{"id":56046,"date":"2012-04-05T23:46:00","date_gmt":"2012-04-05T23:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/05\/homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-da-missa-crismal\/"},"modified":"2012-04-05T23:46:00","modified_gmt":"2012-04-05T23:46:00","slug":"homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-da-missa-crismal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-da-missa-crismal\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Bragan\u00e7a-Miranda da Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p>\u00abO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque Ele me ungiu\u00bb.  <!--more--> <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Missa Crismal<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Igreja Catedral de Bragan&ccedil;a<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">05.04.2012<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&laquo;O Esp&iacute;rito do Senhor est&aacute; sobre mim, porque Ele me ungiu&raquo;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Este &eacute; o sentido da celebra&ccedil;&atilde;o de hoje com a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do azeite e a renova&ccedil;&atilde;o das promessas sacerdotais. Tudo isto pode ser contemplado no mural da nossa igreja Catedral, que queremos tornar cada vez mais lugar de encontro com a beleza que salva, atrav&eacute;s da arte que fale do mist&eacute;rio acreditado, celebrado e a viver no quotidiano. Esta obra remete-nos imediatamente para a un&ccedil;&atilde;o pascal. At&eacute; a nobreza do material usado &ndash; gr&eacute;s cer&acirc;mico policromado &ndash; riqueza da mat&eacute;ria transformada por a&ccedil;&atilde;o do fogo.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">A centralidade da liturgia episcopal e da igreja Catedral, sublinhado pelo Conc&iacute;lio Vaticano II (cf. SC 41), manifesta-se hoje de modo excelente. Anualmente, em Quinta-feira Santa ou Missa Crismal, os presb&iacute;teros renovam as promessas sacerdotais, consagra-se o azeite com o perfume da Confirma&ccedil;&atilde;o, conhecido por &oacute;leo crisma e que serve tamb&eacute;m para a ordena&ccedil;&atilde;o dos Presb&iacute;teros e dos Bispos, para a dedica&ccedil;&atilde;o da igreja e do altar e benzem-se o azeite da un&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-baptismal dos catec&uacute;menos e o azeite para a un&ccedil;&atilde;o dos enfermos.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">1. &nbsp; &nbsp; Antes de tudo, o minist&eacute;rio presbiteral apresenta-se, n&atilde;o como uma fun&ccedil;&atilde;o, uma tarefa, uma promo&ccedil;&atilde;o social ou religiosa, mas como um servi&ccedil;o a tempo inteiro que se constitui mediante a ordena&ccedil;&atilde;o sacramental. Efetivamente, a sacramentalidade &eacute;, o rasgo mais espec&iacute;fico do presb&iacute;tero, hoje. Eis o grande mist&eacute;rio do qual, os presb&iacute;teros foram feitos ministros, porque se trata da participa&ccedil;&atilde;o no &uacute;nico sacerd&oacute;cio de Jesus Cristo, no mist&eacute;rio de um amor sem limites, aquele da m&aacute;xima sacerdotalidade na cruz (o mist&eacute;rio pascal).<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Quanto aos meios espirituais ou de santifica&ccedil;&atilde;o, o presb&iacute;tero &eacute; chamado a cuidar de modo especial da Eucaristia, para que seja o centro da comunidade paroquial, de forma que todos possam alcan&ccedil;ar a plenitude da vida crist&atilde;. Igualmente, dever&aacute; cuidar do sacramento da Reconcilia&ccedil;&atilde;o, da visita ao Sant&iacute;ssimo sacramento, da visita &agrave;s fam&iacute;lias, em particular aos doentes&#8230; Enfim, s&atilde;o muitas as atividades determinadas pela Igreja. Incumbe, de modo especial, ao presb&iacute;tero e em especial ao p&aacute;roco, o dever de promover com zelo, sustentar e acompanhar as voca&ccedil;&otilde;es, por meio: do seu exemplo pessoal, mostrando a sua identidade, vivendo em coer&ecirc;ncia com ela, do cuidado das confiss&otilde;es e da dire&ccedil;&atilde;o espiritual dos jovens, da catequese sobre o minist&eacute;rio ordenado. O p&aacute;roco &eacute; apontado, sobretudo, como um especialista do sentido da Igreja, como o homem da comunh&atilde;o com a Igreja particular e com a Igreja universal.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">N&atilde;o faltam, certamente, aos p&aacute;rocos dificuldades pastorais, ang&uacute;stias e cansa&ccedil;os, nem sempre equilibrados com sadios per&iacute;odos de retiro espiritual e de justo repouso. A cultura contempor&acirc;nea tende tamb&eacute;m a desfigurar o presb&iacute;tero da sua essencial dimens&atilde;o mist&eacute;rico-sacramental, que faz cair nos perigos do ativismo, do funcionalismo, e da planifica&ccedil;&atilde;o mais empresarial do que pastoral.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">2. &nbsp; &nbsp; Na Igreja &ndash; mist&eacute;rio, comunh&atilde;o e miss&atilde;o, revelada como o corpo de Cristo, o povo de Deus que caminha na hist&oacute;ria e estabelecida como sacramento universal de salva&ccedil;&atilde;o, descobre-se a raz&atilde;o fundamental do sacerd&oacute;cio ministerial. Aos batizados, que receberam o dom do presbiterado, pela imposi&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os e a ora&ccedil;&atilde;o subsequente, na ordena&ccedil;&atilde;o sacramental, foi-lhes confiada uma miss&atilde;o nova e espec&iacute;fica para agirem in persona Christi Capitis e in nomine Ecclesiae (na pessoa de Cristo Cabe&ccedil;a e em nome da Igreja). Atrav&eacute;s do minist&eacute;rio da Palavra evangelizadora, que convida &agrave; convers&atilde;o e &agrave; santidade; da Palavra cultual, que d&aacute; gra&ccedil;as pela miseric&oacute;rdia de Deus; pela Palavra sacramental, que &eacute; a fonte da gra&ccedil;a, o presb&iacute;tero prolonga o mist&eacute;rio de Cristo no pr&oacute;prio exerc&iacute;cio do minist&eacute;rio, tornando-se o ministro do mist&eacute;rio. O desafio &eacute;, pois, do Mist&eacute;rio ao minist&eacute;rio vivido, fonte que jorra para a vida, sempre renovada no dom recebido pela ordena&ccedil;&atilde;o sacramental<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">O caminho da esperan&ccedil;a seja percorrido na viv&ecirc;ncia do pr&oacute;prio minist&eacute;rio quotidiano, fundamentado na Eucaristia, na Reconcilia&ccedil;&atilde;o, na Liturgia das Horas, na forma&ccedil;&atilde;o permanente, na caridade pastoral, na fraterna comunh&atilde;o, na ora&ccedil;&atilde;o, na coopera&ccedil;&atilde;o com o bispo e por tantas outras formas que a Igreja recomenda e que cada presb&iacute;tero poder&aacute; seguir no exerc&iacute;cio feliz do minist&eacute;rio recebido como inestim&aacute;vel dom e mist&eacute;rio.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Porque o mist&eacute;rio de Cristo implica o minist&eacute;rio da Igreja, nunca faltem presb&iacute;teros-p&aacute;rocos, servidores totalmente identificados com a pessoa de Cristo, o Bom Pastor que d&aacute; a vida pelos seus, amando-os at&eacute; ao fim. O presb&iacute;tero-p&aacute;roco n&atilde;o &eacute; um simples coordenador ou animador competente, mas &eacute; o pastor pr&oacute;prio da comunidade paroquial. A todos os p&aacute;rocos, com afeto e admira&ccedil;&atilde;o pelo seu trabalho na edifica&ccedil;&atilde;o do Reino, dirijo um o renovado quanto imperativo convite: s&ecirc; homem de f&eacute; do mist&eacute;rio ao minist&eacute;rio! &nbsp;Dizei &lsquo;n&atilde;o&rsquo; ao individualismo na vida e na a&ccedil;&atilde;o pastoral. N&atilde;o nos isolemos, porque perdemos o sentido do presbit&eacute;rio e o sentido diocesano.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">O semin&aacute;rio continua a ser a escola do Evangelho que forma os futuros presb&iacute;teros, para seguirem o &uacute;nico Mestre que &eacute; caminho, verdade e vida. Nunca faltar&atilde;o os bons pastores &agrave; nossa diocese de Bragan&ccedil;a-Miranda, se as par&oacute;quias forem autenticamente crist&atilde;s, onde se celebra o Mist&eacute;rio, se escuta a Palavra e se contempla o rosto do Amor. Se n&atilde;o se descobre o sentido do Mist&eacute;rio ao minist&eacute;rio sacerdotal, n&atilde;o se entende como pode um jovem, ao escutar na vida a palavra &laquo;Segue-Me&raquo;, renuncie a tudo por Cristo, na certeza de que por esta decisiva estrada a sua personalidade humana realizar-se-&aacute; plenamente. Em consequ&ecirc;ncia, auguramos e ao mesmo tempo intercedemos pelo florescimento de uma nova primavera vocacional &nbsp;na Igreja de Cristo que peregrina no Nordeste transmontano.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">3. &nbsp; &nbsp; A Sagrada Escritura refere in&uacute;meras virtualidades do azeite, que v&atilde;o desde aquelas lit&uacute;rgicas &agrave;s mais quotidianas, pois com o azeite se amassavam ou cobriam os holocaustos, mas tamb&eacute;m se temperava o p&atilde;o da mesa familiar; o azeite da oliveira era derramado sobre a cabe&ccedil;a e as vestes como s&iacute;mbolo da purifica&ccedil;&atilde;o e do poder concedido, mas, aplicado sobre as feridas, mantinha um importante papel reparador, como na inesquec&iacute;vel par&aacute;bola do bom samaritano, que Jesus contou. Um dos pref&aacute;cios do Missal Romano &nbsp;chama mesmo ao azeite o &ldquo;&oacute;leo da consola&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Para esta celebra&ccedil;&atilde;o, o azeite foi amavelmente oferecido pela C&acirc;mara Municipal de Mirandela, colhido das azeitonas das oliveiras dos jardins da cidade.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Se &laquo;o p&atilde;o fortalece o cora&ccedil;&atilde;o do homem, o azeite faz brilhar no seu rosto a alegria&raquo;, diziam os Padres da Igreja. E j&aacute; Homero classificou o azeite de &laquo;ouro l&iacute;quido&raquo;. De facto, o azeite puro de azeitonas mantinha sempre acesas as l&acirc;mpadas do candelabro, no Templo do Senhor. Por isso, o azeite integrava naturalmente os bens que constituiam a oferta em Israel.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Hoje, temos a alegria de ver o conjunto completo das tr&ecirc;s magn&iacute;ficas anforas em prata dos santos &oacute;leos da Catedral e a respectiva caixa em pau-santo que ficou no antigo pa&ccedil;o episcopal, hoje Museu Abade Ba&ccedil;al. Estas pe&ccedil;as t&atilde;o originais do s&eacute;c. XVIII s&atilde;o um preciosos legado da f&eacute; crist&atilde; em terras de Bragan&ccedil;a-Miranda.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Gostaria de concentrar a nossa aten&ccedil;&atilde;o no azeite do crisma ou myrion. Este azeite de oliveira &eacute; consagrado com a ess&ecirc;ncia do perfume em sinal de alegria.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Na un&ccedil;&atilde;o depois do Baptismo, o celebrante unge com o Crisma da salva&ccedil;&atilde;o dizendo: &laquo;para que permane&ccedil;ais, eternamente, membros de Cristo sacerdote, profeta e rei&raquo;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Na celebra&ccedil;&atilde;o da Confirma&ccedil;&atilde;o o Bispo tra&ccedil;a o sinal da cruz na fronte do confirmando, dizendo: &laquo;n., recebe, por este sinal, o esp&iacute;rito santo, o dom de Deus&raquo;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Na ordena&ccedil;&atilde;o do Bispo, O Bispo ordenante principal unge a cabe&ccedil;a do Ordenado, ajoelhado diante de si, dizendo: &laquo;Deus, que te fez participante do sumo sacerd&oacute;cio de Cristo, derrame sobre ti o b&aacute;lsamo da un&ccedil;&atilde;o espiritual, e te fa&ccedil;a abundar em frutos de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o&raquo;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Na ordena&ccedil;&atilde;o dos Presb&iacute;teros, o Bispo unge com o santo crisma as palmas das m&atilde;os de cada Ordenado, ajoelhado diante de si, dizendo: &laquo;O Senhor Jesus Cristo, a Quem o Pai ungiu pelo Esp&iacute;rito Santo e seu poder, te guarde para santificares o povo crist&atilde;o e ofereceres a Deus o sacrif&iacute;cio&raquo;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, a liturgia de hoje interpela-nos a todos a sermos o bom perfume de Cristo na vida. &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;+ J. Cordeiro<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">&nbsp;<\/div>\n<p>Este &eacute; o sentido da celebra&ccedil;&atilde;o de hoje com a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do azeite e a renova&ccedil;&atilde;o das promessas sacerdotais. Tudo isto pode ser contemplado no mural da nossa igreja Catedral, que queremos tornar cada vez mais lugar de encontro com a beleza que salva, atrav&eacute;s da arte que fale do mist&eacute;rio acreditado, celebrado e a viver no quotidiano. Esta obra remete-nos imediatamente para a un&ccedil;&atilde;o pascal. At&eacute; a nobreza do material usado &ndash; gr&eacute;s cer&acirc;mico policromado &ndash; riqueza da mat&eacute;ria transformada por a&ccedil;&atilde;o do fogo.<\/p>\n<p>A centralidade da liturgia episcopal e da igreja Catedral, sublinhado pelo Conc&iacute;lio Vaticano II (cf. SC 41), manifesta-se hoje de modo excelente. Anualmente, em Quinta-feira Santa ou Missa Crismal, os presb&iacute;teros renovam as promessas sacerdotais, consagra-se o azeite com o perfume da Confirma&ccedil;&atilde;o, conhecido por &oacute;leo crisma e que serve tamb&eacute;m para a ordena&ccedil;&atilde;o dos Presb&iacute;teros e dos Bispos, para a dedica&ccedil;&atilde;o da igreja e do altar e benzem-se o azeite da un&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-baptismal dos catec&uacute;menos e o azeite para a un&ccedil;&atilde;o dos enfermos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1.     Antes de tudo, o minist&eacute;rio presbiteral apresenta-se, n&atilde;o como uma fun&ccedil;&atilde;o, uma tarefa, uma promo&ccedil;&atilde;o social ou religiosa, mas como um servi&ccedil;o a tempo inteiro que se constitui mediante a ordena&ccedil;&atilde;o sacramental. Efetivamente, a sacramentalidade &eacute;, o rasgo mais espec&iacute;fico do presb&iacute;tero, hoje. Eis o grande mist&eacute;rio do qual, os presb&iacute;teros foram feitos ministros, porque se trata da participa&ccedil;&atilde;o no &uacute;nico sacerd&oacute;cio de Jesus Cristo, no mist&eacute;rio de um amor sem limites, aquele da m&aacute;xima sacerdotalidade na cruz (o mist&eacute;rio pascal).<\/p>\n<p>Quanto aos meios espirituais ou de santifica&ccedil;&atilde;o, o presb&iacute;tero &eacute; chamado a cuidar de modo especial da Eucaristia, para que seja o centro da comunidade paroquial, de forma que todos possam alcan&ccedil;ar a plenitude da vida crist&atilde;. Igualmente, dever&aacute; cuidar do sacramento da Reconcilia&ccedil;&atilde;o, da visita ao Sant&iacute;ssimo sacramento, da visita &agrave;s fam&iacute;lias, em particular aos doentes&#8230; Enfim, s&atilde;o muitas as atividades determinadas pela Igreja. Incumbe, de modo especial, ao presb&iacute;tero e em especial ao p&aacute;roco, o dever de promover com zelo, sustentar e acompanhar as voca&ccedil;&otilde;es, por meio: do seu exemplo pessoal, mostrando a sua identidade, vivendo em coer&ecirc;ncia com ela, do cuidado das confiss&otilde;es e da dire&ccedil;&atilde;o espiritual dos jovens, da catequese sobre o minist&eacute;rio ordenado. O p&aacute;roco &eacute; apontado, sobretudo, como um especialista do sentido da Igreja, como o homem da comunh&atilde;o com a Igreja particular e com a Igreja universal.<\/p>\n<p>N&atilde;o faltam, certamente, aos p&aacute;rocos dificuldades pastorais, ang&uacute;stias e cansa&ccedil;os, nem sempre equilibrados com sadios per&iacute;odos de retiro espiritual e de justo repouso. A cultura contempor&acirc;nea tende tamb&eacute;m a desfigurar o presb&iacute;tero da sua essencial dimens&atilde;o mist&eacute;rico-sacramental, que faz cair nos perigos do ativismo, do funcionalismo, e da planifica&ccedil;&atilde;o mais empresarial do que pastoral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2.     Na Igreja &ndash; mist&eacute;rio, comunh&atilde;o e miss&atilde;o, revelada como o corpo de Cristo, o povo de Deus que caminha na hist&oacute;ria e estabelecida como sacramento universal de salva&ccedil;&atilde;o, descobre-se a raz&atilde;o fundamental do sacerd&oacute;cio ministerial. Aos batizados, que receberam o dom do presbiterado, pela imposi&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os e a ora&ccedil;&atilde;o subsequente, na ordena&ccedil;&atilde;o sacramental, foi-lhes confiada uma miss&atilde;o nova e espec&iacute;fica para agirem in persona Christi Capitis e in nomine Ecclesiae (na pessoa de Cristo Cabe&ccedil;a e em nome da Igreja). Atrav&eacute;s do minist&eacute;rio da Palavra evangelizadora, que convida &agrave; convers&atilde;o e &agrave; santidade; da Palavra cultual, que d&aacute; gra&ccedil;as pela miseric&oacute;rdia de Deus; pela Palavra sacramental, que &eacute; a fonte da gra&ccedil;a, o presb&iacute;tero prolonga o mist&eacute;rio de Cristo no pr&oacute;prio exerc&iacute;cio do minist&eacute;rio, tornando-se o ministro do mist&eacute;rio. O desafio &eacute;, pois, do Mist&eacute;rio ao minist&eacute;rio vivido, fonte que jorra para a vida, sempre renovada no dom recebido pela ordena&ccedil;&atilde;o sacramental<\/p>\n<p>O caminho da esperan&ccedil;a seja percorrido na viv&ecirc;ncia do pr&oacute;prio minist&eacute;rio quotidiano, fundamentado na Eucaristia, na Reconcilia&ccedil;&atilde;o, na Liturgia das Horas, na forma&ccedil;&atilde;o permanente, na caridade pastoral, na fraterna comunh&atilde;o, na ora&ccedil;&atilde;o, na coopera&ccedil;&atilde;o com o bispo e por tantas outras formas que a Igreja recomenda e que cada presb&iacute;tero poder&aacute; seguir no exerc&iacute;cio feliz do minist&eacute;rio recebido como inestim&aacute;vel dom e mist&eacute;rio.<\/p>\n<p>Porque o mist&eacute;rio de Cristo implica o minist&eacute;rio da Igreja, nunca faltem presb&iacute;teros-p&aacute;rocos, servidores totalmente identificados com a pessoa de Cristo, o Bom Pastor que d&aacute; a vida pelos seus, amando-os at&eacute; ao fim. O presb&iacute;tero-p&aacute;roco n&atilde;o &eacute; um simples coordenador ou animador competente, mas &eacute; o pastor pr&oacute;prio da comunidade paroquial. A todos os p&aacute;rocos, com afeto e admira&ccedil;&atilde;o pelo seu trabalho na edifica&ccedil;&atilde;o do Reino, dirijo um o renovado quanto imperativo convite: s&ecirc; homem de f&eacute; do mist&eacute;rio ao minist&eacute;rio!  Dizei &lsquo;n&atilde;o&rsquo; ao individualismo na vida e na a&ccedil;&atilde;o pastoral. N&atilde;o nos isolemos, porque perdemos o sentido do presbit&eacute;rio e o sentido diocesano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O semin&aacute;rio continua a ser a escola do Evangelho que forma os futuros presb&iacute;teros, para seguirem o &uacute;nico Mestre que &eacute; caminho, verdade e vida. Nunca faltar&atilde;o os bons pastores &agrave; nossa diocese de Bragan&ccedil;a-Miranda, se as par&oacute;quias forem autenticamente crist&atilde;s, onde se celebra o Mist&eacute;rio, se escuta a Palavra e se contempla o rosto do Amor. Se n&atilde;o se descobre o sentido do Mist&eacute;rio ao minist&eacute;rio sacerdotal, n&atilde;o se entende como pode um jovem, ao escutar na vida a palavra &laquo;Segue-Me&raquo;, renuncie a tudo por Cristo, na certeza de que por esta decisiva estrada a sua personalidade humana realizar-se-&aacute; plenamente. Em consequ&ecirc;ncia, auguramos e ao mesmo tempo intercedemos pelo florescimento de uma nova primavera vocacional  na Igreja de Cristo que peregrina no Nordeste transmontano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3.     A Sagrada Escritura refere in&uacute;meras virtualidades do azeite, que v&atilde;o desde aquelas lit&uacute;rgicas &agrave;s mais quotidianas, pois com o azeite se amassavam ou cobriam os holocaustos, mas tamb&eacute;m se temperava o p&atilde;o da mesa familiar; o azeite da oliveira era derramado sobre a cabe&ccedil;a e as vestes como s&iacute;mbolo da purifica&ccedil;&atilde;o e do poder concedido, mas, aplicado sobre as feridas, mantinha um importante papel reparador, como na inesquec&iacute;vel par&aacute;bola do bom samaritano, que Jesus contou. Um dos pref&aacute;cios do Missal Romano  chama mesmo ao azeite o &ldquo;&oacute;leo da consola&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Para esta celebra&ccedil;&atilde;o, o azeite foi amavelmente oferecido pela C&acirc;mara Municipal de Mirandela, colhido das azeitonas das oliveiras dos jardins da cidade.<\/p>\n<p>Se &laquo;o p&atilde;o fortalece o cora&ccedil;&atilde;o do homem, o azeite faz brilhar no seu rosto a alegria&raquo;, diziam os Padres da Igreja. E j&aacute; Homero classificou o azeite de &laquo;ouro l&iacute;quido&raquo;. De facto, o azeite puro de azeitonas mantinha sempre acesas as l&acirc;mpadas do candelabro, no Templo do Senhor. Por isso, o azeite integrava naturalmente os bens que constituiam a oferta em Israel.<\/p>\n<p>Hoje, temos a alegria de ver o conjunto completo das tr&ecirc;s magn&iacute;ficas anforas em prata dos santos &oacute;leos da Catedral e a respectiva caixa em pau-santo que ficou no antigo pa&ccedil;o episcopal, hoje Museu Abade Ba&ccedil;al. Estas pe&ccedil;as t&atilde;o originais do s&eacute;c. XVIII s&atilde;o um preciosos legado da f&eacute; crist&atilde; em terras de Bragan&ccedil;a-Miranda.<\/p>\n<p>Gostaria de concentrar a nossa aten&ccedil;&atilde;o no azeite do crisma ou myrion. Este azeite de oliveira &eacute; consagrado com a ess&ecirc;ncia do perfume em sinal de alegria.<\/p>\n<p>Na un&ccedil;&atilde;o depois do Baptismo, o celebrante unge com o Crisma da salva&ccedil;&atilde;o dizendo: &laquo;para que permane&ccedil;ais, eternamente, membros de Cristo sacerdote, profeta e rei&raquo;.<\/p>\n<p>Na celebra&ccedil;&atilde;o da Confirma&ccedil;&atilde;o o Bispo tra&ccedil;a o sinal da cruz na fronte do confirmando, dizendo: &laquo;n., recebe, por este sinal, o esp&iacute;rito santo, o dom de Deus&raquo;.<\/p>\n<p>Na ordena&ccedil;&atilde;o do Bispo, O Bispo ordenante principal unge a cabe&ccedil;a do Ordenado, ajoelhado diante de si, dizendo: &laquo;Deus, que te fez participante do sumo sacerd&oacute;cio de Cristo, derrame sobre ti o b&aacute;lsamo da un&ccedil;&atilde;o espiritual, e te fa&ccedil;a abundar em frutos de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o&raquo;.<\/p>\n<p>Na ordena&ccedil;&atilde;o dos Presb&iacute;teros, o Bispo unge com o santo crisma as palmas das m&atilde;os de cada Ordenado, ajoelhado diante de si, dizendo: &laquo;O Senhor Jesus Cristo, a Quem o Pai ungiu pelo Esp&iacute;rito Santo e seu poder, te guarde para santificares o povo crist&atilde;o e ofereceres a Deus o sacrif&iacute;cio&raquo;.<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, a liturgia de hoje interpela-nos a todos a sermos o bom perfume de Cristo na vida.<\/p>\n<p>+ J. Cordeiro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abO Esp\u00edrito do Senhor est\u00e1 sobre mim, porque Ele me ungiu\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[173],"class_list":["post-56046","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-braganca-miranda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56046","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56046"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56046\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}