{"id":56670,"date":"2012-05-23T13:08:59","date_gmt":"2012-05-23T13:08:59","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/05\/23\/comecar-do-telhado\/"},"modified":"2012-05-23T13:08:59","modified_gmt":"2012-05-23T13:08:59","slug":"comecar-do-telhado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/comecar-do-telhado\/","title":{"rendered":"Come\u00e7ar do telhado"},"content":{"rendered":"<p>A dinamita\u00e7\u00e3o das estruturas familiares, por motivos econ\u00f3micos e ideol\u00f3gicos, n\u00e3o augura nada de bom para o futuro da humanidade. <!--more--> <\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o delicada em que se encontram v&aacute;rios pa&iacute;ses, face &agrave; atual crise econ&oacute;mica e financeira, tem tido consequ&ecirc;ncias muito pesadas nas suas popula&ccedil;&otilde;es e reconfigurado, significativamente as din&acirc;micas e os projetos familiares de centenas de milh&otilde;es de pessoas.<\/p>\n<p>A reflex&atilde;o lan&ccedil;ada pela Igreja Cat&oacute;lica, no contexto do pr&oacute;ximo Encontro Mundial das Fam&iacute;lias, afigura-se como particularmente relevante num momento em que &ldquo;especialistas&rdquo; e governos parecem firmemente determinados em resolver as quest&otilde;es come&ccedil;ando pelo telhado e esquecendo o mundo real das pessoas.<\/p>\n<p>Seja por interesses inconfessados\/inconfess&aacute;veis, seja por mera incompet&ecirc;ncia, grande parte das receitas aplicadas tem tido a preocupa&ccedil;&atilde;o de preservar a posi&ccedil;&atilde;o de uma minoria privilegiada e tem vindo a acentuar, como se v&ecirc; em Portugal, um sentimento de desesperan&ccedil;a e de injusti&ccedil;a, perante o sofrimento a que s&atilde;o sujeitos aqueles que menos responsabilidade tinham no despoletar desta crise especulativa.<\/p>\n<p>Ao evocar o tempo livre, num tempo em que o ser humano &eacute; visto cada vez mais como um &lsquo;bicho de produ&ccedil;&atilde;o&rsquo;, a Igreja oferece um contributo essencial para defender as fam&iacute;lias contempor&acirc;neas, a institui&ccedil;&atilde;o que &eacute; a prioridade da vida dos seus membros. O trabalho &eacute; mais do que uma forma de obter uma remunera&ccedil;&atilde;o e, na doutrina cat&oacute;lica, ajuda mesmo a dignificar e a dar sentido &agrave; vida, mas n&atilde;o pode, em momento algum, transformar-se numa tirania, no elemento central do quotidiano, sem contrapartidas nem alternativas.<\/p>\n<p>Aguardam-se com expectativa os testemunhos de quem vai participar no encontro de Mil&atilde;o, os seus sonhos, as suas esperan&ccedil;as, as suas dificuldades e revoltas, os casos de sucesso na capacidade de conciliar as v&aacute;rias interpela&ccedil;&otilde;es que, cada vez mais, todos recebemos nestes tempos dif&iacute;ceis. Em particular, esperam-se interven&ccedil;&otilde;es fortes de Bento XVI para recordar o essencial a quem governa esta crise, demasiado preocupado com as telhas e esquecido dos fundamentos, porque a dinamita&ccedil;&atilde;o das estruturas familiares, por motivos econ&oacute;micos e ideol&oacute;gicos, n&atilde;o augura nada de bom para o futuro da humanidade.<\/p>\n<p><em>Oct&aacute;vio Carmo<\/em><\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">A situa&ccedil;&atilde;o delicada em que se encontram v&aacute;rios pa&iacute;ses, face &agrave; atual crise econ&oacute;mica e financeira, tem tido consequ&ecirc;ncias muito pesadas nas suas popula&ccedil;&otilde;es e reconfigurado, significativamente as din&acirc;micas e os projetos familiares de centenas de milh&otilde;es de pessoas.<br \/>A reflex&atilde;o lan&ccedil;ada pela Igreja Cat&oacute;lica, no contexto do pr&oacute;ximo Encontro Mundial das Fam&iacute;lias, afigura-se como particularmente relevante num momento em que &ldquo;especialistas&rdquo; e governos parecem firmemente determinados em resolver as quest&otilde;es come&ccedil;ando pelo telhado e esquecendo o mundo real das pessoas.<br \/>Seja por interesses inconfessados\/inconfess&aacute;veis, seja por mera incompet&ecirc;ncia, grande parte das receitas aplicadas tem tido a preocupa&ccedil;&atilde;o de preservar a posi&ccedil;&atilde;o de uma minoria privilegiada e tem vindo a acentuar, como se v&ecirc; em Portugal, um sentimento de desesperan&ccedil;a e de injusti&ccedil;a, perante o sofrimento a que s&atilde;o sujeitos aqueles que menos responsabilidade tinham no despoletar desta crise especulativa.<br \/>Ao evocar o tempo livre, num tempo em que o ser humano &eacute; visto cada vez mais como um &lsquo;bicho de produ&ccedil;&atilde;o&rsquo;, a Igreja oferece um contributo essencial para defender as fam&iacute;lias contempor&acirc;neas, a institui&ccedil;&atilde;o que &eacute; a prioridade da vida dos seus membros. O trabalho &eacute; mais do que uma forma de obter uma remunera&ccedil;&atilde;o e, na doutrina cat&oacute;lica, ajuda mesmo a dignificar e a dar sentido &agrave; vida, mas n&atilde;o pode, em momento algum, transformar-se numa tirania, no elemento central do quotidiano, sem contrapartidas nem alternativas.<br \/>Aguardam-se com expectativa os testemunhos de quem vai participar no encontro de Mil&atilde;o, os seus sonhos, as suas esperan&ccedil;as, as suas dificuldades e revoltas, os casos de sucesso na capacidade de conciliar as v&aacute;rias interpela&ccedil;&otilde;es que, cada vez mais, todos recebemos nestes tempos dif&iacute;ceis. Em particular, esperam-se interven&ccedil;&otilde;es fortes de Bento XVI para recordar o essencial a quem governa esta crise, demasiado preocupado com as telhas e esquecido dos fundamentos, porque a dinamita&ccedil;&atilde;o das estruturas familiares, por motivos econ&oacute;micos e ideol&oacute;gicos, n&atilde;o augura nada de bom para o futuro da humanidade.<br \/>Oct&aacute;vio Carmo <\/p>\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o delicada em que se encontram v&aacute;rios pa&iacute;ses, face &agrave; atual crise econ&oacute;mica e financeira, tem tido consequ&ecirc;ncias muito pesadas nas suas popula&ccedil;&otilde;es e reconfigurado, significativamente as din&acirc;micas e os projetos familiares de centenas de milh&otilde;es de pessoas.<\/p>\n<p>A reflex&atilde;o lan&ccedil;ada pela Igreja Cat&oacute;lica, no contexto do pr&oacute;ximo Encontro Mundial das Fam&iacute;lias, afigura-se como particularmente relevante num momento em que &ldquo;especialistas&rdquo; e governos parecem firmemente determinados em resolver as quest&otilde;es come&ccedil;ando pelo telhado e esquecendo o mundo real das pessoas.<\/p>\n<p>Seja por interesses inconfessados\/inconfess&aacute;veis, seja por mera incompet&ecirc;ncia, grande parte das receitas aplicadas tem tido a preocupa&ccedil;&atilde;o de preservar a posi&ccedil;&atilde;o de uma minoria privilegiada e tem vindo a acentuar, como se v&ecirc; em Portugal, um sentimento de desesperan&ccedil;a e de injusti&ccedil;a, perante o sofrimento a que s&atilde;o sujeitos aqueles que menos responsabilidade tinham no despoletar desta crise especulativa.<\/p>\n<p>Ao evocar o tempo livre, num tempo em que o ser humano &eacute; visto cada vez mais como um &lsquo;bicho de produ&ccedil;&atilde;o&rsquo;, a Igreja oferece um contributo essencial para defender as fam&iacute;lias contempor&acirc;neas, a institui&ccedil;&atilde;o que &eacute; a prioridade da vida dos seus membros. O trabalho &eacute; mais do que uma forma de obter uma remunera&ccedil;&atilde;o e, na doutrina cat&oacute;lica, ajuda mesmo a dignificar e a dar sentido &agrave; vida, mas n&atilde;o pode, em momento algum, transformar-se numa tirania, no elemento central do quotidiano, sem contrapartidas nem alternativas.<\/p>\n<p>Aguardam-se com expectativa os testemunhos de quem vai participar no encontro de Mil&atilde;o, os seus sonhos, as suas esperan&ccedil;as, as suas dificuldades e revoltas, os casos de sucesso na capacidade de conciliar as v&aacute;rias interpela&ccedil;&otilde;es que, cada vez mais, todos recebemos nestes tempos dif&iacute;ceis. Em particular, esperam-se interven&ccedil;&otilde;es fortes de Bento XVI para recordar o essencial a quem governa esta crise, demasiado preocupado com as telhas e esquecido dos fundamentos, porque a dinamita&ccedil;&atilde;o das estruturas familiares, por motivos econ&oacute;micos e ideol&oacute;gicos, n&atilde;o augura nada de bom para o futuro da humanidade.<\/p>\n<p>Oct&aacute;vio Carmo<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dinamita\u00e7\u00e3o das estruturas familiares, por motivos econ\u00f3micos e ideol\u00f3gicos, n\u00e3o augura nada de bom para o futuro da humanidade.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[120,168],"class_list":["post-56670","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-bento-xvi","tag-diocese-da-guarda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56670","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56670"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56670\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56670"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56670"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56670"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}