{"id":57329,"date":"2012-07-10T12:32:56","date_gmt":"2012-07-10T12:32:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/07\/10\/ferias-para-deus\/"},"modified":"2012-07-10T12:32:56","modified_gmt":"2012-07-10T12:32:56","slug":"ferias-para-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ferias-para-deus\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias para Deus"},"content":{"rendered":"<p>Somos o casal Susana e Jo&atilde;o, com 39 e 44 anos, respetivamente. Estamos casados h&aacute; 14 anos e temos dois filhos de 8 e 11 anos.<\/p>\n<p>At&eacute; h&aacute; sete anos, o nosso prot&oacute;tipo de f&eacute;rias era descansar de um ano de trabalho recarregando as baterias para o que se aproximava, aproveitando o tempo para estar em fam&iacute;lia e com amigos e, se poss&iacute;vel, viajar e conhecer um pouco mais do Mundo (uma ideia comum &agrave; maioria das pessoas).<\/p>\n<p>Mas tudo mudou quando o sacerdote da nossa par&oacute;quia lan&ccedil;ou o convite para uma peregrina&ccedil;&atilde;o a p&eacute; durante uma semana a F&aacute;tima, por ocasi&atilde;o da festa anivers&aacute;ria do 13 de outubro. Ora, peregrinar a F&aacute;tima foi algo que desej&aacute;vamos fazer em casal, pois o Jo&atilde;o j&aacute; tinha ido sozinho e sempre o quis fazer comigo, mas havia muitas condicionantes que nos faziam vacilar. A maior dela foi onde arranjar uma semana de f&eacute;rias quando j&aacute; tinham sido gozadas. Mas a Deus n&atilde;o h&aacute; imposs&iacute;veis &hellip; e &eacute; verdade.<\/p>\n<p>No nosso caso, aconteceu atrav&eacute;s de um trabalho extraordin&aacute;rio que surgiu no servi&ccedil;o, o qual tinha de ser feito fora do hor&aacute;rio de trabalho, e a partir de casa, em que a remunera&ccedil;&atilde;o seriam dias de f&eacute;rias extra (a institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o dispunha de meios financeiros para pagar aos colaboradores). E o tempo era o bem mais precioso que desej&aacute;vamos naquele momento.<\/p>\n<p>Com a ajuda dos av&oacute;s e a colabora&ccedil;&atilde;o do infant&aacute;rio dos nossos filhos, pusemo-nos &agrave; estrada no dia 7 de outubro de 2005, assente num trip&eacute; de sacrif&iacute;cio, jejum e ora&ccedil;&atilde;o, tal como Nossa Senhora pediu aos pastorinhos e eles t&atilde;o bem cumpriram. E a maior surpresa foi que no caminho de F&aacute;tima nos depar&aacute;mos com a peregrina&ccedil;&atilde;o da nossa vida terrena. De modo especial fomos convidados a fazer o dia do sil&ecirc;ncio, o dia do outro, o dia da igreja e o dia da miss&atilde;o (e por esta ordem).<\/p>\n<p>Come&ccedil;amos com o dia do sil&ecirc;ncio (n&atilde;o falar mesmo) para podermos parar, serenar o rebuli&ccedil;o que anda dentro de n&oacute;s e n&atilde;o nos deixa perceber o que realmente sentimos e, principalmente, escutar o pr&oacute;prio Deus que nos fala. Depois vem o outro que Deus nos p&otilde;e na vida (pais, c&ocirc;njuge, filhos, colegas de trabalho). Consciencializarmo-nos de que n&atilde;o estamos sozinhos no mundo, pois vivemos em Igreja que nos concede o Esp&iacute;rito Santo que nos orienta e guarda, assim n&oacute;s pe&ccedil;amos a sua prote&ccedil;&atilde;o. Por fim, percebermos que todos temos uma miss&atilde;o em casa, na fam&iacute;lia, na igreja, no mundo. N&atilde;o vivemos para n&oacute;s mesmos.<\/p>\n<p>Neste percurso somos impelidos a reconciliar-nos com o Pai do C&eacute;u que tanto amor tem por n&oacute;s e que n&atilde;o desiste de nos tornar santos. Quanto pecado recalcado, endurecido, habita no nosso ser e que n&oacute;s humanos julgamos n&atilde;o merece perd&atilde;o. Deus tudo apaga querendo come&ccedil;ar de novo, da&iacute; ser fundamental o acompanhamento e orienta&ccedil;&atilde;o do sacerdote.<\/p>\n<p>Percebemos que, em cada dia, Deus nos oferece um grande presente que &eacute; acordar de manh&atilde; e ter um hoje (que n&atilde;o foi o ontem, nem ser&aacute; o amanh&atilde;) para sermos imagem de Cristo.<\/p>\n<p>Desde esta altura que pass&aacute;mos a sentir a necessidade de entregar uma semana das nossas f&eacute;rias a Cristo. N&atilde;o interessa onde, nem como, mas temos de parar. Procuramos faz&ecirc;-lo em casal, os dois e sem filhos (mas houve anos em que n&atilde;o foi poss&iacute;vel, neste caso vai um primeiro e o outro depois).<\/p>\n<p>Estes momentos t&ecirc;m-nos ajudado &agrave; uni&atilde;o do casal, lembramos que o matrim&oacute;nio n&atilde;o &eacute; feito entre duas pessoas, mas um compromisso assumido a tr&ecirc;s. Nestas ocasi&otilde;es deixamos que Deus realmente penetre na nossa rela&ccedil;&atilde;o. Como? Esvaziando-nos de n&oacute;s e dando espa&ccedil;o a Deus para entrar, e estando o casal presente em simult&acirc;neo h&aacute; coisas que Deus diz diretamente aos dois e j&aacute; n&atilde;o &eacute; preciso um transmitir ao outro &hellip;. e por melhor orador que sejamos nada se compara ao discurso de Deus.<\/p>\n<p>Quando no in&iacute;cio come&ccedil;amos a marcar f&eacute;rias para Deus, as rea&ccedil;&otilde;es dos colegas de trabalho foram de surpresa e alguma tro&ccedil;a. Mas quando regressamos, eles dizem que vimos diferentes com mais vida e mais felizes. E chegam a comentar connosco que tamb&eacute;m precisavam de fazer algo parecido, pois as f&eacute;rias deles n&atilde;o lhes tiram a preocupa&ccedil;&atilde;o e inquieta&ccedil;&atilde;o da vida. N&oacute;s propomos que embarquem na mesma aventura, mas muitos receios ainda se lhes levantam.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m os nossos filhos, no princ&iacute;pio, n&atilde;o percebiam porque &eacute; que os pais iam estar uma semana longe. Agora j&aacute; s&atilde;o eles que nos pedem se podem vir connosco. Dizem que vimos com mais paci&ecirc;ncia e com mais tempo para eles.<\/p>\n<p>E quanto mais &ldquo;cheiramos Deus&rdquo; mais queremos &ldquo;cheirar a Deus&rdquo;. E a fasquia vai subindo sem darmos conta&hellip; desejamos passar uma semana em fam&iacute;lia na Comunidade de Taiz&eacute; e, quem sabe, um m&ecirc;s em miss&atilde;o com os Leigos para o Desenvolvimento.<\/p>\n<p>No ano passado, estivemos em retiro uma semana na casa dos espiritanos em Barcelos, a que se seguiram tr&ecirc;s semanas nas f&eacute;rias do mundo. Quando volt&aacute;mos ao trabalho, diz&iacute;amos que tinham sido seis semanas de f&eacute;rias, pois a primeira tinha valido por tr&ecirc;s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somos o casal Susana e Jo&atilde;o, com 39 e 44 anos, respetivamente. Estamos casados h&aacute; 14 anos e temos dois filhos de 8 e 11 anos. At&eacute; h&aacute; sete anos, o nosso prot&oacute;tipo de f&eacute;rias era descansar de um ano de trabalho recarregando as baterias para o que se aproximava, aproveitando o tempo para estar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[168,197,211,244],"class_list":["post-57329","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-da-guarda","tag-espiritanos","tag-ferias","tag-leigos-para-o-desenvolvimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57329","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57329"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57329\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57329"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57329"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57329"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}