{"id":57047,"date":"2012-06-19T10:47:23","date_gmt":"2012-06-19T10:47:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/19\/50-anos-da-obra-das-migracoes\/"},"modified":"2012-06-19T10:47:23","modified_gmt":"2012-06-19T10:47:23","slug":"50-anos-da-obra-das-migracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/50-anos-da-obra-das-migracoes\/","title":{"rendered":"50 anos da Obra das Migra\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Fr. Francisco Sales Diniz, ofm., Diretor da OCPM <!--more--> <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">A OCPM celebra, neste ano de 2012, cinquenta anos de uma epopeia protagonizada por muitos homens e mulheres que, nas cinco partidas do mundo, foram sinais de esperan&ccedil;a e portos de abrigo para milh&otilde;es de portugueses que se lan&ccedil;aram na aventura de procurar, fora de Portugal, uma terra que lhes oferecesse uma vida mais digna. S&atilde;o cinquenta anos de presen&ccedil;a de Cristo e da sua Igreja, acompanhando os dramas e sofrimentos, as alegrias e esperan&ccedil;as, ajudando os emigrantes a viver a f&eacute; e a integrar-se nos pa&iacute;ses e Igrejas que os acolheram. &Eacute; tamb&eacute;m a celebra&ccedil;&atilde;o da Igreja que, dentro do territ&oacute;rio nacional, soube acolher, acompanhar e integrar a diversidade humana, religiosa e cultural, de milhares de imigrantes que, como &ldquo;a terra da promessa&rdquo;, chegaram &agrave; procura &ldquo;do p&atilde;o da dignidade, ganho com o suor do rosto&rdquo;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">A hist&oacute;ria da OCPM caracteriza-se pelo servi&ccedil;o de acompanhamento aos portugueses no estrangeiro, atrav&eacute;s do envio de sacerdotes e agentes pastorais que foram estruturando &ldquo;Miss&otilde;es&rdquo; e outros servi&ccedil;os pastorais que t&ecirc;m garantido a pr&aacute;tica crist&atilde;, a forma&ccedil;&atilde;o catequ&eacute;tica de crian&ccedil;as e jovens, a celebra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos, das festas e devo&ccedil;&otilde;es, a preserva&ccedil;&atilde;o da identidade, l&iacute;ngua e cultura lusas, assim como, o apoio humano e social a tantos emigrantes em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza ou de maior fragilidade.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">&Eacute; de crucial import&acirc;ncia a continuidade deste servi&ccedil;o pastoral. Para enfrentar os desafios que emergem da nova emigra&ccedil;&atilde;o portuguesa &eacute; necess&aacute;ria uma presen&ccedil;a de Igreja que seja sinal de esperan&ccedil;a junto das v&iacute;timas do nosso tempo, tempo de crises, geradoras de novas pobrezas humanas e materiais, que levam milh&otilde;es de homens e mulheres a deixar a seguran&ccedil;a da sua terra natal a caminho da inseguran&ccedil;a duma terra desconhecida.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Este servi&ccedil;o prestado &agrave; Igreja procura ser uma manifesta&ccedil;&atilde;o da caridade de Cristo promovendo a evangeliza&ccedil;&atilde;o dos migrantes, a qual, por fidelidade &agrave; miss&atilde;o confiada, e devido ao atual movimento migrat&oacute;rio, necessita de um empenho renovado na Igreja, que deve sentir, a urg&ecirc;ncia de promover, com novo vigor e novas modalidades, a obra de evangeliza&ccedil;&atilde;o no mundo, como aponta o Papa na Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2012.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">O maior desafio e dificuldade que se coloca no desenvolvimento do trabalho na OCPM, encontra-se na sensibiliza&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria Igreja para esta realidade que, se noutros tempos esteve t&atilde;o presente no cora&ccedil;&atilde;o da mesma, hoje, no tempo da mobilidade global, devido &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de sacerdotes e &agrave;s crescentes necessidades pastorais dentro do Pa&iacute;s, deixou de ser uma prioridade e uma preocupa&ccedil;&atilde;o pastoral das Dioceses e, por isso, torna-se dif&iacute;cil manter o acompanhamento das comunidades existentes e ir ao encontro das novas realidades migrat&oacute;rias.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Considero uma gra&ccedil;a e b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus ser o diretor da OCPM, em exerc&iacute;cio, neste ano de celebra&ccedil;&otilde;es, sentido a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho excecional de tantos que me precederam. Sinto a grandeza e import&acirc;ncia deste trabalho em prol dos migrantes, experimentando, ao mesmo tempo, a minha pequenez perante o grande mist&eacute;rio do sofrimento humano que se manifesta no mundo das migra&ccedil;&otilde;es, que manifesta necessidades pastorais que exigem uma permanente resposta eclesial.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Fr. Francisco Sales Diniz, ofm.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Diretor da OCPM<\/div>\n<p><p>A OCPM celebra, neste ano de 2012, cinquenta anos de uma epopeia protagonizada por muitos homens e mulheres que, nas cinco partidas do mundo, foram sinais de esperan&ccedil;a e portos de abrigo para milh&otilde;es de portugueses que se lan&ccedil;aram na aventura de procurar, fora de Portugal, uma terra que lhes oferecesse uma vida mais digna. S&atilde;o cinquenta anos de presen&ccedil;a de Cristo e da sua Igreja, acompanhando os dramas e sofrimentos, as alegrias e esperan&ccedil;as, ajudando os emigrantes a viver a f&eacute; e a integrar-se nos pa&iacute;ses e Igrejas que os acolheram. &Eacute; tamb&eacute;m a celebra&ccedil;&atilde;o da Igreja que, dentro do territ&oacute;rio nacional, soube acolher, acompanhar e integrar a diversidade humana, religiosa e cultural, de milhares de imigrantes que, como &ldquo;a terra da promessa&rdquo;, chegaram &agrave; procura &ldquo;do p&atilde;o da dignidade, ganho com o suor do rosto&rdquo;.<\/p>\n<p>A hist&oacute;ria da OCPM caracteriza-se pelo servi&ccedil;o de acompanhamento aos portugueses no estrangeiro, atrav&eacute;s do envio de sacerdotes e agentes pastorais que foram estruturando &ldquo;Miss&otilde;es&rdquo; e outros servi&ccedil;os pastorais que t&ecirc;m garantido a pr&aacute;tica crist&atilde;, a forma&ccedil;&atilde;o catequ&eacute;tica de crian&ccedil;as e jovens, a celebra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos, das festas e devo&ccedil;&otilde;es, a preserva&ccedil;&atilde;o da identidade, l&iacute;ngua e cultura lusas, assim como, o apoio humano e social a tantos emigrantes em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza ou de maior fragilidade.<\/p>\n<p>&Eacute; de crucial import&acirc;ncia a continuidade deste servi&ccedil;o pastoral. Para enfrentar os desafios que emergem da nova emigra&ccedil;&atilde;o portuguesa &eacute; necess&aacute;ria uma presen&ccedil;a de Igreja que seja sinal de esperan&ccedil;a junto das v&iacute;timas do nosso tempo, tempo de crises, geradoras de novas pobrezas humanas e materiais, que levam milh&otilde;es de homens e mulheres a deixar a seguran&ccedil;a da sua terra natal a caminho da inseguran&ccedil;a duma terra desconhecida.<\/p>\n<p>Este servi&ccedil;o prestado &agrave; Igreja procura ser uma manifesta&ccedil;&atilde;o da caridade de Cristo promovendo a evangeliza&ccedil;&atilde;o dos migrantes, a qual, por fidelidade &agrave; miss&atilde;o confiada, e devido ao atual movimento migrat&oacute;rio, necessita de um empenho renovado na Igreja, que deve sentir, a urg&ecirc;ncia de promover, com novo vigor e novas modalidades, a obra de evangeliza&ccedil;&atilde;o no mundo, como aponta o Papa na Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2012.<\/p>\n<p>O maior desafio e dificuldade que se coloca no desenvolvimento do trabalho na OCPM, encontra-se na sensibiliza&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria Igreja para esta realidade que, se noutros tempos esteve t&atilde;o presente no cora&ccedil;&atilde;o da mesma, hoje, no tempo da mobilidade global, devido &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de sacerdotes e &agrave;s crescentes necessidades pastorais dentro do Pa&iacute;s, deixou de ser uma prioridade e uma preocupa&ccedil;&atilde;o pastoral das Dioceses e, por isso, torna-se dif&iacute;cil manter o acompanhamento das comunidades existentes e ir ao encontro das novas realidades migrat&oacute;rias.<\/p>\n<p>Considero uma gra&ccedil;a e b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus ser o diretor da OCPM, em exerc&iacute;cio, neste ano de celebra&ccedil;&otilde;es, sentido a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho excecional de tantos que me precederam. Sinto a grandeza e import&acirc;ncia deste trabalho em prol dos migrantes, experimentando, ao mesmo tempo, a minha pequenez perante o grande mist&eacute;rio do sofrimento humano que se manifesta no mundo das migra&ccedil;&otilde;es, que manifesta necessidades pastorais que exigem uma permanente resposta eclesial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fr. Francisco Sales Diniz, ofm.<\/p>\n<p>Diretor da OCPM<\/p>\n<div><\/div>\n<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fr. 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