{"id":57045,"date":"2012-06-19T10:31:46","date_gmt":"2012-06-19T10:31:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/19\/de-avecs-endinheirados-a-representantes-de-comercio\/"},"modified":"2012-06-19T10:31:46","modified_gmt":"2012-06-19T10:31:46","slug":"de-avecs-endinheirados-a-representantes-de-comercio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/de-avecs-endinheirados-a-representantes-de-comercio\/","title":{"rendered":"De <i>avecs<\/i> endinheirados a representantes de com\u00e9rcio!"},"content":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Coutinho da Silva, Orl\u00e9ans &#8211; Fran\u00e7a  <!--more--> <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">A enf&acirc;se posta pelo presidente Cavaco Silva no passado Dia de Portugal referindo-se &agrave;s capacidades da di&aacute;spora portuguesa sugerem diversos sentimentos e algumas reflex&otilde;es. Embora a hist&oacute;ria n&atilde;o se repita, as semelhan&ccedil;as parecem provar que os emigrantes portugueses continuam a ser olhados apenas pela utilidade que podem ter para o pa&iacute;s.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Apelando &ldquo;aos Portugueses da Di&aacute;spora e aos Luso-Descendentes para que, onde quer que se encontrem, se afirmem como embaixadores de Portugal&rdquo;, o presidente definiu essa miss&atilde;o patri&oacute;tica afirmando que a &ldquo;Di&aacute;spora deve ser mobilizada para apoiar a nossa P&aacute;tria, a P&aacute;tria que tamb&eacute;m &eacute; a sua, atraindo investimentos, conquistando novos mercados, refor&ccedil;ando a imagem positiva de Portugal no exterior, promovendo o Pa&iacute;s novo que somos e que queremos ser&rdquo;. Deixando de lado a ret&oacute;rica do pa&iacute;s novo e da sua imagem positiva&hellip; ensombrados, nos &uacute;ltimos anos, pelas migra&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas de tantos portugueses e para os quais n&atilde;o se ouviu, nesse dia, uma s&oacute; palavra de &ldquo;desculpa&rdquo;por terem sido empurrados para o estrangeiro, voltemo-nos para as mem&oacute;rias passadas.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Nos anos sessenta e setenta, anos negros da sangria de um povo, o emigrante era visto pela vizinhan&ccedil;a como o pai decidido que partia para que a fam&iacute;lia n&atilde;o morresse de fome ou como o filho querido que partia para n&atilde;o morrer na guerra. Para o poder dessa &eacute;poca, esses emigrantes do salto n&atilde;o passavam de &ldquo;traidores&rdquo;, uns porque fugiam levando os bra&ccedil;os de que a terra precisava, outros porque recusavam as armas e iam engrossar as fileiras dos &ldquo;inimigos&rdquo;do estado novo!<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Depois, como formigas, uns chamando outros, as fam&iacute;lias juntam-se. Em terras de imigra&ccedil;&atilde;o, com muito trabalho e suor, organizam sa suas vidas; as economias &agrave; custa de muitas priva&ccedil;&otilde;es v&atilde;o sobrando para comprar uma courela na aldeia, para construir uma casa, porque o projeto era regressar o mais depressa poss&iacute;vel. Bancos e outros angariadores precipitam-se e &eacute; ver engrossar, ao s&aacute;bado, as filas &agrave; porta das ag&ecirc;ncias banc&aacute;rias. Com o amanhecer da democracia, o poder envia a mensagem de que &eacute; o mesmo &ldquo;povo unido dentro e fora do pa&iacute;s&rdquo;; v&atilde;o-se abrindo alguns cursos de portugu&ecirc;s e multiplicam-se os postos consulares, oferecem-se juros alt&iacute;ssimos aos dep&oacute;sitos dos emigrantes e alguns partidos pol&iacute;ticos consideram at&eacute; os emigrantes como poss&iacute;veis eleitores e at&eacute; militantes. E, nos meses de ver&atilde;o l&aacute; v&atilde;o de &ldquo;vacan&ccedil;as&rdquo;, &ldquo;avec&rdquo;a saudade a roer-lhes a alma. Na aldeia &eacute; o alvoro&ccedil;o e o espanto que pouco a pouco se tornam desd&eacute;m: eles s&atilde;o rodadas no caf&eacute;, autom&oacute;veis vistosos e casas de encher o olho! Tinham sa&iacute;do pobres, filhos humilhados de um pa&iacute;s e num tempo em que s&oacute; era considerado quem tinha poder e bens ao sol. Surgem os primeiros atritos, chovem as cr&iacute;ticas: os pre&ccedil;os e os desastres aumentam por causa dos &ldquo;avecs&rdquo;.&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Nos anos &aacute;ureos da Uni&atilde;o Europeia, com pleno emprego e melhores sal&aacute;rios em Portugal, os emigrantes passam a segundo plano, at&eacute; se ouve aqui e ali que j&aacute; nem precisam deles para viver. Os sucessivos poderes parecem ir no mesmo sentido, passando a mensagem de que a emigra&ccedil;&atilde;o acabou, que j&aacute; n&atilde;o h&aacute; emigrantes porque somos todos europeus. Encerram-se consulados, suprimem-se cursos de portugu&ecirc;s. E at&eacute; j&aacute; parecem ter desistido de contar com eles para a vida democr&aacute;tica, contentando-se com absten&ccedil;&otilde;es eleitorais de mais de 98%! Os bancos, esses continuam atentos prevendo que mais dia menos dia algu&eacute;m pediria aos membros da Di&aacute;spora que investissem e fizessem investir em Portugal!&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">&Eacute; claro que os emigrantes ouvem e deixam passar a caravana como se isso do prest&iacute;gio da P&aacute;tria s&oacute; dissesse respeito a um punhado de condecor&aacute;veis. A imensa maioria, os tais &ldquo;avecs&rdquo;e os seus filhos, estes profissionalmente formados e diplomados, sem voca&ccedil;&atilde;o para representantes de com&eacute;rcio, continuam a tentar ganhar o seu p&atilde;o de cabe&ccedil;a levantada sem grandes ilus&otilde;es quanto a um regresso a Portugal. Sentem pena, revolta at&eacute;, pela situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. Acolhem como podem os que chegam &#8211; at&eacute; com perplexidade perante a arrog&acirc;ncia e as exig&ecirc;ncias de alguns &#8211; e interrogam-se: nos pr&oacute;ximos meses de ver&atilde;o como v&atilde;o &ldquo;comportar-se&rdquo;estes novos emigrantes? Assistiremos &agrave; reposi&ccedil;&atilde;o de filmes j&aacute; vistos? Ser&atilde;o capazes de contar em Portugal como vivem na imigra&ccedil;&atilde;o, as horas e as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, as dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o dos seus filhos?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">&Eacute; claro que isto de serem agora membros da Di&aacute;spora tem o seu qu&ecirc; de surpreendente: deixar de ser emigrantes, passando por europeus e acabar, para j&aacute;, membros da di&aacute;spora s&atilde;o evolu&ccedil;&otilde;es inesperadas. Fica a d&uacute;vida quanto &agrave; carateriza&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica desta di&aacute;spora: dispersos porque infi&eacute;is (por isso exilados) ou dispersos porque enviados para construirem uma nova humanidade em que cada um vale pelo que &eacute; e n&atilde;o pelo que tem (por isso vivos e de p&eacute;)?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Jos&eacute; Coutinho da Silva,<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Orl&eacute;ans &#8211; Fran&ccedil;a&nbsp;<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A enf&acirc;se posta pelo presidente Cavaco Silva no passado Dia de Portugal referindo-se &agrave;s capacidades da di&aacute;spora portuguesa sugerem diversos sentimentos e algumas reflex&otilde;es. Embora a hist&oacute;ria n&atilde;o se repita, as semelhan&ccedil;as parecem provar que os emigrantes portugueses continuam a ser olhados apenas pela utilidade que podem ter para o pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Apelando &ldquo;aos Portugueses da Di&aacute;spora e aos Luso-Descendentes para que, onde quer que se encontrem, se afirmem como embaixadores de Portugal&rdquo;, o presidente definiu essa miss&atilde;o patri&oacute;tica afirmando que a &ldquo;Di&aacute;spora deve ser mobilizada para apoiar a nossa P&aacute;tria, a P&aacute;tria que tamb&eacute;m &eacute; a sua, atraindo investimentos, conquistando novos mercados, refor&ccedil;ando a imagem positiva de Portugal no exterior, promovendo o Pa&iacute;s novo que somos e que queremos ser&rdquo;. Deixando de lado a ret&oacute;rica do pa&iacute;s novo e da sua imagem positiva&hellip; ensombrados, nos &uacute;ltimos anos, pelas migra&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas de tantos portugueses e para os quais n&atilde;o se ouviu, nesse dia, uma s&oacute; palavra de &ldquo;desculpa&rdquo;por terem sido empurrados para o estrangeiro, voltemo-nos para as mem&oacute;rias passadas.<\/p>\n<p>Nos anos sessenta e setenta, anos negros da sangria de um povo, o emigrante era visto pela vizinhan&ccedil;a como o pai decidido que partia para que a fam&iacute;lia n&atilde;o morresse de fome ou como o filho querido que partia para n&atilde;o morrer na guerra. Para o poder dessa &eacute;poca, esses emigrantes do salto n&atilde;o passavam de &ldquo;traidores&rdquo;, uns porque fugiam levando os bra&ccedil;os de que a terra precisava, outros porque recusavam as armas e iam engrossar as fileiras dos &ldquo;inimigos&rdquo;do estado novo!<\/p>\n<p>Depois, como formigas, uns chamando outros, as fam&iacute;lias juntam-se. Em terras de imigra&ccedil;&atilde;o, com muito trabalho e suor, organizam sa suas vidas; as economias &agrave; custa de muitas priva&ccedil;&otilde;es v&atilde;o sobrando para comprar uma courela na aldeia, para construir uma casa, porque o projeto era regressar o mais depressa poss&iacute;vel. Bancos e outros angariadores precipitam-se e &eacute; ver engrossar, ao s&aacute;bado, as filas &agrave; porta das ag&ecirc;ncias banc&aacute;rias. Com o amanhecer da democracia, o poder envia a mensagem de que &eacute; o mesmo &ldquo;povo unido dentro e fora do pa&iacute;s&rdquo;; v&atilde;o-se abrindo alguns cursos de portugu&ecirc;s e multiplicam-se os postos consulares, oferecem-se juros alt&iacute;ssimos aos dep&oacute;sitos dos emigrantes e alguns partidos pol&iacute;ticos consideram at&eacute; os emigrantes como poss&iacute;veis eleitores e at&eacute; militantes. E, nos meses de ver&atilde;o l&aacute; v&atilde;o de &ldquo;vacan&ccedil;as&rdquo;, &ldquo;avec&rdquo;a saudade a roer-lhes a alma. Na aldeia &eacute; o alvoro&ccedil;o e o espanto que pouco a pouco se tornam desd&eacute;m: eles s&atilde;o rodadas no caf&eacute;, autom&oacute;veis vistosos e casas de encher o olho! Tinham sa&iacute;do pobres, filhos humilhados de um pa&iacute;s e num tempo em que s&oacute; era considerado quem tinha poder e bens ao sol. Surgem os primeiros atritos, chovem as cr&iacute;ticas: os pre&ccedil;os e os desastres aumentam por causa dos &ldquo;avecs&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>Nos anos &aacute;ureos da Uni&atilde;o Europeia, com pleno emprego e melhores sal&aacute;rios em Portugal, os emigrantes passam a segundo plano, at&eacute; se ouve aqui e ali que j&aacute; nem precisam deles para viver. Os sucessivos poderes parecem ir no mesmo sentido, passando a mensagem de que a emigra&ccedil;&atilde;o acabou, que j&aacute; n&atilde;o h&aacute; emigrantes porque somos todos europeus. Encerram-se consulados, suprimem-se cursos de portugu&ecirc;s. E at&eacute; j&aacute; parecem ter desistido de contar com eles para a vida democr&aacute;tica, contentando-se com absten&ccedil;&otilde;es eleitorais de mais de 98%! Os bancos, esses continuam atentos prevendo que mais dia menos dia algu&eacute;m pediria aos membros da Di&aacute;spora que investissem e fizessem investir em Portugal!&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; claro que os emigrantes ouvem e deixam passar a caravana como se isso do prest&iacute;gio da P&aacute;tria s&oacute; dissesse respeito a um punhado de condecor&aacute;veis. A imensa maioria, os tais &ldquo;avecs&rdquo;e os seus filhos, estes profissionalmente formados e diplomados, sem voca&ccedil;&atilde;o para representantes de com&eacute;rcio, continuam a tentar ganhar o seu p&atilde;o de cabe&ccedil;a levantada sem grandes ilus&otilde;es quanto a um regresso a Portugal. Sentem pena, revolta at&eacute;, pela situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. Acolhem como podem os que chegam &#8211; at&eacute; com perplexidade perante a arrog&acirc;ncia e as exig&ecirc;ncias de alguns &#8211; e interrogam-se: nos pr&oacute;ximos meses de ver&atilde;o como v&atilde;o &ldquo;comportar-se&rdquo;estes novos emigrantes? Assistiremos &agrave; reposi&ccedil;&atilde;o de filmes j&aacute; vistos? Ser&atilde;o capazes de contar em Portugal como vivem na imigra&ccedil;&atilde;o, as horas e as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, as dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o dos seus filhos?<\/p>\n<p>&Eacute; claro que isto de serem agora membros da Di&aacute;spora tem o seu qu&ecirc; de surpreendente: deixar de ser emigrantes, passando por europeus e acabar, para j&aacute;, membros da di&aacute;spora s&atilde;o evolu&ccedil;&otilde;es inesperadas. Fica a d&uacute;vida quanto &agrave; carateriza&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica desta di&aacute;spora: dispersos porque infi&eacute;is (por isso exilados) ou dispersos porque enviados para construirem uma nova humanidade em que cada um vale pelo que &eacute; e n&atilde;o pelo que tem (por isso vivos e de p&eacute;)?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jos&eacute; Coutinho da Silva,<\/p>\n<p>Orl&eacute;ans &#8211; Fran&ccedil;a&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Coutinho da Silva, Orl\u00e9ans &#8211; Fran\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[191],"class_list":["post-57045","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57045","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57045"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57045\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}