{"id":56324,"date":"2012-04-28T12:45:07","date_gmt":"2012-04-28T12:45:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/28\/o-rosto-das-ipss-em-portugal\/"},"modified":"2012-04-28T12:45:07","modified_gmt":"2012-04-28T12:45:07","slug":"o-rosto-das-ipss-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-rosto-das-ipss-em-portugal\/","title":{"rendered":"O rosto das IPSS em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Lisboa, 28 abr 2012 (Ecclesia) &ndash; As Institui&ccedil;&otilde;es Particulares de Solidariedade Social (IPSS) &ldquo;veem-se incapazes de responder a todas as solicita&ccedil;&otilde;es com que s&atilde;o confrontadas&rdquo;, revela um estudo apresentado, esta sexta-feira, em Lisboa.<\/p>\n<p>Com o t&iacute;tulo &laquo;As Institui&ccedil;&otilde;es Particulares de Solidariedade Social num contexto de crise econ&oacute;mica&raquo;, o estudo &#8211; fruto de uma parceria entre a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional das Institui&ccedil;&otilde;es de Solidariedade (CNIS) e a Funda&ccedil;&atilde;o Millennium BCP &ndash; real&ccedil;a tamb&eacute;m &ldquo;que quase todas as IPSS t&ecirc;m listas de espera para os servi&ccedil;os convencionais regulamentados&rdquo;.<\/p>\n<p>Sendo uma realidade multissecular na sociedade portuguesa e encontrando-se dispersas por todo o pa&iacute;s, a atua&ccedil;&atilde;o das IPSS tem &ldquo;impactes positivos, tanto sociais como econ&oacute;micos&rdquo; e abrangem &ldquo;diversas vertentes&rdquo;.<\/p>\n<p>No cap&iacute;tulo das respostas destas institui&ccedil;&otilde;es &agrave;s necessidades sociais, o estudo coloca em destaque a oferta de servi&ccedil;os &ldquo;convencionais e regulamentados a crian&ccedil;as, idosos, e pessoas dependentes geralmente a pre&ccedil;os abaixo do mercado, dado o car&aacute;ter n&atilde;o lucrativo destas institui&ccedil;&otilde;es e o facto de contarem com apoios p&uacute;blicos e privados&rdquo;.<\/p>\n<p>No campo das ofertas sociais, o documento revela tamb&eacute;m que as IPSS t&ecirc;m contribu&iacute;do para a &ldquo;fixa&ccedil;&atilde;o de pessoas nas &aacute;reas rurais e, em muitos locais, o despovoamento seria muito mais acentuado&rdquo; se estas n&atilde;o existissem.<\/p>\n<p>O refor&ccedil;o do recurso ao trabalho volunt&aacute;rio tem permitido a muitas destas institui&ccedil;&otilde;es &ldquo;estarem &agrave; altura de responder a este novo afluxo de necessidades sociais sem aumentarem significativamente os custos&rdquo;, l&ecirc;-se e acrescenta: &ldquo;De acordo com as IPSS entrevistadas, esta estrat&eacute;gia &eacute; bem-sucedida nos casos em que existe uma estreita liga&ccedil;&atilde;o entre as IPSS e os servi&ccedil;os paroquiais locais&rdquo;.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos desafios &agrave; atua&ccedil;&atilde;o das IPSS, o estudo revela que as &ldquo;situa&ccedil;&otilde;es de car&ecirc;ncia material como pobreza, pobreza envergonhada e fome, bem como as dificuldades em fazer face aos compromissos financeiros, embota tenham (ainda) uma magnitude n&atilde;o alarmante no seio da sociedade portuguesa, aumentaram substancialmente nos tempos mais recentes&rdquo;.<\/p>\n<p>Este acr&eacute;scimo &eacute; sobretudo resultante do atual contexto de crise econ&oacute;mica e &ldquo;n&atilde;o se vislumbrando uma melhoria das condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas para os tempos mais pr&oacute;ximos, ser&aacute; de admitir que se mantenha a tend&ecirc;ncia de agravamento destes problemas na sociedade portuguesa&rdquo;.<\/p>\n<p>As IPSS e as autarquias, &ldquo;tanto de forma isolada com em colabora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, t&ecirc;m vindo a desenvolver esfor&ccedil;os para &ldquo;combater estas situa&ccedil;&otilde;es&rdquo; e sem o contributo destas entidades &ldquo;o panorama de agravamento social nestas mat&eacute;rias seria mais gravoso&rdquo;.<\/p>\n<p>As institui&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m consci&ecirc;ncia de que &eacute; preciso fazer algo para responder a estes novos desafios, no entanto est&aacute; ainda &ldquo;muito enraizada nas mentalidades de muitas IPSS que as solu&ccedil;&otilde;es passam quase sempre e fundamentalmente pelo refor&ccedil;o dos apoios p&uacute;blico&rdquo;, frisa o documento.<\/p>\n<p>Os apoios p&uacute;blicos continuar&atilde;o a ter &ldquo;necessariamente um papel importante na estrutura de financiamento das IPSS&rdquo;, mas estes &ldquo;n&atilde;o podem continuar a ser encarados como a fonte primeira e em muitos casos quase exclusiva de recursos financeiros&rdquo;.<\/p>\n<p>E conclui: &ldquo;Esta mudan&ccedil;a de vis&atilde;o obriga tamb&eacute;m e primeiro que tudo a uma mudan&ccedil;a de mentalidades no seio de muitas das IPSS&rdquo;.<\/p>\n<p>LFS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 28 abr 2012 (Ecclesia) &ndash; 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