{"id":57042,"date":"2012-06-19T10:24:05","date_gmt":"2012-06-19T10:24:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/19\/memorias-e-marcas-nas-migracoes\/"},"modified":"2012-06-19T10:24:05","modified_gmt":"2012-06-19T10:24:05","slug":"memorias-e-marcas-nas-migracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/memorias-e-marcas-nas-migracoes\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3rias e marcas nas migra\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Rui M. da Silva Pedro, c.s., Antigo diretor da OCPM <!--more--> <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Em ano de Cinquenten&aacute;rio, partilho cinco das incont&aacute;veis mem&oacute;rias e marcas que conservo relativamente ao servi&ccedil;o prestado de 2000 a 2007, com a minha equipa de colaboradores, a CEP, Dioceses e Comunidades portuguesas atrav&eacute;s da Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es (OCPM).<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">1. A dif&iacute;cil procura de consensos. O tema das migra&ccedil;&otilde;es &eacute; tema fraturante e profundo que encerra uma multiplicidade de leituras, interesses, medos, filosofias, discrimina&ccedil;&otilde;es e oportunidades. Entre os bispos senti n&atilde;o ser uma realidade consensual, nem um tema maior. Constatei v&aacute;rias abordagens da emerg&ecirc;ncia &ldquo;migra&ccedil;&atilde;o&rdquo;, especialmente face aos surpreendentes fluxos da Europa do Leste e Brasil, a estabiliza&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o dos africanos lus&oacute;fonos e aos invis&iacute;veis &ldquo;novos emigrantes&rdquo; a deixar prec&aacute;ria e crescentemente Portugal. Meu antecessor e eu pr&oacute;prio, com o apoio das Comiss&otilde;es Episcopais que serv&iacute;amos, vimos ser chumbada pela CEP, por duas vezes, uma articulada nota pastoral sobre as Migra&ccedil;&otilde;es &ndash; emigra&ccedil;&atilde;o e imigra&ccedil;&atilde;o &#8211; em vista de uma palavra comum dos bispos sobre fen&oacute;meno e renova&ccedil;&atilde;o global do setor. O tema surge ainda ausente nos Planos diocesanos de pastoral, continuando a ignorar-se a mobilidade como chance para a nova evangeliza&ccedil;&atilde;o. Como consequ&ecirc;ncia da reestrutura&ccedil;&atilde;o das Comiss&otilde;es da CEP, a mobilidade foi recentemente &ldquo;associada&rdquo; a pastoral social, induzindo a opinar a migra&ccedil;&atilde;o como uma quest&atilde;o prevalentemente de pobreza.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">2. As comunidades evangelizaram-me. Sabe-se que as estruturas s&atilde;o instrumentos e meios de anima&ccedil;&atilde;o, coordena&ccedil;&atilde;o, estudo e interven&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, n&atilde;o s&atilde;o tudo, pois a vida nem sempre se deixa aprisionar pelas estruturas, secretariados e hierarquias. Sempre entendi uma OCPM ao servi&ccedil;o da vida que borbulha na vida dos migrantes &ldquo;de ca e de la&rdquo; e dos seus mission&aacute;rios. Foram as comunidades locais &ndash; paroquias, movimentos e secretariados diocesanos &ndash; constitu&iacute;das por tantos leigos e religiosos an&oacute;nimos, inspirados pelo Esp&iacute;rito e movidos por autentica caridade, a dar as melhores respostas solidarias de acolhimento e integra&ccedil;&atilde;o dos imigrantes. Assisti a bonitas iniciativas locais, espont&acirc;neas, ecum&eacute;nicas, culturais, mission&aacute;rias avulsas de qualquer planeamento e prud&ecirc;ncia institucional &#8211; muitas dif&iacute;ceis de narrar pela grandeza da generosidade e comunh&atilde;o!- que me ensinaram a liberdade evang&eacute;lica de servir e a compaix&atilde;o pastoral para com os mais vulner&aacute;veis.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">3. Como fermento na massa. Continuei a forte liga&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica da OCPM &agrave; sociedade civil e laicado. Foram confirmadas, mas tamb&eacute;m criadas novas parcerias operativas. A n&iacute;vel interno, intensific&aacute;mos parcerias com outros Secretariados nacionais da CEP (Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;, Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Miss&otilde;es e Pastoral Social, entre outros) com vista &agrave; sensibiliza&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o. A n&iacute;vel externo, colabor&aacute;mos com movimentos eclesiais, outras igrejas, congrega&ccedil;&otilde;es, associa&ccedil;&otilde;es, universidades e organiza&ccedil;&otilde;es c&iacute;vicas &#8211; algumas com filosofias arreligiosas &#8211; empenhadas nos direitos humanos dos migrantes e refugiados. Recordo audi&ecirc;ncias com pol&iacute;ticos e governantes, reuni&otilde;es com militantes associativos, encontros do SCAL e COCAI, participa&ccedil;&atilde;o em Plataformas c&iacute;vicas e apoio a Manifesta&ccedil;&otilde;es de rua em Lisboa em prol da legaliza&ccedil;&atilde;o e direitos (Chiado 2004 e Martim Moniz 2005) que, diga-se de passagem, me trouxeram problemas com os superiores por verem envolvida uma estrutura da CEP.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">4. Agir juntos e a uma s&oacute; voz. Em 2001 foi criado o FORCIM para garantir um pensamento, linguagem, estrat&eacute;gia e a&ccedil;&atilde;o conjunta dos grupos cat&oacute;licos implicados, sobretudo, a n&iacute;vel, da imigra&ccedil;&atilde;o e asilo. H&aacute; pastorais, como a da mobilidade humana, que n&atilde;o podem dispersar recursos, meios e isolar-se de outras pastorais, nem dividir-se na leitura da realidade e a&ccedil;&atilde;o evangelizadora. Diante do sil&ecirc;ncio de uns, outros procuraram organizar-se por amor do Evangelho. Rode&aacute;mo-nos de assessores especializados volunt&aacute;rios (no campo jur&iacute;dico e da comunica&ccedil;&atilde;o social&#8230;) para qualificar e promover a voz dos cat&oacute;licos na &ldquo;pra&ccedil;a&rdquo; p&uacute;blica. Cuid&aacute;mos do di&aacute;logo com as institui&ccedil;&otilde;es e procur&aacute;mos ser propositivos, e menos reativos. Recordo as interpela&ccedil;&otilde;es do Governo, SEF, ACIDI, SEC, Associa&ccedil;&otilde;es e Sindicatos para escutar nosso parecer competente e humanista sobre leis e programas, como tamb&eacute;m apelando a nos unirmos a outras organiza&ccedil;&otilde;es por raz&otilde;es de justi&ccedil;a e paz e de partilha de recursos, em favor dos emigrantes portugueses, refugiados, trabalhadores imigrantes e v&iacute;timas do tr&aacute;fico de pessoas.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">5. Ligar as duas margens da ponte. Ao contr&aacute;rio do que acontece a n&iacute;vel do Governo e suas estruturas, a Igreja entende a Mobilidade humana que atravessa o pa&iacute;s, como &uacute;nica realidade em permanente intera&ccedil;&atilde;o e transversalidade. &Uacute;nica rede, a mesma estrutura, uma miss&atilde;o comum. Tem sido os portugueses emigrantes a ensinar-nos como acolher os imigrantes. As estruturas criadas, desde os anos sessenta, para as Comunidades portuguesas continuam a inspirar a estrutura&ccedil;&atilde;o da pastoral para os imigrantes, hoje. Procur&aacute;mos, de acordo com as emerg&ecirc;ncias surgidas, alimentar a providencial rela&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es: emigra&ccedil;&atilde;o e imigra&ccedil;&atilde;o. A mobilidade e ponte de comunica&ccedil;&atilde;o e trocas culturais e religiosas. Nesse sentido, prosseguimos nas visitas a Di&aacute;spora em demanda urgente de mission&aacute;rios, vigiamos os Media e Governo que teimavam ocultar a emigra&ccedil;&atilde;o, retom&aacute;mos os encontros dos delegados dos mission&aacute;rios dos portugueses, cri&aacute;mos capelanias para os cat&oacute;licos de rito oriental e apoi&aacute;mos a Igreja Ortodoxa em expans&atilde;o, convoc&aacute;mos o Encontro Mundial das Comunidades no Porto (2005).&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Os 50 anos da OCPM ensinam que, no &ldquo;repensar a Igreja em Portugal&rdquo; h&aacute; que continuar a aproximar as experi&ecirc;ncias da emigra&ccedil;&atilde;o e imigra&ccedil;&atilde;o, incarnar a mobilidade na pastoral comum, fazer convergir respostas e recursos para acolher a d&aacute;diva magn&iacute;fica das migra&ccedil;&otilde;es, parte do des&iacute;gnio de Deus e sinal do Reino, para uma igreja toda mission&aacute;ria e comunional e para uma sociedade integrada.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Rui M. da Silva Pedro, c.s.,<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Antigo diretor da OCPM<\/div>\n<p><p>Em ano de Cinquenten&aacute;rio, partilho cinco das incont&aacute;veis mem&oacute;rias e marcas que conservo relativamente ao servi&ccedil;o prestado de 2000 a 2007, com a minha equipa de colaboradores, a CEP, Dioceses e Comunidades portuguesas atrav&eacute;s da Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es (OCPM).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1. A dif&iacute;cil procura de consensos. O tema das migra&ccedil;&otilde;es &eacute; tema fraturante e profundo que encerra uma multiplicidade de leituras, interesses, medos, filosofias, discrimina&ccedil;&otilde;es e oportunidades. Entre os bispos senti n&atilde;o ser uma realidade consensual, nem um tema maior. Constatei v&aacute;rias abordagens da emerg&ecirc;ncia &ldquo;migra&ccedil;&atilde;o&rdquo;, especialmente face aos surpreendentes fluxos da Europa do Leste e Brasil, a estabiliza&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o dos africanos lus&oacute;fonos e aos invis&iacute;veis &ldquo;novos emigrantes&rdquo; a deixar prec&aacute;ria e crescentemente Portugal. Meu antecessor e eu pr&oacute;prio, com o apoio das Comiss&otilde;es Episcopais que serv&iacute;amos, vimos ser chumbada pela CEP, por duas vezes, uma articulada nota pastoral sobre as Migra&ccedil;&otilde;es &ndash; emigra&ccedil;&atilde;o e imigra&ccedil;&atilde;o &#8211; em vista de uma palavra comum dos bispos sobre fen&oacute;meno e renova&ccedil;&atilde;o global do setor. O tema surge ainda ausente nos Planos diocesanos de pastoral, continuando a ignorar-se a mobilidade como chance para a nova evangeliza&ccedil;&atilde;o. Como consequ&ecirc;ncia da reestrutura&ccedil;&atilde;o das Comiss&otilde;es da CEP, a mobilidade foi recentemente &ldquo;associada&rdquo; a pastoral social, induzindo a opinar a migra&ccedil;&atilde;o como uma quest&atilde;o prevalentemente de pobreza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. As comunidades evangelizaram-me. Sabe-se que as estruturas s&atilde;o instrumentos e meios de anima&ccedil;&atilde;o, coordena&ccedil;&atilde;o, estudo e interven&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, n&atilde;o s&atilde;o tudo, pois a vida nem sempre se deixa aprisionar pelas estruturas, secretariados e hierarquias. Sempre entendi uma OCPM ao servi&ccedil;o da vida que borbulha na vida dos migrantes &ldquo;de ca e de la&rdquo; e dos seus mission&aacute;rios. Foram as comunidades locais &ndash; paroquias, movimentos e secretariados diocesanos &ndash; constitu&iacute;das por tantos leigos e religiosos an&oacute;nimos, inspirados pelo Esp&iacute;rito e movidos por autentica caridade, a dar as melhores respostas solidarias de acolhimento e integra&ccedil;&atilde;o dos imigrantes. Assisti a bonitas iniciativas locais, espont&acirc;neas, ecum&eacute;nicas, culturais, mission&aacute;rias avulsas de qualquer planeamento e prud&ecirc;ncia institucional &#8211; muitas dif&iacute;ceis de narrar pela grandeza da generosidade e comunh&atilde;o!- que me ensinaram a liberdade evang&eacute;lica de servir e a compaix&atilde;o pastoral para com os mais vulner&aacute;veis.<\/p>\n<p>3. Como fermento na massa. Continuei a forte liga&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica da OCPM &agrave; sociedade civil e laicado. Foram confirmadas, mas tamb&eacute;m criadas novas parcerias operativas. A n&iacute;vel interno, intensific&aacute;mos parcerias com outros Secretariados nacionais da CEP (Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;, Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Miss&otilde;es e Pastoral Social, entre outros) com vista &agrave; sensibiliza&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o. A n&iacute;vel externo, colabor&aacute;mos com movimentos eclesiais, outras igrejas, congrega&ccedil;&otilde;es, associa&ccedil;&otilde;es, universidades e organiza&ccedil;&otilde;es c&iacute;vicas &#8211; algumas com filosofias arreligiosas &#8211; empenhadas nos direitos humanos dos migrantes e refugiados. Recordo audi&ecirc;ncias com pol&iacute;ticos e governantes, reuni&otilde;es com militantes associativos, encontros do SCAL e COCAI, participa&ccedil;&atilde;o em Plataformas c&iacute;vicas e apoio a Manifesta&ccedil;&otilde;es de rua em Lisboa em prol da legaliza&ccedil;&atilde;o e direitos (Chiado 2004 e Martim Moniz 2005) que, diga-se de passagem, me trouxeram problemas com os superiores por verem envolvida uma estrutura da CEP.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. Agir juntos e a uma s&oacute; voz. Em 2001 foi criado o FORCIM para garantir um pensamento, linguagem, estrat&eacute;gia e a&ccedil;&atilde;o conjunta dos grupos cat&oacute;licos implicados, sobretudo, a n&iacute;vel, da imigra&ccedil;&atilde;o e asilo. H&aacute; pastorais, como a da mobilidade humana, que n&atilde;o podem dispersar recursos, meios e isolar-se de outras pastorais, nem dividir-se na leitura da realidade e a&ccedil;&atilde;o evangelizadora. Diante do sil&ecirc;ncio de uns, outros procuraram organizar-se por amor do Evangelho. Rode&aacute;mo-nos de assessores especializados volunt&aacute;rios (no campo jur&iacute;dico e da comunica&ccedil;&atilde;o social&#8230;) para qualificar e promover a voz dos cat&oacute;licos na &ldquo;pra&ccedil;a&rdquo; p&uacute;blica. Cuid&aacute;mos do di&aacute;logo com as institui&ccedil;&otilde;es e procur&aacute;mos ser propositivos, e menos reativos. Recordo as interpela&ccedil;&otilde;es do Governo, SEF, ACIDI, SEC, Associa&ccedil;&otilde;es e Sindicatos para escutar nosso parecer competente e humanista sobre leis e programas, como tamb&eacute;m apelando a nos unirmos a outras organiza&ccedil;&otilde;es por raz&otilde;es de justi&ccedil;a e paz e de partilha de recursos, em favor dos emigrantes portugueses, refugiados, trabalhadores imigrantes e v&iacute;timas do tr&aacute;fico de pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. Ligar as duas margens da ponte. Ao contr&aacute;rio do que acontece a n&iacute;vel do Governo e suas estruturas, a Igreja entende a Mobilidade humana que atravessa o pa&iacute;s, como &uacute;nica realidade em permanente intera&ccedil;&atilde;o e transversalidade. &Uacute;nica rede, a mesma estrutura, uma miss&atilde;o comum. Tem sido os portugueses emigrantes a ensinar-nos como acolher os imigrantes. As estruturas criadas, desde os anos sessenta, para as Comunidades portuguesas continuam a inspirar a estrutura&ccedil;&atilde;o da pastoral para os imigrantes, hoje. Procur&aacute;mos, de acordo com as emerg&ecirc;ncias surgidas, alimentar a providencial rela&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es: emigra&ccedil;&atilde;o e imigra&ccedil;&atilde;o. A mobilidade e ponte de comunica&ccedil;&atilde;o e trocas culturais e religiosas. Nesse sentido, prosseguimos nas visitas a Di&aacute;spora em demanda urgente de mission&aacute;rios, vigiamos os Media e Governo que teimavam ocultar a emigra&ccedil;&atilde;o, retom&aacute;mos os encontros dos delegados dos mission&aacute;rios dos portugueses, cri&aacute;mos capelanias para os cat&oacute;licos de rito oriental e apoi&aacute;mos a Igreja Ortodoxa em expans&atilde;o, convoc&aacute;mos o Encontro Mundial das Comunidades no Porto (2005).&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os 50 anos da OCPM ensinam que, no &ldquo;repensar a Igreja em Portugal&rdquo; h&aacute; que continuar a aproximar as experi&ecirc;ncias da emigra&ccedil;&atilde;o e imigra&ccedil;&atilde;o, incarnar a mobilidade na pastoral comum, fazer convergir respostas e recursos para acolher a d&aacute;diva magn&iacute;fica das migra&ccedil;&otilde;es, parte do des&iacute;gnio de Deus e sinal do Reino, para uma igreja toda mission&aacute;ria e comunional e para uma sociedade integrada.<\/p>\n<p>Rui M. da Silva Pedro, 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