{"id":56176,"date":"2012-04-17T11:25:29","date_gmt":"2012-04-17T11:25:29","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/17\/servico-pastoral-a-pessoas-com-deficiencia-em-portugal\/"},"modified":"2012-04-17T11:25:29","modified_gmt":"2012-04-17T11:25:29","slug":"servico-pastoral-a-pessoas-com-deficiencia-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/servico-pastoral-a-pessoas-com-deficiencia-em-portugal\/","title":{"rendered":"Servi\u00e7o Pastoral a Pessoas com Defici\u00eancia em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Iniciativa da Igreja Cat\u00f3lica <!--more--> <\/p>\n<p>O Servi&ccedil;o Pastoral a Pessoas com Defici&ecirc;ncia foi criado no &acirc;mbito da Pastoral Social pela Confer&ecirc;ncia Episcopal em novembro de 2010 porque a Igreja reconheceu que era necess&aacute;rio desenvolver a aten&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de pastoral a esta problem&aacute;tica que &eacute; transversal a toda a vida pessoal e social.<\/p>\n<p><strong>A sociedade portuguesa e a problem&aacute;tica da defici&ecirc;ncia <\/strong><\/p>\n<p>A problem&aacute;tica da defici&ecirc;ncia est&aacute; intimamente ligada com o sofrimento e a consci&ecirc;ncia de que n&atilde;o somos sempre independentes e capazes. Na nossa sociedade em que a autonomia e independ&ecirc;ncia pessoais e a excel&ecirc;ncia s&atilde;o altamente valorizadas, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil lidar com as limita&ccedil;&otilde;es: as nossas e as dos outros.<\/p>\n<p>Pode dizer-se, no entanto, que nos &uacute;ltimos anos tem havido algum progresso: as crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia est&atilde;o nas escolas p&uacute;blicas onde lhes &eacute; &ldquo;garantido&rdquo; o direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, o que h&aacute; uns 30 e alguns anos n&atilde;o acontecia. Mas este direito que lhes &eacute; reconhecido, tem pr&aacute;ticas muito deficit&aacute;rias, tendo pais e crian&ccedil;as e mesmo t&eacute;cnicos que enfrentar in&uacute;meras dificuldades. Para al&eacute;m deste direito, socialmente em Portugal, consideramos que as pessoas com defici&ecirc;ncia e as suas fam&iacute;lias est&atilde;o muito s&oacute;s com os seus problemas por falta do reconhecimento social da quest&atilde;o da defici&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Do ponto de vista das respostas sociais h&aacute; alguns apoios residenciais e ocupacionais para os adultos que tamb&eacute;m n&atilde;o havia h&aacute; alguns anos, mas s&atilde;o muito pouco diversificados, por um lado e, por outro, as respostas que existem s&atilde;o tendencialmente segregadoras das pessoas, em especial, as que t&ecirc;m defici&ecirc;ncias intelectuais. Existe, de forma ainda pouco expressiva e, no contexto de crise atual ainda mais reduzida, uma preocupa&ccedil;&atilde;o assistencial, mas a preocupa&ccedil;&atilde;o com o acompanhamento pessoal e existencial com vista &agrave; inclus&atilde;o &eacute; praticamente inexistente ou muito pouco desenvolvida.<\/p>\n<p>H&aacute; legisla&ccedil;&atilde;o, que desde v&aacute;rios anos, exige a elimina&ccedil;&atilde;o de barreiras f&iacute;sicas e arquitet&oacute;nicas. Mas, quem a cumpre? E, se n&atilde;o cumpre, nada lhe acontece. Quando algu&eacute;m afetado reclama, &eacute;-lhe respondido que n&atilde;o tem raz&atilde;o ou que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel &ndash; os comboios da CP, os Centros de Sa&uacute;de, a Reparti&ccedil;&atilde;o de Finan&ccedil;as, a Seguran&ccedil;a Social, as Igrejas&hellip; Apesar da lei garantir o direito ao acesso, na pr&aacute;tica esse direito n&atilde;o existe e as pessoas afetadas sentem-se &nbsp;discriminadas e sobretudo isoladas.<\/p>\n<p>Do ponto de vista das rela&ccedil;&otilde;es humanas e da legisla&ccedil;&atilde;o que deveria proteger &ldquo;os maiores incapazes&rdquo; as disposi&ccedil;&otilde;es legais s&atilde;o anacr&oacute;nicas, desajustadas e afirmaremos mesmo ilegais &agrave; luz da Conven&ccedil;&atilde;o sobre os Direitos das Pessoas com Defici&ecirc;ncia que Portugal ratificou em 2009. Deste ponto de vista, em Portugal, as pessoas est&atilde;o isoladas e as fam&iacute;lias sozinhas e sem medidas de acompanhamento adequadas.<\/p>\n<p>A defici&ecirc;ncia &eacute; sempre um desafio dif&iacute;cil e, por isso, todos n&oacute;s tentamos evitar confrontar-nos com ele: <strong><span style=\"text-decoration: underline;\">todos<\/span><\/strong> &ndash; pais, familiares e colegas, a sociedade em geral e a Igreja, na sua organiza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o escapam a isto.<\/p>\n<p>Em Portugal fala-se pouco, de um modo geral, da defici&ecirc;ncia e instalou-se mesmo uma tend&ecirc;ncia para usar express&otilde;es eufem&iacute;sticas sob pretexto de que falar de defici&ecirc;ncias &eacute; estigmatizar.<\/p>\n<p>Do nosso ponto de vista os &uacute;nicos problemas com que conseguimos lidar s&atilde;o aqueles que somos capazes de nomear. No s&eacute;culo XX aprendemos a nomear e depois a estudar v&aacute;rios fen&oacute;menos para os quais se foram encontrando respostas e fomos aprendendo a import&acirc;ncia do <strong>reconhecimento social<\/strong> dos fen&oacute;menos para a qualidade de vida das pessoas afetadas. A tenta&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o ver, n&atilde;o os ter em conta na conce&ccedil;&atilde;o das medidas necess&aacute;rias, &eacute; enorme e tem como consequ&ecirc;ncia a vitimiza&ccedil;&atilde;o e o isolamento das pessoas afetadas por problemas sociais complexos e dif&iacute;ceis. Quando causam sofrimento, tanto melhor se as pessoas afetadas se calarem e n&atilde;o &ldquo;deem parte de fracos&rdquo;, pois destes &ldquo;<em>n&atilde;o reza a hist&oacute;ria<\/em>&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>A organiza&ccedil;&atilde;o da Igreja.<\/strong><\/p>\n<p>Se &eacute; esta a situa&ccedil;&atilde;o social das pessoas com defici&ecirc;ncia e a Igreja vive enraizada na sociedade, n&atilde;o &eacute; muito estranho que nas institui&ccedil;&otilde;es da Igreja, nas par&oacute;quias e nos diversos movimentos n&atilde;o se exprima, de um modo geral, a preocupa&ccedil;&atilde;o com esta popula&ccedil;&atilde;o, que constitui cerca de um 10% da popula&ccedil;&atilde;o em geral.<\/p>\n<p>Deste modo e neste contexto, n&atilde;o tem sido f&aacute;cil o arranque e a implanta&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o Pastoral, porque a consci&ecirc;ncia do problema &eacute; muito baixa. N&atilde;o se pode falar duma rejei&ccedil;&atilde;o ativa, mas talvez antes duma rejei&ccedil;&atilde;o por omiss&atilde;o e falta de consci&ecirc;ncia do papel destas pessoas para a constru&ccedil;&atilde;o duma sociedade mais humana.<\/p>\n<p>Conhe&ccedil;o experi&ecirc;ncias muito positivas de catequistas que ficaram aflitos quando receberam num dos seus grupos uma crian&ccedil;a, por exemplo, com defici&ecirc;ncia intelectual, mas depois conseguiram entender-se com ela e viveram, por dentro, a experi&ecirc;ncia da simplicidade do contacto e do contributo daquela crian&ccedil;a para o grupo todo. Mas estas experi&ecirc;ncias e os materiais que a pessoa pode ter desenvolvido para aquele caso n&atilde;o passa para outros e, em Portugal, ainda n&atilde;o h&aacute; um departamento da catequese de adultos ou de inf&acirc;ncia que reflita sobre estas quest&otilde;es.<\/p>\n<p>Deste modo, pode dizer-se que h&aacute; alguns progressos que se verificam a n&iacute;vel pessoal mas continua a haver uma aten&ccedil;&atilde;o deficit&aacute;ria &agrave;s diferentes problem&aacute;ticas ao n&iacute;vel do planeamento e da organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os &ndash; de todos os servi&ccedil;os pastorais. Os surdos n&atilde;o t&ecirc;m catequistas preparados e salvo raras exce&ccedil;&otilde;es (Leiria &eacute; um exemplo a seguir), n&atilde;o h&aacute; missas dominicais com tradu&ccedil;&atilde;o em linguagem gestual ou com a preocupa&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita de estabelecer a comunica&ccedil;&atilde;o com pessoas que n&atilde;o sendo totalmente surdas, t&ecirc;m limita&ccedil;&otilde;es auditivas. E, no entanto, h&aacute; pr&aacute;ticas j&aacute; instaladas que podem facilitar essa miss&atilde;o e tornar-se em pr&aacute;ticas conscientes de resposta a estas quest&otilde;es.<\/p>\n<p>Exemplos recentes ao n&iacute;vel da catequese: A <em>Maria (os nomes reais foram alterados)<\/em> pertencendo a uma comunidade F&eacute; e Luz foi incentivada a integrar-se num grupo de catequese da par&oacute;quia e fez a 1&ordf; comunh&atilde;o, a profiss&atilde;o de f&eacute; e seguiu num grupo de prepara&ccedil;&atilde;o para o crisma. Quando chegou a altura, disseram-lhe que ela n&atilde;o podia porque n&atilde;o tinha aprendido o necess&aacute;rio. Foi preciso a interven&ccedil;&atilde;o de membros da comunidade para que ela fosse crismada. Recentemente um p&aacute;roco interrogava-se sobre o que se podia exigir ao <em>Jos&eacute;<\/em> e ao <em>Jo&atilde;o<\/em>, com defici&ecirc;ncia intelectual, para se saber quando poderiam receber os sacramentos.<\/p>\n<p>Repare-se que esta interroga&ccedil;&atilde;o &eacute; muito importante e significa um grande respeito pela pessoa como &eacute;, mas &eacute; necess&aacute;rio que seja acompanhada por uma reflex&atilde;o organizada e atualizada sobre o tema. Existem, desde h&aacute; muitos anos orienta&ccedil;&otilde;es de um grupo de Bispos, mas j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o conhecidas&hellip; Enfim, acreditamos que o Esp&iacute;rito Santo vai iluminando as pessoas que aceitam confrontar-se com o problema, e h&aacute; sinais disso. &Eacute;, contudo, necess&aacute;rio agir de forma mais organizada e com vontade de, com solicitude maternal, ir ao encontro destas pessoas de forma ativa e existencial e n&atilde;o s&oacute; assistencial.<\/p>\n<p>Bento XVI na enc&iacute;clica Sacramento da Caridade, no n.&ordm; 58 diz que &ldquo;seja garantida a comunh&atilde;o eucar&iacute;stica, na medida do poss&iacute;vel, &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncias intelectuais, batizados e crismados: eles recebem a Eucaristia na f&eacute; tamb&eacute;m da fam&iacute;lia ou da comunidade que os acompanha&rdquo;. Isto &eacute; um desafio muito expl&iacute;cito &agrave;s nossas par&oacute;quias e grupos organizados.<\/p>\n<p>Dei o exemplo da catequese, mas ao n&iacute;vel da liturgia acontece o mesmo: h&aacute; par&oacute;quias com pessoas com defici&ecirc;ncia a acolitar ou com outros pap&eacute;is, mas s&atilde;o raras. Conhecemos v&aacute;rios exemplos em que as pessoas acolitam nas missas enquadradas pelas comunidades F&eacute; e Luz, mas se forem para as suas par&oacute;quias isso n&atilde;o lhes &eacute; permitido.<\/p>\n<p>Alegam-se raz&otilde;es para isso: n&atilde;o se pretende &ldquo;expor&rdquo; estas pessoas, sobretudo as que t&ecirc;m marcas vis&iacute;veis&hellip; mas a comunidade paroquial perde a riqueza da express&atilde;o espont&acirc;nea que muitas destas pessoas trazem para as celebra&ccedil;&otilde;es e, por outro, lado estas pessoas s&atilde;o reduzidas a um papel passivo e &ldquo;invis&iacute;vel&rdquo;. Quem vai para o altar, de facto, exp&otilde;e-se, mas se se exp&otilde;em as outras pessoas porque &eacute; que estas devem tornar-se &ldquo;invis&iacute;veis&rdquo;? Daremos uma explica&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida: porque a representa&ccedil;&atilde;o social destas pessoas &eacute; que s&atilde;o um peso, s&atilde;o uma &ldquo;cruz&rdquo;. Estamos desafiados a olhar para elas como pessoas e n&atilde;o as reduzir &agrave; sua defici&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>S&atilde;o estas as dificuldades principais que sentimos ao tentar construir este servi&ccedil;o, mas h&aacute; sinais de esperan&ccedil;a. O maior deles todos &eacute; o investimento da Confer&ecirc;ncia Episcopal. Trilhar caminhos novos n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, &eacute; preciso abri-los e os caminhos que implicam a convers&atilde;o s&atilde;o dif&iacute;ceis, mas necess&aacute;rios. Mas sabemos que n&atilde;o estamos s&oacute;s e que recebemos todos de Jesus umas &ldquo;ordens&rdquo; muito claras: &ldquo;aquilo que fizerdes aos mais pequeninos&hellip; &eacute; a Mim que o fazeis&rdquo;. S. Paulo ao falar do Corpo m&iacute;stico real&ccedil;a a necessidade de ver estes irm&atilde;os como parte importante do nosso corpo que precisa de ser tratada com cuidado e aten&ccedil;&atilde;o especial.<\/p>\n<p>Estamos confiantes de que as vias para a constru&ccedil;&atilde;o duma Igreja mais atenta a esta problem&aacute;tica &eacute; poss&iacute;vel e estamos com vontade de contribuir para tal.<\/p>\n<p><em>Alice Caldeira Cabral<\/em><\/p>\n<p><em>Maria Isabel do Vale<\/em><em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa da Igreja Cat\u00f3lica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[120,127,246,282,294],"class_list":["post-56176","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-liturgia","tag-pastoral-social","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56176"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56176\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}