{"id":57645,"date":"2012-07-31T12:20:19","date_gmt":"2012-07-31T12:20:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/07\/31\/trabalhar-para-descansar\/"},"modified":"2012-07-31T12:20:19","modified_gmt":"2012-07-31T12:20:19","slug":"trabalhar-para-descansar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/trabalhar-para-descansar\/","title":{"rendered":"Trabalhar para descansar"},"content":{"rendered":"<p>O padre jesu\u00edta Vasco Pinto Magalh\u00e3es, autor de diversas obras de espiritualidade, considera um erro limitar o n\u00famero de feriados ou dias de f\u00e9rias para procurar aumentar a produ\u00e7\u00e3o dos trabalhadores <!--more--> <\/p>\n<p align=\"left\"><em>Tempo livre, tempo de descanso, no comum, f&eacute;rias. O tempo dilatado onde os ponteiros do rel&oacute;gio devem parar para que o equil&iacute;brio seja restabelecido. Um novo f&ocirc;lego que pode levar &agrave; contempla&ccedil;&atilde;o, criatividade, procura de Deus ou simplesmente ao encontro com o outro. Vasco Pinto Magalh&atilde;es, sacerdote jesu&iacute;ta, aborda estes e outros temas, antecipando ainda o seu novo livro, &lsquo;S&oacute; avan&ccedil;a quem descansa&rsquo;.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia Ecclesia (AE) &ndash; Falar em f&eacute;rias implica falar em descanso. Descanso em Deus ou descanso para Deus?<\/em><\/p>\n<p><em>Vasco Pinto Magalh&atilde;es (VPM) &ndash;<\/em> As duas coisas. Este &eacute; um tema de que gosto muito de falar, porque n&atilde;o &eacute; nada um tema lateral. &Agrave;s vezes pensa-se que se descansa para trabalhar, mas eu penso que dev&iacute;amos trabalhar para descansar. Ali&aacute;s, acabo agora de escrever um livro, que ainda n&atilde;o est&aacute; publicado, que tem o t&iacute;tulo &lsquo;S&oacute; avan&ccedil;a quem descansa&rsquo;.<\/p>\n<p>O tempo de f&eacute;rias pode ser muito amb&iacute;guo, porque &eacute; uma paragem no trabalho que &agrave;s vezes visa mais o descanso f&iacute;sico e psicol&oacute;gico do que o descanso espiritual. O que nos descansa &eacute; o equil&iacute;brio, a boa consci&ecirc;ncia e n&atilde;o se pode descansar uma parte sem a outra. Muitas vezes n&atilde;o se descansa nada nas f&eacute;rias porque se est&aacute; cheio de pressa de fazer coisas e depois &eacute; um engano, porque a pressa e o medo ou ansiedade tiram-nos qualquer descanso!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Por isso as f&eacute;rias t&ecirc;m de trazer a calma e a serenidade?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Sim, e portanto n&atilde;o implicam ter de passar por muitos locais extraordin&aacute;rios &#8211; que ajudam, porque somos corporais -, mas trata-se mais de uma atitude interior. Estar descansado &eacute; estar em paz, em paz consigo mesmo, em paz com os outros: &agrave;s vezes pode estar-se descansado com muito trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Nas f&eacute;rias h&aacute; o convite a cada crist&atilde;o de descansar em Deus. H&aacute; esta consci&ecirc;ncia da presen&ccedil;a de Deus?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> O crist&atilde;o deveria estar sempre consciente da presen&ccedil;a de Deus para viver descansado. Descansar &eacute; um treino para o descanso eterno, que &eacute; o c&eacute;u, e esse &eacute; o nosso objetivo na vida. O nosso objetivo n&atilde;o &eacute; trabalhar, mas sim trabalhar para estar cada vez mais descansado, mais equilibrado, mais saud&aacute;vel, mais em Deus.<\/p>\n<p>Acredito que aquilo que mais nos descansa &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel com outra pessoa, o sentir-se amado, o poder ser eu perante uma pessoa sem ter de me estar a defender, a mascarar ou a arranjar conversa, e isso &eacute; o que acontece com Deus!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Ent&atilde;o o pr&oacute;prio &ldquo;encontro com o outro&rdquo; deve ser um momento de descanso?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Estou convencido que &eacute; isso o que mais descansa, assim como a boa consci&ecirc;ncia, o ter um sentido para a vida. S&atilde;o essas coisas que equilibram e integram, sen&atilde;o h&aacute; uma grande agita&ccedil;&atilde;o interior que se torna desgaste. O trabalho, por exemplo, desgasta porque trabalhamos mal, &agrave; pressa, em intensidade, horas em quantidade e n&atilde;o em qualidade, sob press&atilde;o! O trabalho de que eu gosto e pelo qual sou reconhecido, esse n&atilde;o me cansa!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Deus tamb&eacute;m descansou ao 7.&ordm; dia. No evangelho de Marcos, Jesus convoca: &ldquo;Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco&rdquo;. Este &eacute; o verdadeiro convite para as f&eacute;rias?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Exatamente e &eacute; uma coisa t&atilde;o bonita! Claro que arranjar um espa&ccedil;o bonito para as f&eacute;rias &eacute; equilibrante, mas agora imagine-se que estou cheio de problemas por dentro: por mais bonito que seja o lugar, um passeio &agrave; beira mar ou uma serra bonita, se eu estiver cheio de pressa n&atilde;o descanso!<\/p>\n<p>Se eu n&atilde;o estiver inteiro, que &eacute; uma das boas maneiras de descansar, ent&atilde;o &eacute; porque estou dividido. O evangelho tamb&eacute;m fala nisso: &ldquo;Marta! Marta! Est&aacute;s dividida!&rdquo;. H&aacute; coisas que criam ambiente e, como somos corporais, temos de criar o ambiente certo, uma coisa bonita, um bom livro que me faz encontrar comigo pr&oacute;prio, com a minha hist&oacute;ria, que me liga a cabe&ccedil;a e o cora&ccedil;&atilde;o. Tudo aquilo que integra a pessoa e relaciona bem faz descansar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Qual a melhor atitude para partir para f&eacute;rias?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Primeiro que tudo, saber o que eu quero fazer, marcar prioridades e sobretudo n&atilde;o entrar em competi&ccedil;&atilde;o nem em consumismos, mas realmente aproveitar bem todos os bocadinhos para se encontrar consigo mesmo. E ao encontrar-me comigo mesmo encontro-me com Deus, no sentido de me encontrar com o amor, porque Deus &eacute; amor!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; H&aacute; v&aacute;rios s&iacute;tios para onde podemos ir nas f&eacute;rias: na praia, no campo, nas peregrina&ccedil;&otilde;es ou em viagem&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Sim, todos servem para encontrar Deus, basta estar inteiro, ter ultrapassado a mentalidade do neg&oacute;cio, da pressa. Porque se estou na &acirc;nsia das fotografias, de riscar este museu e o outro e correr para ver mais este ou aquele monumento, ent&atilde;o n&atilde;o descanso. Tem de se acabar com esse sufoco, apreender aquilo a que os antigos chamavam &oacute;cio, que n&atilde;o &eacute; estar sem fazer nada, mas sim estar contemplativo.<\/p>\n<p>Aqui chega-se &agrave; import&acirc;ncia do tempo livre, se for tempo de liberdade. Nos anos 60 cheg&aacute;vamos ao lazer e tempo livre mas, depois, estes foram esgotados pelo consumismo e pela competi&ccedil;&atilde;o. Uma pessoa pensa que &eacute; mais feliz se tiver muito dinheiro, se fizer muitas viagens e muita coisa, o que a leva a desintegrar-se e espalhar-se por v&aacute;rias coisas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; As f&eacute;rias s&atilde;o, por isso, uma quebra na rotina e nos tempos ritmados de pressa e hor&aacute;rios.<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Sim, p&otilde;e-me equilibrado, num equil&iacute;brio din&acirc;mico. Para um crist&atilde;o, que descansa em Deus, equil&iacute;brio n&atilde;o &eacute; ataraxia dos gregos ou nirvana hindu, isso seria realmente parar tudo e nem pensar em nada &ndash; o que &agrave;s vezes ajuda, at&eacute; um bocadinho de yoga podia ajudar.<\/p>\n<p>H&aacute; pessoas para quem o descanso &eacute; uma correria: andar quil&oacute;metros ou ver os filmes todos que perderam. Ent&atilde;o, tudo &eacute; transformado em ansiedade.<\/p>\n<p>Eu dizia que o equil&iacute;brio &eacute; din&acirc;mico, n&atilde;o &eacute; uma paragem no sentido de &ldquo;n&atilde;o me vou mexer&rdquo;, ou &ldquo;vou dormir&rdquo;. Pode ser um engano, por exemplo, um retiro espiritual que pode ser um grande descanso ou uma grande ansiedade, se houver grandes decis&otilde;es a tomar, n&atilde;o me situei no amor ou no sentido da vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; &Eacute; nas f&eacute;rias que encontramos momentos de fraternidade, a fam&iacute;lia, os amigos de sempre e os que est&atilde;o mais longe. Esta &eacute; outra forma de descanso?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Sim, porque no tempo de trabalho, infelizmente, as pessoas n&atilde;o t&ecirc;m tempo para ser gente, n&atilde;o t&ecirc;m tempo para a rela&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; tempo para as coisas mais b&aacute;sicas, comem &agrave; pressa, dormem &agrave; pressa, falam &agrave; pressa, n&atilde;o ouvem&hellip;<\/p>\n<p>Depois h&aacute; desgaste, claro, mas tamb&eacute;m &eacute; verdade que cada um tem tempo para aquilo que quer, s&oacute; que &agrave;s vezes temos as prioridades mal arrumadas; se eu quero mesmo uma coisa ent&atilde;o tenho tempo para ela!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Que prioridades mal arrumadas s&atilde;o essas? O que &eacute; que n&atilde;o nos deixa partir para f&eacute;rias?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> A ansiedade interior e a pressa, mas as principais causas s&atilde;o as atitudes interiores. Claro que um mal de sa&uacute;de ou uma doen&ccedil;a grave na fam&iacute;lia nos causa preocupa&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o significa que nos tire a atitude de estar equilibrado, descansado. Santo Agostinho dizia que &ldquo;a paz &eacute; a tranquilidade na ordem&rdquo; e o descanso &eacute; a mesma coisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O tempo de descanso &eacute; tamb&eacute;m uma paragem para ver e contemplar a beleza e a beleza na f&eacute;?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Sim, esse &eacute; um tema importante. A beleza descansa muito, desde a beleza natural, a beleza das a&ccedil;&otilde;es &agrave; beleza do pensamento criativo&hellip;<\/p>\n<p>A beleza tamb&eacute;m &eacute; ordem, &eacute; o esplendor do ser, o esplendor da conjuga&ccedil;&atilde;o de todos os aspetos que me fazem levar ao &ecirc;xtase, &agrave; contempla&ccedil;&atilde;o. Hoje somos pouco contemplativos, vemos muitas coisas mas n&atilde;o entramos nelas. Uma coisa &eacute; olhar para o mar ou olhar do alto de uma montanha, outra coisa &eacute; &ldquo;entrar&rdquo; na paisagem, para que possa fazer parte de mim. Sen&atilde;o somos todos um pouco &ldquo;voyeurs&rdquo;: cheguei, vi e parti mas nada fica, n&atilde;o h&aacute; tempo para entrar na realidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Faz falta termos tempo para contemplar, ver e sentir?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Exatamente. O livrinho de que falei, que estou a escrever, come&ccedil;ou como um ensaio com o t&iacute;tulo &ldquo;gest&atilde;o do tempo&rdquo;. Realmente n&atilde;o somos educados para gerir o tempo. O tempo livre &eacute; uma coisa que fica para as sobras ou para os intervalos; ora acho que tem de ser o contr&aacute;rio. O dia forte tem de ser o domingo, descansar para depois trabalhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Essa falta de tempo leva &agrave; falta de f&eacute;?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Leva ou ent&atilde;o leva a uma f&eacute; angustiada que cansa muito, tamb&eacute;m. Como &eacute; que se tem tempo para Deus? Uma vez ouvi dizer que &ldquo;rezar &eacute; perder tempo com Deus&rdquo; e &eacute; t&atilde;o bonito isto, perder tempo, que n&atilde;o o &eacute;, &eacute; ganhar tempo. As pessoas n&atilde;o valorizam tudo aquilo que n&atilde;o est&aacute; a ser economizado ou n&atilde;o tem sucesso econ&oacute;mico. N&atilde;o valorizam o gratuito, o tempo em si, o pr&oacute;prio viver.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; As f&eacute;rias podem ser a oportunidade para essa busca?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Eu penso que devia ser isso mesmo, encontrar esse espa&ccedil;o onde eu me torno mais eu e eu; onde sou eu nas rela&ccedil;&otilde;es, na comunh&atilde;o, mas tamb&eacute;m com tempos para estar s&oacute;. &Eacute; tamb&eacute;m importante a conversa interior, tranquilamente comigo pr&oacute;prio, para me autoconhecer e me pacificar. Ao equilibrar a respira&ccedil;&atilde;o, equilibro o pensamento e ele come&ccedil;a a lidar bem com o cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; H&aacute; v&aacute;rios tipos de f&eacute;rias, aqui fal&aacute;vamos de f&eacute;rias associadas ao ver&atilde;o, que trazem uma luz e um calor diferentes, que nos transformam.<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Para n&oacute;s latinos, sobretudo&hellip; Nos pa&iacute;ses n&oacute;rdicos, por exemplo, fazem f&eacute;rias de inverno para poder ir para a neve, que &eacute; outro tipo de f&eacute;rias, de experi&ecirc;ncias, de passar o tempo, de descansar. Mas o segredo est&aacute; na atitude.<\/p>\n<p>Claro que a mim me ajuda imenso o calor, gosto muito de praia, de montanha, mas tamb&eacute;m de uma varanda, um prato de percebes e o mar &agrave; vista&hellip; (risos)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; S&atilde;o coisas como essas, simples, que temos de trazer para as f&eacute;rias?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Sim, a boa companhia de um livro ou de um pensamento que me envolve, de uma paisagem que me alarga o cora&ccedil;&atilde;o, que me faz n&atilde;o sentir sem sentido. H&aacute; pessoas que n&atilde;o conseguem descansar porque a sua pr&oacute;pria vida n&atilde;o tem sentido, &eacute; uma correria. Cri&aacute;mos uma sociedade de stress, muito deprimida, e por isso vive em descansos, curas de sono, pastilhas e tudo mais&hellip; Tudo porque nos satisfazemos pela quantidade e n&atilde;o pela qualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O tempo livre podia ser a solu&ccedil;&atilde;o para deixar muitas caixas de comprimidos?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Exato, por isso &eacute; que eu acho que n&oacute;s precisamos de feriados, de f&eacute;rias&hellip; Quanto mais feriados, melhor trabalhamos, ao contr&aacute;rio do que se pensa. Julgar que por estar mais horas no trabalho se trabalha melhor &eacute; um erro. H&aacute; muita coisa acumulada e por isso &eacute; que h&aacute; pessoas que quando entram de f&eacute;rias, na primeira semana, t&ecirc;m de parar a &ldquo;onda&rdquo; que as persegue.<\/p>\n<p>&Eacute; bom trabalhar para ir de f&eacute;rias, sem ver o trabalho s&oacute; como o que &eacute; produtivo ou neg&oacute;cio. Rezar tamb&eacute;m &eacute; uma forma de trabalho, relacionar-se com os outros &eacute; outra forma. O desgaste f&iacute;sico &eacute; muito relativo.<\/p>\n<p>Por exemplo, uma coisa que me descansa muito &eacute; mexer no barro, mas gera-me tamb&eacute;m tens&atilde;o. Estou sempre &agrave; espera de ter tempo para moldar, fazer alguma coisa de novo e sinto a tens&atilde;o criativa do que vai sair ou da concretiza&ccedil;&atilde;o de uma imagem. Mas depois d&aacute;-me a sensa&ccedil;&atilde;o de descanso, que me equilibra, por algo que criei.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Moldar o barro &eacute; um exemplo do que faz nas f&eacute;rias. Que outras coisas deixa para fazer em tempo de descanso?<\/em><\/p>\n<p><em>VPM &ndash;<\/em> Guardo livros que n&atilde;o tive tempo para ler, conversas e alguns tempos de comunica&ccedil;&atilde;o com a natureza que, no dia a dia, se tornam imposs&iacute;veis. Predisponho-me tamb&eacute;m a viajar, principalmente quando s&atilde;o destinos que me preenchem vazios, tempos de conhecimento e maior liga&ccedil;&atilde;o ao mundo. Estes espa&ccedil;os e momentos que me humanizam s&atilde;o o mais necess&aacute;rio nas f&eacute;rias.<\/p>\n<p>S&atilde;o f&eacute;rias com afetos, os afetos n&atilde;o fazem f&eacute;rias&hellip; E tamb&eacute;m &eacute; preciso equilibr&aacute;-los porque andam deprimidos ou exaltados e &eacute; preciso v&ecirc;-los como um todo a caminho de uma plenitude. Esta plenitude vem com a comunh&atilde;o, maior comunh&atilde;o comigo pr&oacute;prio e melhor com os outros.<\/p>\n<p><em>SN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O padre jesu\u00edta Vasco Pinto Magalh\u00e3es, autor de diversas obras de espiritualidade, considera um erro limitar o n\u00famero de feriados ou dias de f\u00e9rias para procurar aumentar a produ\u00e7\u00e3o dos trabalhadores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[199,211],"class_list":["post-57645","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-espiritualidade","tag-ferias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57645","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57645"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57645\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}