilde;o a Deus por este s&eacute;culo e meio de padroado mariano.<\/p>\n<p>Trata-se, sem d&uacute;vida, duma das mais belas e significativas invoca&ccedil;&otilde;es marianas. Ela exprime, dum modo particularmente eficaz, o papel central de Maria na hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o e a sua materna solicitude para com os seus filhos. Para entendermos em profundidade todo o valor salv&iacute;fico desta invoca&ccedil;&atilde;o, &eacute; necess&aacute;rio consider&aacute;-la &agrave; luz e no contexto da maternidade espiritual da Virgem.<\/p>\n<p>Esta &eacute;, de facto, n&atilde;o somente a M&atilde;e de Deus, mas tamb&eacute;m a M&atilde;e de todos os homens. Gerando no seu seio a Cristo, Ela gerou espiritualmente, no seu cora&ccedil;&atilde;o, todos aqueles que acreditam na Palavra do seu Filho. Por isso, Paulo VI, no discurso de encerramento do Conc&iacute;lio Vaticano II, atribuiu solenemente a Maria o t&iacute;tulo de &#8220;M&atilde;e da Igreja, isto &eacute;, de todo o Povo de Deus, tanto dos fi&eacute;is como dos Pastores, que a apelidam M&atilde;e amoros&iacute;ssima&#8221; (AAS, 56, No seio da Virgem, I&middot; I i 1964, 1016).<\/p>\n<p>Esta maternidade, na ordem da gra&ccedil;a, atribu&iacute;da &agrave; Virgem Sant&iacute;ssima, foi reconhecida pelos pr&oacute;prios iniciadores da Reforma protestante. Lutero, por exemplo, exprimiu-se do seguinte modo a este respeito: &#8220;Esta &eacute; a consola&ccedil;&atilde;o e a transbordante bondade de Deus: que o homem crente se possa gloriar de um bem t&atilde;o precioso &#8211; que Maria seja sua M&atilde;e, Cristo seu irm&atilde;o, e Deus seu Pai&#8230; Se cr&ecirc;s nisto, lan&ccedil;a-te nos bra&ccedil;os de Maria, porque &eacute;s o seu filho&#8221;. Tamb&eacute;m Zwingli, um outro expoente da Reforma protestante, chama a Maria &#8220;a Virgem pura, m&atilde;e da nossa salva&ccedil;&atilde;o&#8221;. Palavras estas que sublinham o sentir comum dos crist&atilde;os desde as origens da Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Como M&atilde;e, o cora&ccedil;&atilde;o virginal e ao mesmo tempo materno de Maria abra&ccedil;a todos os crentes, todos os homens. O seu amor &eacute; um amor inexaur&iacute;vel e universal. Este amor pelo homem, Maria manifesta-o, sobretudo, diz Jo&atilde;o Paulo lI, na sua &#8220;singular vizinhan&ccedil;a a ele e a toda a sua hist&oacute;ria. Nisto consiste o mist&eacute;rio da M&atilde;e&#8221; RH, 22). Ela caminha com a Igreja e com a humanidade inteira: faz caminho lado a lado com ambas. Ela &eacute; a estrela da manh&atilde; que guia os homens para a plenitude do dia que n&atilde;o tem ocaso, em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; plenitude do Mist&eacute;rio Pascal de Jesus Ressuscitado. Tamb&eacute;m Ela (N. Sra. das Gra&ccedil;as), como Cristo, estar&aacute; connosco todos os dias at&eacute; ao fim dos tempos. &Eacute; a Virgem do bom caminho, a Senhora peregrina no tempo, connosco peregrinos na hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>A Senhora exprime o seu grande amor para com os homens, sobretudo, intercedendo por eles junto d&#8217;Aquele que &eacute; a fonte inesgot&aacute;vel de todas as gra&ccedil;as: o seu Divino Filho. Ningu&eacute;m, mais do que Ela, est&aacute; em posi&ccedil;&atilde;o de intervir junto d&#8217;Ele, de interceder por n&oacute;s e de nos obter tudo aquilo de que precisamos para sermos aut&ecirc;nticas testemunhas do Evangelho. Do Senhor Ressuscitado Paulo diz que &#8220;Ele vive junto do Pai intercedendo por n&oacute;s&#8221; (Rom 8,24). Jesus intercede por n&oacute;s junto do Pai. Maria intercede por n&oacute;s junto do Filho.<\/p>\n<p>A Media&ccedil;&atilde;o de Maria, sublinha ainda Jo&atilde;o Paulo II, na Enc&iacute;clica &#8220;Redemptoris Mater&#8221;, tem essencialmente &#8220;um car&aacute;ter de intercess&atilde;o&#8221; (RMt,21). Este poder de intercess&atilde;o da Virgem Sant&iacute;ssima funda-se na sua maternidade divina. Jesus disse: &#8220;pedi e dar-se-vos-&aacute;; batei e abrir-se-vos-&aacute;&#8221;. Se a ora&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, &#8220;feita segundo a vontade de Deus&#8221; (1Jo 5,14), &eacute; sempre eficaz, muito mais deve ser a ora&ccedil;&atilde;o feita por Aquela que &eacute; a M&atilde;e de Deus. Como poderia o Filho negar qualquer coisa &agrave; sua amad&iacute;ssima M&atilde;e? Por essa raz&atilde;o, Maria &eacute; chamada &#8220;l&#8217;omnipotentia suplex&#8221;, Aquela que tudo pode obter com a sua ora&ccedil;&atilde;o de media&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4.<strong> <\/strong>Nossa Senhora manifestou com evid&ecirc;ncia este poder de intercess&atilde;o, pela primeira vez, nas Bodas de Can&aacute;. Sol&iacute;cita e atenta, seguindo o intuito do seu cora&ccedil;&atilde;o matemo, Ela dirige-se ao Filho, manifestando-lhe que n&atilde;o havia mais vinho. Uma quest&atilde;o aparentemente de pouca monta, mas que certamente era importante para os patr&otilde;es da casa e para os pr&oacute;prios noivos. Jesus n&atilde;o resiste &agrave; ora&ccedil;&atilde;o da sua M&atilde;e e transforma a &aacute;gua em vinho. Foi este o seu primeiro milagre.<\/p>\n<p>Note-se que Maria, depois de ter intu&iacute;do o desconcerto dos esposos, e sem ter sido solicitada por eles; foi a primeira a fazer algo, antecipando a inten&ccedil;&atilde;o do Filho. Tinha, pois, raz&atilde;o Dante Alighieri ao afirmar que a benignidade da Virgem n&atilde;o socorre somente aqueles que a Ela si dirigem, mas muitas vezes antecipa solicitamente os seus pedidos (&#8220;molte fiate liberamente al demandar precorre&#8221;). Estilo confirmado nas bodas de Can&aacute;. O que aconteceu em Can&aacute; da Galileia repete-se ininterruptamente ao longo dos s&eacute;culos. Do c&eacute;u, onde est&aacute; associada &agrave; gl&oacute;ria do seu Filho, Maria n&atilde;o esquece o seu povo peregrino sobre a terra. Ela continua a satisfazer os pedidos dos seus filhos, a interceder por eles, a livr&aacute;-los dos perigos, a alivia-los nas dificuldades&#8230;<\/p>\n<p>A nenhum faz faltar o sustento da sua prote&ccedil;&atilde;o e o conforto da sua poderosa intercess&atilde;o. Esta fun&ccedil;&atilde;o maternal de Maria em rela&ccedil;&atilde;o aos homens, &#8220;de modo algum ofusca ou diminui a &uacute;nica media&ccedil;&atilde;o de Cristo; manifesta antes a sua efic&aacute;cia. Com efeito, todo o influxo salvador da Virgem Sant&iacute;ssima sobre os homens se deve ao benepl&aacute;cito divino e n&atilde;o a qualquer necessidade; deriva da abund&acirc;ncia dos m&eacute;ritos de Cristo, funda-se na sua media&ccedil;&atilde;o e dela depende inteiramente, haurindo a&iacute; toda a sua efic&aacute;cia; de modo nenhum impede a uni&atilde;o imediata dos fi&eacute;is com Cristo, antes a favorece&#8221; (LG, 60).<\/p>\n<p>A a&ccedil;&atilde;o mediadora de Maria n&atilde;o afasta, portanto, os homens de Cristo. Pelo contr&aacute;rio, intercedendo por eles, leva-os a Ele como &uacute;nica fonte de todos os bens da salva&ccedil;&atilde;o; impele-os a incarnar o seu Evangelho, sem d&uacute;vidas nem medo, no quotidiano da pr&oacute;pria vida.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil reconhecer hoje, no meio de tantas vozes ensurdecedoras, a voz do divino Mestre e fazer dela a norma de toda a exist&ecirc;ncia. Tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; simples superar os obst&aacute;culos e resistir &agrave;s tenta&ccedil;&otilde;es que colocam em risco a pr&oacute;pria vida crist&atilde;.<\/p>\n<p>Pois bem, &eacute; a Senhora das Gra&ccedil;as que, com a sua maternal solicitude, ilumina os caminhos dos homens com a luz pascal do Senhor Ressuscitado; &eacute; Ela que os conduz, quase pela m&atilde;o, para Aquele no qual o Eterno Pai &#8220;nos escolheu para sermos santos e irrepreens&iacute;veis na sua presen&ccedil;a, no amor&#8221; (Ef 1,4); &eacute; Ela que em todas as circunst&acirc;ncias da vida, especialmente nos momentos mais dificeis, nos repete as palavras ditas aos servos nas bodas de Can&aacute;: &#8220;fazei tudo o que &#8216;Cristo&#8217; vos disser&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. &Eacute; a esta poderosa Intercessora de todas as gra&ccedil;as, que nos queremos dirigir hoje, de um modo especial, para Lhe pedir que aben&ccedil;oe, com o seu amor de M&atilde;e, esta Comunidade eclesial e esta cidade de Bragan&ccedil;a, requalificada no seu espa&ccedil;o urbano e cultural, e conserve sempre vivas as ra&iacute;zes crist&atilde;s deste povo brigantino e bragan&ccedil;ano. Para Lhe pedir que n&#8217;Ela encontre repouso aquele que &eacute; atormentado pela d&uacute;vida; encontre conforto aquele que luta na incerteza e na dor; experimentem o amor aqueles que s&atilde;o v&iacute;timas do &oacute;dio e da viol&ecirc;ncia. Para Lhe pedir que os povos envolvidos em absurdas guerras fratricidas deponham quanto antes as armas, para poderem, finalmente, experimentar a alegria da reconcilia&ccedil;&atilde;o e da paz &#8211; daquela reconcilia&ccedil;&atilde;o e daquela paz que brotam do mist&eacute;rio pascal do Senhor Ressuscitado.<\/p>\n<p>Nossa Senhora das Gra&ccedil;as, rogai por n&oacute;s.<\/p>\n<p>Bragan&ccedil;a, 22 de agosto de 2012<\/p>\n<p><em>Cardeal Jos&eacute; Saraiva Martins<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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