{"id":57043,"date":"2012-06-19T10:25:50","date_gmt":"2012-06-19T10:25:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/19\/celebracao-dos-50-anos-da-ocpm\/"},"modified":"2012-06-19T10:25:50","modified_gmt":"2012-06-19T10:25:50","slug":"celebracao-dos-50-anos-da-ocpm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/celebracao-dos-50-anos-da-ocpm\/","title":{"rendered":"Celebra\u00e7\u00e3o dos 50 anos da OCPM"},"content":{"rendered":"<p>Padre Gabriele F. Bentoglio, Subsecret\u00e1rio do Conselho Pontif\u00edcio da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes <!--more--> <\/p>\n<p>No contexto da migra&ccedil;&atilde;o mundial hodierna, a Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es revela a constante aten&ccedil;&atilde;o da Igreja, em Portugal, para com os diversos problemas das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de migra&ccedil;&atilde;o. Nestes cinquenta anos de atividade, esta institui&ccedil;&atilde;o tem destacado o primado e a centralidade da pessoa, a necessidade da tutela e valoriza&ccedil;&atilde;o das minorias na sociedade civil e eclesial, o valor das culturas no trabalho de evangeliza&ccedil;&atilde;o, o contributo das migra&ccedil;&otilde;es na pacifica&ccedil;&atilde;o universal, a dimens&atilde;o eclesial e mission&aacute;ria do fen&oacute;meno migrat&oacute;rio, a import&acirc;ncia do di&aacute;logo e do debate no seio da sociedade civil, da comunidade eclesial e entre as diversas confiss&otilde;es religiosas, entre tantos outros elementos igualmente importantes.<\/p>\n<p>O Santo Padre Bento XVI, nas suas frequentes interven&ccedil;&otilde;es sobre a problem&aacute;tica &ndash; humana, social e religiosa &ndash; das migra&ccedil;&otilde;es, tem dado a este fen&oacute;meno, um singular cunho pessoal, atrav&eacute;s de apelos, declara&ccedil;&otilde;es e reflex&otilde;es sobre o tema, que ele definiu como &ldquo;fen&oacute;meno que impressiona pela quantidade de pessoas envolvidas, pelas problem&aacute;ticas sociais, econ&oacute;micas, pol&iacute;ticas, culturais e religiosas que levanta, pelos desafios dram&aacute;ticos que p&otilde;e &agrave;s comunidades nacionais e &agrave;s internacionais&rdquo; (Caritas in veritate, 62).<\/p>\n<p>Portugal tornou-se um pa&iacute;s de emigra&ccedil;&atilde;o e imigra&ccedil;&atilde;o. Em 2009 contavam-se quase 500 0000 imigrantes sobre um total de mais de 10 milh&otilde;es de pessoas no pa&iacute;s (4,25% da popula&ccedil;&atilde;o total). Os fluxos mais recentes de imigrantes em Portugal prov&ecirc;m do Brasil, Rom&eacute;nia, Cabo Verde, Ucr&acirc;nia, China. Estima-se que em Portugal existem mais de 100 mil irregulares. Por outro lado, residem no estrangeiro, cerca de 4,3 milh&otilde;es de portugueses ou descendentes de portugueses. Segundo os dados do Observat&oacute;rio da Emigra&ccedil;&atilde;o os principais pa&iacute;ses em que residem os portugueses s&atilde;o: Fran&ccedil;a, Brasil, EUA, Sui&ccedil;a, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Luxemburgo e Venezuela.<\/p>\n<p>O facto de que Portugal se tenha transformado tamb&eacute;m um pa&iacute;s de imigra&ccedil;&atilde;o, deve ser ocasi&atilde;o n&atilde;o s&oacute; de um chamado &agrave; mem&oacute;ria hist&oacute;rica, mas, sobretudo um apelo &agrave; solidariedade e responsabilidade crist&atilde;. O compromisso para com as comunidades portuguesas no mundo n&atilde;o deve prejudicar, aquele de acolher os imigrantes em Portugal.<\/p>\n<p>No contexto da mobilidade humana a Igreja direciona seus esfor&ccedil;os para fazer da migra&ccedil;&atilde;o uma escolha e n&atilde;o um constrangimento, um encontro de povos e culturas, e n&atilde;o um choque de civiliza&ccedil;&otilde;es, uma for&ccedil;a positiva para o desenvolvimento e participa&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o para exclus&atilde;o. Portanto, os centros de anima&ccedil;&atilde;o religiosa, social e cultural que congrega membros associados e simpatizantes, pode desempenhar um papel importante nos processos de integra&ccedil;&atilde;o dos migrantes; favorecer a abertura &agrave; sociedade de acolhimento, rela&ccedil;&otilde;es de interc&acirc;mbio, reciprocidade com as associa&ccedil;&otilde;es civis e institui&ccedil;&otilde;es governamentais.<\/p>\n<p>O di&aacute;logo e a educa&ccedil;&atilde;o intercultural ensinam a respeitar e a apreciar as diversas culturas, ajudam a superar o medo ou a indiferen&ccedil;a para com a diversidade. O estrangeiro que cruza as fronteiras tem sede de rela&ccedil;&otilde;es novas e universais, tornando atual o mist&eacute;rio do Pentecostes. &Eacute; por isso que as Igrejas locais precisam assumir novas formas de pastoral intercomunit&aacute;ria, onde as minorias s&atilde;o respeitadas.<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">No campo mission&aacute;rio das migra&ccedil;&otilde;es, o agente de pastoral &ndash; sacerdote, religioso ou leigo &ndash; trabalha na matura&ccedil;&atilde;o da comunidade de acolhida e assume a fun&ccedil;&atilde;o de &ldquo;ponte&rdquo; entre esta e os imigrantes. Portanto, hoje, sentimos a urg&ecirc;ncia de uma pastoral de forma&ccedil;&atilde;o-promo&ccedil;&atilde;o que se proponha estabelecer um verdadeiro sentido de igualdade e de di&aacute;logo entre culturas e express&otilde;es religiosas, que s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel quando todos est&atilde;o conscientes de sua identidade espec&iacute;fica. Isto permite a passagem do migrante, visto como &ldquo;objeto&rdquo; de assist&ecirc;ncia e prote&ccedil;&atilde;o, a &ldquo;sujeito&rdquo; e protagonista de cultura, capaz de ser ele mesmo.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Atualmente, n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; os crist&atilde;os que emigram, mas tamb&eacute;m outros, de diversas culturas e religi&otilde;es, e que se estabelecem nos Pa&iacute;ses mais industrializados. As sociedades nacionais est&atilde;o, destinadas a tornar-se, interculturais. Outras exig&ecirc;ncias emergem e outros valores devem ser perseguidos, como o di&aacute;logo intercultural e interreligioso. Dever&aacute; tamb&eacute;m nascer um novo conceito de integra&ccedil;&atilde;o para que nossa vis&atilde;o se torne mais universal e mission&aacute;ria. &Eacute; necess&aacute;rio empenhar-se na forma&ccedil;&atilde;o dos leigos crist&atilde;os para envolv&ecirc;-los no trabalho evangelizador da Igreja. Poder&atilde;o ser estas as &ldquo;prioridades&rdquo; de um novo per&iacute;odo de trabalho, que a Obra Cat&oacute;lica poder&aacute; realizar, como relan&ccedil;amento da sua identidade, depois de cinquenta anos de forte e apreciada atividade.&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Concluo observando que hoje a quest&atilde;o de fundo da solicitude pastoral n&atilde;o &eacute; mais &ldquo;qual pastoral&rdquo; e &ldquo;qual miss&atilde;o&rdquo;, mas &ldquo;voltada para qual eclesiologia&rdquo;. Na verdade o imigrante nos obriga a &ldquo;emigrar&rdquo; de n&oacute;s mesmos para construir a comunh&atilde;o e a universalidade.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Padre Gabriele F. Bentoglio&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Subsecret&aacute;rio do Conselho Pontif&iacute;cio da&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes<\/div>\n<p>No contexto da migra&ccedil;&atilde;o mundial hodierna, a Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es revela a constante aten&ccedil;&atilde;o da Igreja, em Portugal, para com os diversos problemas das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de migra&ccedil;&atilde;o. Nestes cinquenta anos de atividade, esta institui&ccedil;&atilde;o tem destacado o primado e a centralidade da pessoa, a necessidade da tutela e valoriza&ccedil;&atilde;o das minorias na sociedade civil e eclesial, o valor das culturas no trabalho de evangeliza&ccedil;&atilde;o, o contributo das migra&ccedil;&otilde;es na pacifica&ccedil;&atilde;o universal, a dimens&atilde;o eclesial e mission&aacute;ria do fen&oacute;meno migrat&oacute;rio, a import&acirc;ncia do di&aacute;logo e do debate no seio da sociedade civil, da comunidade eclesial e entre as diversas confiss&otilde;es religiosas, entre tantos outros elementos igualmente importantes.<\/p>\n<p>O Santo Padre Bento XVI, nas suas frequentes interven&ccedil;&otilde;es sobre a problem&aacute;tica &ndash; humana, social e religiosa &ndash; das migra&ccedil;&otilde;es, tem dado a este fen&oacute;meno, um singular cunho pessoal, atrav&eacute;s de apelos, declara&ccedil;&otilde;es e reflex&otilde;es sobre o tema, que ele definiu como &ldquo;fen&oacute;meno que impressiona pela quantidade de pessoas envolvidas, pelas problem&aacute;ticas sociais, econ&oacute;micas, pol&iacute;ticas, culturais e religiosas que levanta, pelos desafios dram&aacute;ticos que p&otilde;e &agrave;s comunidades nacionais e &agrave;s internacionais&rdquo; (Caritas in veritate, 62).<\/p>\n<p>Portugal tornou-se um pa&iacute;s de emigra&ccedil;&atilde;o e imigra&ccedil;&atilde;o. Em 2009 contavam-se quase 500 0000 imigrantes sobre um total de mais de 10 milh&otilde;es de pessoas no pa&iacute;s (4,25% da popula&ccedil;&atilde;o total). Os fluxos mais recentes de imigrantes em Portugal prov&ecirc;m do Brasil, Rom&eacute;nia, Cabo Verde, Ucr&acirc;nia, China. Estima-se que em Portugal existem mais de 100 mil irregulares. Por outro lado, residem no estrangeiro, cerca de 4,3 milh&otilde;es de portugueses ou descendentes de portugueses. Segundo os dados do Observat&oacute;rio da Emigra&ccedil;&atilde;o os principais pa&iacute;ses em que residem os portugueses s&atilde;o: Fran&ccedil;a, Brasil, EUA, Sui&ccedil;a, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Luxemburgo e Venezuela.<\/p>\n<p>O facto de que Portugal se tenha transformado tamb&eacute;m um pa&iacute;s de imigra&ccedil;&atilde;o, deve ser ocasi&atilde;o n&atilde;o s&oacute; de um chamado &agrave; mem&oacute;ria hist&oacute;rica, mas, sobretudo um apelo &agrave; solidariedade e responsabilidade crist&atilde;. O compromisso para com as comunidades portuguesas no mundo n&atilde;o deve prejudicar, aquele de acolher os imigrantes em Portugal.<\/p>\n<p>No contexto da mobilidade humana a Igreja direciona seus esfor&ccedil;os para fazer da migra&ccedil;&atilde;o uma escolha e n&atilde;o um constrangimento, um encontro de povos e culturas, e n&atilde;o um choque de civiliza&ccedil;&otilde;es, uma for&ccedil;a positiva para o desenvolvimento e participa&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o para exclus&atilde;o. Portanto, os centros de anima&ccedil;&atilde;o religiosa, social e cultural que congrega membros associados e simpatizantes, pode desempenhar um papel importante nos processos de integra&ccedil;&atilde;o dos migrantes; favorecer a abertura &agrave; sociedade de acolhimento, rela&ccedil;&otilde;es de interc&acirc;mbio, reciprocidade com as associa&ccedil;&otilde;es civis e institui&ccedil;&otilde;es governamentais.<\/p>\n<p>O di&aacute;logo e a educa&ccedil;&atilde;o intercultural ensinam a respeitar e a apreciar as diversas culturas, ajudam a superar o medo ou a indiferen&ccedil;a para com a diversidade. O estrangeiro que cruza as fronteiras tem sede de rela&ccedil;&otilde;es novas e universais, tornando atual o mist&eacute;rio do Pentecostes. &Eacute; por isso que as Igrejas locais precisam assumir novas formas de pastoral intercomunit&aacute;ria, onde as minorias s&atilde;o respeitadas.<\/p>\n<p>No campo mission&aacute;rio das migra&ccedil;&otilde;es, o agente de pastoral &ndash; sacerdote, religioso ou leigo &ndash; trabalha na matura&ccedil;&atilde;o da comunidade de acolhida e assume a fun&ccedil;&atilde;o de &ldquo;ponte&rdquo; entre esta e os imigrantes. Portanto, hoje, sentimos a urg&ecirc;ncia de uma pastoral de forma&ccedil;&atilde;o-promo&ccedil;&atilde;o que se proponha estabelecer um verdadeiro sentido de igualdade e de di&aacute;logo entre culturas e express&otilde;es religiosas, que s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel quando todos est&atilde;o conscientes de sua identidade espec&iacute;fica. Isto permite a passagem do migrante, visto como &ldquo;objeto&rdquo; de assist&ecirc;ncia e prote&ccedil;&atilde;o, a &ldquo;sujeito&rdquo; e protagonista de cultura, capaz de ser ele mesmo.<\/p>\n<p>Atualmente, n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; os crist&atilde;os que emigram, mas tamb&eacute;m outros, de diversas culturas e religi&otilde;es, e que se estabelecem nos Pa&iacute;ses mais industrializados. As sociedades nacionais est&atilde;o, destinadas a tornar-se, interculturais. Outras exig&ecirc;ncias emergem e outros valores devem ser perseguidos, como o di&aacute;logo intercultural e inter-religioso. Dever&aacute; tamb&eacute;m nascer um novo conceito de integra&ccedil;&atilde;o para que nossa vis&atilde;o se torne mais universal e mission&aacute;ria. &Eacute; necess&aacute;rio empenhar-se na forma&ccedil;&atilde;o dos leigos crist&atilde;os para envolv&ecirc;-los no trabalho evangelizador da Igreja. Poder&atilde;o ser estas as &ldquo;prioridades&rdquo; de um novo per&iacute;odo de trabalho, que a Obra Cat&oacute;lica poder&aacute; realizar, como relan&ccedil;amento da sua identidade, depois de cinquenta anos de forte e apreciada atividade.&nbsp;<\/p>\n<p>Concluo observando que hoje a quest&atilde;o de fundo da solicitude pastoral n&atilde;o &eacute; mais &ldquo;qual pastoral&rdquo; e &ldquo;qual miss&atilde;o&rdquo;, mas &ldquo;voltada para qual eclesiologia&rdquo;. Na verdade o imigrante nos obriga a &ldquo;emigrar&rdquo; de n&oacute;s mesmos para construir a comunh&atilde;o e a universalidade.<\/p>\n<p><em>Padre Gabriele F. Bentoglio,<\/em><\/p>\n<p><em>Subsecret&aacute;rio do Conselho Pontif&iacute;cio da&nbsp;<\/em><em>Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Gabriele F. 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