{"id":56677,"date":"2012-05-23T13:39:55","date_gmt":"2012-05-23T13:39:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/05\/23\/festas-da-familia-e-depois\/"},"modified":"2012-05-23T13:39:55","modified_gmt":"2012-05-23T13:39:55","slug":"festas-da-familia-e-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/festas-da-familia-e-depois\/","title":{"rendered":"Festas da fam\u00edlia. E depois?"},"content":{"rendered":"<p>Jorge Cotovio, Secretariado da Pastoral Familiar da Diocese de Coimbra <!--more--> <\/p>\n<p>O Dia Internacional da Fam&iacute;lia e a Semana da Vida est&atilde;o a ser pretexto para se realizarem festas dedicadas &agrave; fam&iacute;lia em muitas dioceses. Coimbra n&atilde;o foge &agrave; regra. Melhor, desde h&aacute; dezoito anos consecutivos, foi construindo e espalhando a regra.<\/p>\n<p>A festa faz parte integrante da vida, desde os prim&oacute;rdios da humanidade. Precisamos de fazer festa, mesmo quando (ou sobretudo porque) parecem escassear os motivos para tal. Fazer festa &agrave; fam&iacute;lia e valoriz&aacute;-la &eacute; refleti-la, &eacute; proclamar, atrav&eacute;s dos pequenos e grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o e nas conversas do dia a dia, a sua import&acirc;ncia vital na sociedade e na Igreja. A pastoral diocesana precisa, pois, destes momentos solenes e medi&aacute;ticos, destas oportunidades de encontro festivo.<\/p>\n<p>Como s&atilde;o reduzidas estas oportunidades, temos a grav&iacute;ssima obriga&ccedil;&atilde;o de as potenciar. Ou seja, uma festa das fam&iacute;lias deve ser uma excelente ocasi&atilde;o para evangelizarmos, para catequizarmos, para organizarmos melhor a pastoral local de forma a atingirmos com mais intensidade e efici&ecirc;ncia a institui&ccedil;&atilde;o familiar.<\/p>\n<p>O &ldquo;depois da festa&rdquo; &ndash; normalmente associado ao cansa&ccedil;o, &agrave; desmobiliza&ccedil;&atilde;o, ao esquecimento, &agrave; rotina &ndash; tem de transformar-se num permanente desafio para as comunidades, mantendo bem acesa a chama inflamada no dia da festa.<\/p>\n<p>Com alguma arte e engenho, com muita inspira&ccedil;&atilde;o e consequente transpira&ccedil;&atilde;o, podemos ir entusiasmando pessoas da comunidade incumbida de organizar o evento. Ser&aacute; oportunidade de deitar o olho a casais com especiais apet&ecirc;ncias para coordenar, decorar, pintar, elaborar cartazes, ler, falar com autoridades locais, etc. Algumas destas pessoas at&eacute; podem n&atilde;o frequentar assiduamente o templo, mas ser&aacute; um &oacute;timo ensejo para se irem sentindo envolvidas por este Deus que as ama sobremaneira&hellip;<\/p>\n<p>Esta prepara&ccedil;&atilde;o cuidada ser&aacute; uma oportunidade para se deitar o olho a coletividades locais, convidando-as a atuar na festa. Quem sabe se algumas das pessoas que as constituem (ou familiares que as v&atilde;o aplaudir) n&atilde;o se v&atilde;o &laquo;convertendo&raquo;? E se, educadamente, se convidarem as autoridades locais, envolvendo-as nos preparativos (pedindo-lhes colabora&ccedil;&atilde;o) e dando-lhes destaque no evento?<\/p>\n<p>Como a fam&iacute;lia perpassa todas as estruturas societ&aacute;rias e eclesiais, porque n&atilde;o envolver as crian&ccedil;as da catequese (que arrastam sempre os familiares&hellip;), ou responsabilizar grupos de jovens por tarefas espec&iacute;ficas, ou dar um destino s&oacute;cio caritativo ao pedit&oacute;rio? Porque n&atilde;o convidar um seminarista ou um sacerdote\/ religioso(a) para testemunhar? S&atilde;o recursos preciosos que, bem trabalhados, surtem efeito e manifestam a urg&ecirc;ncia de efetivarmos uma pastoral integrada e concertada.<\/p>\n<p>Neste processo organizativo, o grupo coordenador, idealmente constitu&iacute;do por pessoas de diversas comunidades vizinhas, aprende a encontrar-se, a pensar em conjunto, a potenciar esfor&ccedil;os, a fruir da riqueza da &laquo;comunh&atilde;o&raquo;. Como at&eacute; s&atilde;o mais do que &ldquo;dois ou tr&ecirc;s&rdquo; reunidos em Seu nome, Ele estar&aacute; no meio deles. E a festa vai-se fazendo. E os milagres surgem.<\/p>\n<p>Um percurso pedag&oacute;gico (e espiritual) desta natureza, cirurgicamente pensado, dar&aacute; certamente frutos (pelo menos tem-se a consci&ecirc;ncia de que &laquo;se semeou&raquo;). E a festa acontece.<\/p>\n<p>E os dias e as semanas e os meses seguintes &agrave; festa, ao inv&eacute;s de tempos de in&eacute;rcia e de regresso ao passado, s&atilde;o desafios permanentes para a mudan&ccedil;a, para a reativa&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas pastorais.<\/p>\n<p>Por entre &acirc;nimos e des&acirc;nimos, avan&ccedil;os e recuos, sonhos e pesadelos, o grupo vai querer continuar o esp&iacute;rito da festa. Sabemos que nem todos se comprometem. Mas os resistentes, em conjunto, v&atilde;o querer ajudar as fam&iacute;lias e v&atilde;o pensar em formas criativas de o fazer: marcar reuni&otilde;es peri&oacute;dicas para rezarem, refletirem (a Familiaris Consortio continua muito atual!) e planearem novas a&ccedil;&otilde;es; colaborar com o p&aacute;roco na prepara&ccedil;&atilde;o dos noivos para o matrim&oacute;nio ou dos pais para o batismo dos filhos; preparar momentos especiais (dia da Sagrada Fam&iacute;lia, Dia do Pai, Dia da M&atilde;e, Semana da Vida, etc.); acolher, acompanhar casais novos; ajudar discretamente (e com muita delicadeza) casais com problemas conjugais; colaborar com a catequese na prepara&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o de pais ou nas festas (e deitar o olho a casais humanamente bons, mas nunca desafiados a integrarem um servi&ccedil;o eclesial); ajudar fam&iacute;lias que vivem situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis (desemprego, doen&ccedil;a, morte de um membro, etc.).<\/p>\n<p>Assim &ndash; ou mais ou menos assim &ndash; vale a pena fazermos festa. Vale a pena termos feito festa. Vale a pena insistir, corrigir eventuais falhas, avan&ccedil;ar. Vale a pena sermos ousados e criativos, como pedem os nossos bispos. Vale a pena olhar para al&eacute;m da cerca do redil e ir ao encalce da ovelha tresmalhada, do filho pr&oacute;digo, das marias madalenas, dos zaqueus.<\/p>\n<p>Nem a festa nem o &laquo;depois da festa&raquo; s&atilde;o f&aacute;ceis de executar. Mas n&atilde;o tenho d&uacute;vidas de que tamb&eacute;m passa por aqui a &laquo;nova evangeliza&ccedil;&atilde;o&raquo; de que tanto carece a nova sociedade.<\/p>\n<p><em>Jorge Cotovio<\/em><\/p>\n<p><em>Secretariado da Pastoral Familiar<\/em><\/p>\n<p><em>da Diocese de Coimbra<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Cotovio, Secretariado da Pastoral Familiar da Diocese de Coimbra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[127,174,206,306],"class_list":["post-56677","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-catequese","tag-diocese-de-coimbra","tag-familia","tag-semana-da-vida"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56677"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56677\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}