{"id":5639,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/redescobrir-a-eucaristia-na-basilica-de-s-pedro\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"redescobrir-a-eucaristia-na-basilica-de-s-pedro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/redescobrir-a-eucaristia-na-basilica-de-s-pedro\/","title":{"rendered":"Redescobrir a Eucaristia na Bas\u00edlica de S. Pedro"},"content":{"rendered":"<p>Homilia da primeira liturgia eucar\u00edstica em honra da Beata Alexandrina de Balasar <!--more--> O dia de ontem foi de emo\u00e7\u00f5es profundas. Hoje, serenamente e neste local significativo para todos os cat\u00f3licos, queremos dar gra\u00e7as a Deus. Ser\u00e1 um momento forte se chegarmos a compromissos para as nossas vidas e para o dinamismo das nossas comunidades. Estamos calcando terra onde crist\u00e3os testemunharam o amor a Cristo atrav\u00e9s do mart\u00edrio. Os estudos arqueol\u00f3gicos confirmam a sepultura de Pedro neste local. Renovemos a nossa confian\u00e7a na igreja e reflictamos sobre a Eucaristia que nasce e gera a Igreja. Meditemos dois pensamentos da Beata Alexandrina: 1 &#8211; \u00abComo Maria Madalena, tamb\u00e9m tu escolheste a melhor parte. Escolheste amar-me nos Sacr\u00e1rios, onde me podes contemplar n\u00e3o com os olhos do corpo, mas com os olhos da alma e do esp\u00edrito. Eu encontro-me l\u00e1 em corpo, alma e divindade, como no c\u00e9u. Escolheste quanto h\u00e1 de mais sublime\u00bb, \u00abcomo borboleta em volta da chama, como pastor vigilante pelo seu cordeiro. Pertence-me esta miss\u00e3o: dar almas a Jesus, viver alerta na Eucaristia, alerta sempre, alerta com Jesus\u00bb. 2 &#8211; \u00abDesejo ser sepultada, se poss\u00edvel, com o rosto voltado para o sacr\u00e1rio da nossa igreja; pois como em vida sempre desejei unir-me a Jesus sacramentado e olhar para o sagrado Tabern\u00e1culo, assim tamb\u00e9m depois da minha morte desejo continuar a vel\u00e1-lo, conservando-me voltada para ele. Sei que com os olhos do corpo j\u00e1 n\u00e3o verei Jesus, mas desejo ser colocada naquela posi\u00e7\u00e3o para lhe demonstrar o amor que sinto pela Sagrada Eucaristia\u00bb.  * * * Jesus Cristo, no Evangelho de hoje alerta os seus seguidores para que n\u00e3o O procurem por causa das coisas materiais mas pelo alimento que dura at\u00e9 \u00e0 vida eterna. Foi este alimento que deu for\u00e7a a Est\u00eav\u00e3o para resistir \u00e0s falsas testemunhas e proclamar o amor a Deus atrav\u00e9s duma Sabedoria e com uma carga de Esp\u00edrito que impressionava. Como Igreja vivemos para a Evangelizar. Os tempos s\u00e3o adversos e os inimigos disp\u00f5em de armas que n\u00e3o conseguimos imaginar. O ambiente que nos rodeia n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o facilita a miss\u00e3o da Igreja mas cria, permanentemente, dificuldades. Talvez ainda n\u00e3o tenhamos reflectido seriamente sobre esta verdade. O mundo determina as suas leis e disp\u00f5e de argumentos que amarfanham a voz da Igreja. Esta ainda vai sendo ouvida mas como not\u00edcia de curiosidade que passa ao esquecimento. Vejamos o que acontece com o Santo Padre. O seu testemunho \u00e9 eloquente. Quantos o seguem? Onde chega a doutrina dos Bispos em Portugal? Procura-se o sensacionalismo e h\u00e1 prazer em mostrar o que se apelida de ruptura. N\u00e3o se ouve o que a Igreja quer comunicar, mas aquilo que gostaria de se ouvir. As frases s\u00e3o interpretadas e esquecem-se os valores que pretendemos anunciar. Onde estar\u00e1 a nossa coragem? S\u00f3 a uni\u00e3o a Jesus Sacramentado, como \u00abescolha da melhor parte\u00bb, permite que demonstremos o amor que temos a Cristo. Da\u00ed que a Eucaristia tem de adquirir a for\u00e7a duma presen\u00e7a que motiva e estimula. A\u00ed robustecemo-nos e partimos para a vida com outra convic\u00e7\u00e3o e ardor. Talvez tenhamos de reconhecer que o testemunho no mundo \u00e9 pouco convincente por uma viv\u00eancia demasiado habitual e formal. O nosso cora\u00e7\u00e3o \u00abn\u00e3o arde\u00bb com a presen\u00e7a do Ressuscitado e, como consequ\u00eancia, os dinamismos do mundo em vez de serem permeados pelo Esp\u00edrito Evang\u00e9lico s\u00e3o conduzidos por leis e comportamentos estranhos e contradit\u00f3rios \u00e0 Boa Nova.   * * *  A Beatifica\u00e7\u00e3o duma pessoa \u00e9 um modo de perpetuar a sua mem\u00f3ria. A partir de agora a Beata Alexandrina ser\u00e1 colocada nos altares como algu\u00e9m a quem recorremos e sobretudo a quem queremos imitar. A sua presen\u00e7a deveria apontar o caminho duma centralidade da Eucaristia, na pastoral e na vida das pessoas e das comunidades. Ela indica- -nos o altar e o sacr\u00e1rio como realidades a colocar no \u00e2mbito das nossas viv\u00eancias. Aqui esteve a for\u00e7a para aceitar tudo como vontade de Deus. \u00abEm nada sinto alegria a n\u00e3o ser em cumprir a vontade de Deus\u00bb (Carta in\u00e9dita, em 22-10-45). \u00abSei de tudo quanto se tem passado a meu respeito, por a\u00ed. Nosso Senhor me d\u00ea coragem para tudo suportar e sofrer como tenho sofrido at\u00e9 aqui. S\u00f3 do c\u00e9u podem preparar-se tantas provas, quanto Deus quiser que eu sofra e com alegria. Gra\u00e7as a Deus at\u00e9 hoje tudo tem passado sem que eu desgoste a Nosso Senhor. Ao menos fa\u00e7o isso. Confio n\u2019Ele e na m\u00e3ezinha que assim ser\u00e1 at\u00e9 ao fim, que se vai aproximando, cada dia\u00bb (Carta in\u00e9dita, em 1- -1-46).  Tamb\u00e9m aqui gostaria de deixar alguns pedidos. 1 \u2013 Que o culto aos Santos n\u00e3o ofusque a Eucaristia e o Sacr\u00e1rio. Muitos crist\u00e3os s\u00f3 olham para as imagens e esquecem a presen\u00e7a de algu\u00e9m que apaixonou e foi a raz\u00e3o de ser da vida daqueles que queremos homenagear. 2 \u2013 Urge tornar a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica como encontro com Cristo Palavra e P\u00e3o. A Palavra ter\u00e1 de ser mais percept\u00edvel e ambientada; o P\u00e3o tem de ser recebido com outra rever\u00eancia e sentido de compromisso. Como encontro da comunidade, a festa deve resplandecer como acolhimento de todas as pessoas e dos seus problemas num intuito de proporcionar a tranquilidade que se torna coragem para enfrentar o \u00abduro\u00bb encenado no dia a dia. A Eucaristia \u00e9 ac\u00e7\u00e3o de Cristo-total e, neste sentido, nunca pode ser responsabilidade exclusivamente clerical. Os padres devem imprimir outra espiritualidade no celebrar e os leigos tem de sentir a alegria duma colabora\u00e7\u00e3o correspons\u00e1vel. \u00c9 crist\u00e3o um agir segundo as capacidades e talentos numa Igreja que se quer plural e, por isso, onde cada m faz \u00abs\u00f3 e apenas\u00bb o que lhe compete. Quanto caminho percorrido e quanta vida nova a procurar!! 3 \u2013 Torna-se necess\u00e1rio redescobrir a import\u00e2ncia do Sacr\u00e1rio. O mundo necessita de Adoradores que, pessoalmente ou em grupo, se colocam em atitude de contempla\u00e7\u00e3o. As igrejas come\u00e7am a estar vazias fora dos actos do culto. A seguran\u00e7a recomenda muitos cuidados. Um m\u00ednimo de organiza\u00e7\u00e3o e a exist\u00eancia de Cen\u00e1culos de ora\u00e7\u00e3o que, dum modo generalizado, n\u00e3o necessitariam da presen\u00e7a do padre, permitiria que elas estivessem abertas e acess\u00edveis. Tamb\u00e9m os lausperenes necessitam dum interesse maior e duma dedica\u00e7\u00e3o mais esmerada. As Confrarias do Sant\u00edssimo tem aqui um espa\u00e7o onde investir as suas capacidades e energias. N\u00e3o seria oportuno que todas as festas tivessem este momento de encontro com o sacr\u00e1rio como n\u00facleo central dum programa que n\u00e3o se preocupe s\u00f3 com o exterior? Nestes momentos de adora\u00e7\u00e3o, as voca\u00e7\u00f5es de especial consagra\u00e7\u00e3o nunca podem ser esquecidas. O Senhor da messe manda pedir e nunca nos poderemos cansar. Viemos a Roma e n\u00e3o podemos levar somente a alegria de ter participado num acontecimento maravilhoso. Teremos de ser mensageiros da mem\u00f3ria e mensagem da vener\u00e1vel Alexandrina. Recordemos, sempre, e comuniquemos, por todos os meios, aos outros as ideias que recebemos. O Senhor permitiu que viv\u00eassemos um acontecimento de gra\u00e7a. Toca-nos a obriga\u00e7\u00e3o de multiplicar esta gra\u00e7a aos amigos e conhecidos. Por n\u00f3s o amor de Alexandrina a Cristo, a Maria, no sofrimento pode chegar longe.  Roma, Altar da C\u00e1tedra, 26-04-04  + Jorge Ortiga, A. P.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia da primeira liturgia eucar\u00edstica em honra da Beata Alexandrina de Balasar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[103,199,246],"class_list":["post-5639","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-alexandrina-de-balasar","tag-espiritualidade","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5639","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5639"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5639\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5639"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5639"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5639"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}