{"id":56674,"date":"2012-05-23T13:28:31","date_gmt":"2012-05-23T13:28:31","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/05\/23\/a-familia-esperanca-e-a-confianca\/"},"modified":"2012-05-23T13:28:31","modified_gmt":"2012-05-23T13:28:31","slug":"a-familia-esperanca-e-a-confianca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-familia-esperanca-e-a-confianca\/","title":{"rendered":"A fam\u00edlia: esperan\u00e7a e a confian\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ribeiro e Castro, Deputado <!--more--> <\/p>\n<p>Os tempos n&atilde;o v&atilde;o famosos, nem sorridentes. Para muita coisa; e para a fam&iacute;lia tamb&eacute;m. Nos &uacute;ltimos 50 anos, muito mudou, na Europa, no Ocidente, em Portugal tamb&eacute;m. A crise &eacute; ampla e geral. Mas olhemos s&oacute; ao nosso pa&iacute;s.<\/p>\n<p>O n&uacute;mero de casamentos por ano, em Portugal, caiu para metade: de 69.457 em 1960 para 35.711 em 2011. Dentro desta quebra global, subiram os casamentos civis (de 6.422 para 21.481) e ca&iacute;ram vertiginosamente os cat&oacute;licos (de 63.035 para 14.121, ou seja, para um quarto do que eram), tendo surgido alguns casamentos por outros ritos (109, em 2011). O n&uacute;mero de div&oacute;rcios anual explodiu: de 749 em 1960 para 27.556 em 2010. S&oacute; nos &uacute;ltimos 30 anos, perdemos mais de 55.000 nascimentos por ano: em 1981, houve 152.071 nascimentos ; em 2011, apenas 96.856, o mais baixo n&uacute;mero de que h&aacute; mem&oacute;ria nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. O &iacute;ndice de fertilidade tombou para 1,31, bem abaixo do n&uacute;mero que assegura a mera substitui&ccedil;&atilde;o natural das gera&ccedil;&otilde;es (2,1). O n&uacute;mero de lares monoparentais aumentou exponencialmente, assim como o n&uacute;mero de filhos nascidos fora do casamento. Os filhos &uacute;nicos aumentaram e caiu o n&uacute;mero de irm&atilde;os. O envelhecimento da sociedade &eacute; cada vez mais not&oacute;rio, pelas boas e pelas m&aacute;s raz&otilde;es: por um lado, porque vivemos mais anos; por outro lado, porque h&aacute; cada vez menos crian&ccedil;as e jovens. Assiste-se ao agravamento significativo dos indicadores sociais de depend&ecirc;ncia, pondo em crise todos os sistemas sociais. Fecham escolas, faltam lares de terceira idade.<\/p>\n<p>As Na&ccedil;&otilde;es Unidas apresentaram, h&aacute; um ano, a previs&atilde;o de que, at&eacute; ao fim deste s&eacute;culo, Portugal perder&aacute; 4 milh&otilde;es de habitantes, o que significa o equivalente a vermos desaparecer uma cidade como o Porto a cada cinco anos. E a m&eacute;dia et&aacute;ria do pa&iacute;s sobe continuamente. Somos cada vez menos, cada vez mais velhos, cada vez mais s&oacute;s.<\/p>\n<p>Como quadro de fundo, temos a crise financeira, que gerou a crise econ&oacute;mica e uma crise social. E, por debaixo de tudo, temos aquela outra crise social revelada pelos indicadores da fam&iacute;lia e da popula&ccedil;&atilde;o, que &eacute; por si s&oacute; capaz de induzir a completa rutura financeira dos sistemas sociais, em virtude da insufici&ecirc;ncia de ativos face ao n&uacute;mero de dependentes. S&atilde;o cada vez mais aqueles que repetem, como ci&ecirc;ncia certa, que creem que j&aacute; n&atilde;o ir&atilde;o ter pens&atilde;o de reforma, apesar de descontarem para ela. O endividamento acumulado pesa brutalmente sobre o presente e o futuro pr&oacute;ximo. Os impostos asfixiam. Reduzem-se sal&aacute;rios e pens&otilde;es. A recess&atilde;o anda a&iacute;. O desemprego galopa. Apesar de a infla&ccedil;&atilde;o ser baixa, a press&atilde;o do aumento dos pre&ccedil;os sente-se muito. A incerteza &eacute; imensa. Os tempos n&atilde;o v&atilde;o famosos, nem sorridentes.<\/p>\n<p>No s&aacute;bado passado, fui a um casamento. Cat&oacute;lico. Os noivos irradiavam felicidade. Dava gosto v&ecirc;-los. Na cerim&oacute;nia, c&aacute; fora, durante a boda e a festa. Estiveram horas seguidas a sorrir. N&atilde;o se viu sombra de apreens&atilde;o. N&atilde;o eram ricos, antes gente comum. E, al&eacute;m deles, havia outros casais novos seus amigos. Alguns beb&eacute;s, em idade de serem amamentados, atrelados necess&aacute;rios das suas jovens m&atilde;es. Tamb&eacute;m nesses amigos, se respirava alegria e confian&ccedil;a: a que partilhavam com os noivos e a que viviam eles pr&oacute;prios. Era felicidade em estado puro. E foi, sem ningu&eacute;m ter o dizer, um cristalino espet&aacute;culo de Esperan&ccedil;a. Ali, terra a terra.<\/p>\n<p>Foi um o&aacute;sis no meio da crise. Um o&aacute;sis precioso. Um elixir revigorante.<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia tamb&eacute;m &eacute; isso: esse o&aacute;sis e esse elixir. A fam&iacute;lia baseada no casamento, constru&iacute;da no amor do homem e da mulher, ordenada aos filhos e &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o das gera&ccedil;&otilde;es, &eacute; uma fonte de justifica&ccedil;&atilde;o da vida e dos seus trabalhos, um espa&ccedil;o de identidade, um lugar de paz, um abra&ccedil;o de perten&ccedil;a, a cont&iacute;nua renova&ccedil;&atilde;o de miss&atilde;o, tra&ccedil;o direto e escola permanente de solidariedade, um lugar de come&ccedil;o e um lugar de destino.<\/p>\n<p>As fam&iacute;lias sofrem, como todos, os tempos duros e dif&iacute;ceis. Mas atravessam-nos melhor. E podem sair do lado de l&aacute; mais fortes.<\/p>\n<p>Por outro lado, tamb&eacute;m estes tempos duros e dif&iacute;ceis, se olharem como eu olhei para casamentos como o do meu s&aacute;bado passado, produzir&atilde;o tempos de renascimento, tempos de renascimento da fam&iacute;lia e da esperan&ccedil;a. S&oacute; assim, ali&aacute;s, conseguiremos apagar do nosso horizonte coletivo os piores de todos os indicadores: os indicadores da solid&atilde;o, do envelhecimento, da decad&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia &eacute; vigor. A fam&iacute;lia &eacute; esperan&ccedil;a. A fam&iacute;lia &eacute; vida. A fam&iacute;lia &eacute; confian&ccedil;a. A fam&iacute;lia &eacute; uni&atilde;o. Como sairemos n&oacute;s da crise sem vigor, sem esperan&ccedil;a, sem vida, sem confian&ccedil;a, sem uni&atilde;o? E como viver&iacute;amos n&oacute;s sem ser em crise, destruindo o vigor, a esperan&ccedil;a, a vida, a confian&ccedil;a, a uni&atilde;o?<\/p>\n<p>Seguirei, por isso, com muita aten&ccedil;&atilde;o e curiosidade, as palavras que o Santo Padre Bento XVI tiver a deixar-nos no pr&oacute;ximo VII Encontro Mundial das Fam&iacute;lias, em Mil&atilde;o, no final deste m&ecirc;s, sob o lema &ldquo;A fam&iacute;lia: o trabalho e a festa&rdquo;. A&iacute; juntaremos a inspira&ccedil;&atilde;o do verbo e a inspira&ccedil;&atilde;o do exemplo. Com a palavra do Papa, a vibra&ccedil;&atilde;o de milh&otilde;es de fam&iacute;lias, reunidas no local e pela televis&atilde;o, ser&aacute; um poderoso alimento de &acirc;nimo na travessia t&atilde;o dura que estamos a fazer.<\/p>\n<p>Se a fam&iacute;lia fosse s&oacute; esperan&ccedil;a, j&aacute; seria muito. Mas a fam&iacute;lia &eacute; mais do que esperan&ccedil;a no futuro &ndash; &eacute; a confian&ccedil;a de construir o futuro. &Eacute; essa a sua for&ccedil;a. &Eacute; essa a nossa for&ccedil;a.<\/p>\n<p><em>Jos&eacute; Ribeiro e Castro<br \/>Deputado<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Os tempos n&atilde;o v&atilde;o famosos, nem sorridentes. Para muita coisa; e para a fam&iacute;lia tamb&eacute;m. Nos &uacute;ltimos 50 anos, muito mudou, na Europa, no Ocidente, em Portugal tamb&eacute;m. A crise &eacute; ampla e geral. Mas olhemos s&oacute; ao nosso pa&iacute;s.<br \/>O n&uacute;mero de casamentos por ano, em Portugal, caiu para metade: de 69.457 em 1960 para 35.711 em 2011. Dentro desta quebra global, subiram os casamentos civis (de 6.422 para 21.481) e ca&iacute;ram vertiginosamente os cat&oacute;licos (de 63.035 para 14.121, ou seja, para um quarto do que eram), tendo surgido alguns casamentos por outros ritos (109, em 2011). O n&uacute;mero de div&oacute;rcios anual explodiu: de 749 em 1960 para 27.556 em 2010. S&oacute; nos &uacute;ltimos 30 anos, perdemos mais de 55.000 nascimentos por ano: em 1981, houve 152.071 nascimentos ; em 2011, apenas 96.856, o mais baixo n&uacute;mero de que h&aacute; mem&oacute;ria nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. O &iacute;ndice de fertilidade tombou para 1,31, bem abaixo do n&uacute;mero que assegura a mera substitui&ccedil;&atilde;o natural das gera&ccedil;&otilde;es (2,1). O n&uacute;mero de lares monoparentais aumentou exponencialmente, assim como o n&uacute;mero de filhos nascidos fora do casamento. Os filhos &uacute;nicos aumentaram e caiu o n&uacute;mero de irm&atilde;os. O envelhecimento da sociedade &eacute; cada vez mais not&oacute;rio, pelas boas e pelas m&aacute;s raz&otilde;es: por um lado, porque vivemos mais anos; por outro lado, porque h&aacute; cada vez menos crian&ccedil;as e jovens. Assiste-se ao agravamento significativo dos indicadores sociais de depend&ecirc;ncia, pondo em crise todos os sistemas sociais. Fecham escolas, faltam lares de terceira idade. <br \/>As Na&ccedil;&otilde;es Unidas apresentaram, h&aacute; um ano, a previs&atilde;o de que, at&eacute; ao fim deste s&eacute;culo, Portugal perder&aacute; 4 milh&otilde;es de habitantes, o que significa o equivalente a vermos desaparecer uma cidade como o Porto a cada cinco anos. E a m&eacute;dia et&aacute;ria do pa&iacute;s sobe continuamente. Somos cada vez menos, cada vez mais velhos, cada vez mais s&oacute;s.<br \/>Como quadro de fundo, temos a crise financeira, que gerou a crise econ&oacute;mica e uma crise social. E, por debaixo de tudo, temos aquela outra crise social revelada pelos indicadores da fam&iacute;lia e da popula&ccedil;&atilde;o, que &eacute; por si s&oacute; capaz de induzir a completa rutura financeira dos sistemas sociais, em virtude da insufici&ecirc;ncia de ativos face ao n&uacute;mero de dependentes. S&atilde;o cada vez mais aqueles que repetem, como ci&ecirc;ncia certa, que creem que j&aacute; n&atilde;o ir&atilde;o ter pens&atilde;o de reforma, apesar de descontarem para ela. O endividamento acumulado pesa brutalmente sobre o presente e o futuro pr&oacute;ximo. Os impostos asfixiam. Reduzem-se sal&aacute;rios e pens&otilde;es. A recess&atilde;o anda a&iacute;. O desemprego galopa. Apesar de a infla&ccedil;&atilde;o ser baixa, a press&atilde;o do aumento dos pre&ccedil;os sente-se muito. A incerteza &eacute; imensa. Os tempos n&atilde;o v&atilde;o famosos, nem sorridentes.<br \/>No s&aacute;bado passado, fui a um casamento. Cat&oacute;lico. Os noivos irradiavam felicidade. Dava gosto v&ecirc;-los. Na cerim&oacute;nia, c&aacute; fora, durante a boda e a festa. Estiveram horas seguidas a sorrir. N&atilde;o se viu sombra de apreens&atilde;o. N&atilde;o eram ricos, antes gente comum. E, al&eacute;m deles, havia outros casais novos seus amigos. Alguns beb&eacute;s, em idade de serem amamentados, atrelados necess&aacute;rios das suas jovens m&atilde;es. Tamb&eacute;m nesses amigos, se respirava alegria e confian&ccedil;a: a que partilhavam com os noivos e a que viviam eles pr&oacute;prios. Era felicidade em estado puro. E foi, sem ningu&eacute;m ter o dizer, um cristalino espet&aacute;culo de Esperan&ccedil;a. Ali, terra a terra.<br \/>Foi um o&aacute;sis no meio da crise. Um o&aacute;sis precioso. Um elixir revigorante.<br \/>A fam&iacute;lia tamb&eacute;m &eacute; isso: esse o&aacute;sis e esse elixir. A fam&iacute;lia baseada no casamento, constru&iacute;da no amor do homem e da mulher, ordenada aos filhos e &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o das gera&ccedil;&otilde;es, &eacute; uma fonte de justifica&ccedil;&atilde;o da vida e dos seus trabalhos, um espa&ccedil;o de identidade, um lugar de paz, um abra&ccedil;o de perten&ccedil;a, a cont&iacute;nua renova&ccedil;&atilde;o de miss&atilde;o, tra&ccedil;o direto e escola permanente de solidariedade, um lugar de come&ccedil;o e um lugar de destino.<br \/>As fam&iacute;lias sofrem, como todos, os tempos duros e dif&iacute;ceis. Mas atravessam-nos melhor. E podem sair do lado de l&aacute; mais fortes.<br \/>Por outro lado, tamb&eacute;m estes tempos duros e dif&iacute;ceis, se olharem como eu olhei para casamentos como o do meu s&aacute;bado passado, produzir&atilde;o tempos de renascimento, tempos de renascimento da fam&iacute;lia e da esperan&ccedil;a. S&oacute; assim, ali&aacute;s, conseguiremos apagar do nosso horizonte coletivo os piores de todos os indicadores: os indicadores da solid&atilde;o, do envelhecimento, da decad&ecirc;ncia.<br \/>A fam&iacute;lia &eacute; vigor. A fam&iacute;lia &eacute; esperan&ccedil;a. A fam&iacute;lia &eacute; vida. A fam&iacute;lia &eacute; confian&ccedil;a. A fam&iacute;lia &eacute; uni&atilde;o. Como sairemos n&oacute;s da crise sem vigor, sem esperan&ccedil;a, sem vida, sem confian&ccedil;a, sem uni&atilde;o? E como viver&iacute;amos n&oacute;s sem ser em crise, destruindo o vigor, a esperan&ccedil;a, a vida, a confian&ccedil;a, a uni&atilde;o?<br \/>Seguirei, por isso, com muita aten&ccedil;&atilde;o e curiosidade, as palavras que o Santo Padre Bento XVI tiver a deixar-nos no pr&oacute;ximo VII Encontro Mundial das Fam&iacute;lias, em Mil&atilde;o, no final deste m&ecirc;s, sob o lema &ldquo;A fam&iacute;lia: o trabalho e a festa&rdquo;. A&iacute; juntaremos a inspira&ccedil;&atilde;o do verbo e a inspira&ccedil;&atilde;o do exemplo. Com a palavra do Papa, a vibra&ccedil;&atilde;o de milh&otilde;es de fam&iacute;lias, reunidas no local e pela televis&atilde;o, ser&aacute; um poderoso alimento de &acirc;nimo na travessia t&atilde;o dura que estamos a fazer. <br \/>Se a fam&iacute;lia fosse s&oacute; esperan&ccedil;a, j&aacute; seria muito. Mas a fam&iacute;lia &eacute; mais do que esperan&ccedil;a no futuro &ndash; &eacute; a confian&ccedil;a de construir o futuro. &Eacute; essa a sua for&ccedil;a. &Eacute; essa a nossa for&ccedil;a. <br \/>Jos&eacute; Ribeiro e Castro<br \/>Deputado<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Ribeiro e Castro, Deputado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[120,187,203,206,314],"class_list":["post-56674","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-bento-xvi","tag-diocese-do-porto","tag-europa","tag-familia","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56674","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56674"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56674\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56674"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56674"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56674"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}