{"id":56556,"date":"2012-05-14T15:52:00","date_gmt":"2012-05-14T15:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/05\/14\/conclusoes-do-encontro-de-responsaveis-da-caritas-na-europa\/"},"modified":"2012-05-14T15:52:00","modified_gmt":"2012-05-14T15:52:00","slug":"conclusoes-do-encontro-de-responsaveis-da-caritas-na-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/conclusoes-do-encontro-de-responsaveis-da-caritas-na-europa\/","title":{"rendered":"Conclus\u00f5es do encontro de respons\u00e1veis da C\u00e1ritas na Europa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sociedades acolhedoras geram comunidades de amor<\/strong><\/p>\n<p>Os representantes da rede C&aacute;ritas na Europa aprovaram a seguinte declara&ccedil;&atilde;o como resultado da Confer&ecirc;ncia Regional realizada em Vars&oacute;via, entre os dias 10 e 12 de maio de 2012:<\/p>\n<p>Os presidentes das organiza&ccedil;&otilde;es C&aacute;ritas na Europa est&atilde;o alarmados com os efeitos graves da crise econ&oacute;mica sobre os mais vulner&aacute;veis da sociedade, em particular na Gr&eacute;cia, mas tamb&eacute;m em muitos outros pontos da Europa. A C&aacute;ritas Europa est&aacute; preocupada com a evolu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas atuais, que considera de solu&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil e a curto prazo n&atilde;o enfrentando os desafios fundamentais das nossas sociedades. A crise financeira e econ&oacute;mica bem como os rem&eacute;dios para ela encontrados (as medidas de austeridade) colocam a solidariedade sobre forte press&atilde;o, sendo que estes n&atilde;o s&atilde;o nem nunca foram parte do problema. Os sistemas de prote&ccedil;&atilde;o social, como forma de redistribui&ccedil;&atilde;o da riqueza, est&atilde;o a enfraquecer e a falhar precisamente numa altura em que s&atilde;o absolutamente necess&aacute;rios para combater a pobreza.<\/p>\n<p>A promo&ccedil;&atilde;o de cuidados para e na sociedade, com uma aten&ccedil;&atilde;o especial para os mais vulner&aacute;veis, &eacute; uma quest&atilde;o central para o trabalho da C&aacute;ritas no que toca &agrave; prote&ccedil;&atilde;o social, migra&ccedil;&atilde;o e refugiados e pol&iacute;ticas de desenvolvimento, como parte de uma abordagem coerente e global para a erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza (1).<\/p>\n<p>A emigra&ccedil;&atilde;o abre espa&ccedil;os para a &ldquo;fuga de cuidadores&rdquo;. Crian&ccedil;as e fam&iacute;lias s&atilde;o deixadas para tr&aacute;s sem ou com cuidados insuficientes, o que pode levar ao abandono escolar e, paradoxalmente, &agrave; exist&ecirc;ncia de mais crian&ccedil;as e fam&iacute;lias expostas &agrave; pobreza. Al&eacute;m disso, muitos pa&iacute;ses est&atilde;o a utilizar a crise como argumento para a redu&ccedil;&atilde;o de or&ccedil;amentos para da coopera&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento, aumentando as desigualdades e a pobreza estrutural no mundo inteiro.<\/p>\n<p>A fam&iacute;lia &eacute; fundamental para a vida de todas as pessoas, incluindo os migrantes. O reagrupamento familiar, um direito fundamental da humanidade consagrado nas lei da EU, confere dignidade &agrave;s fam&iacute;lias e ajuda na sua integra&ccedil;&atilde;o. V&aacute;rias pesquisas e an&aacute;lises identificam os efeitos positivos do reagrupamento familiar e os efeitos negativos resultantes de pol&iacute;ticas restritivas e de per&iacute;odos de separa&ccedil;&atilde;o prolongados, tanto para os migrantes como para as sociedades nas quais est&atilde;o a viver. Politicas que restrinjam o reagrupamento familiar podem deixar os membros da fam&iacute;lia com poucas op&ccedil;&otilde;es para al&eacute;m da entrada irregular nos pa&iacute;ses de destino ou prolongar a sua estadia para al&eacute;m da data autorizada. O facto de estarem numa situa&ccedil;&atilde;o irregular diminui os seus direitos b&aacute;sicos e possibilidades de integra&ccedil;&atilde;o ao mesmo tempo que as exp&otilde;em a situa&ccedil;&otilde;es de explora&ccedil;&atilde;o e abuso.<\/p>\n<p>Com este enquadramento, as C&aacute;ritas na Europa adotam as seguintes recomenda&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito do seu plano de trabalho 2012-2013, subordinado ao tema &ldquo;Cuidado e Migra&ccedil;&otilde;es&rdquo;:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1 &ndash; Coopera&ccedil;&atilde;o entre C&aacute;ritas de origem e destino em mat&eacute;ria de migra&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>As organiza&ccedil;&otilde;es C&aacute;ritas v&atilde;o refor&ccedil;ar a comunica&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses de origem e destino pela ado&ccedil;&atilde;o das seguintes medidas:<\/p>\n<p>a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; identifica&ccedil;&atilde;o das boas pr&aacute;ticas de coopera&ccedil;&atilde;o em mat&eacute;ria de coopera&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>b)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; replicar projetos-piloto bem sucedidos;<\/p>\n<p>c)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; aumentar a coopera&ccedil;&atilde;o entre as estruturas da C&aacute;ritas e da Igreja<\/p>\n<p>A C&aacute;ritas est&aacute; empenhada em assegurar as necessidades b&aacute;sicas dos migrantes prestadores de cuidados, facilitando a rela&ccedil;&atilde;o com as autoridades na obten&ccedil;&atilde;o de autoriza&ccedil;&otilde;es de trabalho, acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, l&iacute;ngua e servi&ccedil;os de qualidade e ao reagrupamento familiar (facilitando o contacto com os familiar que permaneceram no pa&iacute;s de origem)<\/p>\n<p>A C&aacute;ritas incentiva os governos dos pa&iacute;ses de origem e destino a cooperarem e colaborarem em mat&eacute;ria de migra&ccedil;&atilde;o de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, para melhorar a legisla&ccedil;&atilde;o e para proporcionar condi&ccedil;&otilde;es de integra&ccedil;&atilde;o. A C&aacute;ritas exorta os pa&iacute;ses a deixarem de ver a migra&ccedil;&atilde;o como uma quest&atilde;o de seguran&ccedil;a e a reconhecerem as oportunidades culturais, econ&oacute;micas e demogr&aacute;ficas a ela associadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2 &ndash; Migra&ccedil;&otilde;es e Desenvolvimento<\/strong><\/p>\n<p>Os direitos dos migrantes devem ser respeitados independentemente do seu <em>satus<\/em> legal. &Eacute; imperativo reconhecer o papel dos migrantes como cidad&atilde;os ativos para apoiar a sua integra&ccedil;&atilde;o como membros de uma fam&iacute;lia humana e reconhecer o papel da di&aacute;spora como contributo estrat&eacute;gico para o desenvolvimento.<\/p>\n<p>A C&aacute;ritas promove os valores interculturais que alterem a perce&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico. Como rede, a C&aacute;ritas Europa compromete-se a contribuir para o encontro de solu&ccedil;&otilde;es coordenadas que incluam: remessas, organiza&ccedil;&otilde;es de migrantes e pol&iacute;ticas ben&eacute;ficas para ambas as partes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3 &ndash; Migrantes prestadores de cuidados<\/strong><\/p>\n<p>O respeito pelos direitos humanos fundamentais de todos os seres humanos devem ser protegidos. Criar canais legais que salvaguardem o respeito dos direitos humanos e impe&ccedil;am a explora&ccedil;&atilde;o dos migrantes trabalhadores dom&eacute;stico s&atilde;o uma solu&ccedil;&atilde;o para a ratifica&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o da Conven&ccedil;&atilde;o da OIT para os trabalhadores dom&eacute;sticos.<\/p>\n<p>&Eacute; importante aumentar a consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre a quest&atilde;o da explora&ccedil;&atilde;o dos migrantes trabalhadores dom&eacute;sticos dentro da rede C&aacute;ritas Europa e reunir conhecimentos e experi&ecirc;ncias ao n&iacute;vel local.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>4 &ndash; Envelhecimento Ativo, Voluntariado e Presta&ccedil;&atilde;o de cuidados <\/strong><\/p>\n<p>A C&aacute;ritas Europa apela &agrave; Uni&atilde;o Europeia, bem como ao Conselho da Europa para que exortem os decisores pol&iacute;ticos europeus e nacionais ao reconhecimento da import&acirc;ncia do voluntariado na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais humana e solid&aacute;ria, ajudando o voluntariado a desenvolver-se e a realizar todo o seu potencial em todos os grupos et&aacute;rios, com uma aten&ccedil;&atilde;o especial nos mais idosos. O exerc&iacute;cio do voluntariado deveria ser tido em conta na atribui&ccedil;&atilde;o de direitos sociais, como pens&otilde;es ou, no caso dos jovens que est&atilde;o a integrar o mercado de trabalho, como experi&ecirc;ncia relevante. O voluntariado n&atilde;o deve ser instrumentalizado como uma alternativa barata ao trabalho remunerado.<\/p>\n<p>A C&aacute;ritas Europa compromete-se a desenvolver projetos de voluntariado local que promovam a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados como uma parte clara da sua identidade e miss&atilde;o. A C&aacute;ritas compromete-se a implementar estrat&eacute;gias para atrair volunt&aacute;rios de todas as faixas et&aacute;rias que, com o apoio de pessoal t&eacute;cnico remunerado, possam desenvolver a sua miss&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>5 &ndash; Acesso a servi&ccedil;os de cuidado de qualidade<em><\/em><\/strong><\/p>\n<p>No setor complexo e crescente dos cuidados, a C&aacute;ritas exorta os Estados a:<\/p>\n<p>a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; assegurar a livre escolha entre prestadores de cuidados, permitindo a diversidade e a concorr&ecirc;ncia legal;<\/p>\n<p>b)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; investir nas compet&ecirc;ncias dos cuidadores e na capacita&ccedil;&atilde;o a todos os n&iacute;veis;<\/p>\n<p>c)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; adapta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os &agrave;s necessidades e mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos;<\/p>\n<p>d)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; incentivar a cria&ccedil;&atilde;o de um quadro de volunt&aacute;rios complementar aos funcion&aacute;rios remunerados.<\/p>\n<p>As organiza&ccedil;&otilde;es C&aacute;ritas comprometem-se a fortalecer as suas organiza&ccedil;&otilde;es na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de alta qualidade. Para conseguir isso, as suas a&ccedil;&otilde;es devem:<\/p>\n<p>a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; desenvolver e atualizar informa&ccedil;&atilde;o relevante sobre as interven&ccedil;&otilde;es de cuidados da C&aacute;ritas;<\/p>\n<p>b)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; refor&ccedil;ar a coopera&ccedil;&atilde;o e o trabalho em rede entre as organiza&ccedil;&otilde;es C&aacute;ritas para a partilha de experi&ecirc;ncias, recursos e incentivo &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas na presta&ccedil;&atilde;o de ajuda &agrave;s pessoas necessitadas;<\/p>\n<p>c)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; desenvolver a coopera&ccedil;&atilde;o e interc&acirc;mbio com organiza&ccedil;&otilde;es governamentais e n&atilde;o-governamentais que sejam parte interessada a n&iacute;vel nacional e da EU, a fim de dar visibilidade &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es da C&aacute;ritas e ao perfil da C&aacute;ritas Europa como ator relevante no campo da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados;<\/p>\n<p>d)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; desenvolver a influ&ecirc;ncia p&uacute;blica a n&iacute;vel da EU, a fim de garantir a incorpora&ccedil;&atilde;o adequada de servi&ccedil;os de cuidados como elementos essenciais das respetivas politicas sociais nos pa&iacute;ses europeus.<\/p>\n<p>Hoje a mensagem da <em>Rerum Novarum <\/em>&eacute; provavelmente mais importante do que nunca. O reconhecimento da Dignidade Humana, a prote&ccedil;&atilde;o dos direitos econ&oacute;micos e a organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade para o bem comum est&atilde;o severamente comprometidos. O fosso entre pa&iacute;ses ricos e pa&iacute;ses pobres foi abordado por Jo&atilde;o XXIII na <em>Mater et Magistra<\/em> , em 1961. A <em>Sollicitudo Rei Socialis <\/em>desenvolve a no&ccedil;&atilde;o de solidariedade como sendo &ldquo;antes de tudo um sentido de responsabilidade por parte de todos no que diz respeito a todos (&hellip;)&rdquo;, incluindo o amor preferencial pelos mais pobres como princ&iacute;pio orientador. <em>Deus Caritas Est<\/em> salienta o dever de amar, de cuidar do outro, destacando o papel especial da C&aacute;ritas como uma organiza&ccedil;&atilde;o que &eacute; a express&atilde;o da caridade da Igreja. <em>Caritas in Veritate <\/em>refor&ccedil;a para o mundo atual em crise os princ&iacute;pios fundamentais da justi&ccedil;a e da caridade.<\/p>\n<p>A C&aacute;ritas Europa est&aacute; totalmente empenhada em contribuir para a erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza, definida como um fen&oacute;meno multifacetado. A luta contra a pobreza requer uma abordagem abrangente, olhando a raiz das causas e as injusti&ccedil;as dos sistemas e politicas, incluindo as pol&iacute;ticas migrat&oacute;rias restritivas, que impedem o desenvolvimento integral da humanidade. A C&aacute;ritas destaca a responsabilidade de cada ser humano, bem como das institui&ccedil;&otilde;es na contribui&ccedil;&atilde;o para se alcan&ccedil;arem estes objetivos, atendendo &agrave;s necessidades de cuidados para todas as pessoas e grupos vulner&aacute;veis. A coer&ecirc;ncia na a&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental, sendo o bem comum o principio b&aacute;sico orientador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>NOTA:<\/em><\/p>\n<p>1 &#8211; A C&aacute;ritas Europa define a pobreza como um &ldquo;fen&oacute;meno multidimensional e multifacetado que se baseia n&atilde;o apenas no rendimento, como at&eacute; aqui mas num conceito tem em conta as necessidades b&aacute;sicas, direitos humanos e os fatores que levam &agrave; sua vulnerabilidade. Desigualdade, marginaliza&ccedil;&atilde;o, discrimina&ccedil;&atilde;o, exclus&atilde;o, sentimento de impot&ecirc;ncia e limita&ccedil;&atilde;o na capacidade de fazer op&ccedil;&otilde;es e escolhas&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sociedades acolhedoras geram comunidades de amor Os representantes da rede C&aacute;ritas na Europa aprovaram a seguinte declara&ccedil;&atilde;o como resultado da Confer&ecirc;ncia Regional realizada em Vars&oacute;via, entre os dias 10 e 12 de maio de 2012: Os presidentes das organiza&ccedil;&otilde;es C&aacute;ritas na Europa est&atilde;o alarmados com os efeitos graves da crise econ&oacute;mica sobre os mais vulner&aacute;veis [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[125,189,203,291,314,329],"class_list":["post-56556","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-caritas","tag-direitos-humanos","tag-europa","tag-refugiados","tag-solidariedade","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56556","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56556"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56556\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56556"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56556"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56556"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}