{"id":56951,"date":"2012-06-12T12:01:21","date_gmt":"2012-06-12T12:01:21","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/12\/santos-populares\/"},"modified":"2012-06-12T12:01:21","modified_gmt":"2012-06-12T12:01:21","slug":"santos-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/santos-populares\/","title":{"rendered":"Santos Populares"},"content":{"rendered":"<p>Alberto J\u00falio Silva, autor da obra \u00abOs Nossos Santos e Beatos\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Os tr&ecirc;s santos festejados em junho com tanto estrondo de bailes, ceias sardinhadas e fogueiras foram tr&ecirc;s testemunhas de Jesus Cristo, muito diferentes uns dos outros: um frade do s&eacute;culo XIII que assombrou o mundo com a sua sabedoria; um profeta publicamente elogiado por Jesus, que pagou com a vida o seu testemunho acerca da Verdade e um pescador, ap&oacute;stolo de Jesus, cheio de aud&aacute;cias, de cobardias e de f&eacute; a quem Jesus fez seu representante; este selou tamb&eacute;m com a vida a autenticidade da sua f&eacute;. Tanta austeridade contrasta com a forma ruidosa como s&atilde;o celebrados por todo o pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Santo Ant&oacute;nio de Lisboa &#8211; <\/strong>A vida de Santo Ant&oacute;nio comporta duas etapas: nascimento e forma&ccedil;&atilde;o em Portugal; desenvolvimento e a&ccedil;&atilde;o em Fran&ccedil;a e na It&aacute;lia e morte na It&aacute;lia. &laquo;O santo de todo o mundo&raquo; teve nasceu em Lisboa entre 1190 e 1195. Estudou na escola catedral&iacute;cia e foi admitido &agrave; vida religiosa no Mosteiro de S. Vicente de Fora, dos C&oacute;negos Regrantes de Santo Agostinho. Foi para o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde desenvolveu e terminou estudos de Filosofia, Teologia e Sagrada Escritura. Foi ordenado sacerdote no Mosteiro de Santa Cruz, em 1219 ou 1220.<\/p>\n<p>Cerca de Cerca 122 instalaram-se em de Santo Ant&atilde;o dos Olivais em Coimbra, alguns frades franciscanos. Rapidamente o jovem cl&eacute;rigo agostiniano se sentiu atra&iacute;do pela vida simples daquela Ordem de mendicantes. Encontrou-se ali com os cinco frades que depois veneraria como m&aacute;rtires, os M&aacute;rtires de Marrocos. Movido pelo seu exemplo transitou para a Ordem dos Frades Menores. Adotou o nome de frei Ant&oacute;nio Partiu para Marrocos, grave doen&ccedil;a o fez regressar. Impelido por uma tempestade o barco aportou na Sic&iacute;lia. E assim se iniciou a &uacute;ltima fase da sua vida. Dela h&aacute; a reter, sobretudo, uma prodigiosa atividade como pregador contra as heresias em Fran&ccedil;a e na It&aacute;lia. S. Francisco mandou-o para Bolonha, ensinar. Papa Greg&oacute;rio IX apelidou-o de &ldquo;Arca do Testamento&rdquo;. Em 1229-1231 estabeleceu-se em P&aacute;dua como pregador. Em Rimini deu-se o c&eacute;lebre milagre da prega&ccedil;&atilde;o aos peixes. Fisicamente consumido morreu em Arcella a 13 de junho de 1231. Tinha 39 anos. Foi canonizado onze meses depois da morte e proclamado Doutor da Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>S&atilde;o Jo&atilde;o Baptista, profeta, precursor de cristo, m&aacute;rtir &#8211; <\/strong>Jo&atilde;o Baptista acompanha Jesus (precede-O), desde a Anuncia&ccedil;&atilde;o. Ao nascimento de Jo&atilde;o est&atilde;o associados dois dos mais emblem&aacute;ticos hinos b&iacute;blicos: o <em>Magnificat<\/em> e o <em>Benedictus<\/em>, um pela boca de Maria, outro pela de Zacarias. Por sua vez Isabel, m&atilde;e de Jo&atilde;o, reconhece em Maria a <em>M&atilde;e do seu Senhor<\/em>. Jo&atilde;o surge como o &uacute;ltimo profeta do Antigo Testamento e o Precursor do Novo. Na orla do rio Jord&atilde;o Jo&atilde;o atinge o cl&iacute;max da sua miss&atilde;o de precursor quando apresenta publicamente Jesus como o Ungido do Pai, apontando-o como &laquo;o Cordeiro de Deus, que vai tirar o pecado do mundo&raquo; (Jo 1,29). Definiu-se a si mesmo como uma voz, a voz do que clama no deserto: &ldquo;endireitai os caminhos do Senhor&rdquo;. Morreu m&aacute;rtir em defesa da Lei de Deus, porque ousou dizer ao rei ad&uacute;ltero: n&atilde;o te &eacute; l&iacute;cito viver com a mulher de teu irm&atilde;o (Mt 6,18). Al&eacute;m de ser &eacute; o &uacute;nico santo publicamente elogiado por Cristo (Lc 7,28), S. Jo&atilde;o Baptista &eacute; tamb&eacute;m o &uacute;nico de quem se comemoram as datas do nascimento e da morte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>S&atilde;o Pedro, ap&oacute;stolo e m&aacute;rtir &#8211; <\/strong>O nome de Pedro &eacute; mencionado logo nos primeiros chamamentos de Jesus (Mt 4,18-19. Jo 1,41-42) e ele vem sempre em primeiro lugar nos elencos dos ap&oacute;stolos. Em Pedro todos nos podemos rever. Ele &eacute; capaz de rasgos audaciosos, como das piores pusilanimidades, como quando declara por tr&ecirc;s vezes nunca ter visto Jesus. Apesar disso, ele reconhece a sua cobardia, entrega-se &agrave; miseric&oacute;rdia de Deus, nela confia (ao contr&aacute;rio de Judas) e &laquo;chora amargamente&raquo;. &Eacute; Pedro quem, como nenhum outro, confessa abertamente a divindade de Cristo (Mt 16,16). &Eacute; no nome de Pedro que se cimenta entre o pequeno n&uacute;cleo crist&atilde;o inicial a f&eacute; na ressurrei&ccedil;&atilde;o, expressa num conciso &ldquo;credo&rdquo;: &laquo;Na verdade o Senhor ressuscitou e apareceu a Sim&atilde;o&raquo;. &Eacute; a ele que Jesus entrega &laquo;as chaves do reino dos C&eacute;us&raquo;; &eacute; a ele que Jesus faz &laquo;pescador de homens&raquo;, &eacute; ele que Jesus confirma como alicerce &ndash; sobre ti, Rochedo-Pedro, de Deus, edifico a minha Igreja. A tradi&ccedil;&atilde;o transmite que Pedro sofreu o mart&iacute;rio em Roma, sob o imp&eacute;rio de Nero, por volta dos anos 64\/67.<\/p>\n<p><em>Alberto J&uacute;lio Silva, autor da obra &lsquo;Os Nossos Santos e Beatos&rsquo;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alberto J\u00falio Silva, autor da obra \u00abOs Nossos Santos e Beatos\u00bb<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[295,174,187,213],"class_list":["post-56951","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-biblia","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-do-porto","tag-franciscanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56951","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56951"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56951\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56951"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56951"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56951"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}