{"id":56858,"date":"2012-06-05T10:26:00","date_gmt":"2012-06-05T10:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/05\/uma-infancia-em-fatima\/"},"modified":"2012-06-05T10:26:00","modified_gmt":"2012-06-05T10:26:00","slug":"uma-infancia-em-fatima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/uma-infancia-em-fatima\/","title":{"rendered":"Uma inf\u00e2ncia em F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"<p>D. Anacleto Oliveira, atual bispo de Viana do Castelo, desfia \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o ros\u00e1rio de mem\u00f3rias ligadas \u00e0 sua inf\u00e2ncia junto do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, onde acompanhou durante muitos anos a peregrina\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia Ecclesia (AE) &#8211; Que mem&oacute;rias, enquanto crian&ccedil;a, tem de F&aacute;tima?<br \/>D. Anacleto Oliveira (AO)<\/em> &ndash; Eu creio que comecei a ir a F&aacute;tima ainda no seio materno. Nunca perguntei &agrave; minha m&atilde;e. Mas como ela ia todos os meses a F&aacute;tima, sobretudo no ver&atilde;o, e uma vez que eu nasci em julho, creio que nos meses anteriores devo ter ido a F&aacute;tima.<br \/>A minha hist&oacute;ria est&aacute;, por isso, ligada a F&aacute;tima: os meus pais tiveram muita liga&ccedil;&atilde;o a F&aacute;tima, uma vez que, ainda solteiros, estiveram presentes na &uacute;ltima apari&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora, em outubro, e, a partir da&iacute; e por causa da proximidade geogr&aacute;fica, deslocavam-se com muita frequ&ecirc;ncia ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A sua hist&oacute;ria vocacional est&aacute; tamb&eacute;m ligada a F&aacute;tima?<br \/>AO <\/em>&ndash; Eu estou convencido que o despertar vocacional aconteceu numa dessas experi&ecirc;ncias peregrinantes a F&aacute;tima.<br \/>Numa noite de 12 para 13, a minha m&atilde;e e outras senhoras passavam a noite em ora&ccedil;&atilde;o no recinto e eu, crian&ccedil;a, adormeci&hellip; De manh&atilde; quando despertei, dei com os olhos num sacerdote a distribuir a sagrada comunh&atilde;o.&nbsp; D&aacute;-me a impress&atilde;o que come&ccedil;ou a&iacute; a minha voca&ccedil;&atilde;o sacerdotal.<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A sua ordena&ccedil;&atilde;o episcopal aconteceu num espa&ccedil;o semelhante &agrave;quele em que decorre a peregrina&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. Porqu&ecirc;?<br \/>AO &ndash;<\/em> Acima de tudo por uma quest&atilde;o log&iacute;stica, para ter um espa&ccedil;o para todas as pessoas que queriam estar presentes (ainda n&atilde;o havia a igreja da Sant&iacute;ssima Trindade). Para que n&atilde;o houvesse muita dispers&atilde;o, pedi para colocarem o altar no espa&ccedil;o onde habitualmente fica na peregrina&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, voltado para a Bas&iacute;lica, ficando a assembleia entre o altar e a Bas&iacute;lica, a maior parte na escadaria.<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Como padre e como bispo manteve uma grande liga&ccedil;&atilde;o ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, nomeadamente &agrave; peregrina&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as&hellip;<br \/>AO &ndash; <\/em>Eu fui &ldquo;apanhado&rdquo; para a peregrina&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as por causa da minha experi&ecirc;ncia na elabora&ccedil;&atilde;o dos catecismos da inf&acirc;ncia, nomeadamente os do 3.&ordm; e 4.&ordm; anos, feitos por uma equipa de Leiria. Essa equipa j&aacute; colaborava na peregrina&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e convidaram-me tamb&eacute;m para fazer parte desse grupo. Com o decorrer dos anos, talvez tenha sido o que mais colaborou na prepara&ccedil;&atilde;o dessa peregrina&ccedil;&atilde;o&hellip;<br \/><em><br \/>AE &ndash; Que mem&oacute;rias guarda dessas peregrina&ccedil;&otilde;es onde esteve envolvido diretamente?<br \/>AO <\/em>&ndash; Desde crian&ccedil;a, sempre tive uma rela&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima com o mundo infantil (sou o oitavo de nove filhos). <br \/>Ao longo da vida de padre, apercebi-me que se deveria apostar muito na catequese das crian&ccedil;as. E sempre tive essa preocupa&ccedil;&atilde;o nos lugares onde exerci o meu m&uacute;nus pastoral, quer na Alemanha (onde todos os meses celebr&aacute;vamos uma eucaristia s&oacute; para as crian&ccedil;as) e depois nas par&oacute;quias onde colaborei ap&oacute;s ter voltado da Alemanha [local de estudos b&iacute;blicos para o doutoramento, ndr].<br \/>As crian&ccedil;as sempre me fascinaram, como no Evangelho, onde a crian&ccedil;a &eacute; objeto de um carinho especial por parte de Jesus e &eacute; modelo de vida crist&atilde;. Talvez por isso me tenha apercebido muito cedo que &eacute; muito f&aacute;cil transmitir a mensagem crist&atilde; &agrave;s crian&ccedil;as e lev&aacute;-las a viverem-na. <\/p>\n<p><em>AE &ndash; Que experi&ecirc;ncia a peregrina&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as a F&aacute;tima pode proporcionar a elas mesmas e aos grupos a que pertencem?<br \/>AO &ndash;<\/em> &Eacute; dif&iacute;cil traduzir por palavras certos sentimentos&hellip; O ambiente que sentimos em F&aacute;tima, em todas as grandes peregrina&ccedil;&otilde;es, intensifica-se na das crian&ccedil;as. Elas s&atilde;o espont&acirc;neas, aderem facilmente &agrave; mensagem, &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o. (&#8230;)<br \/>F&aacute;tima &eacute; tamb&eacute;m um local incontorn&aacute;vel na religiosidade em Portugal. Acho muito proveitoso que as crian&ccedil;as, desde cedo, se apercebam de tudo o que acontece no Santu&aacute;rio.<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Que import&acirc;ncia tem a peregrina&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as no conjunto da divulga&ccedil;&atilde;o da Mensagem de F&aacute;tima?<\/em><\/p>\n<p><em>AO &ndash;<\/em> As crian&ccedil;as s&atilde;o os destinat&aacute;rios ideais da Mensagem de F&aacute;tima, para a viveram, a incarnarem e a testemunharem. Ela foi transmitida a crian&ccedil;as e vivida de modo infantil (sem atribuir qualquer sentido pejorativo a esta palavra).<\/p>\n<p>A Mensagem de F&aacute;tima destina-se a todas as pessoas mas, porque foi transmitida a tr&ecirc;s pastorinhos, pela simplicidade e riqueza que ela tem, encontra nas crian&ccedil;as os futuros divulgadores dessa Mensagem.<\/p>\n<p>Foi uma descoberta bela que os respons&aacute;veis do Santu&aacute;rio lentamente fizeram, com esta peregrina&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as! Que continua a crescer de ano para ano&hellip;<\/p>\n<p><em>Paulo Rocha (Com Not&iacute;cias de Viana)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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