{"id":56073,"date":"2012-04-08T09:00:00","date_gmt":"2012-04-08T09:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/08\/homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-5\/"},"modified":"2012-04-08T09:00:00","modified_gmt":"2012-04-08T09:00:00","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-vigilia-pascal-5\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p>N&oacute;s conseguimos divisar-Lhe o rosto&hellip;<\/p>\n<p>&ldquo;Depois de passar o s&aacute;bado, Maria Madalena, Maria, m&atilde;e de Tiago, e Salom&eacute; compraram aromas para irem embalsamar Jesus. e no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol&hellip;&rdquo;<\/p>\n<p>&#8211; Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, que intens&iacute;ssima noite, esta aqui vivida, como em tantas igrejas do mundo! Sucederam-se os ritos, desfilaram pelas leituras etapas decisivas da hist&oacute;ria sagrada; ouvimos S&atilde;o Paulo a falar-nos do batismo, lembrando-nos a todos &ndash; que sempre precisamos de ser lembrados &ndash; o que ele realmente &eacute; e representa: &ldquo;Fomos batizados com Cristo pelo batismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela gl&oacute;ria do Pai, tamb&eacute;m n&oacute;s vivamos uma vida nova!&rdquo;. &ndash; Quanta verdade a retomar, quanta vida a reviver!<\/p>\n<p>E assim mesmo, da escurid&atilde;o em que come&ccedil;&aacute;mos &agrave; luz que refulgiu no c&iacute;rio pascal, ateando atrav&eacute;s de n&oacute;s ao mundo inteiro aquele &ldquo;fogo&rdquo; novo que Cristo trouxe &agrave; terra. &#8211; Tudo essencial, tudo necess&aacute;rio, tudo t&atilde;o urgente! Por isso aqui estamos, como numa fonte; por isso procuramos, como quem descobre.<\/p>\n<p>Assim aconteceu com aquelas mulheres que o Evangelho evocou: &ldquo;Depois de passar o s&aacute;bado, Maria Madalena, Maria, m&atilde;e de Tiago, e Salom&eacute; compraram aromas para irem embalsamar Jesus. e no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol&hellip;&rdquo;. Tudo &eacute; importante nesta descri&ccedil;&atilde;o, por elas e por n&oacute;s, para continuar a acontecer: as mulheres, o cuidado, o risco e a alvorada. Importante nelas e importante em n&oacute;s, para a mesma alvorada que ansiamos, nas atuais circunst&acirc;ncias, que nos tocam pessoalmente ou a todos.<\/p>\n<p>Daquelas e outras mulheres, pr&oacute;ximas e disc&iacute;pulas de Jesus Cristo, falam os Evangelhos e v&aacute;rias vezes o fazem. Algumas seguiram-no e serviram-no desde o princ&iacute;pio da prega&ccedil;&atilde;o (cf Lc 8, 1-3). E foram mais persistentes do que outros, na companhia que lhe fizeram at&eacute; ao fim, quando as dificuldades aumentaram e o abandono foi geral.<\/p>\n<p>Jo&atilde;o Paulo II quis salientar esta ades&atilde;o feminina e exemplar para todos n&oacute;s, com palavras bem precisas: &ldquo;Desde o in&iacute;cio da miss&atilde;o de Cristo, a mulher demonstra para com Ele e o seu mist&eacute;rio uma sensibilidade especial que corresponde a uma caracter&iacute;stica da sua feminilidade. &Eacute; preciso dizer, al&eacute;m do mais, que uma confirma&ccedil;&atilde;o particular disso se verifica em rela&ccedil;&atilde;o ao mist&eacute;rio pascal, n&atilde;o s&oacute; no momento da Cruz, mas tamb&eacute;m na manh&atilde; da Ressurrei&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Mulieris Dignitatem, 16).<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp; Uma sensibilidade especial para com Jesus e o seu mist&eacute;rio: h&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o feminino uma aten&ccedil;&atilde;o que adivinha e nos pode e deve contagiar tamb&eacute;m. Nas nossas fam&iacute;lias e comunidades, continuam a passar pela mulher os elos mais profundos e determinantes da f&eacute; recebida e transmitida, com ou sem palavras. &Eacute; interessante verificar como, logo nas primeiras gera&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s, assim acontecia j&aacute;. Atesta-o este significativo passo da 2&ordf; carta de Paulo a Tim&oacute;teo: &ldquo;Ao lembrar-me das tuas l&aacute;grimas, anseio ver-te, para completar a minha alegria, pois trago &agrave; mem&oacute;ria a tua f&eacute; sem fingimento, que se encontrava j&aacute; na tua av&oacute; Loide e na tua m&atilde;e Eunice e que, estou seguro, se encontra tamb&eacute;m em ti&rdquo; (2 Tm 1, 4-5).<\/p>\n<p>Evoco Paulo e Jo&atilde;o Paulo II, induzido pelo Evangelho pascal que escut&aacute;mos, para reconhecer e agradecer profundamente o papel da mulher na Igreja, mais revelado a esta luz do que a qualquer outra que se quisesse, at&eacute; ao arrepio da tradi&ccedil;&atilde;o eclesial&#8230; Porque todos n&oacute;s indicar&iacute;amos facilmente v&aacute;rios nomes femininos que nos tocaram de perto, como anunciadoras da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo: av&oacute;s, m&atilde;es, catequistas&hellip;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Concluamos este ponto, mais convictos do que somos como Igreja, herdando daquelas santas mulheres a const&acirc;ncia crente e a coragem de permanecer junto a Cristo, mesmo em horizonte toldado. Foram as primeiras a procur&aacute;-lo, at&eacute; no que apenas restasse dele, num t&uacute;mulo que ainda julgavam cerrado. Foram, por isso mesmo, as primeiras a receber o an&uacute;ncio da ressurrei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;E partiram &ldquo;muito cedo&rdquo;, como n&oacute;s havemos de O buscar antes de mais. Para que a pessoa viva de Cristo se apresente assim, consistente e plena, a cada um de n&oacute;s, requer-se uma aten&ccedil;&atilde;o constante e priorit&aacute;ria a tantos vazios, aparentes vazios, que Ele j&aacute; preenche.<\/p>\n<p>Isto mesmo sabemos n&oacute;s tamb&eacute;m. &ndash; Pois n&atilde;o &eacute; verdade, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, que s&oacute; uma f&eacute; atenta nos faz divisar a Cristo em cada lugar e tempo, mesmo nos mais desamparados e in&oacute;spitos, real ou aparentemente assim?! T&uacute;mulos vazios, vidas esvaziadas, sentimentos ocos, atos sem sentido, deambula&ccedil;&otilde;es sem rumo&hellip; Podemos fugir-lhes, podemos esquec&ecirc;-los, pensar noutras coisas e at&eacute; divers&otilde;es. Por&eacute;m, tarde ou cedo, dece&ccedil;&otilde;es e medos tocam-nos tamb&eacute;m, como aos disc&iacute;pulos da altura, escondidos de tudo&hellip;<\/p>\n<p>N&atilde;o, amados irm&atilde;os, n&oacute;s n&atilde;o queremos isso. Como aquelas mulheres, partiremos muito cedo, dia ap&oacute;s dia, ao primeiro acordar que tivermos, para procurar Jesus. Elas pensavam embalsamar-lhe os restos, n&oacute;s conseguiremos divisar-lhe o rosto. Assim &eacute; e ser&aacute; connosco, pois &ldquo;quem procura encontra&rdquo; e, mais cedo que n&oacute;s, nos procurou Ele j&aacute;. Como garantiu: &ldquo;Pedi, e ser-vos-&aacute; dado; procurai, e encontrareis; batei, e h&atilde;o de abrir-vos. Pois, quem pede, recebe; e quem procura, encontra; e ao que bate, h&atilde;o de abrir &rdquo; (Mt 7, 7). E, j&aacute; ressuscitado, retoma a iniciativa: &ldquo;Olha que eu estou &agrave; porta e bato: se algu&eacute;m ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo&rdquo; (Ap 3, 20).<\/p>\n<p>A todos os aqui presentes, como aos que nos seguem pela R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, nesta noite de grandes encontros, dirijo um convite, firme e confirmado: Mesmo que a solid&atilde;o, a falta de sa&uacute;de ou trabalho, ou ainda algo mais vos pese, a v&oacute;s ou a algum dos vossos, nas circunst&acirc;ncias concretas que viveis agora, imitai aquelas santas mulheres, acorrei f&iacute;sica ou mentalmente a algum sinal de Cristo &#8211; neste templo iluminado pelo c&iacute;rio aceso, num crucifixo, num Evangelho aberto, numa boa mem&oacute;ria -, e deixai que ressoem claras, cada vez mais claras, as fortes palavras que ali ouviram: &ldquo; N&atilde;o vos assusteis. &#8211; Procurais a Jesus de Nazar&eacute;, o Crucificado? Ressuscitou: n&atilde;o est&aacute; aqui!&rdquo;. Deixai-as ressoar profundamente, at&eacute; ao mais &iacute;ntimo dos vossos cora&ccedil;&otilde;es; e a pouco e pouco, mais e mais, tudo se preencher&aacute; com uma presen&ccedil;a viva, nova e restauradora: porventura mais que nunca e cada vez mais, Ele ser&aacute; &ldquo;Emanuel&rdquo;, quer dizer, &ldquo;Deus connosco&rdquo;.<\/p>\n<p>Para isso mesmo estamos em vig&iacute;lia, para que possa acontecer. Por Ele est&aacute; garantido, por n&oacute;s h&aacute; de ser acolhido, ativamente acolhido. Por n&oacute;s e por outros, que O esperam de n&oacute;s, como os disc&iacute;pulos o souberam depois pelo testemunho daquelas mulheres, que n&atilde;o perderam &acirc;nimo e ganharam tudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas paredes do claustro desta s&eacute; do Porto, existem sete grandes pain&eacute;is de azulejos setecentistas, alusivos ao C&acirc;ntico dos C&acirc;nticos, magn&iacute;fico poema b&iacute;blico, em que se intui o amor entre Deus e o seu povo, Cristo e a Igreja, sua esposa. Amor clarividente, em que tudo se esclarece. Podemos sempre revisit&aacute;-los e retomar-lhes a alus&atilde;o: o descanso s&oacute; poss&iacute;vel com o esposo; as belas palavras que este sempre dirige &agrave; esposa, quando ela mais precisa; a felicidade do re-encontro; o descanso por fim; o convite a ir al&eacute;m; a esposa adornada, qual cidade vitoriosa; e a atra&ccedil;&atilde;o constante do perfume do esposo.&nbsp;<\/p>\n<p>Daqui n&atilde;o sair&aacute; mais a esposa do C&acirc;ntico, que nos representa a todos, como o souberam e cantaram os m&iacute;sticos crist&atilde;os. Se a esposa do livro b&iacute;blico acaba a pedir: &ldquo;Grava-me como selo em teu cora&ccedil;&atilde;o, como selo no teu bra&ccedil;o, porque forte como a morte &eacute; o amor&rdquo; (Cant 8, 6), S&atilde;o Jo&atilde;o da Cruz continuar&aacute; com estes versos c&eacute;lebres: &ldquo;Apaga o meu desgosto, \/ Pois mais ningu&eacute;m consegue desfaz&ecirc;-lo, \/ E veja-Te o meu rosto, \/ Que &eacute;s lume a acend&ecirc;-lo, \/ E apenas para Ti eu quero t&ecirc;-lo, \/ Mostra a tua presen&ccedil;a, \/ Matem-me a tua vista e formosura, \/ Pois olha que a doen&ccedil;a \/ De amor jamais se cura \/ Sen&atilde;o com a presen&ccedil;a e a figura&rdquo; (C&acirc;ntico espiritual. Can&ccedil;&otilde;es entre a alma e o esposo, 10-11).<\/p>\n<p>A Escritura Sagrada resume-se, ali&aacute;s, num encontro ansiado e finalmente acontecido. &Agrave; Samaritana, Jesus pediu: &ldquo;D&aacute;-me de beber!&rdquo;; na cruz, resumiu-se num grito: &ldquo;Tenho sede!&rdquo;. &Eacute; esta sede de Deus por n&oacute;s que faz brotar a nossa sede d&rsquo;Ele, que unicamente nos sacia no verdadeiro amor para que existimos. Para tal nos convidou Cristo: &ldquo; &#8211; Se algu&eacute;m tem sede, venha a mim; e quem cr&ecirc; em mim que sacie a sua sede!&rdquo; (Jo 7, 37).<\/p>\n<p>&nbsp;Do sepulcro vazio brotou a inextingu&iacute;vel fonte de que bebemos todos, hoje e ainda mais! J&aacute; S&atilde;o Paulo, iluminado pela luz que o deslumbrava, resumiu deste modo o que fazia e porque o fazia, no aut&ecirc;ntico batismo em que renascera (cf&nbsp; Ac 9, 18): &ldquo;Assim posso conhec&ecirc;-lo a Ele, na for&ccedil;a da sua ressurrei&ccedil;&atilde;o e na comunh&atilde;o com os seus sentimentos, conformando-me com Ele na morte, para ver se atinjo a ressurrei&ccedil;&atilde;o de entre os mortos. N&atilde;o que o tenha j&aacute; alcan&ccedil;ado ou j&aacute; seja perfeito; mas corro, para ver se o alcan&ccedil;o, j&aacute; que fui alcan&ccedil;ado por Cristo Jesus&rdquo; (Fl 3, 10-12).<\/p>\n<p>Concluamos, por fim, para continuarmos sempre. Desta corrida, irm&atilde;os e irm&atilde;s, temos n&oacute;s agora o pr&eacute;mio oferecido: &#8211; N&atilde;o tardemos em receb&ecirc;-lo, com um cora&ccedil;&atilde;o grato e devolvido! H&aacute; muitos &agrave; espera que lho comuniquemos, como as santas mulheres o fizeram ent&atilde;o!<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 7-8 de Abril de 2012<\/p>\n<p>+ Manuel Clemente<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N&oacute;s conseguimos divisar-Lhe o rosto&hellip; &ldquo;Depois de passar o s&aacute;bado, Maria Madalena, Maria, m&atilde;e de Tiago, e Salom&eacute; compraram aromas para irem embalsamar Jesus. e no primeiro dia da semana, partindo muito cedo, chegaram ao sepulcro ao nascer do sol&hellip;&rdquo; &#8211; Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, que intens&iacute;ssima noite, esta aqui vivida, como em tantas igrejas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[187],"class_list":["post-56073","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-do-porto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56073","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56073"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56073\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56073"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56073"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56073"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}