{"id":56173,"date":"2012-04-17T10:55:03","date_gmt":"2012-04-17T10:55:03","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/17\/cinema-capitaes-da-areia\/"},"modified":"2012-04-17T10:55:03","modified_gmt":"2012-04-17T10:55:03","slug":"cinema-capitaes-da-areia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinema-capitaes-da-areia\/","title":{"rendered":"Cinema: Capit\u00e3es da Areia"},"content":{"rendered":"<p>Do pa&iacute;s de onde mais ecoa a vida e condi&ccedil;&atilde;o dos chamados meninos de rua, regressa ao cinema uma velha e amada hist&oacute;ria: a dos &ldquo;Capit&atilde;es da Areia&rdquo;, de Jorge Amado. A primeira grande &ldquo;voz&rdquo; que se fez ouvir para l&aacute; do Atl&acirc;ntico!<\/p>\n<p>Seis d&eacute;cadas antes dos mais recentes &ldquo;Cidade de Deus&rdquo; ou &ldquo;Cidade dos Homens&rdquo;, que nos comoveram com a extrema dureza e compaix&atilde;o poss&iacute;veis no contexto dos morros brasileiros, foi publicado no Brasil o sexto romance do autor, contando a hist&oacute;ria de Pedro Bala e seu bando de &oacute;rf&atilde;os em S&atilde;o Salvador da Ba&iacute;a.<\/p>\n<p>Diria Jorge Amado, a prop&oacute;sito desta e de toda a sua obra que &ldquo;n&atilde;o &eacute; traindo a adolesc&ecirc;ncia e a juventude, suas &acirc;nsias, suas revoltas, sua necessidade de destruir para afirmar-se (&#8230;) que o escritor levanta, na experi&ecirc;ncia viva, sua medida de homem, aprendendo aos poucos, numa longa marcha, a estimar e a compreender, amadurecendo em riqueza espiritual&rdquo;. E &eacute; este o verdadeiro toque que sentimos ao ler a sua obra: o toque espiritual que o coloca a ele como criador e a n&oacute;s leitores no mesmo plano humano, na mis&eacute;ria e grandiosidade que a transcende das suas personagens.<\/p>\n<p>&Eacute; esta a inspira&ccedil;&atilde;o dos meninos de rua que, sem pai nem m&atilde;e ou conven&ccedil;&otilde;es universais que lhes garantam, ontem como hoje, direitos inalien&aacute;veis, apenas contam uns com os outros para sobreviver num contexto pleno de adversidade. &Eacute; no seu c&oacute;digo de honra, solidariedade e sobretudo, de amor m&uacute;tuo, encabe&ccedil;ado por Pedro Bala que encontram a for&ccedil;a de viver e a esperan&ccedil;a num novo dia. Meninos cujo corpo cresce menos depressa do que a vida que se lhes agiganta na mente, numa hist&oacute;ria que &eacute; tamb&eacute;m de passagem &agrave; idade adulta, profundamente redentora.<\/p>\n<p>Hoje, &eacute; a filha do escritor, Cec&iacute;lia Amado, que adapta &ldquo;Capit&atilde;es da Areia&rdquo; ao cinema. Um projeto que conta com grande suporte financeiro de organismos estatais e privados e nos p&otilde;e a pensar, desde o gen&eacute;rico, na forma como um pa&iacute;s valoriza a sua cultura.<\/p>\n<p>Leva-nos no entanto mais longe esta adapta&ccedil;&atilde;o, mesmo sobrevivendo em ampla escala do original liter&aacute;rio, ao trazer-nos com os seus meninos atores, amadores, uma brisa fresca de inoc&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do pa&iacute;s de onde mais ecoa a vida e condi&ccedil;&atilde;o dos chamados meninos de rua, regressa ao cinema uma velha e amada hist&oacute;ria: a dos &ldquo;Capit&atilde;es da Areia&rdquo;, de Jorge Amado. A primeira grande &ldquo;voz&rdquo; que se fez ouvir para l&aacute; do Atl&acirc;ntico! 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