{"id":56906,"date":"2012-06-08T10:50:15","date_gmt":"2012-06-08T10:50:15","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/08\/homilia-do-bispo-do-porto-na-celebracao-do-corpo-de-deus\/"},"modified":"2012-06-08T10:50:15","modified_gmt":"2012-06-08T10:50:15","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-celebracao-do-corpo-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-celebracao-do-corpo-de-deus\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na celebra\u00e7\u00e3o do Corpo de Deus"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"text-decoration: underline;\">&#8211; Seja esta a gra&ccedil;a da celebra&ccedil;&atilde;o de hoje, seja este o encargo que ningu&eacute;m dispense! <\/span>&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Jesus tomou o p&atilde;o, recitou a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e partiu-o, deu-o aos seus disc&iacute;pulos e disse: &laquo;Tomai: isto &eacute; o meu corpo.&raquo;&rdquo;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os,<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">1. H&aacute; dois mil&eacute;nios que repetimos estas palavras e o gesto<\/span>, assim haja sacerdote para o fazer, enquanto sacramento de Cristo sacerdote da Nova Alian&ccedil;a, no meio do seu povo sacerdotal.<\/p>\n<p>Para tantos e tantos, ao longo dos s&eacute;culos e nas mais diversas circunst&acirc;ncias &#8211; dos m&aacute;rtires antigos e modernos, &agrave; habitualidade de tempos mais pac&iacute;ficos -, esse &eacute; o momento central das suas vidas, onde se unem a Cristo no sinal definitivo do que Ele &eacute;, como permanente oferta ao Pai, e do que nos d&aacute;, como total oferta a todos e por todos. E &eacute; no Amor m&uacute;tuo e transbordante entre Cristo e o Pai que tamb&eacute;m n&oacute;s nos vamos apercebendo do que realmente acontece em cada Eucaristia e nos vamos incluindo na Eucaristia absoluta que o Ressuscitado nos proporciona.<\/p>\n<p>Gostaria hoje de meditar brevemente convosco nalgumas passagens da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal <em>Sacramentum Caritatis<\/em>, que o Papa Bento XVI nos dirigiu h&aacute; cinco anos, &ldquo;sobre a Eucaristia, fonte e &aacute;pice da vida e da miss&atilde;o da Igreja&rdquo;. Passagens de particular relev&acirc;ncia e oportunidade nos tempos que correm, especialmente no que toca &agrave; vida comum e at&eacute; &agrave; sobreviv&ecirc;ncia de quem menos ou nada pode.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">2. Tempos que correm, &ldquo;entre alegrias e esperan&ccedil;as&rdquo;, mas com muitas &ldquo;tristezas e ang&uacute;stias&rdquo; &agrave; mistura (cf. <em>Gaudium et Spes,<\/em> 1)<\/span>. Luzes tremulantes e ainda ao fundo dum t&uacute;nel em que nos deix&aacute;mos andar, apesar dos avisos, ou de que tantos nunca puderam realmente sair&hellip; Esperan&ccedil;as algumas, alimentadas por previs&otilde;es relativamente consistentes, ainda que seja preciso chegar ao prometido e sem deixar ningu&eacute;m de fora ou para tr&aacute;s. Esperan&ccedil;as refor&ccedil;adas pela disponibilidade solid&aacute;ria que pessoas, fam&iacute;lias e institui&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m admiravelmente demonstrado, bem assinalada nestes &uacute;ltimos tempos por campanhas ocasionais ou iniciativas continuadas.<\/p>\n<p>Tristezas e ang&uacute;stias, infelizmente n&atilde;o faltam, particularmente em quem n&atilde;o sabe como sustentar-se a si e aos seus, nem v&ecirc; ou n&atilde;o distingue como poder&aacute; faz&ecirc;-lo a curto prazo. N&atilde;o pomos em causa a boa vontade do poder democr&aacute;tico e reconhecemos o esfor&ccedil;o pessoal e pol&iacute;tico dos que se dedicam &agrave; causa p&uacute;blica, num contexto t&atilde;o dif&iacute;cil e em parte dependente de realidades e decis&otilde;es externas.<\/p>\n<p>Mas &eacute; ineg&aacute;vel a perplexidade de muitos e muit&iacute;ssimos sobre o dia de amanh&atilde;, ou mesmo o de hoje, bem como a urg&ecirc;ncia de alargar a solidariedade a todos os n&iacute;veis; tamb&eacute;m de alguma subsidiariedade descendente e colateral, traduzida tanto no apoio das inst&acirc;ncias superiores aos corpos interm&eacute;dios, para&nbsp; incentivar cada um a fazer aquilo que poder&aacute; fazer por si, desde que disponha de meios, como na estimula&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua que prestarmos uns aos outros, para nos resolvermos criativamente como sociedade capaz. E, reagindo assim &agrave; &ldquo;crise&rdquo;, a pr&oacute;pria a&ccedil;&atilde;o criar&aacute; mais a&ccedil;&atilde;o e o trabalho conjunto dissipar&aacute; fantasmas e nos far&aacute; renascer.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">3. &Eacute; a este prop&oacute;sito que os referidos trechos da <em>Sacramentum Caritati<\/em>s nos trar&atilde;o luz e for&ccedil;a certas. <\/span><\/p>\n<p>Quando o Papa escreve, por exemplo, a prop&oacute;sito da ora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica, em que s&atilde;o consagrados o p&atilde;o e o vinho: &ldquo;&Eacute; extremamente necess&aacute;ria, para a vida espiritual dos fi&eacute;is, uma consci&ecirc;ncia mais clara da riqueza da an&aacute;fora: esta, juntamente com as palavras pronunciadas por Cristo na &Uacute;ltima Ceia, cont&eacute;m a epiclese, que &eacute; a invoca&ccedil;&atilde;o ao Pai para que fa&ccedil;a descer o dom do Esp&iacute;rito a fim de o p&atilde;o e o vinho se tornarem o corpo e o sangue de Jesus Cristo, e para que a comunidade inteira se torne cada vez mais corpo de Cristo&rdquo; (<em>Sacramentum Caritatis<\/em>, n&ordm; 13).<\/p>\n<p>Da primeira parte &ndash; que o Esp&iacute;rito faz do p&atilde;o e do vinho o corpo e o sangue de Cristo &ndash; est&aacute; bem convicto o crist&atilde;o cat&oacute;lico, como o de outras Igrejas irm&atilde;s. Mas importa que semelhante convic&ccedil;&atilde;o se dirija &agrave; segunda parte do trecho: o dom do Esp&iacute;rito faz da comunidade &ldquo;corpo de Cristo&rdquo; tamb&eacute;m.<\/p>\n<p>&Eacute; por isso que ningu&eacute;m deve comungar se n&atilde;o estiver em comunh&atilde;o, b&aacute;sica e crescentemente em comunh&atilde;o de convic&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas, pessoais, familiares e sociais que sejam. Lembramos as advert&ecirc;ncias de Cristo sobre a necessidade de estarmos bem com os outros para estarmos realmente bem com Deus; lembramos as exorta&ccedil;&otilde;es de Paulo aos cor&iacute;ntios e a outros crist&atilde;os das origens sobre a m&uacute;tua e necess&aacute;ria vincula&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que o mesmo Cristo faz de n&oacute;s um s&oacute; corpo &ndash; com Ele de quem nos nutrimos.<\/p>\n<p>T&atilde;o forte era &ndash; como deve ser &ndash; tal convic&ccedil;&atilde;o que, lembra o Papa, &ldquo;a antiguidade crist&atilde; designava com as mesmas palavras &ndash; <em>corpus Christi<\/em> &ndash; o corpo nascido da Virgem Maria, o corpo eucar&iacute;stico e o corpo eclesial de Cristo&rdquo; (<em>Sacramentum Caritatis<\/em>, n&ordm; 15). O corpo eclesial de Cristo, ou seja, n&oacute;s pr&oacute;prios que n&rsquo;Ele havemos de ser um s&oacute;, para o Pai e para o mundo, onde a vida de Cristo plenamente transpare&ccedil;a nos seus, propriamente seus.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">4. Na verdade, a comunh&atilde;o eucar&iacute;stica representa e exige muito mais do que os nossos contactos habituais proporcionam, nas comuns rela&ccedil;&otilde;es<\/span>. E digo &ldquo;rela&ccedil;&otilde;es&rdquo;, presumindo que disso se trata, com verdadeiro respeito, continuidade e servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>Mas, com Cristo, &eacute; muito mais: a iniciativa &eacute; d&rsquo;Ele e do Pai que O envia, no amor do Esp&iacute;rito. Trata-se dum dom divino e gratuito, que nunca agradeceremos completamente, por isso mesmo exigindo uma retribui&ccedil;&atilde;o eterna. E, sendo divina a iniciativa, n&atilde;o somos n&oacute;s que assimilamos a Cristo, &eacute; Ele que nos assimila a n&oacute;s, incluindo-nos na vida que nos traz do Pai: &eacute; o mar que recolhe o rio, n&atilde;o o imposs&iacute;vel contr&aacute;rio.<\/p>\n<p>O Papa refere-o, citando Santo Agostinho: &ldquo;O grande santo de Hipona p&otilde;e em evid&ecirc;ncia como o pr&oacute;prio Cristo nos assimila a Si mesmo: &laquo;O p&atilde;o que vedes sobre o altar, santificado com a palavra de Deus, &eacute; o corpo de Cristo. O c&aacute;lice, ou melhor, aquilo que o c&aacute;lice cont&eacute;m, santificado com as palavras de Deus, &eacute; sangue de Cristo. Com estes [sinais], Cristo Senhor quis confiar-nos o seu corpo e o seu sangue, que derramou por n&oacute;s para a remiss&atilde;o dos pecados. Se os recebestes bem, v&oacute;s mesmos sois Aquele que recebestes&raquo;. Assim, &laquo;tornamo-nos n&atilde;o apenas crist&atilde;os, mas o pr&oacute;prio Cristo&raquo;&rdquo; (<em>Sacramentum Caritatis<\/em>, n&ordm;36; cf. n&ordm; 70)).<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">5. Daqui saem imediatamente duas conclus&otilde;es, A primeira refere-se &agrave; indispens&aacute;vel integra&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria<\/span>, pois, tratando-se do &ldquo;corpo eclesial de Cristo&rdquo;, &eacute; na comunidade crist&atilde; que podemos sentir-nos realmente incorporados n&rsquo;Ele.<\/p>\n<p>Esta ser&aacute; mesmo, nas circunst&acirc;ncias atuais, t&atilde;o dispersivas, a grande tarefa da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o. Podemos chamar-lhe a reconfigura&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria da vida crist&atilde;. Na sua exorta&ccedil;&atilde;o, Bento XVI escreveu o seguinte: &ldquo;A forma eucar&iacute;stica da vida crist&atilde; &eacute;, sem d&uacute;vida, eclesial e comunit&aacute;ria. Atrav&eacute;s da diocese e das par&oacute;quias, enquanto estruturas basilares da Igreja num territ&oacute;rio particular, cada fiel pode fazer experi&ecirc;ncia concreta da sua perten&ccedil;a ao corpo de Cristo&rdquo; (n&ordm; 76).<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">6. A segunda conclus&atilde;o &eacute; necessariamente mission&aacute;ria<\/span>. Em Cristo, Deus ganha no mundo a proximidade absoluta e concreta com toda a pessoa e lugar. Aproxima&ccedil;&atilde;o generosa, que &eacute; a pr&oacute;pria subst&acirc;ncia da miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Quem recebe a Cristo, &eacute; assimilado &agrave; sua vida e atividade, tornando-se necessariamente mission&aacute;rio (= enviado por Deus Pai): &ldquo;Na &Uacute;ltima Ceia, Jesus entrega aos seus disc&iacute;pulos o sacramento que atualiza o sacrif&iacute;cio que Ele, em obedi&ecirc;ncia ao Pai, fez de Si mesmo pela salva&ccedil;&atilde;o de todos n&oacute;s. N&atilde;o podemos abeirar-nos da mesa eucar&iacute;stica sem nos deixarmos arrastar pelo movimento da miss&atilde;o que, partindo do pr&oacute;prio Cora&ccedil;&atilde;o de Deus, visa atingir todos os homens; assim, a tens&atilde;o mission&aacute;ria &eacute; parte constitutiva da exist&ecirc;ncia crist&atilde;&rdquo; (<em>Sacramentum Caritatis<\/em>, n&ordm; 84).<\/p>\n<p>Tempos houve em que &ldquo;miss&atilde;o&rdquo; quase significava partir para longes terras. Assim continua a significar tamb&eacute;m, pois muitos nunca ouviram falar de Cristo, propriamente dito, nem t&ecirc;m oportunidade de se &ldquo;incorporar&rdquo; n&rsquo;Ele, atrav&eacute;s duma comunidade crist&atilde; estabelecida.<\/p>\n<p>Mas concordaremos facilmente em que tal &ldquo;tens&atilde;o mission&aacute;ria&rdquo; nos toca geralmente aos batizados, para que, na nossa cidade e nos v&aacute;rios meios e ambientes dela, o Evangelho seja oferecido como &ldquo;p&atilde;o da vida&rdquo;, que a todos alimente, no corpo e no esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>&#8211; Seja esta a gra&ccedil;a da celebra&ccedil;&atilde;o de hoje, seja este o encargo que ningu&eacute;m dispense!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Porto, Igreja da Trindade, 7 de Junho de 2012<\/p>\n<p>+ Manuel Clemente<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Seja esta a gra&ccedil;a da celebra&ccedil;&atilde;o de hoje, seja este o encargo que ningu&eacute;m dispense! &nbsp; &ldquo;Jesus tomou o p&atilde;o, recitou a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e partiu-o, deu-o aos seus disc&iacute;pulos e disse: &laquo;Tomai: isto &eacute; o meu corpo.&raquo;&rdquo; &nbsp; Amados irm&atilde;os, 1. H&aacute; dois mil&eacute;nios que repetimos estas palavras e o gesto, assim haja sacerdote [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,187,314],"class_list":["post-56906","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-do-porto","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56906","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56906"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56906\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}