{"id":56085,"date":"2012-04-10T11:53:22","date_gmt":"2012-04-10T11:53:22","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/10\/a-grande-manchete\/"},"modified":"2012-04-10T11:53:22","modified_gmt":"2012-04-10T11:53:22","slug":"a-grande-manchete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-grande-manchete\/","title":{"rendered":"A grande manchete"},"content":{"rendered":"<p>Ao despertar de forma decisiva a experi\u00eancia religiosa em cada pessoa e em cada comunidade, o acontecimento da ressurrei\u00e7\u00e3o interpela tamb\u00e9m comunicadores a acentuar essa novidade na hist\u00f3ria das religi\u00f5es. E desafia o marketing, a imagem, as linguagens. <!--more--> <\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos anos, a troca de mensagens por ocasi&atilde;o da festa da P&aacute;scoa oferece-me a oportunidade de dizer o acontecimento celebrado a partir de g&iacute;rias da comunica&ccedil;&atilde;o.  E formulo votos de &ldquo;Feliz P&aacute;scoa&rdquo; pela evoca&ccedil;&atilde;o da maior manchete de todos os tempos: &ldquo;Ressuscitou, n&atilde;o est&aacute; aqui!&rdquo;<\/p>\n<p>Se, em cada manh&atilde; (quando o ritmo das not&iacute;cias era pautado pelas edi&ccedil;&otilde;es matutinas) ou em cada instante (nos tempos da informa&ccedil;&atilde;o em redes virtuais) as rotinas dos media giram em torno de uma not&iacute;cia principal &#8211; a manchete -, o decurso da hist&oacute;ria tem num acontecimento o momento radicalmente novo e inaugurador de uma nova ordem. Encontra no facto da ressurrei&ccedil;&atilde;o a grande manchete da humanidade, por instalar a certeza de que a morte n&atilde;o &eacute; o &ldquo;fim da linha&rdquo;, que h&aacute; um sentido para al&eacute;m das conting&ecirc;ncias, um horizonte mais largo, um limiar de futuro depois do limite dos dias &ldquo;desta vida&rdquo;.<\/p>\n<p>Terei de reconhecer que a evoca&ccedil;&atilde;o desta manchete &uacute;nica em toda a hist&oacute;ria da humanidade raramente mereceu um retorno que fosse al&eacute;m do &ldquo;obrigado, igualmente!&rdquo;, quando encontraria nesse argumento raz&atilde;o suficiente para admitir a possibilidade do seu realismo e da centralidade que tal acontecimento tem na hist&oacute;ria, sempre dita antes ou depois do ressuscitado.<\/p>\n<p>&Eacute;, por isso, com alguma insist&ecirc;ncia que retomo a figura&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica para falar da ressurrei&ccedil;&atilde;o, especificamente da forma como se comunica, em cada &eacute;poca, essa grande manchete de todos os tempos.<\/p>\n<p>Sendo o acontecimento central na rela&ccedil;&atilde;o de Deus com a pessoa humana, est&aacute; amplamente estudado pela teologia, referenciado no percurso dos livros da B&iacute;blia e sentido por tradi&ccedil;&otilde;es da espiritualidade crist&atilde;. Mas n&atilde;o surge como &ldquo;marca&rdquo; do cristianismo. E a evoca&ccedil;&atilde;o do tema ressurrei&ccedil;&atilde;o surge sempre como uma das etapas de um percurso sofredor &#8211; paix&atilde;o, morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o &#8211; e n&atilde;o como um momento inaugurador, do querer de Deus para a vida humana e de interven&ccedil;&atilde;o do Senhor na hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>Ao despertar de forma decisiva a experi&ecirc;ncia religiosa em cada pessoa e em cada comunidade, o acontecimento da ressurrei&ccedil;&atilde;o interpela tamb&eacute;m comunicadores a acentuar essa novidade na hist&oacute;ria das religi&otilde;es. E desafia o marketing, a imagem, as linguagens.<\/p>\n<p>A provoca&ccedil;&atilde;o estimula quem olha cada circunst&acirc;ncia como oportunidade para ativar a criatividade e inventar novas formas para dizer verdades de todos os tempos, assumindo que &ldquo;h&aacute; ainda mercado para falar da ressurrei&ccedil;&atilde;o ao mundo&rdquo; (ver entrevista nas p&aacute;ginas 8 e 9).<\/p>\n<p><em>Paulo Rocha<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;\">Nos &uacute;ltimos anos, a troca de mensagens por ocasi&atilde;o da festa da P&aacute;scoa oferece-me a oportunidade de dizer o acontecimento celebrado a partir de g&iacute;rias da comunica&ccedil;&atilde;o.&nbsp; E formulo votos de &ldquo;Feliz P&aacute;scoa&rdquo; pela evoca&ccedil;&atilde;o da maior manchete de todos os tempos: &ldquo;Ressuscitou, n&atilde;o est&aacute; aqui!&rdquo;<br \/>Se, em cada manh&atilde; (quando o ritmo das not&iacute;cias era pautado pelas edi&ccedil;&otilde;es matutinas) ou em cada instante (nos tempos da informa&ccedil;&atilde;o em redes virtuais) as rotinas dos media giram em torno de uma not&iacute;cia principal &#8211; a manchete -, o decurso da hist&oacute;ria tem num acontecimento o momento radicalmente novo e inaugurador de uma nova ordem. Encontra no facto da ressurrei&ccedil;&atilde;o a grande manchete da humanidade, por instalar a certeza de que a morte n&atilde;o &eacute; o &ldquo;fim da linha&rdquo;, que h&aacute; um sentido para al&eacute;m das conting&ecirc;ncias, um horizonte mais largo, um limiar de futuro depois do limite dos dias &ldquo;desta vida&rdquo;.<br \/>Terei de reconhecer que a evoca&ccedil;&atilde;o desta manchete &uacute;nica em toda a hist&oacute;ria da humanidade raramente mereceu um retorno que fosse al&eacute;m do &ldquo;obrigado, igualmente!&rdquo;, quando encontraria nesse argumento raz&atilde;o suficiente para admitir a possibilidade do seu realismo e da centralidade que tal acontecimento tem na hist&oacute;ria, sempre dita antes ou depois do ressuscitado.<br \/>&Eacute;, por isso, com alguma insist&ecirc;ncia que retomo a figura&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica para falar da ressurrei&ccedil;&atilde;o, especificamente da forma como se comunica, em cada &eacute;poca, essa grande manchete de todos os tempos. <br \/>Sendo o acontecimento central na rela&ccedil;&atilde;o de Deus com a pessoa humana, est&aacute; amplamente estudado pela teologia, referenciado no percurso dos livros da B&iacute;blia e sentido por tradi&ccedil;&otilde;es da espiritualidade crist&atilde;. Mas n&atilde;o surge como &ldquo;marca&rdquo; do cristianismo. E a evoca&ccedil;&atilde;o do tema ressurrei&ccedil;&atilde;o surge sempre como uma das etapas de um percurso sofredor &#8211; paix&atilde;o, morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o &#8211; e n&atilde;o como um momento inaugurador, do querer de Deus para a vida humana e de interven&ccedil;&atilde;o do Senhor na hist&oacute;ria.<br \/>Ao despertar de forma decisiva a experi&ecirc;ncia religiosa em cada pessoa e em cada comunidade, o acontecimento da ressurrei&ccedil;&atilde;o interpela tamb&eacute;m comunicadores a acentuar essa novidade na hist&oacute;ria das religi&otilde;es. E desafia o marketing, a imagem, as linguagens.<br \/>A provoca&ccedil;&atilde;o estimula quem olha cada circunst&acirc;ncia como oportunidade para ativar a criatividade e inventar novas formas para dizer verdades de todos os tempos, assumindo que &ldquo;h&aacute; ainda mercado para falar da ressurrei&ccedil;&atilde;o ao mundo&rdquo; (ver entrevista nas p&aacute;ginas 8 e 9).<br \/>Paulo Rocha<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao despertar de forma decisiva a experi\u00eancia religiosa em cada pessoa e em cada comunidade, o acontecimento da ressurrei\u00e7\u00e3o interpela tamb\u00e9m comunicadores a acentuar essa novidade na hist\u00f3ria das religi\u00f5es. 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