{"id":564,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/religioes-no-servico-publico-de-televisao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"religioes-no-servico-publico-de-televisao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/religioes-no-servico-publico-de-televisao\/","title":{"rendered":"Religi\u00f5es no servi\u00e7o p\u00fablico de televis\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Com continuidade assegurada, os programas das Confiss\u00f5es Religiosas, na RTP, t\u00eam tamb\u00e9m garantido o suporte dos custos de produ\u00e7\u00e3o: as negocia\u00e7\u00f5es entre a Comiss\u00e3o do Tempo de Emiss\u00e3o das Confiss\u00f5es Religiosas (CTECR) e a RTP conduziram a um significativo emagrecimento do or\u00e7amento para estes programas, mas inclu\u00eddo integralmente nos custos do servi\u00e7o p\u00fablico de televis\u00e3o. Num novo acordo, a celebrar entre a RTP e a CTECR, as Confiss\u00f5es Religiosas continuar\u00e3o o projecto de presen\u00e7a inter-religiosa no operador de servi\u00e7o p\u00fablico de televis\u00e3o, integrando num mesmo acordo jur\u00eddico os programas que se incluem n\u2019 \u201cA F\u00e9 dos Homens\u201d e os programas \u201c70 X 7\u201d e \u201cCaminhos\u201d.  Para D. Jo\u00e3o Alves, presidente da Comiss\u00e3o Episcopal para as Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, o acordo tem como principal m\u00e9rito o facto de ultrapassar \u201cuma atitude retr\u00f3grada que entendia a religi\u00e3o como exclusivo da consci\u00eancia individual.\u201d D. Jo\u00e3o Alves elogia o acordo alcan\u00e7ado sobre a programa\u00e7\u00e3o religiosa na televis\u00e3o p\u00fablica, referindo que \u201ccom estes tr\u00eas programas j\u00e1 existentes e pagos pelo Or\u00e7amento Geral do Estado, constitui-se um conjunto integrado e consistente.\u201d. A RTP assegura, a partir de agora, a produ\u00e7\u00e3o de dois dos seis programas apresentados de segunda a sexta-feira e no Domingo. O presidente honor\u00e1rio da Alian\u00e7a Evang\u00e9lica e Presidente da CTECR, Dias Bravo, explica que esta quest\u00e3o, de ordem jur\u00eddica, esteve na origem das diferen\u00e7as de opini\u00e3o entre a RTP e as confiss\u00f5es religiosas: \u201cestava em quest\u00e3o saber se o Estado tem o dever se suportar a emiss\u00e3o ou tamb\u00e9m os custos com a emiss\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o aos financiamentos da produ\u00e7\u00e3o. A verdade \u00e9 que a RTP nunca chegou a dizer que a programa\u00e7\u00e3o religiosa n\u00e3o fazia parte do elenco do servi\u00e7o p\u00fablico\u201d, elucida. O director de programas da RTP, Lu\u00eds Andrade, confirma esta vers\u00e3o dos acontecimentos \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA: \u201co lugar da programa\u00e7\u00e3o religiosa dentro do servi\u00e7o p\u00fablico de televis\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d, as hesita\u00e7\u00f5es que se sentiram durante o processo \u201cn\u00e3o t\u00eam a ver com os conte\u00fados, mas com a situa\u00e7\u00e3o financeira da RTP; posso garantir que, excluindo os programas para que foram assumidos compromissos escritos ou verbais, pela anterior direc\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para pagar novos programas\u201d. A conclus\u00e3o apresentada por Lu\u00eds Andrade \u00e9 linear: \u201cnada move a RTP contra qualquer religi\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o financeira da RTP \u00e9 que obriga a que tudo seja revisto\u201d. Al\u00e9m da quest\u00e3o financeira, o canal em que estes programas ser\u00e1 apresentado levantou algumas quest\u00f5es. O editorial do N.\u00ba 900 da Ag\u00eancia ECCLESIA j\u00e1 se debru\u00e7ava sobre este tema, contestando a perspectiva que pretende remeter para um espa\u00e7o minorit\u00e1rio programas destinados aos 90% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa que se declara crente e seguidora de uma religi\u00e3o concreta. O C\u00f3n. Ant\u00f3nio Rego, director do Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, escreve que \u201ca programa\u00e7\u00e3o religiosa ora existente na RTP deve continuar a ser considerada Servi\u00e7o P\u00fablico, que a nenhum t\u00edtulo pode ser retirada do Canal 1 para se alinhar num caleidosc\u00f3pio de mensagens pertencentes a minorias muito direccionadas\u201d. Para Lu\u00eds Andrade, por\u00e9m, o lugar da programa\u00e7\u00e3o religiosa na RTP \u00e9 no Canal 2, \u201ce n\u00e3o se justifica nenhum receio por parte das confiss\u00f5es religiosas\u201d. O Canal 2, \u201ca p\u00e9rola da RTP\u201d, segundo o seu director de programas, \u201cvai ficar muito melhor\u201d, pelo que o acordo agora obtido acaba por \u201cbeneficiar as duas partes\u201d, assegura Lu\u00eds Andrade. Este acordo motiva um apelo especial do Bispo Em\u00e9rito de Coimbra: \u201ca religi\u00e3o, reconhecida como realidade de interesse p\u00fablico, ao manifestar-se na comunica\u00e7\u00e3o social, contrai uma responsabilidade\u201d, recorda D. Jo\u00e3o Alves. Dias Bravo, conclui que \u201cpara a sociedade a presen\u00e7a da programa\u00e7\u00e3o religiosa \u00e9 indispens\u00e1vel, at\u00e9 porque h\u00e1 uma anemia de valores. As confiss\u00f5es religiosas t\u00eam uma for\u00e7a espiritual que conduz \u00e0 regenera\u00e7\u00e3o do homem, e os seus programas t\u00eam esse objectivo, contribuem para que a sociedade portuguesa seja uma sociedade de valores.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com continuidade assegurada, os programas das Confiss\u00f5es Religiosas, na RTP, t\u00eam tamb\u00e9m garantido o suporte dos custos de produ\u00e7\u00e3o: as negocia\u00e7\u00f5es entre a Comiss\u00e3o do Tempo de Emiss\u00e3o das Confiss\u00f5es Religiosas (CTECR) e a RTP conduziram a um significativo emagrecimento do or\u00e7amento para estes programas, mas inclu\u00eddo integralmente nos custos do servi\u00e7o p\u00fablico de televis\u00e3o. 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