{"id":56171,"date":"2012-04-17T10:38:00","date_gmt":"2012-04-17T10:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/17\/lisboa-capela-de-sao-joao-baptista-revela-esplendor\/"},"modified":"2012-04-17T10:38:00","modified_gmt":"2012-04-17T10:38:00","slug":"lisboa-capela-de-sao-joao-baptista-revela-esplendor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lisboa-capela-de-sao-joao-baptista-revela-esplendor\/","title":{"rendered":"Lisboa: Capela de S\u00e3o Jo\u00e3o Baptista revela esplendor"},"content":{"rendered":"<p>Teresa Freitas Morna, diretora do Museu de S\u00e3o Roque <!--more--> <\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"left\"><span style=\"font-size: 9.5pt;\">A Capela de S&atilde;o Jo&atilde;o Baptista constitui uma das mais medi&aacute;ticas empresas do reinado de D. Jo&atilde;o V, o Magn&acirc;nimo. Monarca interessado em apresentar, atrav&eacute;s de um plano cultural, a imagem de um estado renovado e requintado que em nada ficava atr&aacute;s das principais pot&ecirc;ncias europeias da &eacute;poca, promove um vasto programa de encomendas para grandiosos projetos arquitet&oacute;nicos e obras de arte, entre os quais a Capela de S&atilde;o Jo&atilde;o Baptista (1).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9.5pt;\">Considerada uma obra-prima no contexto da arte europeia do s&eacute;culo XVIII, a sua constru&ccedil;&atilde;o teve lugar entre 1742 e 1747, obedecendo a um rigoroso programa arquitet&oacute;nico e est&eacute;tico que inclu&iacute;a, al&eacute;m da capela, projetada por Luigi Vanvitelli e Nicola Salvi, pe&ccedil;as de culto e ornamentais do mais puro gosto romano. Contribu&iacute;ram para a sua constru&ccedil;&atilde;o uma variedade de artistas de diversos ramos de atividade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9.5pt;\">A Corte portuguesa seguiu de perto a elabora&ccedil;&atilde;o do projeto, atrav&eacute;s de Jo&atilde;o Frederico Ludovice, ourives e arquiteto natural de Hohenhart que trabalhou em Roma, para a Companhia de Jesus, antes de vir para Portugal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9.5pt;\">Sagrada a 15 de dezembro de 1744 pelo Papa Bento XIV, na Igreja de Santo Ant&oacute;nio dos Portugueses, foi ali armada para a celebra&ccedil;&atilde;o da Missa papal em 6 de maio de 1747. Nesse mesmo ano foi desmontada e transportada para Lisboa em tr&ecirc;s naus, sendo seguidamente montada no espa&ccedil;o da antiga Capela do Esp&iacute;rito Santo da igreja jesu&iacute;ta de S&atilde;o Roque. O assentamento da capela foi da responsabilidade de Francesco Feliziani e Paolo Riccoli, bem como do escultor Alessandro Giusti (1715-1799), trabalho que ficou conclu&iacute;do em 1752, dois anos ap&oacute;s a morte de D. Jo&atilde;o V.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9.5pt;\">A sua cole&ccedil;&atilde;o de ourivesaria &eacute; definida como o culminar da arte barroca do ouro e da prata, que atinge um aperfei&ccedil;oamento jamais alcan&ccedil;ado (2), estando, por esse motivo, na origem da pr&oacute;pria cria&ccedil;&atilde;o do Museu de S&atilde;o Roque (1905) e assumindo, uma import&acirc;ncia fulcral neste espa&ccedil;o museol&oacute;gico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9.5pt;\">Com o decorrer do tempo, as condi&ccedil;&otilde;es ambiente do interior da igreja de S&atilde;o Roque potenciaram a oxida&ccedil;&atilde;o e escurecimento dos materiais de revestimento que ornamentam a Capela de S&atilde;o Jo&atilde;o Baptista. A primeira interven&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o nela efetuada foi realizada na segunda metade do s&eacute;culo XX, atrav&eacute;s de trabalhos de limpeza nas paredes e de consolida&ccedil;&atilde;o de ornatos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9.5pt; letter-spacing: -.1pt;\">A partir de 2007, a Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Lisboa deu in&iacute;cio a um processo de an&aacute;lise rigoroso do estado de conserva&ccedil;&atilde;o dos revestimentos que integram a capela, concedendo prioridade &agrave;queles que se encontravam mais deteriorados, nomeadamente as composi&ccedil;&otilde;es em mosaico. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9.5pt;\">Estes trabalhos de conserva&ccedil;&atilde;o e restauro da Capela de S&atilde;o Jo&atilde;o Baptista decorreram entre novembro de 2010 e mar&ccedil;o de 2012 e integraram-se num cuidado programa de beneficia&ccedil;&atilde;o dos equipamentos culturais da SCML. O tratamento dos elementos p&eacute;treos e&nbsp;met&aacute;licos foi realizado por uma equipa coordenada por Belmira Maduro. &nbsp;Margarida Cavaco foi a respons&aacute;vel pelos trabalhos do estrado do altar, executados pelo Instituto dos Museu e da Conserva&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do Departamento de Conserva&ccedil;&atilde;o e Restauro e com a colabora&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do Laborat&oacute;rio Jos&eacute; Figueiredo<em>.<\/em> A interven&ccedil;&atilde;o nas composi&ccedil;&otilde;es em mosaico foi assegurada por <em>Enrico Montanelli &#8211; Conservazione e Restauro de Opere d`Arte e Beni Culturali<\/em>, sob a coordena&ccedil;&atilde;o de Carlo Stefano Salerno, do <em>Instituto Centrale per il Restauro di Roma<\/em>. Nesta interven&ccedil;&atilde;o colaborou tamb&eacute;m o Departamento de Conserva&ccedil;&atilde;o e Restauro da Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, sob a orienta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de Solange Muralha, da Unidade da Investiga&ccedil;&atilde;o VICARTE (Vidro e Cer&acirc;mica para as Artes). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9.5pt;\">A partir de 18 de abril &eacute;, ent&atilde;o, mostrado ao p&uacute;blico o resultado de toda esta rigorosa interven&ccedil;&atilde;o, tornando-se obrigat&oacute;ria uma visita quer &agrave; Igreja quer ao Museu de S&atilde;o Roque.<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"font-size: 9.5pt;\">Teresa Freitas Morna, diretora do Museu de S&atilde;o Roque<\/span><\/em><\/p>\n<p><strong><em><span style=\"font-size: 9.5pt;\">Notas<\/span><\/em><\/strong><strong><span style=\"font-size: 9.5pt;\">:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9.5pt;\">1 &#8211; Ant&oacute;nio Filipe Pimentel, &ldquo;A Capela de S&atilde;o Jo&atilde;o Baptista &ndash; pol&iacute;tica, ideologia e est&eacute;tica&rdquo;; Teresa Leonor Vale, &ldquo;Do car&aacute;ter &uacute;nico da cole&ccedil;&atilde;o de ourivesaria&rdquo;; Magda Tassinari, &ldquo; A cole&ccedil;&atilde;o t&ecirc;xtil&rdquo;, in Museu de S&atilde;o Roque, cat&aacute;logo da exposi&ccedil;&atilde;o permanente, Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Lisboa, Lisboa, 2008. Para este assunto cfr. Maria Jo&atilde;o Madeira Rodrigues &ldquo;A Capela de S. Jo&atilde;o Baptista e as suas cole&ccedil;&otilde;es, Edi&ccedil;&otilde;es Inapa, Lisboa, 1988&nbsp; (&uacute;ltima monografia dedicada &agrave; Capela de S&atilde;o Jo&atilde;o Baptista).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9.5pt;\">2- &nbsp;Jenniger Montagu, Gold, Silver and Bronze. Metal Scupture of the Roman Baroque, New Haven- Londres, Yale University Press, 1996.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Teresa Freitas Morna, diretora do Museu de S\u00e3o Roque<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-56171","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56171","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56171"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56171\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}