{"id":57266,"date":"2012-07-04T13:30:16","date_gmt":"2012-07-04T13:30:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/07\/04\/migracoes-luxemburgo-deixou-de-ser-a-oportunidade-de-sonho-do-passado\/"},"modified":"2012-07-04T13:30:16","modified_gmt":"2012-07-04T13:30:16","slug":"migracoes-luxemburgo-deixou-de-ser-a-oportunidade-de-sonho-do-passado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/migracoes-luxemburgo-deixou-de-ser-a-oportunidade-de-sonho-do-passado\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00f5es: Luxemburgo deixou de ser a oportunidade de \u00absonho do passado\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel pela pastoral de l\u00edngua portuguesa no pa\u00eds alerta para o perigo de partir \u00ab\u00e0 aventura\u00bb para uma regi\u00e3o tamb\u00e9m tocada pela crise econ\u00f3mica <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 04 jul 2012 (Ecclesia) &ndash; O coordenador da Miss&atilde;o Cat&oacute;lica Portuguesa no Luxemburgo est&aacute; preocupado com o futuro da nova vaga de emigrantes lusitanos, que buscam uma vida melhor num pa&iacute;s que &ldquo;j&aacute; n&atilde;o &eacute; mais o sonho do passado&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Com a fal&ecirc;ncia de muitas empresas e a vinda de muitos emigrantes que moram na Alemanha, na B&eacute;lgica e na Fran&ccedil;a, para trabalharem no Luxemburgo, as oportunidades de emprego diminu&iacute;ram&rdquo;, real&ccedil;a o padre Remildo Boldori, em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p>O respons&aacute;vel pela pastoral de l&iacute;ngua portuguesa naquele Gr&atilde;o-Ducado, situado na Europa Ocidental, est&aacute; em Portugal a participar no Encontro Internacional da Pastoral de Migra&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A iniciativa, que se prolonga at&eacute; sexta-feira em Alfragide, na regi&atilde;o de Lisboa, est&aacute; inserida na comemora&ccedil;&atilde;o dos 50 anos da Obra Cat&oacute;lica Portuguesa das Migra&ccedil;&otilde;es e d&aacute; a oportunidade a representantes de diversos pa&iacute;ses europeus apresentarem e debaterem aqueles que s&atilde;o os principais desafios para o futuro.<\/p>\n<p>H&aacute; tr&ecirc;s anos na comunidade de Esch-sur-Alzette, na regi&atilde;o sul do Luxemburgo, o padre Remildo Boldori, da congrega&ccedil;&atilde;o religiosa dos Scalabrinianos, real&ccedil;a que &ldquo;a prioridade atual &eacute; mostrar aos emigrantes portugueses que, com a crise econ&oacute;mica, muitas vezes os projetos que s&atilde;o feitos no momento de partida n&atilde;o se realizam &agrave; chegada&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A taxa de desemprego no Luxemburgo &eacute; hoje de 6 por cento, atingindo mais de 15 mil pessoas, na sua maioria portugueses&rdquo;, adianta o sacerdote.<\/p>\n<p>&ldquo;O &uacute;nico trabalho que ainda se vai encontrando&rdquo;, de acordo com o mesmo respons&aacute;vel, &ldquo;&eacute; no setor da limpeza, mas as vagas s&atilde;o muito disputadas&rdquo;.<\/p>\n<p>As alternativas dos novos emigrantes portugueses s&atilde;o muito reduzidas, uma vez que o Governo luxemburgu&ecirc;s quer que as ag&ecirc;ncias de emprego privilegiem essencialmente pessoas que j&aacute; t&ecirc;m resid&ecirc;ncia no pa&iacute;s h&aacute; v&aacute;rios anos.<\/p>\n<p>Por outro lado, as oportunidades de emprego existentes chocam com as caracter&iacute;sticas dos migrantes lusos, na sua grande maioria &ldquo;trabalhadores especializados&rdquo; e com &ldquo;estudos universit&aacute;rios&rdquo;.<\/p>\n<p>Apesar disso, o n&uacute;mero de portugueses que parte para aquele territ&oacute;rio europeu tem vindo a aumentar nos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n<p>De acordo com a C&aacute;ritas do Luxemburgo, at&eacute; h&aacute; bem pouco tempo o Gr&atilde;o-Ducado recebia entre mil a dois mil portugueses por ano e agora esse n&uacute;mero j&aacute; chega aos seis mil.<\/p>\n<p>&ldquo;Ainda na semana passada, pag&aacute;mos a viagem a um senhor que estava c&aacute; j&aacute; h&aacute; tr&ecirc;s semanas e n&atilde;o encontrava trabalho nem local para morar, porque o aluguer das casas subiu muito&rdquo;, sublinha o padre Remildo Boldori.<\/p>\n<p>Neste momento, a capelania portuguesa do Luxemburgo est&aacute; a apostar essencialmente na &ldquo;informa&ccedil;&atilde;o&rdquo; e sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos novos emigrantes, para que &ldquo;n&atilde;o venham para o pa&iacute;s &agrave; aventura&rdquo; e saibam pelo menos &ldquo;um pouco da l&iacute;ngua&rdquo;.<\/p>\n<p>A mensagem est&aacute; a ser transmitida com o apoio das comunidades mais antigas, sobretudo familiares que est&atilde;o no pa&iacute;s e que procuram alertar os emigrantes mais jovens para as dificuldades que os esperam.<\/p>\n<p>Os &uacute;ltimos n&uacute;meros fornecidos pelo conselheiro das Comunidades Portuguesas no Luxemburgo, Eduardo Dias, avan&ccedil;ados em mar&ccedil;o deste ano &agrave; ag&ecirc;ncia Lusa, mostram que existem atualmente&nbsp;perto de 115 mil emigrantes lusos naquele pa&iacute;s.<\/p>\n<p><em>JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel pela pastoral de l\u00edngua portuguesa no pa\u00eds alerta para o perigo de partir \u00ab\u00e0 aventura\u00bb para uma regi\u00e3o tamb\u00e9m tocada pela crise 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