{"id":57041,"date":"2012-06-19T10:21:52","date_gmt":"2012-06-19T10:21:52","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/19\/a-condicao-migrante-na-biblia\/"},"modified":"2012-06-19T10:21:52","modified_gmt":"2012-06-19T10:21:52","slug":"a-condicao-migrante-na-biblia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-condicao-migrante-na-biblia\/","title":{"rendered":"A condi\u00e7\u00e3o migrante na B\u00edblia"},"content":{"rendered":"<p>Frei Herculano Alves, OFMCap <!--more--> <\/p>\n<p>Podemos dizer que o povo de Israel viveu, em todo o percurso da sua hist&oacute;ria, a condi&ccedil;&atilde;o migrante &ndash; na dupla vertente de emigrante e de imigrante. Uma das primeiras confiss&otilde;es de f&eacute; deste povo &eacute; uma confiss&atilde;o de imigra&ccedil;&atilde;o, da Caldeia para o territ&oacute;rio que se chamar&aacute; de Israel: Meu Pai era um arameu errante&#8230; (Dt 26,5-10). O povo, filho do Abra&atilde;o imigrante, tinha nas suas veias um &ldquo;sangue migrante&rdquo;&hellip;&nbsp;<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Assim, o povo nasce, como povo, na condi&ccedil;&atilde;o de emigrante, no Egito, etapa fundamental da sua hist&oacute;ria. Esta situa&ccedil;&atilde;o constituir&aacute; mesmo uma ideia teol&oacute;gica fundamental que alimentar&aacute; a espiritualidade de Israel. Esta teologia perpassa todas as etapas da sua hist&oacute;ria e tem as mais belas resson&acirc;ncias at&eacute; ao Apocalipse, livro que apresenta uma &ldquo;atualiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; do &Ecirc;xodo, para a meta-hist&oacute;ria do novo &ldquo;Israel&rdquo;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Esta consci&ecirc;ncia nacional de povo e\/imigrante levou o povo a criar vocabul&aacute;rio pr&oacute;prio para a expressar devidamente. Assim nokri &eacute; o estrangeiro que vive fora do pa&iacute;s, enquanto o termo ger exprime o estrangeiro que vive no pa&iacute;s. S&oacute; este &uacute;ltimo &eacute; protegido pela Lei, como a vi&uacute;va e o &oacute;rf&atilde;o (Ez 47,21-22; Lv 19,9-10; Nm 34,15; Ex 12,48); o outro &eacute; impuro. Na l&iacute;ngua grega do Novo Testamento aparece a mesma conce&ccedil;&atilde;o: allogenes &eacute; o estrangeiro que vive como minorit&aacute;rio, com sua l&iacute;ngua e cultura noutro pa&iacute;s; assim o Bom Samaritano de Lc 17,18, que vive na Judeia. Xenos &eacute; o estrangeiro imigrado, com outra l&iacute;ngua, cultura, ra&ccedil;a (Mt 25,31-36); allotrios &eacute; o que &eacute; indiferente, estranho (assim, a oposi&ccedil;&atilde;o entre o pastor e o estrangeiro, para as ovelhas, em Jo 10,5).<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Este vocabul&aacute;rio pode manifestar alguma xenofobia &ndash; que, ali&aacute;s, era comum nos povos antigos. No entanto &eacute; esta condi&ccedil;&atilde;o do povo de Israel que lhe &eacute; recordada por Deus como argumento para aceitar e tratar bem os povos que se refugiam em territ&oacute;rio de Israel. Esta ordem &eacute; dada a prop&oacute;sito de guardar o s&aacute;bado:&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">&ldquo;N&atilde;o far&aacute;s trabalho algum, nem tu, nem os teus filhos e filhas, nem o teu escravo ou escrava, nem o teu boi, o teu jumento ou qualquer outro animal, nem o estrangeiro que est&aacute; dentro das tuas portas, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu. Lembra-te que foste escravo na terra do Egito, donde o Senhor, teu Deus, te tirou com m&atilde;o forte e bra&ccedil;o estendido (Dt 5,14-15).<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Mais ainda, os estrangeiros, imigrados para a terra de Israel, com &ldquo;resid&ecirc;ncia permanente&rdquo; podiam viver a f&eacute; dos israelitas, gozando dos mesmos privil&eacute;gios espirituais e n&atilde;o apenas na condi&ccedil;&atilde;o de assimilados ou conquistados (como foi o caso dos idumeus\/edomitas), durante as guerras dos Macabeus. Esta e outras guerras contra os estrangeiros &ndash; mesmo depois de Jesus &ndash; situam-se, em grande medida, nesta linha do n&atilde;o cont&aacute;gio.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">De facto, quando o estrangeiro &eacute; visto com um elemento perturbador em Israel, n&atilde;o o &eacute; por motivos propriamente pol&iacute;ticos ou racistas, mas sobretudo religiosos: &eacute; que o estrangeiro, que adorava deuses estranhos &agrave; f&eacute; monote&iacute;sta de Israel, podia contagiar negativamente a f&eacute; dos israelitas. Para evitar este &ldquo;perigo&rdquo;, &eacute; mesmo proibido o casamento com mulheres estrangeiras: Ne 13,23-27; ver 1 Rs 3,1; 11,1-3. Chega-se mesmo ao ponto de obrigar a repudiar tais mulheres: Esd 10,10-11. Frequentemente a mesa comum era proibida (tamb&eacute;m por outros povos), n&atilde;o s&oacute; por interditos alimentares (Act 10,&#8211; Pedro), mas tamb&eacute;m porque o estrangeiro era considerado &ldquo;impuro&rdquo;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Como estamos a ver, os interesses religiosos s&atilde;o mais centr&iacute;petos que quaisquer outros: Israel procura viver a sua f&eacute; na fidelidade a Jav&eacute;, como condi&ccedil;&atilde;o de guarda da pr&oacute;pria identidade, que o leva a viver uma conce&ccedil;&atilde;o exclusivista da salva&ccedil;&atilde;o de Deus. A alian&ccedil;a com Deus, no Antigo Testamento, apresenta ainda um car&aacute;ter nacionalista.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Mais tarde, Israel vai dar-se conta de que tem uma hist&oacute;ria comum (mesmo religiosa) com outros povos do M&eacute;dio Oriente Antigo: as festas, as leis, o culto (&#8230;), vem-lhe quase tudo de fora.&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">&Eacute; aqui que os profetas se levantam para despertar no povo uma dimens&atilde;o mission&aacute;ria, dando &agrave; Alian&ccedil;a um car&aacute;ter mais universal, de partilha da pr&oacute;pria f&eacute; com outros povos ou na&ccedil;&otilde;es estrangeiras, as goim. &Eacute; nesta altura que come&ccedil;a a triunfar o movimento centr&iacute;fugo sobre o movimento centr&iacute;peto, nacionalista.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Jesus ir&aacute; dar a m&aacute;xima express&atilde;o ao movimento centr&iacute;fugo dos profetas, anunciando uma nova fam&iacute;lia para todos os povos, na qual todos t&ecirc;m um Pai-nosso, um Pai comum, igualmente Pai de todos e para todos. Na nova humanidade anunciada, j&aacute; n&atilde;o corre nas veias apenas o sangue f&iacute;sico, que &eacute; causa de tantos ego&iacute;smos e de guerras tribais e nacionalistas. Corre, agora, o sangue novo da Sua Palavra. Esta &eacute; o sangue novo que juntar&aacute; todos os povos numa s&oacute; fam&iacute;lia:<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Quem s&atilde;o minha M&atilde;e&hellip;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Esta &eacute;, sem d&uacute;vida a maior revolu&ccedil;&atilde;o trazida pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Se fosse vivida, a humanidade seria outra e n&atilde;o haveria problemas e guerras entre pessoas que t&ecirc;m a &ldquo;culpa&rdquo; de terem nascido noutro pa&iacute;s, com outra cultura, outra pele&hellip; outra religi&atilde;o! Quando vamos rezar bem o Pai-nosso?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Frei Herculano Alves,<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">OFMCap<\/div>\n<p>Podemos dizer que o povo de Israel viveu, em todo o percurso da sua hist&oacute;ria, a condi&ccedil;&atilde;o migrante &ndash; na dupla vertente de emigrante e de imigrante. Uma das primeiras confiss&otilde;es de f&eacute; deste povo &eacute; uma confiss&atilde;o de imigra&ccedil;&atilde;o, da Caldeia para o territ&oacute;rio que se chamar&aacute; de Israel: Meu Pai era um arameu errante&#8230; (Dt 26,5-10). O povo, filho do Abra&atilde;o imigrante, tinha nas suas veias um &ldquo;sangue migrante&rdquo;&hellip;<\/p>\n<p>Assim, o povo nasce, como povo, na condi&ccedil;&atilde;o de emigrante, no Egito, etapa fundamental da sua hist&oacute;ria. Esta situa&ccedil;&atilde;o constituir&aacute; mesmo uma ideia teol&oacute;gica fundamental que alimentar&aacute; a espiritualidade de Israel. Esta teologia perpassa todas as etapas da sua hist&oacute;ria e tem as mais belas resson&acirc;ncias at&eacute; ao Apocalipse, livro que apresenta uma &ldquo;atualiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; do &Ecirc;xodo, para a meta-hist&oacute;ria do novo &ldquo;Israel&rdquo;.<\/p>\n<p>Esta consci&ecirc;ncia nacional de povo e\/imigrante levou o povo a criar vocabul&aacute;rio pr&oacute;prio para a expressar devidamente. Assim nokri &eacute; o estrangeiro que vive fora do pa&iacute;s, enquanto o termo ger exprime o estrangeiro que vive no pa&iacute;s. S&oacute; este &uacute;ltimo &eacute; protegido pela Lei, como a vi&uacute;va e o &oacute;rf&atilde;o (Ez 47,21-22; Lv 19,9-10; Nm 34,15; Ex 12,48); o outro &eacute; impuro. Na l&iacute;ngua grega do Novo Testamento aparece a mesma conce&ccedil;&atilde;o: allogenes &eacute; o estrangeiro que vive como minorit&aacute;rio, com sua l&iacute;ngua e cultura noutro pa&iacute;s; assim o Bom Samaritano de Lc 17,18, que vive na Judeia. Xenos &eacute; o estrangeiro imigrado, com outra l&iacute;ngua, cultura, ra&ccedil;a (Mt 25,31-36); allotrios &eacute; o que &eacute; indiferente, estranho (assim, a oposi&ccedil;&atilde;o entre o pastor e o estrangeiro, para as ovelhas, em Jo 10,5).<\/p>\n<p>Este vocabul&aacute;rio pode manifestar alguma xenofobia &ndash; que, ali&aacute;s, era comum nos povos antigos. No entanto &eacute; esta condi&ccedil;&atilde;o do povo de Israel que lhe &eacute; recordada por Deus como argumento para aceitar e tratar bem os povos que se refugiam em territ&oacute;rio de Israel. Esta ordem &eacute; dada a prop&oacute;sito de guardar o s&aacute;bado:<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o far&aacute;s trabalho algum, nem tu, nem os teus filhos e filhas, nem o teu escravo ou escrava, nem o teu boi, o teu jumento ou qualquer outro animal, nem o estrangeiro que est&aacute; dentro das tuas portas, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu. Lembra-te que foste escravo na terra do Egito, donde o Senhor, teu Deus, te tirou com m&atilde;o forte e bra&ccedil;o estendido (Dt 5,14-15).<\/p>\n<p>Mais ainda, os estrangeiros, imigrados para a terra de Israel, com &ldquo;resid&ecirc;ncia permanente&rdquo; podiam viver a f&eacute; dos israelitas, gozando dos mesmos privil&eacute;gios espirituais e n&atilde;o apenas na condi&ccedil;&atilde;o de assimilados ou conquistados (como foi o caso dos idumeus\/edomitas), durante as guerras dos Macabeus. Esta e outras guerras contra os estrangeiros &ndash; mesmo depois de Jesus &ndash; situam-se, em grande medida, nesta linha do n&atilde;o cont&aacute;gio.<\/p>\n<p>De facto, quando o estrangeiro &eacute; visto com um elemento perturbador em Israel, n&atilde;o o &eacute; por motivos propriamente pol&iacute;ticos ou racistas, mas sobretudo religiosos: &eacute; que o estrangeiro, que adorava deuses estranhos &agrave; f&eacute; monote&iacute;sta de Israel, podia contagiar negativamente a f&eacute; dos israelitas. Para evitar este &ldquo;perigo&rdquo;, &eacute; mesmo proibido o casamento com mulheres estrangeiras: Ne 13,23-27; ver 1 Rs 3,1; 11,1-3. Chega-se mesmo ao ponto de obrigar a repudiar tais mulheres: Esd 10,10-11. Frequentemente a mesa comum era proibida (tamb&eacute;m por outros povos), n&atilde;o s&oacute; por interditos alimentares (Act 10,&#8211; Pedro), mas tamb&eacute;m porque o estrangeiro era considerado &ldquo;impuro&rdquo;.<\/p>\n<p>Como estamos a ver, os interesses religiosos s&atilde;o mais centr&iacute;petos que quaisquer outros: Israel procura viver a sua f&eacute; na fidelidade a Jav&eacute;, como condi&ccedil;&atilde;o de guarda da pr&oacute;pria identidade, que o leva a viver uma conce&ccedil;&atilde;o exclusivista da salva&ccedil;&atilde;o de Deus. A alian&ccedil;a com Deus, no Antigo Testamento, apresenta ainda um car&aacute;ter nacionalista.<\/p>\n<p>Mais tarde, Israel vai dar-se conta de que tem uma hist&oacute;ria comum (mesmo religiosa) com outros povos do M&eacute;dio Oriente Antigo: as festas, as leis, o culto (&#8230;), vem-lhe quase tudo de fora.<\/p>\n<p>&Eacute; aqui que os profetas se levantam para despertar no povo uma dimens&atilde;o mission&aacute;ria, dando &agrave; Alian&ccedil;a um car&aacute;ter mais universal, de partilha da pr&oacute;pria f&eacute; com outros povos ou na&ccedil;&otilde;es estrangeiras, as goim. &Eacute; nesta altura que come&ccedil;a a triunfar o movimento centr&iacute;fugo sobre o movimento centr&iacute;peto, nacionalista.<\/p>\n<p>Jesus ir&aacute; dar a m&aacute;xima express&atilde;o ao movimento centr&iacute;fugo dos profetas, anunciando uma nova fam&iacute;lia para todos os povos, na qual todos t&ecirc;m um Pai-nosso, um Pai comum, igualmente Pai de todos e para todos. Na nova humanidade anunciada, j&aacute; n&atilde;o corre nas veias apenas o sangue f&iacute;sico, que &eacute; causa de tantos ego&iacute;smos e de guerras tribais e nacionalistas. Corre, agora, o sangue novo da Sua Palavra. Esta &eacute; o sangue novo que juntar&aacute; todos os povos numa s&oacute; fam&iacute;lia:<\/p>\n<p>Quem s&atilde;o minha M&atilde;e&hellip;.<\/p>\n<p>Esta &eacute;, sem d&uacute;vida a maior revolu&ccedil;&atilde;o trazida pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Se fosse vivida, a humanidade seria outra e n&atilde;o haveria problemas e guerras entre pessoas que t&ecirc;m a &ldquo;culpa&rdquo; de terem nascido noutro pa&iacute;s, com outra cultura, outra pele&hellip; outra religi&atilde;o! 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