{"id":57007,"date":"2012-06-15T16:55:04","date_gmt":"2012-06-15T16:55:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/15\/mensagem-de-d-antonio-marto-no-simposio-quereis-oferecer-vos-a-deus\/"},"modified":"2012-06-15T16:55:04","modified_gmt":"2012-06-15T16:55:04","slug":"mensagem-de-d-antonio-marto-no-simposio-quereis-oferecer-vos-a-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-d-antonio-marto-no-simposio-quereis-oferecer-vos-a-deus\/","title":{"rendered":"Mensagem de D. Ant\u00f3nio Marto no simp\u00f3sio \u00abQuereis oferecer-vos a Deus?\u00bb"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Quereis oferecer-vos a Deus?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>&nbsp;&nbsp;Horizontes contempor&acirc;neos da entrega de si<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&Eacute; para mim motivo de particular satisfa&ccedil;&atilde;o poder saudar cordialmente os participantes deste simp&oacute;sio e poder dirigir uma breve palavra de abertura, a modo de medita&ccedil;&atilde;o ou lectio divina, acerca do tema sobre o qual se debru&ccedil;a.<\/p>\n<p>&nbsp;Trata-se, desde logo, de <em>um tema de abertura <\/em>da mensagem de Nossa Senhora, de <em>uma dimens&atilde;o fundamental da mesma <\/em>e de <em>uma marca da vida<\/em> inteira dos pequenos videntes: &ldquo;Quereis oferecer-vos a Deus?&rdquo;.<\/p>\n<p>Fazer este convite pode soar, na cultura atual, a algo estranho, provocar porventura um sorriso despiciente de tro&ccedil;a ou um encolher de ombros de indiferen&ccedil;a. Por isso torna-se necess&aacute;rio refletir sobre o horizonte, o fundamento, as dimens&otilde;es, a beleza e a atualidade desta &ldquo;oferta de si&rdquo; na exist&ecirc;ncia crist&atilde;, na vida comunit&aacute;ria, na cultura e na configura&ccedil;&atilde;o do mundo &ndash; os &ldquo;horizontes contempor&acirc;neos da entrega de si&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Horizonte hist&oacute;rico-cultural e salv&iacute;fico deste apelo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;O Papa Bento XVI, na sua homilia de 13 de maio em F&aacute;tima, oferece-nos uma chave hermen&ecirc;utica deste apelo, lendo-o &agrave; luz da miss&atilde;o prof&eacute;tica da mensagem, com toda a profundidade: &ldquo;O homem p&ocirc;de despoletar um ciclo de morte e de terror, mas n&atilde;o consegue interromp&ecirc;-lo&#8230; Na Sagrada Escritura, &eacute; frequente aparecer Deus &agrave; procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo fez aqui, em F&aacute;tima, quando Nossa Senhora pergunta: &lt;&gt;. Com a fam&iacute;lia humana pronta a sacrificar os seus la&ccedil;os mais sagrados no altar de mesquinhos ego&iacute;smos de na&ccedil;&atilde;o, ra&ccedil;a, ideologia, grupo, indiv&iacute;duo, veio do c&eacute;u a nossa bendita M&atilde;e oferecendo-se para transplantar no cora&ccedil;&atilde;o de quantos se Lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu&rdquo;.<\/p>\n<p>O Santo Padre situa este aspeto no horizonte hist&oacute;rico-cultural e pol&iacute;tico da &eacute;poca e na perspetiva hist&oacute;rico-salv&iacute;fica. De facto, este apelo da Senhora n&atilde;o caiu &ldquo;ex abrupto&rdquo; aos ouvidos dos pastorinhos. Eles j&aacute; tinham sido introduzidos pelo Anjo no mist&eacute;rio do Deus santo e ador&aacute;vel e no seu des&iacute;gnio de miseric&oacute;rdia para com a humanidade ca&iacute;da no abismo da guerra e da banalidade do mal pelo afastamento em rela&ccedil;&atilde;o a Deus at&eacute; &agrave; sua rejei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O acento t&oacute;nico aqui recai sobre a miseric&oacute;rdia de Deus que suscita em resposta a oferta de si como dom e miss&atilde;o e que se deve manifestar na exist&ecirc;ncia crente para gl&oacute;ria de Deus e do seu amor e para repara&ccedil;&atilde;o do pecado do mundo a come&ccedil;ar pela convers&atilde;o dos cora&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>A vida no mundo como liturgia c&oacute;smica do dom de si no amor (Rom 12,1-2)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;Este horizonte &eacute;-nos ilustrado mais ampla e maravilhosamente por S. Paulo em Rom 12, 1-2: &ldquo;Exorto-vos, irm&atilde;os, pela miseric&oacute;rdia de Deus, a que ofere&ccedil;ais os vossos corpos como sacrif&iacute;cio vivo, santo e agrad&aacute;vel a Deus. &Eacute; este o vosso verdadeiro culto espiritual. N&atilde;o vos conformeis a este mundo. Antes, deixai-vos transformar pela renova&ccedil;&atilde;o do vosso modo de pensar, para poderdes discernir qual &eacute; a vontade de Deus: o que &eacute; bom, o que lhe &eacute; agrad&aacute;vel, o que &eacute; perfeito&rdquo;.<\/p>\n<p>Deste texto queria sublinhar brevemente alguns aspetos que nos ajudam a compreender a profundidade e a beleza da oferta de si e nos abrem para largos horizontes da sua atualiza&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p><em>a) Um apelo de ternura &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o na miseric&oacute;rdia<\/em><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, trata-se aqui dum apelo de quem fala com o cora&ccedil;&atilde;o, com a ternura do amor de um pai, como nos faz ver o verbo grego usado &ldquo;parakalo&rdquo; (paraklesis-parakletos). N&atilde;o &eacute; algo de moralista. Paulo acrescenta: &ldquo;pela miseric&oacute;rdia de Deus&rdquo;. &Eacute; Deus que, atrav&eacute;s de Paulo, nos fala com este amor paterno, com este cuidado sol&iacute;cito por n&oacute;s. &Eacute; pois um apelo &agrave; gra&ccedil;a, &agrave; miseric&oacute;rdia que Deus p&ocirc;s em n&oacute;s para que a deixemos atuar, para que se torne ativa em n&oacute;s, cooperando com Ele.<\/p>\n<p><em>b) A vida no mundo como dom de si no amor: a liturgia c&oacute;smica<\/em><\/p>\n<p>De seguida especifica o como: &ldquo;oferecei os vossos corpos&#8230;&rdquo;. Aqui est&aacute; a manifesta&ccedil;&atilde;o mais clara da originalidade do culto crist&atilde;o. Fala da liturgia n&atilde;o como cerim&oacute;nia mas como vida. O corpo &eacute; o homem na sua totalidade indivis&iacute;vel, o homem todo que se expressa, se relaciona e age no e atrav&eacute;s do corpo, lugar necess&aacute;rio da sua exist&ecirc;ncia, da sua rela&ccedil;&atilde;o a Deus, aos outros e ao mundo. Assim, n&oacute;s mesmos no nosso corpo e como corpo devemos ser liturgia com toda a nossa exist&ecirc;ncia no mundo, em uni&atilde;o com Cristo e como Ele que fez a liturgia do mundo, a liturgia c&oacute;smica oferecendo-se a si mesmo, em amor e por amor, fora do templo e da cidade santa, no meio do mundo, no cora&ccedil;&atilde;o da vida quotidiana.<\/p>\n<p>O nosso viver quotidiano no nosso corpo, nas pequenas e grandes coisas, deve ser inspirado e permeado pela realidade divina de modo a tornar-se coopera&ccedil;&atilde;o com Deus e a transformar toda a nossa vida em verdadeiro louvor e adora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Do dom amoroso de si a Deus nasce o dom de si no amor aos homens.<\/p>\n<p><em>c) O n&atilde;o conformismo crist&atilde;o<\/em><\/p>\n<p>Depois desta defini&ccedil;&atilde;o fundamental da nossa vida como liturgia de Deus, de entrega amorosa de cada dia com Cristo, Paulo sublinha ent&atilde;o uma consequ&ecirc;ncia e exig&ecirc;ncia: &ldquo;N&atilde;o vos conformeis a este mundo&#8230;&rdquo;: &eacute; o n&atilde;o conformismo do crist&atilde;o perante a pot&ecirc;ncia e a banalidade do mal, do pecado, que desfigura e desumaniza o mundo. N&atilde;o se trata de desertar do mundo ou desinteressar-se dele; antes, trata-se de se deixar transformar por Deus, transformando assim o mundo, a cultura dominante. <em>Atualizemos com exemplos concretos.<\/em><\/p>\n<p>Vemos o poder do mal hoje, por exemplo, em a&ccedil;&atilde;o em dois grandes poderes, que embora &uacute;teis e bons em si, podem tornar-se &iacute;dolos, falsas divindades que subjugam o homem e o mundo: <em>o poder dos mercados financeiros e o dos media<\/em>.<\/p>\n<p>&ldquo;Estamos a ver como o mundo da finan&ccedil;a pode dominar sobre o homem, que o ter e o aparecer dominam o mundo e o escravizam. O mundo da finan&ccedil;a n&atilde;o representa mais um instrumento para favorecer o bem estar, a vida do homem, mas torna-se um poder que o oprime, que deve ser quase adorado: a <em>mammona iniquitatis<\/em> (o dinheiro da iniquidade), real divindade falsa que domina o mundo&#8230; Depois,o poder da opini&atilde;o publicada. Temos necessidade de informa&ccedil;&otilde;es, de conhecimento das realidades do mundo, mas pode tornar-se num poder da apar&ecirc;ncia: no final, quanto &eacute; dito ou quanto &eacute; imagem conta mais que a verdadeira realidade. Uma apar&ecirc;ncia sobrep&otilde;e-se &agrave; realidade, torna-se mais importante e o homem n&atilde;o segue&nbsp; mais a verdade do seu ser, mas prefere sobretudo aparecer&rdquo;(Bento XVI).<\/p>\n<p>Perante isto, os crist&atilde;os s&atilde;o chamados ao n&atilde;o conformismo, a n&atilde;o sacrificar &agrave;s divindades pag&atilde;s do poder, do ter, do aparecer, do gozar imediato e a todo o custo e a renovar a mentalidade e o cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Nesta perspetiva, o Papa Bento XVI convida a revigorar as experi&ecirc;ncias financeiras e econ&oacute;micas fundadas sobre uma economia ao servi&ccedil;o do bem comum, mediante a implementa&ccedil;&atilde;o da fraternidade, do dom e da gratuidade como bens relacionais, da justi&ccedil;a &ndash; express&otilde;es t&iacute;picas da cultura do bem comum que exige a cultura da entrega de si para al&eacute;m da cultura estrita do mercado (cf CV n. 54).<\/p>\n<p>&nbsp;<strong>A Virgem oferente, &iacute;cone vivo da entrega de si<\/strong><\/p>\n<p>No momento em que a jovem de Nazar&eacute; aceita oferecer a Deus a sua colabora&ccedil;&atilde;o a favor da salva&ccedil;&atilde;o dos homens, toda a sua vida assume o significado de uma entrega de si mesma. Esta oferta de si e da sua fun&ccedil;&atilde;o materna pelo reino eterno que o Filho realizaria (Lc 1, 33), constitui uma dimens&atilde;o fundamental do ser de Maria.<\/p>\n<p>&nbsp;Segundo a Exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Marialis Cultus de Paulo VI, este dom de si assume um car&aacute;ter cultual numa tr&iacute;plice dimens&atilde;o, a saber, na apresenta&ccedil;&atilde;o do templo, junto &agrave; cruz e no sacrif&iacute;cio eucar&iacute;stico, o que faz dela a &ldquo;Virgem oferente&rdquo;(cf n. 20), &iacute;cone vivo da entrega de si.Mesmo junto &agrave; cruz &eacute;-lhe pedido para se entregar como M&atilde;e de Miseric&oacute;rdia para estar junto de todos os crucificados pela dor ou pela injusti&ccedil;a.<\/p>\n<p>&ldquo;Bem cedo, os fi&eacute;is come&ccedil;aram a olhar para Maria, a fim de, como ela, fazerem da pr&oacute;pria vida um culto a Deus, e do seu culto um compromisso vital&#8230; Maria &eacute; modelo sobretudo daquele culto que consiste em fazer da pr&oacute;pria vida uma oferenda a Deus&#8230; O &lsquo;sim&rsquo; de Maria &eacute; para todos os crist&atilde;os li&ccedil;&atilde;o e exemplo, para fazerem da obedi&ecirc;ncia &agrave; vontade do Pai o caminho e o meio da pr&oacute;pria santifica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (MC n. 21).<\/p>\n<p>&nbsp;<strong>Os pastorinhos e a m&iacute;stica da entrega de si: inspira&ccedil;&atilde;o e desafio para hoje<\/strong><\/p>\n<p>Na escola de Maria e do seu Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o, os pequenos videntes aprenderam a dizer &ldquo;sim, queremos&rdquo; ao apelo da Senhora. Um sim total, inteiro, que lhes brota do cora&ccedil;&atilde;o. De facto, atrav&eacute;s do Anjo e de Nossa Senhora, Deus arrebatou o cora&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos &agrave; sua miseric&oacute;rdia, elevando-o &agrave; sua altura, de modo a que eles experimentassem a riqueza da sua miseric&oacute;rdia e a beleza do seu amor. Deste modo gerou neles a m&iacute;stica do sim, da entrega a Ele, como estilo de vida embora cada um de modo pr&oacute;prio.<\/p>\n<p>Esta m&iacute;stica deve tamb&eacute;m contagiar-nos, inspirando-nos e desafiando-nos a viv&ecirc;-la hoje: a <em>dar testemunho como eles da primazia de Deus <\/em>e da nossa perten&ccedil;a a Ele atrav&eacute;s da nossa entrega, disponibilidade e adora&ccedil;&atilde;o como modo de viver e tipo de cultura face a uma anticultura do esquecimento, da indiferen&ccedil;a e at&eacute; do desprezo de Deus e de Jesus Cristo; a<em> dar testemunho da cultura do dom, da gratuidade, da partilha e da solidariedade<\/em>face a uma anticultura mercantilista&nbsp; do dar para receber em troca; e ainda <em>o testemunho da alegria e da felicidade <\/em>nesta doa&ccedil;&atilde;o de si a Deus e aos outros. Como bem sintetiza o Papa Bento XVI:<\/p>\n<p>&ldquo;Exemplo e est&iacute;mulo s&atilde;o os Pastorinhos, que fizeram da sua vida uma doa&ccedil;&atilde;o a Deus e uma partilha com os outros por amor de Deus. Nossa Senhora ajudou-os a abrir o cora&ccedil;&atilde;o &agrave; universalidade do amor.(&#8230;) S&oacute; com este amor de fraternidade e partilha construiremos a civiliza&ccedil;&atilde;o do Amor e da Paz&rdquo;.<\/p>\n<p>Congratulamo-nos em que todos estes t&oacute;picos sejam aprofundados e declinados nos seus v&aacute;rios casos neste simp&oacute;sio ao qual auguramos um feliz &ecirc;xito, a fim de que F&aacute;tima, tendo como mestres Maria e os Pastorinhos, se torne para todos, pequenos e grandes, escola da entrega de si a Deus para a reden&ccedil;&atilde;o do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>&dagger;Ant&oacute;nio Marto,<\/em> Bispo de Leiria-F&aacute;tima<\/p>\n<p>F&aacute;tima, 15 de junho de 2012<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quereis oferecer-vos a Deus? &nbsp;&nbsp;Horizontes contempor&acirc;neos da entrega de si &nbsp;&Eacute; para mim motivo de particular satisfa&ccedil;&atilde;o poder saudar 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