{"id":56345,"date":"2012-05-01T00:15:08","date_gmt":"2012-05-01T00:15:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/05\/01\/trabalho-crise-sindicalismo-e-igreja-catolica\/"},"modified":"2012-05-01T00:15:08","modified_gmt":"2012-05-01T00:15:08","slug":"trabalho-crise-sindicalismo-e-igreja-catolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/trabalho-crise-sindicalismo-e-igreja-catolica\/","title":{"rendered":"Trabalho, crise, sindicalismo e Igreja Cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p>Manuel Carvalho da Silva, sindicalista e antigo l\u00edder da CGTP, coordenador do Observat\u00f3rio sobre a Crise e Alternativas, fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA do mundo do trabalho, da sua vis\u00e3o sobre a crise e os caminhos a seguir, sem esquecer a forma\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica e os contactos que mant\u00e9m com organismos da Igreja. <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; Com a crise laboral que se vive ainda faz sentido comemorar o dia do trabalhador?<\/em><\/p>\n<p><em>Manuel Carvalho da Silva (MCS) &ndash;<\/em> Sempre fez sentido e, agora, ainda faz mais. O trabalho, enquanto atividade humana, &eacute; o elemento fundamental de integra&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o na sociedade, mas &eacute; tamb&eacute;m pelo trabalho que a afirma&ccedil;&atilde;o do ser humano no seu pleno se obt&eacute;m. A articula&ccedil;&atilde;o entre o trabalho como direito universal e os valores da dignidade e responsabilidade humana numa sociedade que se quer cada vez mais universalista e respeitadora da multilateralidade e multiculturalidade entre os povos tem o trabalho como refer&ecirc;ncia central.<\/p>\n<p>O 1&ordm; de maio tem uma hist&oacute;ria e foi muito importante que tenha sido institu&iacute;do como dia de refer&ecirc;ncia do contributo coletivo e da luta coletiva dos trabalhadores para a caminhada da conquista de um conjunto enorme de direitos sociais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Direitos que est&atilde;o a desaparecer?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> Exato. Se olharmos para os bloqueios que a sociedade se encontra &ndash; aquilo a que comummente se chama crise, que n&atilde;o est&aacute; despida de conte&uacute;do de pol&iacute;tico, mas &eacute; um conceito, profundamente, ideol&oacute;gico &ndash; e tentar romper esses bloqueios e encontrar caminhos de sa&iacute;da, o trabalho est&aacute; no centro. O trabalho est&aacute; no centro para o combate &agrave; pobreza &ndash; que &eacute; primordial -, no combate &agrave;s desigualdades e em tudo o que se possa discutir sobre o Estado social e no garante dos direitos sociais fundamentais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Em 2012, o trabalho ainda tem essa centralidade?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> Est&aacute; mais do que esteve. Sempre que h&aacute; uma situa&ccedil;&atilde;o de crise, a emerg&ecirc;ncia do lugar e do valor do trabalho como quest&atilde;o central &eacute; primordial para se partir na busca de solu&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A gravidez e o parto dessas solu&ccedil;&otilde;es est&atilde;o dif&iacute;ceis&hellip; A crise j&aacute; vigora h&aacute; alguns anos.<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> Corremos o risco, em rela&ccedil;&atilde;o ao espa&ccedil;o em que vivemos (Portugal e Uni&atilde;o Europeia), de a situa&ccedil;&atilde;o se continuar a agravar. O problema n&atilde;o est&aacute; apenas no aparecimento de solu&ccedil;&otilde;es, mas no agravamento di&aacute;rio das condi&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Com este cen&aacute;rio, faria mais sentido celebrar o dia do desempregado e n&atilde;o o dia do trabalhador?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> &Eacute; preciso celebrar o dia do trabalhador para relevar a viol&ecirc;ncia do desemprego.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Nunca se comemorou o 1&ordm; de maio com uma taxa de desemprego t&atilde;o alta?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> Em democracia n&atilde;o porque, em ditadura, j&aacute;. Se h&aacute; coisa que marcou a sociedade portuguesa durante o s&eacute;culo XX &eacute; que existia muita ocupa&ccedil;&atilde;o, mas a sua retribui&ccedil;&atilde;o dava para a subsist&ecirc;ncia e, muitas vezes, sem dignidade. N&atilde;o havia o conceito de emprego que temos hoje. O sal&aacute;rio foi ganhando conte&uacute;do. A retribui&ccedil;&atilde;o do trabalho n&atilde;o foi sempre feita pelo conceito de sal&aacute;rio que, hoje, temos.<\/p>\n<p>A Europa que hoje existe &ndash; apesar dos bloqueios grandes &ndash; &eacute; o espa&ccedil;o geogr&aacute;fico onde os direitos do trabalho ainda est&atilde;o &ndash; em termos comparados &ndash; com avan&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o a outras zonas do mundo e onde h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o mais forte entre os direitos do trabalho e os direitos sociais e pol&iacute;ticos. No entanto, n&atilde;o ter&iacute;amos este avan&ccedil;o se n&atilde;o houvesse a luta dos trabalhadores organizada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Foi nos seus tempos de jovem, quando militante da Juventude Oper&aacute;ria Cat&oacute;lica (JOC), que ganhou essa consci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, laboral e c&iacute;vica?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &#8211;<\/em> Os primeiros sinais s&atilde;o da&iacute;&hellip; Recentemente, encontrei um padre mais velho do que eu, em Braga, que j&aacute; n&atilde;o via h&aacute; muitos anos, e estivemos a trocar impress&otilde;es sobre esses tempos da JOC. Os primeiros despertares da observa&ccedil;&atilde;o do trabalho e do seu valor &ndash; no ponto de vista do enquadramento conceptual e a sua liga&ccedil;&atilde;o &agrave; dignidade humana &ndash; v&ecirc;m dessa fase.<\/p>\n<p>N&atilde;o posso esquecer tamb&eacute;m a observa&ccedil;&atilde;o direta. Como era filho de pequenos agricultores, existia a perce&ccedil;&atilde;o de quem estava sujeito &agrave; explora&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o. Isso foi uma das coisas que os meus pais me incutiram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Outros tempos&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &#8211;<\/em> Quando recordo aqueles tempos, verifico que, atualmente e apesar dos bloqueios, fizemos um progresso extraordin&aacute;rio. Neste tempo, a capacidade de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de riqueza &eacute; incomparavelmente melhor do que era h&aacute; umas d&eacute;cadas atr&aacute;s. Nada justifica que se esteja &#8211; em nome da falta de dinheiro e da falta de riqueza &#8211; a eliminar direitos das pessoas e a provocar empobrecimento e sofrimento. H&aacute; produ&ccedil;&atilde;o de riqueza e dinheiro a circular&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Mas essa riqueza est&aacute;, apenas, na posse de alguns&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> Esse &eacute; que &eacute; o problema, mas &eacute; poss&iacute;vel continuar o progresso, embora tenhamos de alterar muita coisa no estilo de vida das pessoas. Quando olhamos para a crise, esta n&atilde;o &eacute; meramente financeira. Ela &eacute; econ&oacute;mica porque a secundariza&ccedil;&atilde;o do trabalho na economia levou &agrave; desresponsabiliza&ccedil;&atilde;o das pessoas a partir do trabalho. A crise &eacute; profundamente social&hellip; N&atilde;o se justifica esta pobreza e desigualdades. A crise &eacute; pol&iacute;tica porque temos uma governa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o credenciada, visto que os programas que nos imp&otilde;em n&atilde;o foram sufragados. A crise &eacute; de relacionamento das institui&ccedil;&otilde;es, de valores, de ruturas e disfun&ccedil;&otilde;es entre gera&ccedil;&otilde;es, energ&eacute;tica e ambiental.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Ent&atilde;o &eacute; fundamental reagir?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> Reagir, protestar e dizer: Se h&aacute; riqueza reparta-se melhor. Hoje, h&aacute; condi&ccedil;&otilde;es de produzir alimenta&ccedil;&atilde;o no mundo que satisfa&ccedil;a todos os seres humanos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Mas a fome existe&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> N&atilde;o faz sentido haver fome, tal como n&atilde;o faz sentido a irracionalidade do uso de uma s&eacute;rie de mat&eacute;rias-primas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Perante um cen&aacute;rio t&atilde;o negro &eacute; urgente alterar o estilo de vida?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> Plenamente de acordo. A Europa n&atilde;o ter&aacute; nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas o acesso que teve &agrave;s mat&eacute;rias-primas nas d&eacute;cadas do seu grande impulso de desenvolvimento. Teremos de valorizar o trabalho social muito mais do que foi valorizado. Isto, se queremos caminhar positivamente. Vamos ter de encarar a gest&atilde;o da economia distanciando-nos da ideia de todos competirem contra todos numa espiral de loucura. Pode n&atilde;o haver crescimento econ&oacute;mico e haver condi&ccedil;&otilde;es de viver melhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Como se consegue dar a esse ide&aacute;rio uma componente pr&aacute;tica? <\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel encarar os problemas nacionais sem olhar, simultaneamente, para os problemas europeus e globais. O que n&atilde;o se pode &eacute; ficar &agrave; espera deles e, muito menos, esperar que os outros nos fa&ccedil;am a governa&ccedil;&atilde;o que nos interessa. Cada um de n&oacute;s tem de tratar do seu projeto. H&aacute; dimens&otilde;es da crise que obrigam a novas formas de agir. Os caminhos alternativos n&atilde;o s&atilde;o complexos. S&atilde;o dif&iacute;ceis de construir, mas s&atilde;o feitos de conte&uacute;dos muito simples. As respostas &agrave; atual situa&ccedil;&atilde;o passam mesmo por op&ccedil;&otilde;es muito simples como o dar prioridade ao combate &agrave; pobreza&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Todos os programas eleitorais colocam essa prioridade em destaque.<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> Mas depois fazem o contr&aacute;rio. &Eacute; fundamental ter presente que cada medida que empobrece a sociedade amputa liberdade &agrave;s pessoas. A pobreza elimina liberdade e destr&oacute;i a democracia.<\/p>\n<p>&Eacute; necess&aacute;rio identificar a verdade para sabermos agir e para onde caminhar. Esta inevitabilidade conduz aos medos e &agrave; resigna&ccedil;&atilde;o. As pessoas necessitam consciencializarem-se dos seus medos e da limita&ccedil;&atilde;o que os medos lhe provocam. Depois, t&ecirc;m de romper essa limita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>N&atilde;o se sai da crise atrav&eacute;s de uma varinha de cond&atilde;o. &Eacute; preciso criar nas pessoas uma carga forte de responsabiliza&ccedil;&atilde;o. Os processos que vivemos nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas desresponsabilizaram. Ainda neste contexto, &eacute; urgente uma governa&ccedil;&atilde;o com &eacute;tica e com responsabiliza&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o se sai dos buracos atuais, enquanto o povo n&atilde;o reconhecer numa governa&ccedil;&atilde;o (n&atilde;o &eacute; apenas o governo) que tenha &eacute;tica, rigor e transpar&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Como contestar o atual modelo de governa&ccedil;&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> Em primeiro lugar, a cidadania. Estamos muito distanciados&hellip; Precisamos de seres humanos interventivos porque discutir e pensar d&aacute; imenso trabalho. Estamos num tempo de apelo forte ao pensamento e &agrave; a&ccedil;&atilde;o. &Eacute; mesmo preciso pensar&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Mas primeiro &eacute; fundamental cumprir o memorando da Troika?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> Na governa&ccedil;&atilde;o atual apresentam-nos o memorando ou a governa&ccedil;&atilde;o da Troika como uma inevitabilidade que afinal n&atilde;o &eacute; t&atilde;o inevit&aacute;vel quanto isso. Veja-se o que o FMI tem dito nas &uacute;ltimas semanas: &laquo;Estes programas de austeridade n&atilde;o t&ecirc;m sa&iacute;da e que a austeridade generalizada que eles andaram a vender como caminho n&atilde;o &eacute; a sa&iacute;da porque s&atilde;o necess&aacute;rios programas de crescimento&raquo;.<\/p>\n<p>Temos falta de uma estrutura financeira que se volte para o apoio &agrave; economia. A banca que temos, neste momento n&atilde;o d&aacute; aten&ccedil;&atilde;o nenhuma ao setor produtivo. Para se sair da crise e resolver o problema do emprego &eacute; fundamental apoiar e dinamizar as pequenas empresas. As multinacionais e os grandes grupos que dominam o mundo n&atilde;o est&atilde;o voltadas para responder ao problema real do desemprego e da cria&ccedil;&atilde;o de atividades econ&oacute;micas &uacute;teis.<\/p>\n<p>N&atilde;o se pode pegar no memorando da Troika e dizer que isto &eacute; de interesse nacional porque &eacute; uma fal&aacute;cia total e uma mentira do tamanho do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Quem est&aacute; a falar &eacute; o acad&eacute;mico que fez uma tese de doutoramento sobre &laquo;Trabalho e Sindicalismo em tempo de globaliza&ccedil;&atilde;o&raquo; ou o sindicalista Manuel Carvalho da Silva?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> &Eacute; um cidad&atilde;o que aprendeu na vida, no sindicalismo e na academia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; As marcas cat&oacute;licas dos seus tempos juvenis ainda se mant&ecirc;m?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash; <\/em>Essas mant&ecirc;m-se. A nossa forma&ccedil;&atilde;o de inf&acirc;ncia e juventude tende com o caminhar da vida a reafirmar-se com alguma for&ccedil;a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; H&aacute; meia d&uacute;zia de anos, disse que era cat&oacute;lico, mas n&atilde;o praticante. J&aacute; passou para a classe dos praticantes?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> (Risos)&hellip; Est&aacute; a confessar-me&hellip; Eu tenho as minhas pr&aacute;ticas. Gestos e atitudes que todos os dias tomo e que est&atilde;o relacionadas com a minha forma&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica, mas que n&atilde;o se metem nos par&acirc;metros formais com que, normalmente, &eacute; feita a leitura do que &eacute; ser praticante. O praticante &eacute; mesmo a vida vivida. Tenho estado em v&aacute;rias iniciativas promovidas por organismos da Igreja Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O contacto com o mundo do trabalho deu-lhe uma vis&atilde;o abrangente a realidade portuguesa?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> Sou um privilegiado. Tive a sorte de fazer um percurso de vida no mundo do trabalho. Partilhando e vivendo problemas que me permitem ter grelhas de leitura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Como est&aacute; o projeto do observat&oacute;rio sobre a crise e alternativas?<\/em><\/p>\n<p><em>MCS &ndash;<\/em> &Eacute; um caminho que se est&aacute; a iniciar e um projeto criado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, mas com a colabora&ccedil;&atilde;o da OIT (Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho). Atrav&eacute;s deste observat&oacute;rio tentaremos dar contributos ao n&iacute;vel da gesta&ccedil;&atilde;o de alternativas. Queremos produzir relat&oacute;rios e observa&ccedil;&otilde;es regulares.<\/p>\n<p><em>LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Carvalho da Silva, sindicalista e antigo l\u00edder da CGTP, coordenador do Observat\u00f3rio sobre a Crise e Alternativas, fala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA do mundo do trabalho, da sua vis\u00e3o sobre a crise e os caminhos a seguir, sem esquecer a forma\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica e os contactos que mant\u00e9m com organismos da Igreja.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[172,174,191,203],"class_list":["post-56345","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-coimbra","tag-economia","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56345","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56345"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56345\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}