{"id":5735,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/bencao-das-pastas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"bencao-das-pastas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bencao-das-pastas\/","title":{"rendered":"B\u00ean\u00e7\u00e3o das Pastas"},"content":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto &#8211; 2 de Maio <!--more--> Meus caros estudantes: \u00c9 com alegria que estou convosco a presidir a esta celebra\u00e7\u00e3o que integra a B\u00ean\u00e7\u00e3o das pastas, in\u00edcio habitual da Festa da Queima das Fitas. No conjunto e contexto dos actos e cerim\u00f3nias da Semana, desta vossa Semana, a Missa com a b\u00ean\u00e7\u00e3o das pastas tem o seu lugar e motiva\u00e7\u00e3o, assentes numa tradi\u00e7\u00e3o que tendes mantido e no suposto da f\u00e9 crist\u00e3 que professais. Temos consci\u00eancia da pluralidade pr\u00f3pria das sociedades livres, respeitamos a situa\u00e7\u00e3o e as op\u00e7\u00f5es pessoais de cada um, e n\u00e3o ignoramos a diversidade da f\u00e9, de credo e de religi\u00e3o, que s\u00e3o notas distintivas da numerosa Academia do Porto. Mas \u00e9 claro e indubit\u00e1vel que aqui e neste momento constitu\u00edmos uma vasta assembleia de crentes crist\u00e3os. Somos, por suposto incontest\u00e1vel, a Igreja reunida para celebrar o \u201cmist\u00e9rio da f\u00e9\u201d, o acto de culto mais significativo e a express\u00e3o mais profunda da nossa f\u00e9 crist\u00e3. O Livro do Apocalipse fala da multid\u00e3o imensa \u201cde todas as na\u00e7\u00f5es, tribos, povos e l\u00ednguas\u201d (Ap. 7, 9) sob a orienta\u00e7\u00e3o e guia de um Pastor. \u00c9 um texto de profecia e de afirma\u00e7\u00e3o, e ao mesmo tempo um indicativo da tens\u00e3o entre a promessa prof\u00e9tica e a realidade concretizada: Da pequena semente constitu\u00edda por uma ra\u00e7a resultou a \u00e1rvore frondosa de uma Igreja presente e aberta a todas as l\u00ednguas, culturas e na\u00e7\u00f5es. Como concretiza\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria, \u00e0 semelhan\u00e7a do Filho de Deus que entrou nesta Hist\u00f3ria da humanidade, a Igreja tem a mensagem e doutrina que Cristo lhe transmitiu e confiou, nas circunst\u00e2ncias pr\u00f3prias do povo ou na\u00e7\u00e3o em cujo seio e ambiente nasceu e viveu, e utilizando a linguagem do mesmo povo e da respectiva cultura. Se na linguagem dos Profetas de Israel Deus se apresentou ao povo como Pastor, tamb\u00e9m o Filho de Deus, Jesus Cristo, se apresentou logicamente como Pastor (\u201cEu e o Pai somos um s\u00f3\u201d \u2013 Jo. 10, 30). E nesta base se processa a rela\u00e7\u00e3o ou relacionamento de Cristo com a sua Igreja, isto \u00e9, com os disc\u00edpulos que vivem em comum, em comunh\u00e3o, em Igreja. Cristo chama-lhes ovelhas, as suas ovelhas, conhece-as e \u00e9 conhecido, chama-as e \u00e9 seguido, apascenta-as e d\u00e1 a vida por elas \u2013 a vida eterna. \u00c9 com esta mentalidade que os primeiros Ap\u00f3stolos se apresentam nas sinagogas, para falar de Cristo e da Palavra de Deus. S\u00e3o repelidos na pr\u00f3pria terra, mas n\u00e3o se calam; v\u00eaem mesmo nesta repulsa e na persegui\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o vitimas o sinal do projecto de Deus que se realiza: Cristo foi anunciado como luz das na\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, luz e verdade para aqueles que n\u00e3o pertenciam \u00e0 sua ra\u00e7a e cultura. Nas profecias messi\u00e2nicas, na linguagem e doutrina do Messias (Jesus Cristo), no an\u00fancio, prega\u00e7\u00e3o e comportamento dos Ap\u00f3stolos, e na consci\u00eancia crist\u00e3 desde as origens, a Igreja, n\u00e3o obstante as fraquezas pr\u00f3prias dos homens pecadores que a constituem, \u00e9 universal, defende a igualdade e fraternidade de pessoas, \u00e9 contr\u00e1ria a todas as formas de racismo e xenofobia, est\u00e1 do lado dos oprimidos e dos pobres, preza a liberdade para todos, que tamb\u00e9m reivindica para si. Recorda as circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas e civilizacionais das suas origens, n\u00e3o esconde nem esquece a tens\u00e3o quase fundacional entre o povo de Israel escolhido para Povo de Deus e as outras na\u00e7\u00f5es, os gentios, as pessoas estranhas e opostas a Israel, que se abriram \u00e0 luz do Evangelho e demonstraram para sempre a dimens\u00e3o universal, cat\u00f3lica, do Cristianismo e da Igreja. A Hist\u00f3ria universal fez-se e reconhece-se \u00e0 base de nacionalidades e nacionalismos, de grupos de pa\u00edses reunidos em na\u00e7\u00f5es de afinidade politica, ideol\u00f3gica ou religiosa, e resulta muitas vezes de guerras de conquista, de ced\u00eancias e derrotas, de situa\u00e7\u00f5es impostas e de expectativas contemporizadoras. O espectro mundial tem tanto de natural, hist\u00f3rico e tradicional, como de artificial, transit\u00f3rio, cultural ou acidental. Com blocos que se formam, se desfazem ou se recriam, reina de facto no mundo uma forte e quase permanente tens\u00e3o. O terrorismo de risco mundial, a Europa que se repensa em esfor\u00e7o de uni\u00e3o a n\u00edveis cada vez mais vastos e o nosso pr\u00f3prio pa\u00eds poderiam constituir temas actuais de reflex\u00e3o para todos n\u00f3s. O mundo ocidental vive hoje afectado e inquieto com medo de terrorismo. Experimentou-o e teme-o. N\u00e3o h\u00e1 qualquer sistema pol\u00edtico que nos isente do perigo e do medo. Os v\u00e1rios governos da Europa prometem colaborar entre si na luta comum. E s\u00f3 h\u00e1 duas atitudes poss\u00edveis: ou a preocupa\u00e7\u00e3o de restabelecer a normalidade, defender os nossos valores fundamentais e n\u00e3o confessar esmorecimento ou derrota perante as ac\u00e7\u00f5es terroristas, ou ent\u00e3o, de modo defensivo, assegurar que estamos livres de futuros atentados e determinados a vencer f\u00edsica e psicologicamente. Em qualquer caso importa encontrar uma solu\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio, nas leis e nas atitudes, para salvaguardar a seguran\u00e7a de que necessitamos e a liberdade que n\u00e3o podemos perder. Neste contexto dif\u00edcil para o nosso mundo joga-se tamb\u00e9m o futuro da Europa, quer pela circunst\u00e2ncia do alargamento da comunidade (de 15 para 25 membros) quer pelas negocia\u00e7\u00f5es sobre a Constitui\u00e7\u00e3o europeia e o seu Pre\u00e2mbulo. De facto est\u00e1 em causa um futuro que n\u00e3o pode nem quer esquecer o passado. E est\u00e1 em causa um conjunto de valores e princ\u00edpios que est\u00e3o na base da Uni\u00e3o desejada e que condicionam sem d\u00favida a unidade e at\u00e9 a sobreviv\u00eancia futura. Entretanto, mesmo prescindindo das futuras rela\u00e7\u00f5es entre a Uni\u00e3o europeia e as Igrejas, permanece em aberto o problema de uma eventual refer\u00eancia \u00e0s ra\u00edzes crist\u00e3s da Europa no Pre\u00e2mbulo da Constitui\u00e7\u00e3o. O problema derivou para quest\u00e3o quando apareceu uma primeira redac\u00e7\u00e3o que ignorava as ra\u00edzes crist\u00e3s para referir outras ra\u00edzes, menos consensuais, mais suspeitas e divisionistas. A Igreja, nomeadamente o Papa, tem pedido e insistido para que a Europa seja ela mesma no reencontro com as suas origens e ra\u00edzes crist\u00e3s, hist\u00f3ricas e objectivas. Apesar de nova redac\u00e7\u00e3o que alude \u00e0s \u201cheran\u00e7as culturais, religiosas e humanistas da Europa, cujos valores est\u00e3o presentes no seu patrim\u00f3nio\u201d, o assunto n\u00e3o est\u00e1 encerrado, e n\u00e3o pode ser ignorado ou minimizado por quantos sentem responsabilidades no presente e no futuro desta Europa em quest\u00e3o.  Do mesmo modo est\u00e3o em discuss\u00e3o outros problemas que nos dizem respeito: A liberdade de circula\u00e7\u00e3o e de resid\u00eancia em qualquer Estado membro, o que implica extens\u00e3o \u00e0s fam\u00edlias e exige uma defini\u00e7\u00e3o justa de \u201cmembro da fam\u00edlia\u201d de qualquer cidad\u00e3o europeu, a pol\u00edtica europeia da Fam\u00edlia e uma nova pol\u00edtica da educa\u00e7\u00e3o. Nos 25 pa\u00edses que s\u00e3o membros da Uni\u00e3o a partir do dia 1 de Maio (ontem) \u00e9 comum o fen\u00f3meno da exclus\u00e3o social, 14% nos dez novos membros e 12% nos quinze de mais longa data. Por outro lado, pertencer a uma fam\u00edlia e ter filhos s\u00e3o elementos estabilizadores e consolidam o desejo de ter um lugar na sociedade. Por isso a fam\u00edlia deve ser considerada como a principal forma de integra\u00e7\u00e3o social e servir de intermedi\u00e1rio entre o indiv\u00edduo e a sociedade. A generalidade dos Estados anuncia frequentemente medidas para refor\u00e7ar a fam\u00edlia e as outras formas de estabilidade social. Mas entretanto sabe-se que para os dez novos Estados da Uni\u00e3o a fam\u00edlia e os filhos constituem uma das primeiras prioridades, enquanto os jovens dos quinze atribuem menor import\u00e2ncia ao factor da fam\u00edlia e das crian\u00e7as, o que \u00e9 sinal da tend\u00eancia para uma atitude mais individualista e mais hedonista. E n\u00e3o podemos ficar indiferentes \u00e0s linhas de ideal e de rumo no conv\u00edvio natural da Uni\u00e3o europeia. Podemos at\u00e9 esperar confrontos de sensibilidade entre a Constitui\u00e7\u00e3o que se prepara e as diversas constitui\u00e7\u00f5es de todos os pa\u00edses membros. Certo \u00e9 que para n\u00f3s, portugueses, Fam\u00edlia e Natalidade s\u00e3o temas da maior import\u00e2ncia. Finalmente, dizem-nos que a Uni\u00e3o europeia est\u00e1 fortemente empenhada numa pol\u00edtica de educa\u00e7\u00e3o e que o \u201cespa\u00e7o educativo europeu\u201d ser\u00e1 ocupado pela dupla vertente do ensino superior e da forma\u00e7\u00e3o profissional, de tal modo que as respectivas politicas nacionais deveriam convergir para o sentido geral da comunidade, at\u00e9 como poss\u00edvel resposta ao problema do emprego e como fomento de \u201ccidadania activa\u201d, nos sectores da juventude, da cultura, dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e da participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica. Assim se entender\u00e1 a identidade europeia e a participa\u00e7\u00e3o comum e activa no desenvolvimento e progresso que comanda, \u00e0s vezes subtilmente, toda a movimenta\u00e7\u00e3o que se observa. Entretanto, como assembleia crist\u00e3 que celebra a sua F\u00e9, como Igreja cuja universalidade aqui destac\u00e1mos, conv\u00e9m lembrar que a Igreja (com as confiss\u00f5es religiosas que se reclamam de Igreja) sempre investiu em determinados sectores, e hoje investe declaradamente na educa\u00e7\u00e3o, na juventude, nos mass-media e na cultura. Porque rejeitamos a ideia e dimens\u00e3o de igrejas nacionais, porque fundamos a credibilidade e autenticidade da Igreja na sua universalidade e portanto naquilo a que poder\u00edamos chamar \u201ccoopera\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a\u201d, parece-nos chegado o momento de aferir e enfrentar os problemas e as quest\u00f5es de menor dimens\u00e3o e maior relativismo, as leis, regulamenta\u00e7\u00f5es, reac\u00e7\u00f5es, propostas ou solu\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e passageiras, \u00e0 luz das quest\u00f5es maiores que preparam o futuro da Europa a partir de op\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es que marcam e agravam a responsabilidade do presente de todos n\u00f3s. Porque somos europeus, e \u00e9 nesta Europa que est\u00e3o as nossas ra\u00edzes e que est\u00e1 o nosso futuro. Como Na\u00e7\u00e3o com a sua hist\u00f3ria, como Igreja na sua miss\u00e3o.   Meus caros finalistas: Esta \u00e9 a vossa hora de compromisso e de promessa. Vivestes nas vossas respectivas Escolas o tempo de prepara\u00e7\u00e3o, durante o qual contra\u00edstes deveres de gratid\u00e3o para com os Mestres, colegas e todo o pessoal que, no servi\u00e7o que realiza, desempenha fun\u00e7\u00f5es de cireneu. Criastes amizades em horas de alegria e euforia, e tamb\u00e9m em momentos de tristeza, des\u00e2nimo e aparente abandono ou frustra\u00e7\u00e3o. Os vossos Pais, familiares e amigos, porventura hoje aqui convosco, s\u00e3o testemunhas especiais do tempo e sacrif\u00edcios passados, e testemunhas sobretudo da Festa que fazeis e da Esperan\u00e7a que manifestais. Registai os momentos da Festa como actos e gestos de gratid\u00e3o, felicidade e compromisso. A sociedade mundial celebra hoje o Dia da M\u00e3e. \u00c8 um convite a cada filho ou filha para renovar os gestos de carinho m\u00fatuo com a M\u00e3e. Para que a M\u00e3e vos d\u00ea mais uma vez a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o. A todos e todas v\u00f3s Jesus Cristo entregou tamb\u00e9m a sua M\u00e3e, que \u00e9 M\u00e3e da Igreja. Que a vossa M\u00e3e da terra, se ainda vive, esteja convosco e com a M\u00e3e do c\u00e9u, para que a vossa alegria seja maior, e sejam mais abundantes as b\u00ean\u00e7\u00e3os que recordam o vosso passado de estudantes e iluminam o futuro da vossa vida em optimismo e esperan\u00e7a.  Maia, Est\u00e1dio Prof. Doutor Jos\u00e9 Vieira de Carvalho, 02 de Maio de 2004 D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do Bispo do Porto &#8211; 2 de Maio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[154,160,163,168,187,193,203,206,267,285],"class_list":["post-5735","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-crianca","tag-d-armindo-lopes-coelho","tag-dia-da-mae","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto","tag-educacao","tag-europa","tag-familia","tag-natal","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5735"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5735\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}