{"id":5776,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/deus-e-espectacular\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"deus-e-espectacular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/deus-e-espectacular\/","title":{"rendered":"Deus \u00e9 espectacular"},"content":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Rego e Jorge Wemans no debate Igreja e Comunica\u00e7\u00e3o Social  <!--more--> As mesmas perguntas a dois profissionais da comunica\u00e7\u00e3o, que acrescentam ao n\u00famero da carteira profissional diferentes op\u00e7\u00f5es e compromissos pessoais e profissionais: 1 &#8211; A mensagem do Evangelho \u00e9 medi\u00e1tica? Pode  \u201cdigitalizar-se\u201d? 2 &#8211; A Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica? 3 &#8211; Ser\u00e1 necess\u00e1rio \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica profissionalizar, nas suas inst\u00e2ncias, gabinetes de comunica\u00e7\u00e3o e imagem? 4 &#8211; A Igreja, enquanto institui\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 obedecer ao tempo dos m\u00e9dia? 5 &#8211; A Igreja precisa de meios de comunica\u00e7\u00e3o social pr\u00f3prios?  1 &#8211; H\u00e1 algumas palavras encaixilhadas no nosso quotidiano. Uma delas, h\u00e1 pouco desconhecida, \u00e9 essa: medi\u00e1tico. Algo que estava no sil\u00eancio ou no desconhecimento e, de repente, entra no furac\u00e3o das not\u00edcias vistas e revistas, narradas e comentadas at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o, em casa, nos transportes, no remoinho buli\u00e7oso em que nos encontramos. O Evangelho entra aqui? Claro. O que dizia atr\u00e1s \u00e9 bem semelhante \u00e0 cena do Livro dos Actos na descri\u00e7\u00e3o da vinda do Esp\u00edrito em l\u00ednguas de fogo\u2026 como um vento impetuoso. Sem abusar das palavras, podemos dizer que Deus \u201c\u00e9 espectacular\u201d nas suas revela\u00e7\u00f5es e Jesus Cristo constituiu uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o na sua sociedade. O filme \u201cA Paix\u00e3o\u201d com toda a sua controv\u00e9rsia, acabou por revelar isso: o choque quebra a indiferen\u00e7a. O avan\u00e7o das tecnologias e o car\u00e1cter empresarial da comunica\u00e7\u00e3o social de hoje, veio exacerbar a narrativa do espect\u00e1culo do homem e, obviamente, requerer uma visibiliza\u00e7\u00e3o de Deus que nada tem a ver com a perda de interioridade ou com a mercantiliza\u00e7\u00e3o do Evangelho. Mas, tanto na r\u00e1dio, imprensa, televis\u00e3o, como na inform\u00e1tica, ou na net, a mensagem Evang\u00e9lica ocupa um lugar de relevo. A B\u00edblia ainda \u00e9 o livro mais lido, editado, mais traduzido e penso que mais divulgado em trabalhos digitais. Em Portugu\u00eas conhe\u00e7o v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es de CDROM que s\u00e3o obras extraordin\u00e1rias.  2 \u2013 Por vezes \u00e9 acusada de ser muito, outras de n\u00e3o ser nada. A Igreja andou s\u00e9culos no alto das pir\u00e2mides sociais e culturais, em muitos lugares ve\u00edculo, quase \u00fanico, de cultura, ci\u00eancia, arte \u2013 arquitect\u00f3nica, escult\u00f3rica, pict\u00f3rica, musical \u2013 e foi julgada como potente e prepotente da sociedade. Mas \u201cEvangelizou\u201d em todas as direc\u00e7\u00f5es, sem perder um barco dos muitos que partiam no encal\u00e7o dos novos mundos. Os tempos mudaram mas as exig\u00eancias de Evangeliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o. Ainda hoje tem de subir ao alto das torres, ao formigueiro dos jornais, ao esplendor das imagens, \u00e0 urg\u00eancia da not\u00edcia, para dizer-se sem orgulho e sem medo. Acho que continua medi\u00e1tica no esfor\u00e7o de estar presente em tantas publica\u00e7\u00f5es ainda que humildes, em pequenas r\u00e1dios \u2013 sobretudo na \u00c1frica e Am\u00e9rica latina \u2013 em meios sempre novos de comunica\u00e7\u00e3o. Acontece que a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e medi\u00e1tica deu-se a uma velocidade tal a partir dos anos noventa que muitos pastores tiveram dificuldade de reaprender linguagens inform\u00e1ticas e digitais. Mas conhe\u00e7o muitos que arriscaram projectos com receio de perderem oportunidades de colocarem o Evangelho na era digital. Sou testemunha pessoal dessa dificuldade e desse esfor\u00e7o. A meu ver s\u00f3 existe um caminho: entregar essa miss\u00e3o a quem dela sabe, mas nunca fugir com medo do que \u00e9 novo. A aposta da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa no site oficial da Igreja e na Ag\u00eancia Ecclesia, s\u00e3o disso uma prova inequ\u00edvoca. Mas h\u00e1 muitos caminhos ainda por andar\u2026  3 \u2013 Esse \u00e9 um aspecto e n\u00e3o menor da rela\u00e7\u00e3o da Igreja com a sociedade, na imagem que d\u00e1 de si mesma e na circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o que suscita ou recusa. \u00c9 uma mat\u00e9ria delicada. Por um lado a Igreja n\u00e3o se pode pensar como uma inst\u00e2ncia pol\u00edtica que tem todo o arsenal medi\u00e1tico defensivo para disparar sempre que for atacada. Julgo que nessa mat\u00e9ria ainda h\u00e1 sectores que alimentam alguma estreiteza. Mas \u00e9 indiscut\u00edvel que h\u00e1 muito de bom \u2013 e de sinal \u2013 que fica escondido debaixo do alqueire e que precisaria subir ao candelabro. H\u00e1, por vezes, descoordena\u00e7\u00f5es e dispers\u00e3o de energias. \u00c9 importante investir num grande \u00f3rg\u00e3o de tubos que aclame Deus ao som das trombetas. Mas \u00e9 preciso que Ele se fa\u00e7a ouvir com a \u201cm\u00fasica mec\u00e2nica\u201d do nosso tempo. Quero com isto dizer que importa investir, apostar, gastar, em elementos humanos e t\u00e9cnicos como projectores da imagem do todo da Igreja de hoje. N\u00e3o apenas dos pastores ou das autoridades, mas do sinal que constitui o todo da Igreja. Na nossa sociedade ainda existe, por vezes, a ideia de que a Igreja \u00e9 um quartel onde apenas os generais t\u00eam voz activa.  4 \u2013 A Igreja deve olhar para a agenda do mundo e fazer a sua pr\u00f3pria agenda. \u00c9 um dinamismo original e n\u00e3o deve confundir moderniza\u00e7\u00e3o com perda da sua identidade. Mas o acontecimento sempre foi um tempo de narrativa e aprendizagem. \u00c9 com o que acontece que se aprende no nosso tempo acerca de tudo. A Igreja, sem se fechar neste circuito, tem de o compreender e evangelizar atrav\u00e9s dele, sem a sofreguid\u00e3o, por vezes m\u00f3rbida, de alguns media, que mudam de doutrina \u00e0 velocidade da sucess\u00e3o dos acontecimentos. Mas a Igreja \u00e9 acontecimento, \u00e9 not\u00edcia, est\u00e1 no tempo e n\u00e3o pode deixar de olhar para dentro e para o lado para perceber a velocidade e o ritmo a que caminha. Sem brincar com coisas s\u00e9rias, diria: olho no Evangelho, olho no Mundo.  5 \u2013 Paulo VI foi muito claro nessa mat\u00e9ria: precisa tanto de media pr\u00f3prios como de estar em todos os de que n\u00e3o \u00e9 propriet\u00e1ria. O tempo tem ensinado que as duas op\u00e7\u00f5es t\u00eam validade. Penso tamb\u00e9m que isso depende menos das autoridades eclesi\u00e1sticas do que do povo. Acho que, ao longo dos anos, tem sido o povo que tem determinado os media de que a Igreja deve, ou n\u00e3o, ser propriet\u00e1ria. De que serve a Igreja ser propriet\u00e1ria de uma revista que ningu\u00e9m l\u00ea, ou de uma r\u00e1dio que ningu\u00e9m ouve, ou de uma televis\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 vista? Ainda por cima, recusadas por serem da Igreja. Acabamos por cair nessa pequena banalidade de dizer que, sem audi\u00eancia n\u00e3o h\u00e1 media. Pode haver missa com duas ou tr\u00eas pessoas. N\u00e3o se diz o mesmo de um jornal, uma r\u00e1dio ou uma televis\u00e3o.   <i>C\u00f3n. Ant\u00f3nio Rego, Director do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais<\/i>    1 &#8211; O Evangelho \u2013 a Boa Nova da vida, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo \u2013 \u00e9 um acontecimento n\u00e3o s\u00f3 comunic\u00e1vel, como provoca naqueles que o meditam e praticam, uma necessidade imperiosa de o comunicar. E \u00e9 comunic\u00e1vel em qualquer situa\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de qualquer meio (mesmo que este seja contradit\u00f3rio com o reino anunciado por Jesus), em qualquer tempo e em qualquer lugar. Nessa comunica\u00e7\u00e3o, cabe aos crist\u00e3os procurarem os meios conformes ao Evangelho e adequados aos interlocutores. Pois o Evangelho n\u00e3o \u00e9 prisioneiro de nenhuma cultura e aquilo que Jesus nos anuncia e aquilo a que nos convida pode ser entendido e vivido de forma pr\u00f3pria a partir de cada cultura. A mensagem evang\u00e9lica \u00e9, portanto, medi\u00e1tica e digitaliz\u00e1vel. Ela \u00e9 o acontecimento fundador da f\u00e9 crist\u00e3. S\u00e3o homens e mulheres concretos que a tentaram viver ao longo de s\u00e9culos e que hoje a procuram viver. Qual \u00e9 a dificuldade de \u201cmediatizar\u201d ou \u201cdigitalizar\u201d um acontecimento ou a vida de pessoa com rosto. N\u00e3o \u00e9 disso mesmo que vivem os media?  2 &#8211; Nem sempre. Em certos momentos assume uma mediatiza\u00e7\u00e3o excessiva. Outras vezes peca por intimismo desajustado, ou por uma linguagem demasiado herm\u00e9tica. Em geral, parece que a Igreja Cat\u00f3lica n\u00e3o gere muito bem a sua presen\u00e7a medi\u00e1tica, sendo pouca profunda na an\u00e1lise que faz do fen\u00f3meno dos media, da import\u00e2ncia destes na vida contempor\u00e2nea e no papel que ela quer desempenhar neste campo.  3 &#8211; A resposta a esta pergunta n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil como parece. \u00c0 primeira vista parece simples: claro que a Igreja, como qualquer outra institui\u00e7\u00e3o que queira \u201cexistir\u201d nas nossas sociedades, tem de estar presente nos media. E n\u00e3o h\u00e1 melhor forma de a\u00ed estar presente do que de forma profissional, atrav\u00e9s de gente competente, capaz, conhecedora da linguagem pr\u00f3pria dos media e com conhecimentos no meio.  Contudo, a Igreja \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o especial. Por v\u00e1rias raz\u00f5es, mas pelo menos, por duas que v\u00eam ao caso. Por um lado, \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o sem objectivos de poder e, por outro lado, a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nela uma fun\u00e7\u00e3o de imagem, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 o modo que tem de cumprir a sua miss\u00e3o: fomentar a comunh\u00e3o entre todos os homens. O que a obriga, em muitas circunst\u00e2ncias, mais a ouvir do que a falar. Daqui retiro duas consequ\u00eancias: 1) a Igreja Cat\u00f3lica deve dotar-se de inst\u00e2ncias profissionais para poder comunicar bem atrav\u00e9s dos media, desde que esteja disposta a mobilizar-se para escutar com seriedade as quest\u00f5es, perguntas, interroga\u00e7\u00f5es e cr\u00edticas que lhe puderem chegar dos media; 2) Mas tais n\u00facleos profissionais n\u00e3o devem desres-ponsabilizar o resto da comunidade pela procura constante de formas de comunica\u00e7\u00e3o \u201cmedi\u00e1ticas\u201d.  4 &#8211; Sim. Colocando-se fora desse tempo, corre o risco de viver num outro mundo que n\u00e3o este em que vivemos no planeta Terra. Isto n\u00e3o significa que toda a vida da Igreja deva ser pautada pelo ritmo dos media. Ao contr\u00e1rio, muitos dos nossos contempor\u00e2neos precisam cada vez mais de espa\u00e7os e tempos fora dessa vertigem. O Evangelho n\u00e3o \u00e9nos prop\u00f5e (ao contr\u00e1rio do que muitos crist\u00e3os pensam!) uma moral de comportamentos objectivos, mas, muito mais do que isso, sugere-nos uma intimidade pessoal com Deus. \u00c9 evidente que essa intimidade pessoal e colectiva tem ritmos e contornos que n\u00e3o devem viver ao ritmo dos media, mas sim ao ritmo das pessoas. Contudo, a Igreja na comunica\u00e7\u00e3o com os homens e mulheres de hoje n\u00e3o se pode p\u00f4r \u00e0 margem dos tempos e ritmos dos media, sob pena de n\u00e3o existir.  5 &#8211; N\u00e3o creio que seja uma necessidade priorit\u00e1ria. Do meu ponto de vista, a quest\u00e3o \u00e9 esta: 1) Sobre um mesmo acontecimento, n\u00e3o creio que exista grande diferen\u00e7a entre a not\u00edcia a publicar num media cat\u00f3lico ou num media laico. Jornalismo \u00e9 jornalismo, a t\u00e9cnica, a linguagem e os crit\u00e9rios profissionais devem ser comuns. 2) Contudo: a decis\u00e3o sobre aquilo que se valoriza (os acontecimentos que se escolhem para noticiar, investigar e publicar) na actualidade \u00e9 bem diferente. Entre um media laico e um media cat\u00f3lico a grande diferen\u00e7a deve ser esta: t\u00eam op\u00e7\u00f5es de agenda diferentes e, portanto, constr\u00f3em actualidades diferentes;  Ora, como \u00e9 sabido, muito do que pensamos hoje sobre o mundo, o homem e a sociedade \u00e9-nos sugerido pelos media N\u00e3o pelas opini\u00f5es que estes reproduzem, mas sim pelo modo como retratam (noticiam) o mundo, o homem e a sociedade. Concluindo: media cat\u00f3licos s\u00f3 vale a pena se tiverem capacidade para \u201cimpor\u201d uma agenda e uma actualidade alternativa \u00e0 de outros media. Para serem reprodutores desinteressantes de notici\u00e1rio sobre a vida eclesial, mais vale que sejam folhas paroquiais, isto \u00e9, media internos.  <i>Jorge Wemans Porta-voz da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian<\/i>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Rego e Jorge Wemans no debate Igreja e Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[101,104,140,147],"class_list":["post-5776","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-africa","tag-america","tag-comunicacoes-sociais","tag-conferencia-episcopal-portuguesa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5776"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5776\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}