{"id":57134,"date":"2012-06-26T10:50:39","date_gmt":"2012-06-26T10:50:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/26\/um-em-cada-cinco-algarvios-esta-desempregado\/"},"modified":"2012-06-26T10:50:39","modified_gmt":"2012-06-26T10:50:39","slug":"um-em-cada-cinco-algarvios-esta-desempregado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-em-cada-cinco-algarvios-esta-desempregado\/","title":{"rendered":"Um em cada cinco algarvios est\u00e1 desempregado"},"content":{"rendered":"<p>Carlos Oliveira, Presidente da C\u00e1ritas Diocesana do Algarve <!--more--> <\/p>\n<p>A realidade social vivida nesta Diocese do Algarve n&atilde;o se afasta daquela que se vive por todo o pa&iacute;s, sendo que nesta regi&atilde;o &eacute; profundamente mais gravosa na medida em que um em cada cinco algarvios est&aacute; desempregado. As den&uacute;ncias de grandes dificuldades que se fazem sentir t&ecirc;m chegado a esta C&aacute;ritas Diocesana atrav&eacute;s das C&aacute;ritas Paroquiais, Confer&ecirc;ncias Vicentinas e Grupos Paroquiais de A&ccedil;&atilde;o Social, que se veem a bra&ccedil;os com os muitos pedidos de ajuda.<\/p>\n<p>Para esta situa&ccedil;&atilde;o, que oportunamente denunci&aacute;mos, n&atilde;o se vislumbram sinais que apontem para uma invers&atilde;o da crescente degrada&ccedil;&atilde;o, nem mesmo pela especificidade que no Algarve muitas vezes &eacute; apontada, isto &eacute;, a empregabilidade sazonal. Mas se as pessoas j&aacute; se encontram em situa&ccedil;&atilde;o t&atilde;o dif&iacute;cil de endividamento, n&atilde;o ser&aacute; com um emprego fr&aacute;gil e de baixos sal&aacute;rios que ir&atilde;o recuperar de um passado de dificuldades, ficando assim condenadas a permanecer numa constante car&ecirc;ncia de toda a ordem.<\/p>\n<p>Na nossa Diocese assiste-se por isto a um crescendo de pedidos de ajuda centrados principalmente em fam&iacute;lias que t&ecirc;m no seu seio uma, duas ou mais pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de desemprego e que n&atilde;o conseguem suportar as suas despesas, quer sejam alimentares, quer sejam de d&iacute;vidas de encargos como a casa, &aacute;gua, luz, medicamentos e mesmo eventualmente no pagamento de propinas de filhos que estudam na universidade.<\/p>\n<p>As respostas poss&iacute;veis t&ecirc;m sido dadas quer atrav&eacute;s dos grupos de a&ccedil;&atilde;o sociocaritativa existentes nas par&oacute;quias, quer pela pr&oacute;pria C&aacute;ritas Diocesana, sendo que as ajudas que damos ficam muito aqu&eacute;m daquilo que as pessoas necessitam.<\/p>\n<p>O nosso Bispo, D. Manuel Neto Quintas, atento &agrave; situa&ccedil;&atilde;o que se fazia j&aacute; sentir na Diocese, procurou suscitar na popula&ccedil;&atilde;o algarvia o sentido de partilha e criou, em fevereiro de 2010, o Fundo Diocesano Social. Como foi definido, revertem para este Fundo, entre outros, um vencimento por cada sacerdote da Diocese, as Ren&uacute;ncias Quaresmais de 2011 e de 2012, bem como contributos de particulares ou empresas.<\/p>\n<p>Este Fundo &#8211; gerido por uma Comiss&atilde;o Diocesana constitu&iacute;da pelo Vig&aacute;rio Geral e pelo Ec&oacute;nomo Diocesanos, pelo Presidente da C&aacute;ritas do Algarve por um representante da Comiss&atilde;o Diocesana de Pastoral e por uma T&eacute;cnica de Servi&ccedil;o Social &#8211; j&aacute; analisou cerca de 132 pedidos de ajuda, ao longo da sua exist&ecirc;ncia, tendo distribu&iacute;do perto de 79 000 euros, aguardando-se a entrega da Ren&uacute;ncia Quaresmal de 2012 para se iniciar a an&aacute;lise dos muitos processos entretanto rececionados nos tr&ecirc;s &uacute;ltimos meses.<\/p>\n<p>At&eacute; &agrave; presente data nenhum dos apoios prestados foi submetido ao Fundo Social Solid&aacute;rio da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, mas dado o aumento de pedidos verificados atualmente, tudo indica que brevemente teremos de o fazer.<\/p>\n<p>Verifica-se hoje na Diocese uma maior disponibilidade para a partilha e entrega volunt&aacute;ria &agrave;s causas sociais, evidenciada na cria&ccedil;&atilde;o de novos grupos de a&ccedil;&atilde;o sociocaritativa ou na revitaliza&ccedil;&atilde;o de outros j&aacute; existentes, alguns deles vocacionados para um tipo de ajudas muito espec&iacute;ficas e repetitivas, mas atendendo &agrave;s novas realidades sociais tiveram de se apetrechar de maiores meios a n&iacute;vel de recursos humanos e materiais, como resposta &agrave;s novas problem&aacute;ticas apresentadas. &Eacute;, segundo o nosso Bispo, o tomar de uma nova consci&ecirc;ncia social mais prof&iacute;cua, tornando-nos mais perspicazes no olhar para quem sofre e mais precisa.<\/p>\n<p>Entretanto, e fruto das necessidades que foram aparecendo, muitas t&ecirc;m sido as iniciativas desenvolvidas no sentido da forma&ccedil;&atilde;o de agentes da Pastoral Social, destacando dentre elas a Forma&ccedil;&atilde;o sobre a Doutrina Social da Igreja, iniciativa da C&aacute;ritas Diocesana acolhida em quase todas as Vigararias por muitos que, mesmo n&atilde;o pertencendo &agrave; &aacute;rea da Pastoral Social quiseram saber um pouco mais sobre a tem&aacute;tica. Por seu lado, as jornadas de a&ccedil;&atilde;o sociocaritativa da Diocese, iniciativa da C&aacute;ritas Diocesana, procuraram levar aos cerca de 109 participantes as fragilidades sentidas e vividas na regi&atilde;o. O tema &lsquo;O agir crist&atilde;o em tempo de crise&rsquo; procurou apontar novas pistas para o combate &agrave; crise atual, tendo como objetivos centrais a justi&ccedil;a, a solidariedade e o bem-comum.<\/p>\n<p>Numa tentativa de minimizar as dificuldades por que muitos passam, nas mais variadas vertentes, foi refor&ccedil;ada a partilha nas comunidades paroquiais, tendo algumas estabelecido um domingo por m&ecirc;s como o &ldquo;Domingo da Caridade&rdquo;, onde &eacute; feita a partilha de bens de diversa ordem entre os membros dessas comunidades. Repetiu-se a recolha de alimentos em supermercados e surgiram no inico de 2010 os Refeit&oacute;rios sociais &ldquo;Take away&rdquo;, um na C&aacute;ritas Diocesana e outro na comunidade paroquial de Silves, e mantendo-se os j&aacute; existentes.<\/p>\n<p>As respostas das par&oacute;quias no servi&ccedil;o da a&ccedil;&atilde;o social e o trabalho da C&aacute;ritas Diocesana t&ecirc;m sido poss&iacute;veis atrav&eacute;s de um significativo n&uacute;mero de volunt&aacute;rios que executam o seu trabalho generoso e silencioso e, tamb&eacute;m, fruto de novos passos que se v&atilde;o dando para promover o trabalho em rede com outras entidades civis, por forma a obter o maior n&uacute;mero de respostas adequadas a cada pedido.<\/p>\n<p><em>Carlos Oliveira,<br \/>Presidente da&nbsp;C&aacute;ritas Diocesana do Algarve<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Oliveira, Presidente da C\u00e1ritas Diocesana do Algarve<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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