{"id":56078,"date":"2012-04-10T10:57:16","date_gmt":"2012-04-10T10:57:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/10\/uma-semana-para-falar-da-ressurreicao\/"},"modified":"2012-04-10T10:57:16","modified_gmt":"2012-04-10T10:57:16","slug":"uma-semana-para-falar-da-ressurreicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/uma-semana-para-falar-da-ressurreicao\/","title":{"rendered":"Uma semana para falar da ressurrei\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O especialista de estudos de mercado Carlos Liz explica que a P\u00e1scoa sendo uma marca forte, \u00e9 t\u00edmida, porque perde for\u00e7a no an\u00fancio. A Igreja deveria investir numa nova linguagem e numa semana, \u00e0 semelhan\u00e7a da Semana Santa, dedicada \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o.  <!--more--> <\/p>\n<p><strong>Ag&ecirc;ncia Ecclesia (AE) &#8211; A marca &laquo;P&aacute;scoa&raquo; &eacute; apelativa?<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Liz (CL) &#8211; A ressurrei&ccedil;&atilde;o &eacute; um tema muito forte e inesperado na vida das pessoas, das sociedades e da Hist&oacute;ria. Creio que uma das dimens&otilde;es mais interessantes da Igreja &eacute; assumir a sua originalidade, a sua diferen&ccedil;a sobre muitas outras coisas que acontecem no mundo.<\/p>\n<p>A ressurrei&ccedil;&atilde;o &eacute; uma interven&ccedil;&atilde;o direta, vis&iacute;vel, extraordin&aacute;ria de Deus na Hist&oacute;ria dos homens, muito mais forte do que o Natal, por exemplo. Nessa &eacute;poca nasce uma crian&ccedil;a especial que, sabemos n&oacute;s ao que vinha e para onde ia. Existe uma certa normalidade com o Natal que n&atilde;o existe na P&aacute;scoa, por isso &eacute; uma grande oportunidade para comunicar o transcendente no m&aacute;ximo da sua for&ccedil;a.<\/p>\n<p>O percurso de vida de Cristo, com uma interven&ccedil;&atilde;o de Deus na anula&ccedil;&atilde;o da morte e na cria&ccedil;&atilde;o da vida, &eacute; um caso &uacute;nico. Do ponto de vista do marketing, esta &eacute; uma marca sem compara&ccedil;&atilde;o. As marcas s&atilde;o boas quando se conseguem distinguir umas das outras, quando os consumidores conseguem distinguir o melhor e o parecido com as demais. A marca ressurrei&ccedil;&atilde;o &eacute; &uacute;nica.<\/p>\n<p>O que pode acontecer, por a Igreja ter perdido import&acirc;ncia no mundo contempor&acirc;neo, este extraordin&aacute;rio acontecimento dilui-se e os cat&oacute;licos n&atilde;o tiram, penso eu, todo o partido que deveriam tirar desta interven&ccedil;&atilde;o do divino na Hist&oacute;ria.<\/p>\n<p>&Eacute; uma marca muito forte, mas muito t&iacute;mida, do ponto de vista da comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>AE &#8211; A estranheza adv&eacute;m da falta de abertura ao transcendente? <\/strong><\/p>\n<p>CL &#8211; De fato a ressurrei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; parecida com nada. Por muito que se tivesse escrito, que houvesse uma hist&oacute;ria de salva&ccedil;&atilde;o, que se acreditasse do ponto de vista racional, uma coisa &eacute; prever, outra &eacute; ver.<\/p>\n<p>A P&aacute;scoa &eacute; uma marca identit&aacute;ria da presen&ccedil;a de Deus, &eacute; a marca do Deus, tal como os crist&atilde;os entendem a abordagem do divino. Desse ponto de vista percebemos o porqu&ecirc; de os textos sagrados falarem da centralidade da ressurrei&ccedil;&atilde;o, da import&acirc;ncia da semana santa em que cada dia e hora contam. H&aacute; um culminar no domingo de P&aacute;scoa. &Eacute; uma narrativa interessante e com muita audi&ecirc;ncia, com certeza, se fosse contada corajosamente, como esta presen&ccedil;a de Deus junto dos homens. Nem sempre &eacute;.<\/p>\n<p><strong>AE &#8211; Falta uma afinidade p&uacute;blica, utilizando express&otilde;es da &aacute;rea publicit&aacute;ria? Que ingredientes faltam para tornar a mensagem comum? <\/strong><\/p>\n<p>Falta sobretudo romper a linguagem habitual. Um dos grandes problemas na nossa Igreja e de todos n&oacute;s &eacute; a circularidade da linguagem, ou seja, vamos repetindo, fazendo pequenas varia&ccedil;&otilde;es e d&aacute; a impress&atilde;o que j&aacute; todos ouviram. Como n&atilde;o conseguimos ser inovadores na forma de comunicar, frequentemente tem-se a sensa&ccedil;&atilde;o de ciclo repetido. Esta revolu&ccedil;&atilde;o trazida pela ressurrei&ccedil;&atilde;o acaba por ficar dilu&iacute;da dentro de um discurso j&aacute; ouvido.<\/p>\n<p>Talvez o primeiro exerc&iacute;cio fundamental para que a ressurrei&ccedil;&atilde;o atinja toda a plenitude e seja um instrumento de servi&ccedil;o na evangeliza&ccedil;&atilde;o &eacute; ter a coragem de inovar, de dizer de outra maneira e nesta procura, encontrar novos &acirc;ngulos e com isso atrair novos p&uacute;blicos.<\/p>\n<p>Nos discursos oficiais, do Papa dos bispos, que s&atilde;o obviamente cheios de sentido, o sistema medi&aacute;tico pega em mini extratos, que s&atilde;o normalmente pequenas s&iacute;nteses que j&aacute; ouvimos. H&aacute; uma necessidade de convers&atilde;o lingu&iacute;stica.<\/p>\n<p><strong>AE &#8211; Falamos de incapacidade de linguagem ou de incapacidade de a ligar &agrave; vida pessoal?<\/strong><\/p>\n<p>CL &#8211; Quando penso na P&aacute;scoa e nesta for&ccedil;a fora do comum, estou pouco preocupado com a vida pessoal de cada um. Digo isto de prop&oacute;sito. Claro que todas as coisas do Evangelho t&ecirc;m de ser aplicadas na minha vida pessoal, tem de se perder algum tempo a dizer como &eacute; bom morrer para o pecado (e estou a cair em linguagem instalada), falar como &eacute; bom retomar um novo ciclo. Mas o que me parece importante &eacute; que se h&aacute; um momento ao longo do calend&aacute;rio do ano civil em que eu posso falar de Deus com interven&ccedil;&atilde;o direta &eacute; agora.<\/p>\n<p>Nascer e morrer pode acontecer com todos, no ressuscitar a interven&ccedil;&atilde;o &eacute; de Deus. A P&aacute;scoa, relacionando-se com um homem que aceitou ser concreto, &eacute; o grande palco de interven&ccedil;&atilde;o do divino ao seu mais alto n&iacute;vel.<\/p>\n<p>Eu estaria mais interessado em demonstrar a P&aacute;scoa como essa grande interven&ccedil;&atilde;o do grande divino, do que procurar ila&ccedil;&otilde;es para a minha vida, que existem com certeza.<\/p>\n<p><strong>AE &#8211; A publicidade vende imagens de alegria, imagens perfeitas. &Agrave; P&aacute;scoa chegamos carregados de 40 dias de ren&uacute;ncia. Pode ser esta uma condicionante para que o discurso da alegria pascal n&atilde;o se transforme numa marca vis&iacute;vel na vida das pessoas?<\/strong><\/p>\n<p>CL &#8211; Seria se a Igreja tivesse essa influ&ecirc;ncia. Talvez para quem faz jejum, para quem anda 40 dias a refletir sobre a vida, mas esse &eacute; um per&iacute;odo para os convertidos. A publicidade trata a sociedade em geral e eu n&atilde;o tenho a certeza de a sociedade estar assim sensibilizada para essa gram&aacute;tica do sofrimento. Creio que uma boa maioria da sociedade atualmente n&atilde;o nota esse percurso, portanto n&atilde;o vejo algum tipo de penaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Acho sim que antes da alegria, a comunica&ccedil;&atilde;o da ressurrei&ccedil;&atilde;o deveria centrar-se na surpresa e no poder do transcendente. Sem medo de saber que na sociedade h&aacute; quem n&atilde;o acredite, quem tenha muitas vers&otilde;es. O que &eacute; identit&aacute;rio, o que &eacute; novo e escapa ao programa, o que nenhuma religi&atilde;o tem para oferecer &eacute; esta capacidade de ressuscitar e com isso provar que aquele homem era filho de Deus. Isso &eacute; mais do que a alegria.<\/p>\n<p>Esse &eacute; o grande momento de Deus aparecer na Hist&oacute;ria. Se o comunicar com for&ccedil;a, mesmo que n&atilde;o seja seguida, pelo menos mostra claramente que &eacute; aquilo. A ressurrei&ccedil;&atilde;o &eacute; a raz&atilde;o de ser da Igreja crist&atilde; como a percebemos.<\/p>\n<p>O que h&aacute; a comunicar, mais do que a pr&oacute;pria vida humana de Jesus, &eacute; o poder imenso de Deus.<\/p>\n<p><strong>AE &#8211; O Natal constituiu uma marca j&aacute; institu&iacute;da?<\/strong><\/p>\n<p>CL &#8211; Sim, porque menos problem&aacute;tica. &Eacute; profundamente humana, tem toda uma narrativa com personagens que reconhecemos &ndash; uma m&atilde;e, um pai, testemunhas, tem uma localiza&ccedil;&atilde;o, &eacute; um nascimento que tem um significado sempre muito positivo. Por isso &eacute; uma marca universalmente aceite, por crentes e n&atilde;o crentes.<\/p>\n<p>&Eacute; muito diferente da marca P&aacute;scoa. Fundamental no marketing &eacute; a clareza das propostas de valor, ou seja, as pessoas perceberem exatamente o que aquilo &eacute;, o que significa, para que serve na minha vida. O Natal apresenta ideias claras, a P&aacute;scoa n&atilde;o tanto. A sua integra&ccedil;&atilde;o e proposta de valor s&atilde;o menos claras.<\/p>\n<p>Na P&aacute;scoa talvez o peso entre o humano, o sagrado e o divino esteja ainda desequilibrado. Pega-se muito na personagem hist&oacute;rica e quase que n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para saborear essa transforma&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o direta de Deus na hist&oacute;ria. Essa &eacute; a novidade da P&aacute;scoa. Essa novidade &eacute; que parece infra comunicada.<\/p>\n<p><strong>AE &#8211; Porqu&ecirc; a dicotomia Norte\/Sul? Um fim de semana prolongado ou as prociss&otilde;es e imagens p&uacute;blicas que marcam este tempo? Existem duas sociedades diferentes?<\/strong><\/p>\n<p>CL &#8211; Na an&aacute;lise sociol&oacute;gica do pa&iacute;s existem de facto diferen&ccedil;as significativas, n&atilde;o apenas neste campo religioso, entre o Norte e o Sul, no interior e litoral, ou urbano versus rural.<\/p>\n<p>Se em Lisboa n&atilde;o h&aacute; prociss&otilde;es e h&aacute; um fim de semana prolongado, eu diria que no Norte h&aacute; uma esp&eacute;cie de fim de semana prolongado com prociss&otilde;es.<\/p>\n<p>Sabemos que existem diferentes n&iacute;veis de ades&atilde;o a fen&oacute;menos de religiosidade, diferentes liga&ccedil;&otilde;es a igrejas paroquiais, mas seja o fim de semana prolongado, consequente do laicismo que se foi instalando, seja no campo das prociss&otilde;es, estamos perante um facto curioso que &eacute; a presen&ccedil;a de um tempo diferente do habitual.<\/p>\n<p>&nbsp;A Semana Santa marca um tempo diferente do restante ano e por isso, h&aacute; da parte das audi&ecirc;ncias um tempo especial de escuta para algo novo. As prociss&otilde;es, no tempo do sofrimento, t&ecirc;m uma despropor&ccedil;&atilde;o enorme comparado ao tempo da ressurrei&ccedil;&atilde;o, onde n&atilde;o h&aacute; uma prociss&atilde;o ressuscitadora. H&aacute; a vig&iacute;lia pascal, com a luz de Cristo, mas est&atilde;o desproporcionadas em rela&ccedil;&atilde;o ao percurso mais c&eacute;nico da reconstitui&ccedil;&atilde;o dos &uacute;ltimos dias de Jesus.<\/p>\n<p>Do ponto de vista da comunica&ccedil;&atilde;o seria importante ter uma semana inteira, logo ap&oacute;s a ressurrei&ccedil;&atilde;o, a saudar a interven&ccedil;&atilde;o de Deus na Hist&oacute;ria. Valeria a pena pensar, em termos comunicacionais, o que fazer com esta ressurrei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Do ponto de vista simb&oacute;lico, de criar narrativas para a sociedade, temos muito de sofrimento, e pouco de ressurrei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>AE &#8211; Devolvia-lhe a pergunta &ndash; o que fazer com a ressurrei&ccedil;&atilde;o em termos comunicacionais? <\/strong><\/p>\n<p>CL &#8211; A semana a seguir &agrave; ressurrei&ccedil;&atilde;o seria, a meu ver, uma semana para falar de Deus e n&atilde;o continuar a falar de Jesus Cristo, e faz&ecirc;-lo num tom de reconhecimento de que a humanidade conta com um aliado poderoso &ndash; cada vez mais a sociedade est&aacute; dispon&iacute;vel para ouvir explica&ccedil;&otilde;es e formas de ver o mundo que ultrapassam a vulgaridade e est&aacute; aberta a um divino.<\/p>\n<p>H&aacute; esta grande oportunidade de Deus falar por ele pr&oacute;prio &ndash; o porqu&ecirc; de enviar o seu filho, de ele morrer, e porque &eacute; que o ressuscita e o chama para si e com isso chamar a humanidade com ele. &Eacute; a grande oportunidade para a Igreja apresentar a sua vis&atilde;o de sentido numa sociedade em que o tema do transcendente faz parte da procura de sentido que fazemos. Deveria ser um tempo de abertura, de porta dos gentios, uma grande semana de s&iacute;ntese sobre o que &eacute; o projeto de Deus para a humanidade.<\/p>\n<p><strong>AE &#8211; H&aacute; sinais de que isso possa estar a acontecer?<\/strong><\/p>\n<p>CL &#8211; A Igreja tem-se mantido em contato permanente com a sociedade, n&atilde;o desiste da sociedade, e isso &eacute; bem feito. Vejo sinais e possibilidades &ndash; utiliza&ccedil;&atilde;o plena da televis&atilde;o e da r&aacute;dio, a Internet, a imprensa, ou seja, a Igreja tem meios suficientes para fazer isso. Se o constante atualizar da linguagem e dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o significa uma vontade da Igreja n&atilde;o desiste e estar atenta, ent&atilde;o sim h&aacute; sinais.<\/p>\n<p>Como t&eacute;cnico de estudos de mercado digo que h&aacute; ainda mercado para falar da ressurrei&ccedil;&atilde;o ao mundo. A tese &eacute; que deveria ser feita agora, no tempo da ressurrei&ccedil;&atilde;o, porque &eacute; a prova que Deus interv&eacute;m e muda tudo.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O especialista de estudos de mercado Carlos Liz explica que a P\u00e1scoa sendo uma marca forte, \u00e9 t\u00edmida, porque perde for\u00e7a no an\u00fancio. 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