{"id":56675,"date":"2012-05-23T13:36:25","date_gmt":"2012-05-23T13:36:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/05\/23\/perseguindo-um-sacramento\/"},"modified":"2012-05-23T13:36:25","modified_gmt":"2012-05-23T13:36:25","slug":"perseguindo-um-sacramento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/perseguindo-um-sacramento\/","title":{"rendered":"Perseguindo um sacramento"},"content":{"rendered":"<p>Lu\u00eds e Paula  <!--more--> <\/p>\n<p>Somos cat&oacute;licos, trabalh&aacute;vamos na mesma par&oacute;quia, &eacute;ramos amigos e seguimos caminhos diferentes.<\/p>\n<p>Reencontr&aacute;mo-nos ao fim de alguns anos e rapidamente conclu&iacute;mos que quer&iacute;amos caminhar juntos.<\/p>\n<p>A realidade era agora diferente: ele era solteiro, ela estava divorciada e com um filho &agrave; sua guarda.<\/p>\n<p>Desde logo surgiram as quest&otilde;es e d&uacute;vidas comuns a tantos casais na mesma situa&ccedil;&atilde;o, e uma grande necessidade de apoio e conselhos.<\/p>\n<p>Recebemos as mais variadas respostas, que outros conhecer&atilde;o: &ldquo;qual &eacute; o problema, n&atilde;o se amam?&rdquo;, &ldquo;podem dar catequese, n&atilde;o h&aacute; impedimento&rdquo;, &ldquo;podem continuar a colaborar na par&oacute;quia, desde que o fa&ccedil;am de forma discreta&rdquo;, &ldquo;as leis s&atilde;o feitas pelos homens, n&atilde;o por Deus&rdquo;, &ldquo;v&atilde;o comungar a outra igreja&rdquo;, etc.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m recebemos conselhos noutro sentido.<\/p>\n<p>Sab&iacute;amos apenas que quer&iacute;amos ser coerentes com a nossa f&eacute; e n&atilde;o nos ocorreu questionar o que est&aacute; canonicamente institu&iacute;do para estas situa&ccedil;&otilde;es. Mas, e ent&atilde;o, o que fazer?<\/p>\n<p>A primeira decis&atilde;o estava tomada: sim, queremos constituir uma fam&iacute;lia e transmitir os valores em que acreditamos aos filhos que Deus nos confiar. Cas&aacute;mos civilmente e nasceu mais um filho.<\/p>\n<p>Em paralelo, e gra&ccedil;as a um conselho muito oportuno, foi apresentado um pedido de nulidade matrimonial junto do Tribunal Eclesi&aacute;stico, sabendo, &agrave; partida, que estes processos s&atilde;o morosos e que, obviamente, n&atilde;o h&aacute; certezas quanto &agrave; decis&atilde;o final.<\/p>\n<p>Entretanto, missa ao domingo, filhos na catequese &hellip; e estes a perguntarem &ldquo;porque &eacute; que voc&ecirc;s n&atilde;o v&atilde;o comungar?&rdquo; E muitas outras perguntas constrangedoras foram aparecendo&#8230;<\/p>\n<p>Vivemos momentos de ansiedade &agrave; espera de not&iacute;cias do Tribunal, de d&uacute;vidas sobre a continuidade do processo, de alguma revolta por n&atilde;o ser mais r&aacute;pido e at&eacute; de vontade de desistir.<\/p>\n<p>Quando nos cas&aacute;mos civilmente assumimos o compromisso de nos entregarmos e de nos acolhermos mutuamente. Mas faltava qualquer coisa&hellip; O selo de Deus.<\/p>\n<p>Era o desejo da gra&ccedil;a do sacramento do matrim&oacute;nio que nos perseguia. O matrim&oacute;nio remetia-nos para uma alian&ccedil;a a tr&ecirc;s: n&oacute;s e Deus.<\/p>\n<p>Como era importante para n&oacute;s vivermos em plena comunh&atilde;o com a Igreja, havia uma tens&atilde;o permanente entre o desejo e a realidade: o desejo de participar de uma forma mais plena na Igreja e a realidade que a limitava.<\/p>\n<p>N&atilde;o nos serviam de nada os conselhos mais liberais nem os mais conservadores.<\/p>\n<p>Foi uma caminhada que fizemos a s&oacute;s, mesmo que integrados numa comunidade. Em todo o caso, verdade seja dita, nunca nos sentimos &agrave; parte. Sinal dos novos tempos, talvez.<\/p>\n<p>E a decis&atilde;o da nulidade chegou! Foi uma emo&ccedil;&atilde;o muito grande! Partilh&aacute;mos com os nossos filhos, a quem explic&aacute;mos o verdadeiro sentido do matrim&oacute;nio, salientando que n&atilde;o se tratava de sermos melhores ou piores pessoas. Em qualquer estado somos sempre chamados por Deus a viver o Amor.<\/p>\n<p>Prepar&aacute;mos o matrim&oacute;nio sem mais demoras. S&oacute; o tempo necess&aacute;rio para tratar da parte administrativa.<\/p>\n<p>Acompanhados pelos nossos filhos, familiares e amigos, numa cerim&oacute;nia simples mas intensa, dissemos sim um ao outro, com a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus.<\/p>\n<p>O que &eacute; que mudou? A confirma&ccedil;&atilde;o da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus e a plena comunh&atilde;o com a Igreja.<\/p>\n<p><em>Lu&iacute;s e Paula<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds e Paula<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[127,168],"class_list":["post-56675","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-catequese","tag-diocese-da-guarda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56675"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56675\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}