{"id":56773,"date":"2012-06-06T12:30:00","date_gmt":"2012-06-06T12:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/06\/06\/igreja-a-falencia-do-corpo-de-deus\/"},"modified":"2012-06-06T12:30:00","modified_gmt":"2012-06-06T12:30:00","slug":"igreja-a-falencia-do-corpo-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-a-falencia-do-corpo-de-deus\/","title":{"rendered":"Igreja: A fal\u00eancia do \u00abCorpo de Deus\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Elias Couto discute a queda de um feriado que \u00abn\u00e3o era um favor do Estado \u00e0 Igreja\u00bb, antes assentava numa sociedade com \u00abintensa f\u00e9 eucar\u00edstica\u00bb <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 06 jun 2012 (Ecclesia) &ndash; O editor da revista digital &ldquo;Cristo e a Cidade&rdquo;, considera que a elimina&ccedil;&atilde;o do feriado do Corpo de Deus, que se celebra esta quinta-feira, do calend&aacute;rio civil portugu&ecirc;s, a partir de 2013, reflete a fal&ecirc;ncia de uma sociedade que tinha &ldquo;intensa f&eacute; eucar&iacute;stica&rdquo;.<\/p>\n<p>Num texto publicado no Seman&aacute;rio da Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, Elias Couto recorda que aquela festa era, desde a &ldquo;Idade M&eacute;dia&rdquo;, sin&oacute;nimo da comunh&atilde;o entre o Deus &ldquo;feito&rdquo; homem, Jesus Cristo, que deu o seu &ldquo;Corpo e Sangue&rdquo; pela Humanidade, e um povo profundamente crente.<\/p>\n<p>&ldquo;Numa sociedade de intensa f&eacute; eucar&iacute;stica, esta solenidade era vivida com particular esplendor: toda a gente se incorporava na prociss&atilde;o do &ldquo;Corpus Christi&rdquo;: confrarias ou irmandades, artes&atilde;os e comerciantes, nobres e plebeus&rdquo;, sublinha aquele respons&aacute;vel.<\/p>\n<p>O feriado do Corpo de Deus, salienta o jornalista, &ldquo;n&atilde;o era entendido como um favor concedido pelo Estado &agrave; Igreja: era uma exig&ecirc;ncia dos povos para poderem celebrar dignamente a festa de Deus, interrompendo os seus afazeres quotidianos&rdquo;.<\/p>\n<p>No entanto, &ldquo;as r&aacute;pidas mudan&ccedil;as sociais que Portugal conheceu&rdquo;, sobretudo &ldquo;desde os anos setenta do s&eacute;culo passado acabaram por quebrar esta unidade&rdquo;.<\/p>\n<p>Progressivamente, as vozes que se levantaram para reclamar &ldquo;da raz&atilde;o do Estado em reconhecer o estatuto de feriado a um dia cuja relev&acirc;ncia era percebida apenas por uma parte da sociedade&rdquo;, a comunidade crist&atilde;, abriram espa&ccedil;o &agrave; possibilidade de fazer cair o &ldquo;dia santo&rdquo;.<\/p>\n<p>Um cen&aacute;rio que agora se concretizou, devido &agrave;s &ldquo;necessidades econ&oacute;micas&rdquo; e a uma certa &ldquo;curteza de vistas&rdquo;, aponta Elias Couto, que considera que os respons&aacute;veis da Igreja Cat&oacute;lica em Portugal e no Vaticano optaram por seguir o caminho mais f&aacute;cil.<\/p>\n<p>&ldquo;A Hierarquia da Igreja deveria ter trabalhado para valorizar aquilo que lhe &eacute; pr&oacute;prio &ndash; a santifica&ccedil;&atilde;o de determinados dias, n&atilde;o porque o Estado concede a benesse de os declarar &#8216;feriados&#8217;, mas porque tais dias s&atilde;o &#8216;santos&#8217; (separados dos restantes) por raz&otilde;es que dizem respeito &agrave; vida da Igreja&rdquo;, <a href=\"noticia.pl?&amp;id=91129\" target=\"_blank\">complementa<\/a>.<\/p>\n<p>Tendo em conta a &ldquo;confus&atilde;o&rdquo; que os respons&aacute;veis eclesiais deixaram instalar &agrave; volta desta quest&atilde;o, sustenta o autor, &ldquo;n&atilde;o admira&rdquo; que &ldquo;at&eacute; os domingos&rdquo; j&aacute; estejam a &ldquo;deixar de ser tratados, por muitos cat&oacute;licos, como dias santos&rdquo;.<\/p>\n<p>No passado dia 8 de maio, a Santa S&eacute; anunciou um &ldquo;entendimento excecional&rdquo; com o Governo portugu&ecirc;s, tendo em vista a elimina&ccedil;&atilde;o dos feriados do Corpo de Deus e de Todos os Santos &ldquo;durante os pr&oacute;ximos cinco anos&rdquo;, a partir 2013.<\/p>\n<p>Segundo o <a href=\"noticia.pl?&amp;id=90830\" target=\"_blank\">documento<\/a> que foi tornado p&uacute;blico, a celebra&ccedil;&atilde;o da solenidade do Corpo de Deus (assinalada at&eacute; agora numa quinta-feira, 60 dias depois da P&aacute;scoa) vai ser &ldquo;transferida para o domingo seguinte&rdquo; e a de Todos os Santos &ldquo;manter-se-&aacute; no dia 1 de novembro, mas sem o car&aacute;ter de dia feriado civil&rdquo;.<\/p>\n<p>A Santa S&eacute; sublinhou que o acordo vai ao &ldquo;encontro dos desejos do Governo portugu&ecirc;s na procura de uma solu&ccedil;&atilde;o para a grave crise econ&oacute;mico-financeira em que se encontra o pa&iacute;s&rdquo;.<\/p>\n<p><em>JCP\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elias Couto discute a queda de um feriado que \u00abn\u00e3o era um favor do Estado \u00e0 Igreja\u00bb, antes assentava numa sociedade com \u00abintensa f\u00e9 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