{"id":57251,"date":"2012-07-03T15:49:48","date_gmt":"2012-07-03T15:49:48","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/07\/03\/do-brasil-para-a-missao\/"},"modified":"2012-07-03T15:49:48","modified_gmt":"2012-07-03T15:49:48","slug":"do-brasil-para-a-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/do-brasil-para-a-missao\/","title":{"rendered":"Do Brasil para a miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 Oliveira, Funda\u00e7\u00e3o F\u00e9 e Coopera\u00e7\u00e3o <!--more--> <\/p>\n<p>Um cartaz, bastou um cartaz para que todos os meus planos se alterassem. E n&atilde;o foram s&oacute; os planos a mudar, naquele mural havia muito mais do que uma sugest&atilde;o para um novo &ldquo;destino&rdquo;.<\/p>\n<p>A 22 de agosto de 2008, aterrei na Invicta cidade do Porto. Cidade que abrigava a distinta Universidade do Porto, Universidade que eu havia escolhido para fazer um per&iacute;odo de mobilidade acad&eacute;mica de 6 meses. Tinha 23 anos, estava a tirar o curso de Geografia e n&atilde;o tinhas muitas expetativas. A minha inten&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio era simplesmente passar um tempo fora. Mal poderia imaginar a reviravolta que esses planos iriam sofrer&hellip;<\/p>\n<p>O convite que aquele cartaz me fazia chamou-me de volta para uma realidade que j&aacute; me tinha afastado h&aacute; algum tempo, ao ponto de quase j&aacute; n&atilde;o me lembrar Dele. Quando se &eacute; jovem as solicita&ccedil;&otilde;es s&atilde;o quase infinitas! Afinal h&aacute; todo um mundo a desbravar! N&atilde;o me arrisco a fazer nenhum tipo de ju&iacute;zo, dizer que muitos jovens n&atilde;o sabem aproveitar a vida, estando demasiadamente apegados aos computadores, aos telem&oacute;veis &#8211; a&iacute; os telem&oacute;veis! -, &ldquo;o que seria de n&oacute;s sem o telem&oacute;vel&rdquo;, dizia o outro! Este ju&iacute;zo deixo para os da &ldquo;gera&ccedil;&atilde;o 50&rdquo;, afinal eu sou um desses jovens.<\/p>\n<p>Voltando ao convite Dele, sim Dele, era Ele quem me convidava naquele cartaz. Muitos tratam-no por Deus, outros por Pai, uns veem-no como um Amigo, outros como Precetor! Particularmente para mim depende dos dias. As vezes somos t&atilde;o parecidos, outras vezes somos t&atilde;o diferentes que perco-O(me). H&aacute; dias em que n&atilde;o apetece falar, outros ele me oferece o seu colo e me conforta como se eu fosse &uacute;nico. Mas n&atilde;o foi sempre assim&hellip;<\/p>\n<p>Finalmente, o convite no cartaz era dos Leigos para o Desenvolvimento, dizia: Voluntariado Mission&aacute;rio em &Aacute;frica. Na altura fez-me alguma impress&atilde;o a palavra &ldquo;Mission&aacute;rio&rdquo;, pois n&atilde;o era nada cat&oacute;lico na altura. Hoje, j&aacute; convertido, tenho consci&ecirc;ncia que essa palavra n&atilde;o s&oacute; faz sentido, tamb&eacute;m cria uma nova identidade, uma nova forma de estar.<\/p>\n<p>O convite dos Leigos levou-me ao CREU &ndash; Centro de Reflex&atilde;o e Encontro Universit&aacute;rios In&aacute;cio de Loyola onde fui excecionalmente recebido e acolhido. L&aacute; descobri, entre outras coisas, que n&atilde;o poderia partir com os Leigos, pelo menos n&atilde;o enquanto n&atilde;o fosse licenciado. Em contrapartida apresentaram-me o GR&Atilde;O, que &eacute; outro grupo de voluntariado mission&aacute;rio, neste caso orientado para jovens universit&aacute;rios. Grupo a que ainda perten&ccedil;o.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s um ano de forma&ccedil;&atilde;o parti com o GR&Atilde;O para S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, 2 meses de uma experiencia &iacute;mpar. Durante a forma&ccedil;&atilde;o ouv&iacute;amos muito sobre o que era ser voluntario mission&aacute;rio, mas completamente diferente de ouvir foi viver. A vida em comunidade, neste caso eu e as 5 raparigas que foram comigo, o espirito de partilha, o trabalho com as Irm&atilde;s Franciscanas Mission&aacute;rias, fabuloso, o dia a dia com as pessoas de l&aacute;, conhecer, aprender, ajudar, o trabalho nas ro&ccedil;as, com o grupo de jovens da par&oacute;quia de Guadalupe&hellip; Tudo era novo, tudo era diferente, tudo era &uacute;nico!<\/p>\n<p>&Agrave; volta do voluntariado, seja ou n&atilde;o mission&aacute;rio, de curta ou longa dura&ccedil;&atilde;o, existem muitas quest&otilde;es. H&aacute; quem fa&ccedil;a f&eacute;rias sociais, h&aacute; quem precise receber mais do que dar, h&aacute; quem fa&ccedil;a trabalhos e projetos brilhantes, h&aacute; quem tenha a vida &ldquo;revirada&rdquo; em diversos sentidos&hellip; Para mim foi uma experiencia de f&eacute; e d&aacute;diva.<\/p>\n<p><em>Andr&eacute; Oliveira, Funda&ccedil;&atilde;o F&eacute; e Coopera&ccedil;&atilde;o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 Oliveira, Funda\u00e7\u00e3o F\u00e9 e Coopera\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[122,187,210,244,329],"class_list":["post-57251","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-brasil","tag-diocese-do-porto","tag-fec","tag-leigos-para-o-desenvolvimento","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57251"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57251\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}