{"id":56860,"date":"2012-06-05T11:40:40","date_gmt":"2012-06-05T11:40:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/05\/dolorosas-realidades\/"},"modified":"2012-06-05T11:40:40","modified_gmt":"2012-06-05T11:40:40","slug":"dolorosas-realidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dolorosas-realidades\/","title":{"rendered":"Dolorosas realidades"},"content":{"rendered":"<p>As crian\u00e7as n\u00e3o est\u00e3o, de todo, no centro da agenda pol\u00edtica,  de modo que se fomente a defesa dos seus direitos <!--more--> <\/p>\n<p>Celebrou-se, no passado dia 25 de maio, o Dia das Crian&ccedil;as Desaparecidas. O m&ecirc;s de junho abre, entretanto, assinalando, entre n&oacute;s e em muitos outros pa&iacute;ses, o Dia Mundial da Crian&ccedil;a.<\/p>\n<p>&Agrave; for&ccedil;a de repetidas, as efem&eacute;rides correm o risco de comemora&ccedil;&otilde;es rotineiras, preservando essencialmente o seu car&aacute;ter mais l&uacute;dico. As circunst&acirc;ncias aconselham, contudo, a n&atilde;o se desprezar qualquer simples oportunidade de chamar a aten&ccedil;&atilde;o para dolorosas realidades: aumenta o n&uacute;mero de crian&ccedil;as v&iacute;timas de maus tratos e abandono e, em 2011, o telefone europeu dispon&iacute;vel em 16 pa&iacute;ses para reportar crian&ccedil;as desaparecidas registou mais de tr&ecirc;s mil pedidos de ajuda. Em Portugal, no mesmo per&iacute;odo, a Pol&iacute;cia Judici&aacute;ria ter&aacute; anotado cerca de 1500 destes casos. Se acrescentarmos as estat&iacute;sticas respeitantes ao aborto, &agrave; sele&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal e as v&iacute;timas da mis&eacute;ria, das guerras e do trabalho infantil, a dimens&atilde;o do problema ganha ainda mais violentos contornos.<\/p>\n<p>Os n&uacute;meros s&atilde;o o que s&atilde;o. Sendo a evid&ecirc;ncia de conflitos familiares, mostram fundamentalmente que as crian&ccedil;as n&atilde;o est&atilde;o, de todo, no centro da agenda pol&iacute;tica &ndash; de modo que se fomente a defesa dos seus direitos e se combatam, sem adiamentos nem indesej&aacute;veis protecionismos, todas as formas de abuso de que s&atilde;o alvo.<\/p>\n<p>N&atilde;o o fazer, sem tr&eacute;guas, &eacute; p&eacute;ssimo sintoma, uma vez que &laquo;o respeito pelos direitos humanos das crian&ccedil;as constitui um dos par&acirc;metros da sa&uacute;de de uma sociedade&raquo; &#8211; como sublinhou D. Silvano Tomasi, em representa&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute;, numa sess&atilde;o do Conselho Sobre os Direitos do Homem.<\/p>\n<p>Vale a pena citar, dessa mesma interven&ccedil;&atilde;o: &laquo;A meta da elimina&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia contra as crian&ccedil;as e da promo&ccedil;&atilde;o de um contexto construtivo e sadio para o seu desenvolvimento exige que o Estado e a sociedade ajudem concretamente a fam&iacute;lia, tornando-a capaz de desempenhar a tarefa que lhe &eacute; pr&oacute;pria. Com efeito, uma maneira vital de se opor &agrave; vulnerabilidade das crian&ccedil;as consiste em fortalecer as fam&iacute;lias em que as mesmas s&atilde;o chamadas a crescer, a desenvolver-se e a serem formadas como cidad&atilde;os respons&aacute;veis e produtivos nas suas comunidades locais e no conjunto da sociedade&raquo;.<\/p>\n<p>Neste trabalho est&atilde;o claramente envolvidos milhares de institui&ccedil;&otilde;es da Igreja Cat&oacute;lica que, juntamente com a fam&iacute;lia, a escola e outros respons&aacute;veis pela vida em sociedade n&atilde;o podem poupar-se a esfor&ccedil;os para que todas as crian&ccedil;as tenham um mundo melhor; sejam consideradas plenamente pessoas humanas e n&atilde;o objetos manipul&aacute;veis.<\/p>\n<p>Elas t&ecirc;m o direito de ser amadas sem utilitarismos e viver, felizes, a idade de ter p&aacute;ssaros no cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><em>Padre Jo&atilde;o Aguiar Campos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As 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