{"id":56217,"date":"2012-04-19T15:01:00","date_gmt":"2012-04-19T15:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/19\/diretrizes-referentes-ao-tratamento-dos-casos-de-abuso-sexual-de-menores-por-parte-de-membros-do-clero-ou-praticados-no-ambito-da-atividade-de-pessoas-juridicas-canonicas\/"},"modified":"2012-04-19T15:01:00","modified_gmt":"2012-04-19T15:01:00","slug":"diretrizes-referentes-ao-tratamento-dos-casos-de-abuso-sexual-de-menores-por-parte-de-membros-do-clero-ou-praticados-no-ambito-da-atividade-de-pessoas-juridicas-canonicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/diretrizes-referentes-ao-tratamento-dos-casos-de-abuso-sexual-de-menores-por-parte-de-membros-do-clero-ou-praticados-no-ambito-da-atividade-de-pessoas-juridicas-canonicas\/","title":{"rendered":"Diretrizes referentes ao tratamento dos casos de abuso sexual de menores por parte de membros do clero ou praticados no \u00e2mbito da atividade de pessoas jur\u00eddicas can\u00f3nicas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong>I. Introdu&ccedil;&atilde;o &ndash; &Acirc;mbito e objeto das presentes diretrizes<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>a. Orienta&ccedil;&otilde;es para o procedimento <\/em><\/strong><\/p>\n<p>1. Com as presentes diretrizes pretende-se dar a conhecer um conjunto de orienta&ccedil;&otilde;es ou par&acirc;metros para o procedimento a adotar em caso de conhecimento de factos que indiciem ou evidenciem situa&ccedil;&otilde;es configur&aacute;veis como abuso sexual de menores.<\/p>\n<p>2. As orienta&ccedil;&otilde;es agora apresentadas n&atilde;o dispensam em caso algum a observ&acirc;ncia das demais normas internas da Igreja, nem o escrupuloso cumprimento das normas legais do direito interno portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p>3. Como orienta&ccedil;&otilde;es, as presentes diretrizes n&atilde;o esgotam nem podem em caso algum esgotar os comportamentos a adotar em cada caso concreto, de acordo com uma s&atilde; e correta consci&ecirc;ncia, formada nos valores do Evangelho.<\/p>\n<p>4. Cremos com as presentes orienta&ccedil;&otilde;es traduzir uma preocupa&ccedil;&atilde;o e um apelo da Igreja, verbalizado recentemente por Sua Santidade o Papa Bento XVI na sua Viagem Apost&oacute;lica ao M&eacute;xico, quando afirmou: &laquo;Quero aqui elevar a minha voz, convidando todos a protegerem e cuidarem das crian&ccedil;as, para que nunca se apague o seu sorriso, podendo viver em paz e olhar o futuro com confian&ccedil;a&raquo; (Encontro com as crian&ccedil;as em Guanajuato, 24 de mar&ccedil;o de 2012).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>b. <strong><em>Destinadas aos &oacute;rg&atilde;os dirigentes de cada pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica <\/em><\/strong><\/p>\n<p>5. As presentes diretrizes t&ecirc;m como destinat&aacute;rios imediatos o clero e todos os que trabalham ou colaboram de alguma forma na atividade da Igreja, em particular os que exer&ccedil;am fun&ccedil;&otilde;es de dire&ccedil;&atilde;o, chefia, gest&atilde;o ou coordena&ccedil;&atilde;o na atividade pr&oacute;pria de cada pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica.<\/p>\n<p>6. S&atilde;o estes que exercem essas fun&ccedil;&otilde;es de dire&ccedil;&atilde;o, chefia, gest&atilde;o, coordena&ccedil;&atilde;o ou outras que configurem exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es de autoridade a quem compete em primeira linha assegurar a observ&acirc;ncia dos valores do Evangelho, entre os quais se conta o respeito pela dignidade das crian&ccedil;as, adolescentes e jovens menores.<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>c. em face do conhecimento de situa&ccedil;&otilde;es integr&aacute;veis na situa&ccedil;&atilde;o de abuso&nbsp; de menores<\/em><\/strong><\/p>\n<p>7. Trata-se de saber com exatid&atilde;o que tipo de procedimentos dever&atilde;o ser adotados, quando, por qualquer forma, se tome conhecimento de ind&iacute;cios ou evid&ecirc;ncias integr&aacute;veis na situa&ccedil;&atilde;o de abuso de menores.<\/p>\n<p>8. O abuso sexual de menores ocorre quando um adulto recorre &agrave; sedu&ccedil;&atilde;o, &agrave; chantagem, a amea&ccedil;as e\/ou &agrave; manipula&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica para envolver crian&ccedil;as, adolescentes ou jovens menores em atividades sexuais ou er&oacute;ticas de qualquer &iacute;ndole, que inclua contacto direto ou indireto, por qualquer forma de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>9. As normas internas da Igreja pormenorizam casos ou situa&ccedil;&otilde;es configur&aacute;veis como de abuso sexual de menores, designadamente, as referidas no C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico, nas normas do <em>Motu Proprio<\/em> &laquo;<a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/motu_proprio\/documents\/hf_jp-ii_motu-proprio_20020110_sacramentorum-sanctitatis-tutela_po.html\" target=\"_blank\"><em>Sacramentorum Sanctitatis Tutela<\/em><\/a>&raquo; (2001) e no Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>10. A lei can&oacute;nica considera, entre os delitos mais graves, &laquo;o delito contra o sexto mandamento do Dec&aacute;logo cometido por um cl&eacute;rigo com um menor de dezoito anos&raquo;, sendo &laquo;equiparada ao menor a pessoa que habitualmente tem um uso imperfeito da raz&atilde;o&raquo;, e ainda &laquo;a aquisi&ccedil;&atilde;o ou a deten&ccedil;&atilde;o ou a divulga&ccedil;&atilde;o, para fins de libidinagem, de imagens pornogr&aacute;ficas de menores com idade inferior aos catorze anos por parte de um cl&eacute;rigo, de qualquer modo e com qualquer instrumento&raquo; (v. art. 6.&ordm;\/&sect; 1.&ordm; e 2.&ordm; das <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/resources\/resources_norme_po.html\" target=\"_blank\"><em>Normas sobre os &laquo;delicta graviora<\/em><\/a>&raquo;, na sua vers&atilde;o atualmente em vigor, conforme aprova&ccedil;&atilde;o pelo Santo <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/benedict_xvi\/index_po.htm\" target=\"_blank\">Padre Bento XVI<\/a>, a 21 de maio de 2010).<\/p>\n<p>11. Tenha-se presente que esse delito, em face do direito can&oacute;nico, s&oacute; prescreve vinte anos depois da v&iacute;tima ter completado os dezoito anos de idade.<\/p>\n<p>12. O abuso sexual de menores envolve pela sua natureza atos que s&atilde;o habitualmente praticados em sigilo ou a coberto de rela&ccedil;&otilde;es de autoridade, nem sempre evidentes e muitas vezes dif&iacute;ceis de detetar.<\/p>\n<p>13. Por isso, deve ser dada especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; ocorr&ecirc;ncia de sinais ou simples ind&iacute;cios de comportamentos desviantes, que possam suportar comportamentos integr&aacute;veis em abuso sexual de menores.<\/p>\n<p>14. Dada a natureza dos comportamentos em causa e a sua especial gravidade para o desenvolvimento e bem estar dos menores, em face de ind&iacute;cios ou evid&ecirc;ncias da verifica&ccedil;&atilde;o de abuso sexual, devem os respons&aacute;veis da pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica, no &acirc;mbito da qual se verifiquem tais ind&iacute;cios ou evid&ecirc;ncias ou onde se desenvolva a atividade ou participem as pessoas envolvidas nos atos de abuso sexual de menores, diligenciar de imediato pela cessa&ccedil;&atilde;o desses atos e pela sua puni&ccedil;&atilde;o pelos procedimentos can&oacute;nicos e legais estabelecidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>d. Praticadas por membros do clero ou por outras pessoas<\/em><\/strong><\/p>\n<p>15 Ainda que qualquer ato de abuso sexual de menores seja um ato grave e absolutamente censur&aacute;vel, ele ganha uma gravidade ainda maior se for praticado por membros do clero ou por qualquer outra pessoa no &acirc;mbito das atividades promovidas pela Igreja.<\/p>\n<p>16. Deve ter-se presente que a sociedade espera da Igreja e de cada um dos seus membros, em particular do clero, comportamentos irrepreens&iacute;veis e exemplos de vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>e. <\/strong><strong><em>No exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es que lhe sejam confiadas pela pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica em concreto<\/em><\/strong><\/p>\n<p>17. Independentemente do rep&uacute;dio dos atos de abuso sexual de menores em qualquer lugar ou situa&ccedil;&atilde;o, tenha-se presente que constitui regra estatut&aacute;ria de qualquer pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica que a pr&aacute;tica de quaisquer atos configur&aacute;veis como de abuso sexual de menores &eacute; incompat&iacute;vel com os valores do Evangelho e com os fins de cada pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica em particular, pelo que aquele que for condenado pela pr&aacute;tica de abuso sexual de menores, no &acirc;mbito do direito can&oacute;nico ou no &acirc;mbito do direito interno nacional, n&atilde;o poder&aacute; invocar em caso algum o exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o na pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica em concreto, como justifica&ccedil;&atilde;o ou atenuante, seja a que t&iacute;tulo for.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>18. O exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es por qualquer agente eclesial &ndash; cl&eacute;rigo ou leigo &#8211; no &acirc;mbito da atividade de qualquer pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica n&atilde;o compreende em caso algum o contato direto ou indireto com crian&ccedil;as, adolescentes ou jovens menores em atividades sexuais ou er&oacute;ticas, seja de que forma ou natureza for.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>II. Considera&ccedil;&otilde;es gerais &ndash; Valores e princ&iacute;pios<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>a. A sociedade espera que a Igreja seja um exemplo<\/em><\/strong><\/p>\n<p>19. A sociedade reconhece a a&ccedil;&atilde;o da igreja ao servi&ccedil;o dos menores e dos mais vulner&aacute;veis e reprova veementemente qualquer abuso de menor praticado no &acirc;mbito da atividade das pessoas jur&iacute;dicas can&oacute;nicas, reivindicando da Igreja, pela veem&ecirc;ncia com que contesta esses atos de abuso sexual, uma reserva de dignidade e de respeito pelo outro. A frontalidade da resposta das institui&ccedil;&otilde;es da Igreja, com a aplica&ccedil;&atilde;o das penas can&oacute;nicas e remiss&atilde;o ao foro civil dos abusadores, com a autocr&iacute;tica e pedido de perd&atilde;o, exprime a rejei&ccedil;&atilde;o absoluta e abre caminho a semelhante atitude de rejei&ccedil;&atilde;o por outros grupos.<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>b. A prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as, jovens e fam&iacute;lias<\/em><\/strong><\/p>\n<p>20. O menor &eacute; uma prioridade para a sociedade e para a Igreja. Desde sempre mereceu a maior aten&ccedil;&atilde;o. Gera&ccedil;&otilde;es sem conta se dedicaram &agrave; promo&ccedil;&atilde;o humana e crist&atilde; dos mais vulner&aacute;veis. Nem faltaram ao longo do tempo ordens que se especializaram nestas tarefas, devolvendo inclusive a dignidade a quem a n&atilde;o tinha encontrado ou j&aacute; a tinha perdido. Gera&ccedil;&otilde;es de formadores acolheram, nas institui&ccedil;&otilde;es e nos demais servi&ccedil;os, menores que ajudaram a crescer em apoio &agrave;s fam&iacute;lias. Sempre estas lhes confiaram os seus filhos.<\/p>\n<p>21. A forma firme e clara de rejei&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de abuso de menores constitui um ato de justi&ccedil;a e a afirma&ccedil;&atilde;o dos valores do Evangelho em continua&ccedil;&atilde;o da tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;.<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>c. A integridade do minist&eacute;rio<\/em><\/strong><\/p>\n<p>22.<strong> <\/strong>O abuso de menores por membros do clero:<\/p>\n<p>&#8211; atenta gravemente contra os seus compromissos;<strong> <\/strong><\/p>\n<p>&#8211; fere gravemente o Senhor que se quis identificar com a crian&ccedil;a&nbsp; acolhida (cf. <em>Mc<\/em> 9,37);<\/p>\n<p>&#8211; distorce completamente o sentido do minist&eacute;rio por agir ao inv&eacute;s de toda a doutrina e normas can&oacute;nicas e fora das fun&ccedil;&otilde;es desse minist&eacute;rio; <strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; desonra gravemente a ordem em que est&aacute; inserido pelo sacramento, ou o instituto a que est&aacute; vinculado pelos votos;<\/p>\n<p>&#8211; perverte a fun&ccedil;&atilde;o e causa dano grave na institui&ccedil;&atilde;o que serve, agindo em contradi&ccedil;&atilde;o com o seu objeto e disciplina;<\/p>\n<p>&#8211; prejudica gravemente a justi&ccedil;a.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>d. O compromisso com a verdade<\/em><\/strong><\/p>\n<p>23. Cada pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica empenhar-se-&aacute; vivamente na afirma&ccedil;&atilde;o e defesa da Verdade que liberta, e enfrenta a realidade dolorosa do abuso sexual de menores, eventualmente praticado por algum dos seus membros, condenando liminarmente tais pr&aacute;ticas e envidando todos os esfor&ccedil;os para corrigir os erros, prevenir reincid&ecirc;ncias, sanar as feridas e punir os delinquentes.<\/p>\n<p>24. Cada pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica prestar&aacute; todos os cuidados pastorais aos intervenientes, v&iacute;timas, familiares, comunidade e delinquente, cabendo ao Ordin&aacute;rio pr&oacute;prio ou seu delegado zelar para que assim aconte&ccedil;a.<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>e. A coopera&ccedil;&atilde;o com a sociedade e as autoridades civis<\/em><\/strong><\/p>\n<p>25. Ao servi&ccedil;o da humanidade, sem procurar servir-se a si mesma, cada pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica cooperar&aacute; com a sociedade e com as respetivas autoridades civis; tomar&aacute; em aten&ccedil;&atilde;o todas as indica&ccedil;&otilde;es que lhe cheguem e responder&aacute; com transpar&ecirc;ncia e prontid&atilde;o &agrave;s autoridades competentes em qualquer situa&ccedil;&atilde;o relacionada com abuso de menores, na salvaguarda dos direitos das pessoas, incluindo o seu bom nome e o princ&iacute;pio da presun&ccedil;&atilde;o de inoc&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>III. O que se deve entender por abuso sexual de menores<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>a. No &acirc;mbito do direito can&oacute;nico<\/em><\/strong><\/p>\n<p>26. Vimos j&aacute; que no &acirc;mbito do direito can&oacute;nico se entende por abuso sexual de menor qualquer comportamento em viola&ccedil;&atilde;o do sexto mandamento &ndash; &laquo;Guardar castidade nas palavras e nas obras&raquo; &ndash; cometido com um menor de dezoito anos, sendo &laquo;equiparada ao menor a pessoa que habitualmente tem um uso imperfeito da raz&atilde;o&raquo;, bem como a aquisi&ccedil;&atilde;o ou a deten&ccedil;&atilde;o ou a divulga&ccedil;&atilde;o, para fins de libidinagem, de imagens pornogr&aacute;ficas de menores com idade inferior aos catorze anos.<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>b. No &acirc;mbito do direito interno de cada pa&iacute;s em concreto<\/em><\/strong><\/p>\n<p>27. Em face do direito interno portugu&ecirc;s, a lei define os comportamentos que considera como crime de abuso sexual de crian&ccedil;as, abuso sexual de menores dependentes, atos sexuais com adolescentes, prostitui&ccedil;&atilde;o de menores e lenoc&iacute;nio e pornografia de menores.<\/p>\n<p>28. Dever&atilde;o os respons&aacute;veis pela pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica em concreto procurar conselho de t&eacute;cnicos no &acirc;mbito do direito interno, de modo a apurar a verifica&ccedil;&atilde;o dos pressupostos da infra&ccedil;&atilde;o criminal correspondente, bem como dos procedimentos legais a respeitar.<\/p>\n<p>29. Os t&eacute;cnicos consultados dever&atilde;o ser pessoas habilitadas do ponto de vista t&eacute;cnico e moral, para o acompanhamento dos respetivos procedimentos.<\/p>\n<p>30. A preven&ccedil;&atilde;o, a ajuda &agrave;s v&iacute;timas e a reabilita&ccedil;&atilde;o dos culpados para que n&atilde;o continuem a causar danos formam parte da miss&atilde;o das pessoas jur&iacute;dicas can&oacute;nicas. Durante um processo judicial, &eacute; fundamental procurar a verdade e a justi&ccedil;a.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>IV. Procedimentos preliminares em caso de conhecimento de ato qualific&aacute;vel como abuso de menores<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>a. Avalia&ccedil;&atilde;o preliminar<\/em><\/strong><\/p>\n<p>31. Em face da not&iacute;cia de verifica&ccedil;&atilde;o de ind&iacute;cios ou evid&ecirc;ncias de situa&ccedil;&otilde;es de abuso de menores e uma vez obtido o conselho de t&eacute;cnicos habilitados, dever&aacute; ser feita uma avalia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o relatada, ouvindo os denunciantes, a eventual v&iacute;tima e o visado.<\/p>\n<p>32. Uma vez feita essa avalia&ccedil;&atilde;o preliminar, dever&atilde;o ser qualificados os factos em face do direito can&oacute;nico e em face do direito interno portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p>33. No caso de confirma&ccedil;&atilde;o dos ind&iacute;cios ou da credibilidade das evid&ecirc;ncias da pr&aacute;tica do delito dever&aacute; proceder-se da seguinte forma:<\/p>\n<p>&#8211; instaura&ccedil;&atilde;o imediata do procedimento can&oacute;nico;<\/p>\n<p>&#8211; aconselhamento da v&iacute;tima ou denunciantes a promover a participa&ccedil;&atilde;o imediata dos factos &agrave;s autoridades civis competentes;<\/p>\n<p>&#8211; avalia&ccedil;&atilde;o das medidas cautelares a adotar, de modo a reparar o dano e a impedir a verifica&ccedil;&atilde;o de novos casos.<\/p>\n<p>34. No caso de n&atilde;o confirma&ccedil;&atilde;o dos ind&iacute;cios ou de falta de veracidade das evid&ecirc;ncias ou da participa&ccedil;&atilde;o ou not&iacute;cia, dever&aacute; ser feita uma avalia&ccedil;&atilde;o do comportamento dos intervenientes &ndash; sempre no respeito pela sua vida privada &ndash; reconhecendo-se o direito do visado a defender o bom nome pelos meios legais competentes.<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>b. Procedimento em face do direito can&oacute;nico, no caso de confirma&ccedil;&atilde;o dos ind&iacute;cios ou credibilidade das evid&ecirc;ncias<\/em><\/strong><\/p>\n<p>35. A Igreja, atrav&eacute;s do C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico (C&acirc;none 1395, &sect;2), prev&ecirc; duras san&ccedil;&otilde;es contra um cl&eacute;rigo que abuse sexualmente de menores. Essas san&ccedil;&otilde;es podem chegar &agrave; suspens&atilde;o do exerc&iacute;cio do minist&eacute;rio sacerdotal e &agrave; demiss&atilde;o do estado clerical. O Papa Jo&atilde;o Paulo II, na <em>Carta apost&oacute;lica<\/em> <em>&laquo;Sacramentorum Sanctitatis Tutela&raquo;<\/em>, de 30 de abril de 2001, reservou e centralizou o processo contra estes sacerdotes na Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute;. Estas disposi&ccedil;&otilde;es foram atualizadas e constam do documento intitulado <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/resources\/resources_norme_po.html\" target=\"_blank\"><em>Normas sobre os &laquo;delicta graviora<\/em><\/a>&raquo;, na sua vers&atilde;o atualmente em vigor, conforme aprova&ccedil;&atilde;o pelo Santo <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/benedict_xvi\/index_po.htm\" target=\"_blank\">Padre Bento XVI<\/a>, a 21 de maio de 2010, e devem guiar a atua&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis, em particular dos Ordin&aacute;rios pr&oacute;prios.<\/p>\n<p>36. No Anexo a estas diretrizes pode encontrar-se uma s&uacute;mula dos procedimentos a adotar em conformidade com o direito can&oacute;nico.<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>c. Procedimento em face do direito interno portugu&ecirc;s, no caso de confirma&ccedil;&atilde;o dos ind&iacute;cios ou credibilidade das evid&ecirc;ncias<\/em><\/strong><\/p>\n<p>37. Os respons&aacute;veis por cada pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica dever&atilde;o obter, junto de t&eacute;cnicos habilitados para o efeito, o necess&aacute;rio enquadramento jur&iacute;dico sobre os procedimentos a adotar em face do direito interno portugu&ecirc;s;&nbsp;<\/p>\n<p>38. Os respons&aacute;veis por cada pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica dever&atilde;o acompanhar o processo instaurado na jurisdi&ccedil;&atilde;o civil e prestar ao visado o apoio que se mostrar necess&aacute;rio, sempre de acordo com o princ&iacute;pio da verdade e caridade crist&atilde;s e no respeito pelo princ&iacute;pio da presun&ccedil;&atilde;o de inoc&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>V. Recomenda&ccedil;&otilde;es gerais<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>a. A v&iacute;tima<\/em><\/strong><\/p>\n<p>39. No caso em que fique comprovado um abuso sexual de um menor, a pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica em concreto, onde desempenhava fun&ccedil;&otilde;es o infrator, far&aacute; todo o poss&iacute;vel para assegurar que haja apoio pastoral e ajuda terap&ecirc;utica &agrave; v&iacute;tima e &agrave; sua fam&iacute;lia, quando se mostre necess&aacute;rio e conveniente, usando os meios profissionais e t&eacute;cnicos que se afigurarem &uacute;teis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>b. A comunidade alargada<\/em><\/strong><\/p>\n<p>40. Os respons&aacute;veis pela pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica em concreto, onde ocorreu o abuso sexual, dever&atilde;o ser sens&iacute;veis aos sentimentos suscitados pelo caso e ajudar as pessoas a express&aacute;-los de modo a ultrapassar as suas dificuldades.<\/p>\n<p>41. Se for conveniente e autorizado pela v&iacute;tima ou seus representantes, a crit&eacute;rio do Ordin&aacute;rio pr&oacute;prio, ofere&ccedil;a-se &agrave; comunidade, porventura pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, uma nota transparente, objetiva e precisa dos factos ocorridos e das medidas adotadas.<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>c. A sele&ccedil;&atilde;o de candidatos ao sacerd&oacute;cio e a sua forma&ccedil;&atilde;o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>42. Devem adotar-se os meios necess&aacute;rios para o conhecimento aprofundado das pessoas que se apresentam como candidatas ao sacerd&oacute;cio e ter-se um cuidado particular na sua admiss&atilde;o aos semin&aacute;rios, com recurso a meios de diagn&oacute;stico e a recolha de informa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas sobre o car&aacute;ter e personalidade do candidato.<\/p>\n<p>43. Os respons&aacute;veis pelas voca&ccedil;&otilde;es e os formadores estar&atilde;o especialmente dispon&iacute;veis para oferecer o apoio psicol&oacute;gico que for necess&aacute;rio para o saud&aacute;vel amadurecimento psicol&oacute;gico e afetivo dos candidatos e dos seminaristas, tanto no processo de admiss&atilde;o como nas v&aacute;rias etapas de forma&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>44. De maneira particular, insistir-se-&aacute; com os candidatos e, particularmente, com os seminaristas, na necessidade de ter abertura para falar e trabalhar de maneira sistem&aacute;tica com os seus formadores, sobre a hist&oacute;ria do pr&oacute;prio desenvolvimento psicossexual.<\/p>\n<p>45. Procurar-se-&aacute; obter informa&ccedil;&otilde;es &ndash; com respeito pela vida privada dos candidatos &ndash; junto de outras institui&ccedil;&otilde;es formativas, onde o candidato tenha estado, de modo a obter um retrato o mais fiel poss&iacute;vel do seu quadro psicol&oacute;gico.<\/p>\n<p>46. A transfer&ecirc;ncia de seminaristas de um semin&aacute;rio ou instituto de forma&ccedil;&atilde;o de vida consagrada para outro deve ser acompanhada de um relat&oacute;rio escrito onde constem as raz&otilde;es da mudan&ccedil;a, acompanhado, se poss&iacute;vel, de relat&oacute;rio t&eacute;cnico e dos elementos chave do percurso anterior, devidamente assinado pelo respons&aacute;vel da institui&ccedil;&atilde;o donde procede.<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>d. Diretrizes de prud&ecirc;ncia pastoral<\/em><\/strong><\/p>\n<p>47. Deve cuidar-se da forma&ccedil;&atilde;o permanente dos cl&eacute;rigos e ter particular cuidado nos processos de incardina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>48. Os lugares de acolhimento pastoral, espiritual e sacramental, t&ecirc;m de ser suficientemente discretos e, ao mesmo tempo, capazes de garantir o valor da transpar&ecirc;ncia. &Eacute; preciso conhecer e aceitar os limites a ter no servi&ccedil;o pastoral, pedindo a ajuda de especialistas quando isso seja necess&aacute;rio.<\/p>\n<p>49. As express&otilde;es de afeto far-se-&atilde;o com grande prud&ecirc;ncia; isto &eacute;, nada se fa&ccedil;a em privado que n&atilde;o se possa realizar em p&uacute;blico. As express&otilde;es de afeto devem corresponder a uma necessidade da crian&ccedil;a ou adolescente e n&atilde;o &agrave; de quem presta um servi&ccedil;o pastoral.<\/p>\n<p>50. Espera-se, sempre, que os cl&eacute;rigos e os leigos que trabalham em obras e institui&ccedil;&otilde;es ao servi&ccedil;o de menores possam:<\/p>\n<p>&#8211; tratar todas as crian&ccedil;as e adolescentes com carinho e respeito;<\/p>\n<p>&#8211; oferecer um testemunho de maturidade afetiva e sexual;<\/p>\n<p>&#8211; ser exemplos de boa conduta;<\/p>\n<p>&#8211; velar pela dignidade, o bom-nome e a sa&uacute;de integral dos menores;<\/p>\n<p>&#8211; velar pela pr&oacute;pria boa fama e pela reputa&ccedil;&atilde;o da Igreja;<\/p>\n<p>&#8211; inspirar nos menores a confian&ccedil;a necess&aacute;ria para que possam expressar os seus sentimentos sobre as atitudes ou comportamentos de que n&atilde;o gostem ou sobre situa&ccedil;&otilde;es em que tenham estado envolvidos;<\/p>\n<p>&#8211; recordar que, enquanto cl&eacute;rigos e leigos com fun&ccedil;&otilde;es na pessoa jur&iacute;dica can&oacute;nica em concreto, est&atilde;o sujeitos ao escrut&iacute;nio e observa&ccedil;&atilde;o dos demais e que as suas atitudes e gestos podem ser mal interpretados, mesmo que se tenham as melhores inten&ccedil;&otilde;es. Evidentemente, isto n&atilde;o exclui aqueles gestos que s&atilde;o considerados culturalmente aceit&aacute;veis para expressar afeto.<\/p>\n<p>51. Em todas as fases do procedimento dever&aacute; ser respeitado o justo princ&iacute;pio da presun&ccedil;&atilde;o de inoc&ecirc;ncia, o direito ao contradit&oacute;rio e o direito &agrave; privacidade de todos os intervenientes e ao seu bom nome.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>F&aacute;tima, 19 de abril de 2012<\/p>\n<p><em>Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Anexo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Procedimentos Can&oacute;nicos<\/strong><\/p>\n<p>Seguindo as normas do C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico de 1983, do <em>Motu Proprio &laquo;Sacramentorum Sanctitatis Tutela&raquo;<\/em> de 30 de abril de 2001 e das <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/resources\/resources_norme_po.html\" target=\"_blank\"><em>Normas sobre os &laquo;delicta graviora<\/em><\/a><em>&raquo;<\/em>, na sua vers&atilde;o atualmente em vigor, conforme aprova&ccedil;&atilde;o pelo Santo <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/benedict_xvi\/index_po.htm\" target=\"_blank\">Padre Bento XVI<\/a>, a 21 de maio de 2010, indicamos sumariamente os procedimentos a&iacute; indicados.<\/p>\n<p>1. Sempre que houver den&uacute;ncia, ou qualquer suspeita fundada de abusos sexuais por parte de um cl&eacute;rigo em rela&ccedil;&atilde;o a um menor, o Ordin&aacute;rio deve proceder &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via segundo as normas do c&acirc;none 1717.<\/p>\n<p>2. Feita a investiga&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, se a acusa&ccedil;&atilde;o for considerada digna de cr&eacute;dito, pede-se que o caso seja remetido &agrave; Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; (CDF). Uma vez apreciado o caso, a CDF indicar&aacute; ao Ordin&aacute;rio os ulteriores passos a serem dados.<\/p>\n<p>A investiga&ccedil;&atilde;o preliminar e todo o processo deve desenvolver-se com o devido respeito, a fim de proteger a discri&ccedil;&atilde;o &agrave; volta das pessoas envolvidas, e com a devida aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sua reputa&ccedil;&atilde;o. A menos que existam raz&otilde;es graves em contr&aacute;rio, o cl&eacute;rigo acusado deve ser informado da acusa&ccedil;&atilde;o apresentada, a fim de que lhe seja dada a possibilidade de responder &agrave; mesma, antes de se transmitir o caso &agrave; CDF.<\/p>\n<p>3. Devem cumprir-se as disposi&ccedil;&otilde;es da lei civil no que se refere &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o com as autoridades competentes.<\/p>\n<p>4. Na fase preliminar e at&eacute; &agrave; conclus&atilde;o do caso, compete ao Ordin&aacute;rio prover ao bem comum, impondo medidas preventivas para salvaguarda da comunidade, inclu&iacute;das as v&iacute;timas.<\/p>\n<p>5. A CDF analisa o caso apresentado pelo Ordin&aacute;rio e, onde for necess&aacute;rio, exige informa&ccedil;&otilde;es complementares, ou d&aacute; orienta&ccedil;&otilde;es para o conveniente procedimento.<\/p>\n<p>6. Uma vez provada a culpa de um cl&eacute;rigo por abusos sexuais sobre menores, este incorrer&aacute; nas penas can&oacute;nicas previstas, donde n&atilde;o se exclui a demiss&atilde;o do estado clerical.<\/p>\n<p>7. Neste caso, a CDF pode apresentar o caso diretamente ao Santo Padre com o pedido de que o Papa emita um decreto de demiss&atilde;o do estado clerical &laquo;ex officio&raquo;.<\/p>\n<p>8. O cl&eacute;rigo acusado, consciente dos crimes cometidos, pode pedir ao Santo Padre, atrav&eacute;s da CDF, para ser dispensado das obriga&ccedil;&otilde;es do sacerd&oacute;cio e voltar ao estado laical. O Santo Padre pode conceder tal pedido para o bem da Igreja (&laquo;pro bono Ecclesiae&raquo;).<\/p>\n<p>9. Nos casos em que o sacerdote acusado tenha admitido os pr&oacute;prios crimes e tenha aceitado viver uma vida de ora&ccedil;&atilde;o e penit&ecirc;ncia, mostrando sinais de emenda, a CDF autoriza o Ordin&aacute;rio a emitir um decreto que pro&iacute;ba ou limite o minist&eacute;rio p&uacute;blico desse sacerdote.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>I. Introdu&ccedil;&atilde;o &ndash; &Acirc;mbito e objeto das presentes diretrizes a. Orienta&ccedil;&otilde;es para o procedimento 1. Com as presentes diretrizes pretende-se dar a conhecer um conjunto de orienta&ccedil;&otilde;es ou par&acirc;metros para o procedimento a adotar em caso de conhecimento de factos que indiciem ou evidenciem situa&ccedil;&otilde;es configur&aacute;veis como abuso sexual de menores. 2. As orienta&ccedil;&otilde;es agora [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,168,326],"class_list":["post-56217","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-da-guarda","tag-vida-consagrada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56217"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56217\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}